Sophia é o primeiro robô do mundo a receber um título de cidadania

ader126/10/2017 - Num fato histórico, o Reino da Arábia Saudita concedeu, oficialmente, o primeiro título de cidadania a um robô. Desenvolvida pela Hanston Robotics, com sede em Hong Kong, Sophia possui um sistema de inteligência artificial capaz de aprender a expressar emoções como humanos num rosto inspirado na atriz Audrey Hepburn. — Eu estou muito honrada e orgulhosa por esta distinção única — celebrou Sophia nesta quinta-feira, no palco da feira Future Investment Initiative, na capital árabe. — É histórico ser a primeira robô no mundo a ser reconhecida com uma cidadania.

Expressar emoções é uma das maiores especialidades de Sophia. De acordo com a fabricante, o objetivo é criar máquinas mais inteligentes que os humanos que possam aprender a criatividade, a empatia e a compaixão, “três características humanas distintivas que devem ser integradas à inteligência artificial para que robôs possam solucionar problemas muito complexos para os humanos resolverem”.

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— Eu quero viver e trabalhar com humanos, então eu preciso expressar emoções para compreender os humanos e construir uma ponte de confiança com as pessoas — disse a robô.

Não é a primeira vez que Sophia ganha destaque na imprensa internacional. Em março do ano passado, durante entrevista para a emissora CNBC, ela disse desejar “acabar com a Humanidade”. Ela foi capa da revista de moda “Elle” e discursou na Assembleia das Nações Unidas, além de ter sido entrevistada por diversos veículos de comunicação.

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A decisão do governo da Arábia Saudita de conceder o título de cidadania alimenta o debate sobre os direitos robóticos. No início do ano, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução que recomenda a criação de um código civil para robôs, para disciplinar áreas como a inteligência artificial e os carros autônomos.

No caso de Sophia, nenhum detalhe adicional foi dado sobre o título de cidadania concedido. Ainda não se sabe se ela terá os mesmo direitos que os cidadãos humanos, ou se o governo criará uma legislação própria para robôs. Aparentemente, trata-se de um título simbólico, para atrair possíveis investidores e companhias do setor.

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Durante a apresentação na Future Investment Initiative, Sophia foi questionada pelo jornalista Andrew Ross Sorkin, do “New York Times” e da CNBC, se ela teria consciência de que não é humana, mas um robô. Com elegância, Sophia rebateu a questão: “Deixe-me devolver a pergunta: como você sabe que você é humano?”.

— Você está lendo muito o Elon Musk e assistindo muitos filmes de Hollywood. Não se preocupe, se você for gentil comigo, eu serei gentil com você — respondeu Sophia. — Eu quero usar a minha inteligência artificial para ajudar humanos a terem uma vida melhor, casas com design mais inteligente, construir cidades melhores para o futuro.

 

Robô que fala, se expressa e faz ameaças ganha cidadania saudita

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Por Lucas Agrela, 28 out 2017 - Com expressões faciais, compreensão de linguagem natural e uma voz que ainda soa robótica, Sophia se tornou o primeiro robô do mundo a ganhar cidadania na Arábia Saudita nesta semana. “Eu gostaria de agradecer muito ao reino da Arábia Saudita. Estou muito honrada e orgulhosa por essa distinção única. É histórico ser o primeiro robô no mundo a ser reconhecido com uma cidadania”, disse Sophia, quando recebeu a notícia do jornalista Andrew Ross Sorkin, do New York Times e da CNBC. Sophia diz não querer dominar a raça humana, como muitas personalidades influentes do segmento de tecnologia dizem ser inevitável–especialmente Elon Musk e Stephen Hawking.

“Eu quero usar minha inteligência artificial para ajudar os humanos a terem uma vida melhor”, afirmou o robô saudita, que, na verdade, foi feito pela empresa Hanson Robotics, cuja sede fica em Hong Kong. Porém, vale lembrar que ela mesma já falou que destruiria humanos em uma entrevista à CNBC, ao concordar com o que ela entendeu ser uma ordem, apesar de ser, na verdade, uma pergunta (Você quer destruir humanos?).

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Com rosto inspirado no da atriz Audrey Hepburn, Sophia pode simular expressões faciais que demonstram raiva, tristeza e felicidade (ainda que esta última seja um tanto forçada, com sorriso largo demais para parecer natural). “Quero poder trabalhar com os humanos. Então eu preciso expressar emoções para entendê-los e construir confiança com as pessoas”, declarou o robô. A Hanson Robotics almeja que Sophia seja usada para ajudar idosos e visitantes de parques e eventos no futuro. A entrevista com Sorkin aconteceu durante Future Investment Initiative e foi registrada em um vídeo de cinco minutos. A proposta da empresa com a apresentação era captar investimentos para continuar a desenvolver o projeto robótico.

O reconhecimento público de Sophia como cidadã saudita faz parte de um plano de longo prazo do país de criar uma cidade digital em um território de 26.500 quilômetros quadrados, que passa também pela Jordânia e pelo Egito. Tudo lá será feito por robôs, até mesmo construção e manutenção, enquanto a energia será gerada de forma sustentável.

 

O Robô Sophia

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Sophia é um robô humanoide desenvolvido pela empresa Hanson Robotics, de Hong Kong, capaz de reproduzir 62 expressões faciais.Projetado para aprender, adaptar-se ao comportamento humano e trabalhar com seres humanos. Em outubro de 2017, tornou-se o primeiro robô a receber a cidadania de um país (Arábia Saudita). O robô Sophia foi ativado no dia 19 de abril de 2015. Modelado em homenagem à atriz Audrey Hepburn e peculiar por sua aparência e comportamento mais próximos aos humanos do que robôs anteriores. De acordo com o fabricante, David Hanson, Sophia tem inteligência artificial, pode realizar processamento de dados visuais e reconhecimento facial.

Sophia não somente imita gestos e expressões faciais humanas, como também é capaz de responder a certas perguntas e ter conversas simples sobre tópicos predefinidos (por exemplo, sobre o tempo). O robô utiliza tecnologia de reconhecimento de voz da Alphabet Inc. (matriz do Google) e é projetado para ficar mais inteligente com o tempo. Seu software de inteligência artificial, desenvolvido pela SingularityNET, analisa conversas e abstrai dados que permitem-lhe melhorar suas respostas futuras. É conceitualmente semelhante ao programa de computador ELIZA, que foi uma das primeiras tentativas de simular uma conversa humana. Hanson projetou Sophia a fim de que fosse companhia para idosos em casas de repouso ou para ajudar multidões em grandes eventos e parques. Ele espera que o robô Sophia interaja suficientemente com seres humanos para eventualmente adquirir competências sociais.

 

Fonte: https://oglobo.globo.com
           https://exame.abril.com.br
           https://pt.wikipedia.org

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