Os Thugs

tugsei1Os Thugs (do inglês Thuggee ou tuggee, ?????) foram uma fraternidade secreta de assassinos e ladrões de viajantes, que aparecem na História da Índia. Os registros indicam que se tornaram operantes a partir do século XVI (embora possam ter começado bem antes, no século XIII) até meados do século XIX. No livro The Strangled Traveler: Colonial Imaginings and the Thugs ...

of India (2002), Martine van Woerkens sugere que as provas da existência do culto dos Thugs no século XIX, foram em parte produto da "imaginação colonial", originária do temor dos britânicos pelo interior desconhecido da Índia, com suas religiões e costumes obscuros e não compreendidos por eles. Daí provém a palavra ''thug'' presente no Inglês moderno, que pode ser traduzida como ''bandido'' ou pessoa violenta.

Alguns historiadores classificam os Thugs como um culto ou seita.

O líder do grupo era chamado de jamaadaar. A palavra não se refere somente aos Thugs, mas também a um posto militar designado de "jemadar " ou "jamaadar", que na verdade equivaleria a "tenente" para os oficiais nativos do exército britânico e depois no Exército da Índia Independente.

Dentre os bandos Thugs havia Hindus, Sikhs e Muçulmanos, que adoravam a Deusa da Morte Kali (ou Durga), a quem chamavam de Bhowanee. Os Sikhs eram poucos, mas um dos principais líderes, Sahib Khan, era dessa religião. Outro notório líder foi Behram, a quem se chegou a atribuir e a seu grupo de 30 ou 50 assassinos, a morte de 931 pessoas de 1790 a 1830. Estudos recentes, no entanto, dão esse número como exagerado. Estimou-se na verdade em 125 pessoas. Behram nunca chegou a ser julgado pelos seus crimes.

Métodos de ação

Os grupos de Thugs praticavam em larga escala roubos e assassinatos de viajantes. O modus operandi era se disfarçarem de nativos amigáveis e guias até que levassem as comitivas para um lugar determinado (os locais preferidos eram chamados de beles) e os roubavam e matavam. Eles praticavam estrangulamentos laçando o pescoço das vítimas com um lenço amarelo chamado de "Rumaal", que traziam amarrado na cintura. Em função desse método, eles também eram chamados de Phansigars. Os assassinos escondiam os corpos, enterrando-os ou emparedando-os em muros.

Os Thugs procuravam não deixar testemunhas, armas ou cadáveres nos locais dos crimes. Os grupos também não se concentravam em uma determinada região, mas agiam por todo o subcontinente indiano e se estendiam para territórios não dominados pelos britânicos. As vezes levavam os filhos das vítimas para crescerem como Thugs. Até 1830, eram apenas policiais locais, facilmente corrompíveis, que estavam designados para os confrontarem.

A perseguição aos Thugs

Os Thugs e seus seguidores foram proibidos pelo Império Britânico em 1830 graças aos esforços do funcionário civil William Sleeman, que começou uma ostensiva campanha contra esses nativos. A organização policial chamada de "Thuggee and Dacoity Department" foi fundada pelo Governo da Índia, com William Sleeman assumindo o cargo de superintendente em 1835. Milhares de homens foram feitos prisioneiros, executados ou expulsos das possessões britânicas na Índia[6] A campanha se baseou em informações de espiões disfarçados e Thugs capturados, que receberam a promessa de proteção e favorecimentos se contassem o que sabiam. Por volta de 1870 o culto dos Thugs já tinha se extinguido, mas os "crimes tribais" e a "casta de assassinos" ainda permaneceram.[7]. A polícia continuou a existir como departamento até 1904, quando foi substituída pela "Central Criminal Intelligence Department".


Káli e a seita dos thugs


Há cerca de 300 anos, um grupo de indianos adoradores da deusa Káli, a deusa da morte e da destruição, fundou uma fraternidade intitulada Thug, cujos membros se comunicavam por meio de uma linguagem secreta e de gestos, os quais só eles sabiam interpretar. Segundo a mística clássica, a Káli (ou Durga) havia sido confiada a tarefa de destruir o poder demoníaco que oprimia o mundo, e seus seguidores concluíram que os peregrinos em adoração a outros deuses deviam ser seus demônios disfarçados de gente.

Assim, os thugs (ou Phansigars, estranguladores) faziam amizade com esses grupos e, logo que ganhavam a confiança deles, estrangulavam-nos com lenços ou laços que carregavam na cintura. (Segundo o mestre Samael, os altos iniciados da Loja Negra usam um cinto de tecido especial com sete nós.)

Depois de mortas, as vítimas eram mutiladas por membros da seita especialmente treinados para isso. As principais vítimas eram mulheres e crianças das castas mais humildes, e, circunstancialmente, eram sacrificadas nos altares dos templos de Káli. Para que não identificassem as vítimas, escavavam buracos com picaretas consagradas, jogavam terra por cima e dançavam sobre a superfície para achatá-la.

O ritual terminava com oferendas de açúcar à deusa Káli e libações sobre a picareta. Por fim, repartiam entre si o que haviam roubado da vítima. A seita dos estranguladores teve seu apogeu no século 13, com a construção de diversos santuários dedicados a Káli. Nessa época, os Thugs criaram uma organização tão estruturada ou maior do que as máfias modernas. Os thugs geralmente trabalhavam em bandos, ao longo das estradas e cidades sagradas indianas, como por exemplo, Benares e Allahabad. Eles geralmente eram acompanhados de auxiliares, denominados bhurtotes e shumseeas.

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Thug Behram, um dos maiores assassinos thugs da Índia do século 19

Os thugs raramente viajavam, ficavam confinados a determinadas regiões, próximas a seus templos sacrificiais, porém, existia uma variante thug, que eram os thugs viajantes, ou megpoonas. Esses eram mais difíceis de capturar, pois não havia um ponto específico onde pudessem ser encontrados. Foram os que mais destruição causaram ao povo indiano. Certa vez, sir Sleeman interrogou um seguidor thug sobre se ele realmente havia assassinado centenas de pessoas, por meio do estrangulamento. Esse thug disse que não, que não havia assassinado ninguém. Quem havia matado a essas centenas de pessoas fora a própria Deusa Káli, utilizando as mãos dele…

Origens Esotéricas dos Adoradores de Káli

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Sir Henry Sleeman

Segundo o Mestre Samael, esta seita involucionante teve sua origem na Atlântida, criada pela própria Fraternidade Negra. De lá, essa seita tântrica negativa estabeleceu-se no país chamado Perlândia (a terra das pérolas), hoje conhecida como Índia. Káli é a personificação das forças cósmicas destruidoras, Káli possui dois aspectos, um positivo, que vem a ser a Mãe Destruidora, ou Mãe Morte (um dos aspectos de nossa Mãe Divina Interior), de todas as trevas interiores do ser humano. Em seu aspecto negativo é a energia da Kundalini despertada negativamente, transformando-se na tão temida “cauda dos demônios”, ou Órgão Kundartiguador.

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Felizmente, essa seita de assassinos foi combatida e extinta pelas autoridades britânicas na Índia. Coube a sir William Sleeman, entre os anos 1829-1848, a incumbência de reprimir e destruir a tenebrosa organização Thug.

No entanto, boatos continuam rondando o interior da Índia, devido ao misterioso desaparecimento de pessoas nos locais onde existiam os templos thugs. Terá sido totalmente destruída essa seita tenebrosa?

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Sir Sleeman escreveu um interessante trabalho, intitulado Ramaseena, ou a Linguagem Peculiar dos Thugs. Sleeman afirmou ter conhecido textos que falavam dos thugs na época de Heródoto. Portanto, esta seita é muito antiga, quem sabe perdendo-se na noite dos tempos. Foram condenados por ele cerca de 1.600 thugs por assassinatos constantes.

Etimologias

Káli vem do híndi e significa “a negra”. Durga quer dizer “a inacessível”. Parvati é a consorte de Shiva, ou seja, nossa Divina Mãe Cósmica Kundalini, em seu aspecto positivo. Káli e Durga, portanto, são duas facetas da energia sagrada da Kundalini. Outro nome dado pelos thugs a Káli era Dávi.


Fonte: https://pt.wikipedia.org
           http://www.gnosisonline.org

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