6 plantas perigosas que você não quer conhecer de perto

planpe topoPor Jessica Soares - Todo mundo já sabe que se deve pensar duas vezes antes de fazer cafuné em um bichinho selvagem – mesmo naqueles com carinha de bom moço. Mas seu sentido-aranha dificilmente o alertaria para a dimensão dos perigos que podem estar escondidos em meio a folhinhas verdes. Melhor recalibrar seus instintos, colega. Conheça 6 plantas perigosas que você não vai querer conhecer de perto: 1. Gympie ferrão (Dendrocnide moroides) ...

- A árvore australiana Dendrocnide moroides (também conhecida como gympie ferrão) não é o tipo de plantinha que você quer ter no jardim. Em suas folhagens aparentemente inofensivas está uma das toxinas mais nocivas já identificadas, o que faz com que seja considerada uma das árvores mais perigosas do mundo. As primeiras histórias a respeito da planta datam de 1866: naquele ano, o topógrafo A.C. Macmillan relatou que seu cavalo topou com a planta, enlouqueceu e morreu duas horas depois. Pesquisas mais recentes apontam que é bem provável que ele não tenha aumentado nenhum ponto nesse conto. Para se ter uma ideia, o contato com a toxina (cujo efeito pode perdurar meses) pode fazer com que até mesmo pessoas saudáveis entrem em choque anafilático imediato. Nas palavras da pesquisadora Marina Hurley: é como sofrer queimaduras ácidas e ser eletrocutado ao mesmo tempo. Ai. Melhor manter distância.

2. Heracleum mantegazzianum

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Maria Graham e seu marido Keith Cooper estavam fazendo uma caminhada no litoral britânico neste mês de setembro quando ela avistou uma planta que pensou que combinaria com seu jardim. Keith foi na frente conferir de perto a robusta vegetação – e se deu mal. A planta bonitinha era a gigante Heracleum mantegazzianum, nativa da região do Caucaso e da Ásia e presente também na América do Norte e em parte da Europa. Quem entra em contato com sua seiva demora a esquecer: ela contém toxinas fotossensibilizadoras que, em contato com a luz solar, provocam uma grave urticária e bolhas que se espalham pela pele afetada em 48 horas. E fica pior: a hipersensibilidade aos raios ultravioletas não é só momentânea. No caso de Keith, a recomendação médica é que ele proteja a área afetada por pelo menos 7 anos.

A planta contém furocumarinas (psoralenos) que produzem mudanças na estrutura celular da pele, reduzindo a sua protecção contra os efeitos da radiação UV. Estes podem ser liberados a partir da planta simplesmente roçando-a. A exposição ao sol após o contato provoca erupções severas na pele e / ou bolhas e queimaduras, os efeitos já começam cerca de 24 horas após o contato. Pode levar vários anos para que a pele volte ao normal durante o qual qualquer exposição à luz do dia, mesmo em dias nublados produzem novas queimaduras.

Dependendo da extensão do contato, a vítima pode sofrer um avermelhamento da pele, queimaduras e bolhas que necessitam de tratamento hospitalar.
Em alguns casos, uma alteração permanente na pigmentação da pele ocorre. Atualmente a "Heracleum mantegazzianum" está sendo discutido, haverá discussões em que afirmam que os casos apontados são exagerados e que muitas outras plantas são mais perigosas. Esse ponto de vista parece ser contrário das conclusões de um estudo realizado em 1996 na suíça com 29 relatos de intoxicação por plantas. Dentro desses casos, 18 relatos para a "Heracleum mantegazzianum" merecem destaque por terem produzidos conseqüências "sérias" e que tornaram-se a segunda planta mais perigosa entre a Atropa beladona, beladona.

3. Beladona (Atropa belladonna)

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Você provavelmente não vai avistar essa plantinha em locais ensolarados – encontrada na Europa, norte da África e Ásia, a beladona prefere se esgueirar por lugares sombrios. Apropriado. Não se deixe enganar pelas simpáticas flores púrpuras: trata-se de uma das plantas mais tóxicas do hemisfério oriental, e a ingestão de uma única folha pode provocar a morte de um adulto. Quem escapa da morte também passa por maus bocados: os sintomas do envenenamento incluem sensibilidade à luz, taquicardia, perda de equilíbrio, dor de cabeça, erupção cutânea, boca e gargantas secas, fala atrapalhada, confusão, alucinações, delírio e convulsões.

Por ter uma longa história de utilização farmacológica e pela sua toxicidade, à semelhança do que acontece com as espécies do género Datura ou com a mandrágora, esta planta tem sido objecto de crenças, lendas e efabulações de todo o tipo, o que continua a ocorrer na actualidade. Foi utilizada no Antigo Egipto como narcótico, pelos assírios para "afastar os pensamentos tristes" e o seu uso teve larga difusão na Europa devido ao seu uso em bruxaria desde a Idade Média.

Quando a espécie Atropa belladonna foi descrita por Lineu (Species Plantarum 1: 181), em 1753, o nome científico adoptado reflecte esses usos, já que deriva da utilização doméstica como cosmético que ao tempo se fazia na Europa, em especial em Itália, onde um extracto do fruto (ou mesmo uma baga em fresco) era colocado sobre os olhos das damas para provocar a dilatação da pupila, pois a atropina nele contida produz midríase. Como sabia que as mulheres utilizavam extractos de beladona nos olhos para dilatar as pupilas de modo a ficarem mais belas, Lineu utilizou o epíteto específico belladonna (em italiano: mulher bela). O nome genérico Atropa foi derivado de Atropos, uma das três Moiras que na mitologia grega controlavam o destino (uma o nascimento, outra o prolongamento da vida, e, finalmente, Atropos, responsável pelo corte do fio da vida, ditava a morte).

A beladona é uma das plantas mais tóxicas encontradas no hemisfério oriental. A ingestão de apenas uma folha pode ser fatal para um adulto, embora a toxicidade possa variar em função do estado vegetativo da planta, da sua idade e de factores genéticos e ambientais. A raiz da planta é geralmente a parte mais tóxica.Apesar de todas as partes da planta conterem alcalóides, as bagas constituem o maior perigo por serem atractivas, com a sua aparência negra e brilhante e sabor adocicado. A ingestão de quantidades superiores a cinco bagas pode ser fatal para um adulto.

Devido ao facto de seus frutos, quando ingeridos puros ou na forma de tisanas, provocarem efeitos psicoactivos (alucinações), a planta é utilizada como droga recreativa. É também utilizada como matéria prima na composição de um medicamentos homeopáticos, com destaque para aquele que é comercializado com o seu nome comum. É igualmente substância activa em medicamentos regulamentados pelo Infarmed, nomeadamente em antiespasmódicos utilizados para controlar espasmos da laringe e das cordas vocais e no tratamento de traqueítes. Os sintomas de envenenamento por beladona são os mesmos que os da atropina, e incluem pupilas dilatadas, taquicardia, alucinação, visão desfocada, garganta seca, constipação e retenção urinária. A pele pode secar. O principal antídoto utilizado é a pilocarpina.


4. Acônito (Aconitum variegatum)

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Os germanos e os gauleses já estavam ligados nos perigos acobertados pelas belas flores azuis do acônito: na antiguidade, eles usavam o veneno desta planta na pontas de suas flechas. Se o golpe não fosse letal, o veneno podia ser fatal. Apenas 10g da raiz podem provocar a morte de um adulto. Os primeiros sintomas de envenenamento não demoram a aparecer: náuseas, vômito, diarréia. Depois, só piora – sensação de queimação, dormência na boca e rosto, hipotensão, arritmia, parada cardíaca. Hanna MacKay aprova.

O acônito (PT-BR) ou acónito (PT-EU) (Aconitum napellus) é uma planta venenosa, pertencente à família Ranunculaceae muito utilizada em fármacos homeopáticos.
Possui raízes tuberosas e caule ereto, com flores azuis na forma de um elmo. O fruto é uma vesícula. Os sintomas do envenenamento por sua causa são salivação excessiva, falta de ar, tremores e aceleração dos batimentos cardíacos. Apenas 10 gramas de raíz constituem uma dose letal para o ser humano causando um provável ataque cardíaco.

É uma planta vivaz que pode atingir até 1,5 metros de altura, tem folhas verde-escuras, palmeadas e recortadas, flores azuis, raramente brancas, e raiz fusiforme. Dá-se bem nas regiões montanhosas, é medicinal e costuma cultivar-se também em jardins, como planta ornamental. Todas as suas variedades são venenosas quando a semente já está madura. O Aconitum napellus, comum em terrenos úmidos, cultiva-se muito em jardins. Todas as partes da planta são muito venenosas em virtude de possuírem alcalóides distintos. Outras espécies de acônito existentes em Espanha e Portugal são a erva toira (A. anthora), ou acônito da saúde, e o matalobos (A. lycoctonum), de flor amarela. Também pode ser receitado pelo seu Médico para o tratamento da ansiedade, mas só com o conhecimento do Médico.

5. Mancenilheira (Hippomane mancinella)

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O seu tronco costuma estampar um X vermelho, para alertar do perigo desta planta cujos frutos foram apelidados como “maçãs da morte”. Não tenha dúvidas: se avistar uma mancenilheira – que cresce na Flórida, nas Bahamas, Caribe e América Central – é melhor dar meia volta. Todas as partes da robusta árvore possuem substâncias altamente tóxicas, algumas delas ainda não identificadas. Um desavisado que tentar se proteger da chuva de baixo de sua folhagem se arrependeria amargamente da escolha: até contato leve com a planta provoca severa reação alérgica, urticária e formação de bolhas. Doloroso.

A Mancenilheira (nome científico: "Hippomane mancinella" é uma árvore da família das euphorbiaceae/euforbiáceas. O nome do género deve-se ao fa(c)to de os seres humanos terem reparado os que cavalos eram levados à loucura quando comiam as folhas desta árvore. A mancenilheira é nativa na Florida, nos Estados Unidos, Baamas, Caraíbas (Guadalupe, Bonaire, Martinica, Antígua e Barbuda, Trinidad e Tobago, etc.), América Central (Honduras, Nicarágua, Panamá, etc) e até ao norte da América do Sul (Colômbia e Venezuela, não no Brasil. [2] O nome em castelhano é na atualidade "manazanilla de la muerte" (pequena maçã da morte), deve-se ao fa(c)to de como veremos ser uma das árvores mais venenosas do mundo, onde frutos são venenosos, a casca deita uma seiva que provoca queimaduras, cegueira (se puserem as mãos nos olhos) e até morte.Em vários países, surgem sinais assinalando a perigosidade da planta, pois turistas estrangeiros podem inadvertidamente sofrerem queimaduras se agarrarem às cascas dessas árvores e a seiva cair nos seus corpos.

A árvore e suas partes contém toxinas fortes, algumas ainda não identificadas. A sua seiva contém forbol e outras substâncias irritantes para a pele, produzindo dermatites fortemente alérgicas.[3] Ficar sob a árvore durante a chuva causa a formação de borbulhas na pele devido ao mero contacto com o líquido e se as mãos forem colocadas nos olhos levam a cegueira temporária ou mesmo definitiva. A queima da árvore pode causar cegueira se a fumaça alcançar os olhos.

Em relação ao fruto diz-se que é fatal se comido, todavia, "fatalidades da ingestão não são registadas na literatura moderna" (Fonte 1991: Bygbjerg I.C. e H.K. Johansen: Manchineel poisoning complicated by streptococcal pharyngitis and impetigo. Ugeskr. Laeger 154(1), 27-28 (1991), mas a "ingestão pode produzir severas gastroenterites com hemorragias, choque. superinfeções bacterianas . Pacientes com um historial de ingestão e Patients with a history of ingestion ou queimaduras orou sintomas gastrointestinais deviam ser transportados para o hospital. O tratamento é suportável." (Fonte: Poisonous Plants: A Handbook for Doctors, Pharmacists, Toxicologists, Biologists and Veterinarians de Dietrich Frohne e Hans Jürgen Pfänder. 2005).

Em vários locais, muitas mancenilheiras têm em seu redor um sinal de perigo (por exemplo em Curaçau, enquanto em outros locais são marcadas com uma cruz vermelha no tronco para indicar perigo. Nas Antilhas Francesas (Martinica e Guadalupe as árvores são muitas vezes marcadas com uma banda vermelha a um pé acima do solo. Em Bonaire, todavia estas árvores as árvores não possuem qualquer sinal. A mancenilheira contém 12-deoxy-5-hydroxyphorbol-6gamma, 7alpha-oxide, hippomanins, mancinellin, e sapogenina, phloracetophenone-2,4-dimethylether está presente nas folhas, enquanto os frutos possuem fisostigmina.

6. Ongaonga (Urtica ferox)

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Só de bater o olho já dá para desconfiar: a ongaonga, como é conhecida popularmente esta planta natural da Nova Zelândia, possui uma série de longos pelos urticantes, que – como agulhas – injetam substâncias tóxicas em quem nela esbarrar. E a sensação deste encontro está longe de ser agradável: além de dor e dormência imediatas, o que vem em seguida são fortes dores abdominais, desorientação, problemas respiratórios, comprometimento das funções motoras e câimbras. Em 1961, o encontro com a ongaonga foi responsável por pela morte de um homem que havia sido múltiplas vezes “picado” por seus pelos. É a única ocorrência fatal registrada, mas não faltam casos de pessoas que sentiram os efeitos das toxinas, que geralmente duram até seis dias.

A Ongaonga (o nome científico dela é Urtica Ferox) é uma das duas únicas plantas que já mataram uma pessoa ao simplesmente entrar em contato com ela. Com tamanho grande e intimidador, a Ongaonga pode chegar a até 5 metros de altura. Bem camuflada, possui diversos ferrões venenosos que passam um veneno letal para quem entra em contato com eles. Não se trata de um perigo de ser espetado pelos ferrões. Apenas encostar neles já pode ser fatal, como é o caso de um caçador da Nova Zelândia que morreu após apenas esbarrar na planta. Para quem costuma se aventurar pela vida selvagem da Nova Zelândia, são passados muitas recomendações e cuidados a respeito das plantas.

O material venenoso e corrosivo do veneno da Ongaonga pode causar o colapso completo do sistema nervoso da vítima, mas também pode demorar para fazer efeito, danificando aos poucos o organismo. Nem todos os contatos com a planta são fatais, mas todo cuidado sempre é pouco. Na mitologia maori, o deus Kupe usava a Ongaonga para criar obstáculos para afastar quem tentava salvar as esposas que sequestrava. Apesar de perigosa, a planta era tradicionalmente usada pelos antigos maori para fazer remédios e comida. O mundo possui uma riqueza fascinante de plantas de todo tipo. A melhor forma de garantir que tudo sempre conviva em harmonia é apostando em soluções que visem diminuir o impacto negativo da ação do homem sobre o meio ambiente. Este é o trabalho da Solví: traga esta solução para a sua empresa e contribua para um meio ambiente melhor cuidado.


Planta australiana provoca uma das piores e mais agonizantes dores do mundo que pode durar até um ano

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A planta conhecida como Gympie Gympie ou Gympie ferrão aparentemente se mostra bastante inofensiva, porém seus espinhos em formato de pelos podem provocar dores insuportáveis caso você se espete. Pertencente à espécie Dendrocnide moroides, essa planta é classificada como uma das mais venenosas encontradas no mundo. Podem chegar a dois metros de altura e são encontradas na Austrália, Ilhas Molucas e na Indonésia.

Essa planta é altamente perigosa para todos os tipos de animais (incluindo humanos), podendo levar à morte. Existem casos de sobrevivência após essa experiência, porém, os relatos dessas pessoas descrevem dores insuportáveis que duram por meses ou que reaparecem após anos. Apresentam folhas em formato de coração e pelos bem pequenos em forma de agulha por toda a planta (incluindo seus frutos), sendo apenas as raízes consideradas inofensivas.

Apenas ao passar levemente o dedo pela planta a pessoa já consegue ser espetada, adquirindo a toxina chamada de moroidina. Porém, alguns botânicos afirmam que só de estar perto da planta alguns sintomas já começam a se manifestar como espirros, coceiras e sangramentos, pois pequenos pelos podem se desprender e plainar, atingindo a pessoa. O contato com a planta provoca o inchaço da garganta, axilas e virilha.

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Segundo o virologista Dr. Mike Leahy: “A primeira coisa que você vai sentir é uma sensação de queimação muito intensa e isso cresce durante a próxima meia hora, tornando-se mais e mais dolorosa. Pouco depois, as articulações podem doer, e você pode ter grande inchaço nas suas axilas, o que pode causar uma dor extremamente forte. Se você não remover todos os pelos que entraram na sua pele, as toxinas continuam sendo liberadas, causando dores torturantes por até um ano“.

Após o contato com a planta, é recomendado o uso de analgésicos e, em casos de exposição maior aos pelos, é indicado a depilação total da área afetada afim de eliminar totalmente qualquer fragmento que possa existir.

Fonte: http://super.abril.com.br/
           http://diariodebiologia.com/
           https://pt.wikipedia.org
           “Ongaonga close-up”

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