Lago Kivu

laki1O Lago Kivu é um dos maiores lagos de África. Está situado na fronteira entre a República Democrática do Congo e o Ruanda. O lago Kivu desagua no rio Ruzizi, que segue para o sul e, por sua vez, desagua do lago Tanganica. O lago ficou conhecido como o local onde muitas das vítimas do genocídio de Ruanda em 1994 foram jogadas.

O primeiro europeu a visitar o lago foi o conde alemão Gustav Adolf von Götzen em 1894. O Lago Kivu é um dos grandes lagos da África. Está situado na fronteira entre a República Democrática do Congo no Albertine Rift, uma parte do Grande Vale do Rift. O Lago Kivu deságua no rio Ruzizi, que flui para o sul no Lago Tanganica, outro grande lago. A maior cidade em suas margens é Gisenyi, conhecida por seus esportes aquáticos e praias surpreendentemente tropicais. A cidade se assemelha a um resort de praia tropical esquecido com um conflito cativante de estilos arquitetônicos, costa arenosa vermelha e avifauna extremamente rica à beira do lago. A costa norte do lago, onde as cidades de Goma e Gisenyi se encontram, tem formações de lava das erupções do vizinho Monte Nyiragongo. E Gisenyi também é o lar da Bralirwa, a única cervejaria de Ruanda - nada como uma cerveja gelada para aliviar o estresse.

Leia também - Caverna do 'céu estrelado' na Nova Zelândia

laki3

Os visitantes ficarão tentados a passar mais tempo aqui, pois a acomodação de frente para a praia, os mercados movimentados, os edifícios coloniais esquecidos e ruas arborizadas agregam fascínio à cidade. Acrescente a isso à proximidade da cidade com o Parque Nacional dos Vulcões e às atividades de trilha do gorila que a maioria dos visitantes de Ruanda procuram.

 

Lago Kivu é fonte de energia para o Ruanda

 

Por Antje Diekhans/Cristina Krippahl - No Lago Kivu no Ruanda, no leste de África, encontra-se uma matéria-prima preciosa: gás metano. Este pode vir a ser uma fonte de rendimentos tão valiosa como o petróleo. Mas pode também conduzir ao desastre. Às margens do Lago Kivu, 200 trabalhadores constroem o que deverá se tornar um projecto modelo no Ruanda, no Leste de África. Aos poucos, eregem uma plataforma destinada à extração do metano subaquático, 13 quilómetros ao largo da costa.

Aqui serão instaladas condutas que levarão o gás a instalações maiores no país, onde o metano será transformado em electricidade. O engenheiro Roy Morter, que trabalha para uma empresa norte-americana, chefia os trabalhos. Morter já construiu muitas centrais de energia, mas afirma ser esta uma experiência única. "Nunca fiz nada semelhante. É verdade que a central de energia não é muito diferente das nossas. Mas é a primeira vez que trabalho com estas ferramentas de extracção", diz.

Extração do gás metano

A plataforma é montada em terra, de onde será arrastada para o meio do lago, com várias torres de perfuração com mais de 30 metros de altura, que sugam o metano do fundo do mar. O dióxido de carbono assim extraído volta a ser lançado para o lago Kivu. Alguns especialistas receiam que este processo seja perigoso.
Trata-se do primeiro no seu género e ninguém sabe ao certo como vai reagir o lago. Nos anos 80 do século passado, o dióxido de carbono surgido de um lago matou mais de 1.700 pessoas. Há quem, por isso, chame a lagos como o Kivu lagos assassinos.

Mas Roy Morter não tem dúvidas: não vai acontecer nada. Pelo contrário, diz, a extracção do metano reduz o perigo. O engenheiro compara o processo com uma garrafa de champanhe.

"Quando a pressão escapa, as bolhas sobem. Se extrairmos metano e dióxido de carbono de camadas a mais de 400 metros de profundidade, estamos, por assim dizer, a extrair as bolhas", explica. Tal como uma rolha já não salta da garrafa de champanhe que perdeu a pressão, os gases também não subirão mais à superfície do lago, garante o engenheiro.

Autosuficiência energética

O projecto de exploração de metano custa cerca de 150 milhões de dólares norte-americanos. Numa primeira fase, deverão ser produzidos 25 megawatts. Prevê-se o arranque da produção para o final deste ano. Mais tarde, as capacidades deverão ser aumentadas até 100 megawatts.

"O Ruanda deixará de ter preocupações com o fornecimento de energia. Por isso, este projecto é tão importante e é por isso que estamos a cooperar estreitamente com o Governo ruandês", avalia o engenheiro Roy Morter.

A central deverá produzir energia suficiente para abastecer todo o país e até algum excedente para exportar. O que, para o Ruanda, pode ser o equivalente a um salto no desenvolvimento. O metano do lago assassino teria para o país o mesmo valor que um jazigo de petróleo.

 

Há lagos que explodem e matam em África, um deles ameaça dois milhões de pessoas

 laki2

2016 - Uma das maiores bombas-relógio do mundo. É o que se diz relação ao lago Kivu, um dos grandes lagos de África, devido à enorme quantidade de dióxido de carbono que está escondido sob as suas águas. Se um dia a nuvem de gás escapar, estima-se que dois milhões de pessoas correrão perigo de vida. Não é uma maldição dos deuses nem, tampouco, um mistério que os cientistas não tenham descortinado. Até ao momento, só foram registadas duas erupções límnicas em todo o mundo, ambas em África, embora muitas outras possam ter ocorrido sem terem sido documentadas. Basicamente, este tipo de erupção, também conhecido como o fenómeno do “lago explosivo”, ocorre quando o dióxido de carbono (CO2) armazenado nas profundezas de um lago irrompe da água e liberta-se à superfície, asfixiando toda a vida animal que se encontra nas suas imediações: seres humanos, gado e outros animais selvagens, nada escapa.

Leia também - Gruta das Andorinhas

Em 1984, na região Noroeste dos Camarões, uma nuvem de gás libertou-se do lago Monoun e asfixiou até à morte 37 pessoas que viviam nas suas redondezas. O pior foi o que aconteceu dois anos depois, no vizinho lago Nyos, quando um desastre natural semelhante matou 1.746 aldeões e cerca de 3 mil animais, devido a uma nuvem de 80 milhões de metros cúbicos de CO2 que escapou das suas águas profundas.

Felizmente, as duas massas de água doce são constantemente monitorizadas nos dias de hoje, existindo vários tubos que libertam gradualmente o gás para a atmosfera (sem qualquer perigo para a vida animal), evitando, assim, que se acumulem grandes quantidades com o passar do tempo. O risco, portanto, é que o CO2 se liberte todo de uma só vez, algo que, por agora, é muito improvável de acontecer outra vez

O problema é que existe um lago 1600 vezes maior do que o Nyos que tem a capacidade para acumular uma gigantesca quantidade de gás. Referimo-nos ao lago Kivu, situado entre a República Democrática do Congo e o Ruanda. De acordo com o biólogo George Kling, da Universidade do Michigan, nos Estado Unidos, em declarações à revista OZY, estamos perante a “maior bomba-relógio do mundo”. O nível elevado de gases aí existentes, a crer no investigador, é suficiente para matar cerca de dois milhões ao longo das suas margens.

O que provoca todo este perigo? A Coca-Cola explica!

A atividade vulcânica é o grande responsável pelos dois desastres que ocorreram nos Camarões, sendo que o rifte Albertina, uma falha geológica que atravessa a região do lago Kivu, é naturalmente propícia a este tipo de atividade. Daí o perigo.

No lago Nyos, a tragédia começou 400 anos antes, quando uma erupção hidrovulcânica criou a cratera onde repousa atualmente a sua massa de água. Todavia, a vários quilómetros abaixo da superfície do lago a atividade vulcânica nunca parou, gerando gás, principalmente CO2, que se foi infiltrando nas águas profundas, saturando-as. Este CO2, ao misturar-se na água, forma algo semelhante a uma bebida gasosa.

Ou seja, temos uma mistura gasosa, cheia de CO2, que quer sair para o exterior, tal como quando agitamos uma garrafa de Coca-Cola. Ela só não sai porque a massa de água que está por cima desta amálgama, devido ao seu peso, acaba por funcionar como se fosse a tampa da garrafa.

Sendo assim, o que fez com que a tampa fosse “furada” e cedesse, provocando um jorro explosivo de água gaseificada e a libertação do seu CO2 para a atmosfera? Segundo George Kling, uma forte chuvada ou um tremor de terra podem ser suficientes. Em Nyos, por exemplo, especula-se que a tragédia foi iniciada por um deslizamento de terra numa das suas margens, provocada por chuvas que duraram uma semana: a língua de terra terá furado as águas superficiais e o gás saiu do fundo.

No lago Kivu aconteceu o mesmo processo de acumulação de CO2. Tendo em conta que está numa zona de atividade sísmica, o receio de um desastre de grande dimensão é compreensível. Ao contrário do que acontece com os dois lagos dos Camarões, está-se perante uma quantidade de água tão grande que os métodos neles usados para drenar a água gaseificada não bastam.

Entretanto, e enquanto esboça algumas estratégias para evitar que o pior suceda, o governo do Ruanda aproveita o gás natural aí existente, o qual também contém metano, para dinamizar a economia do país. Trata-se, afinal de contas, do quinto maior depósito de metano do mundo.

 

 

fONTE: https://pt.wikipedia.org
             https://www.rhinoafrica.com
             http://www.dw.com
             http://noticias.sapo.cv

Compartilhe

Submit to FacebookSubmit to Google PlusSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn

Translate

Portuguese English French German Italian Russian Spanish

Curta nossa página

Mundo

Publicidade