Irmandade Ariana

irar1Irmandade Ariana, também conhecida como A Marca, o AB, Alice Baker, ou o One-Two, é uma quadrilha de supremacia branca e crime organizado dos Estados Unidos com cerca de 20 mil membros dentro e fora dos presídios. De acordo com o FBI, ela representa menos de 0,1% da população carcerária, mas é responsável por até 20% dos assassinatos no sistema penitenciário federal. A AB tem foco sobre as atividades econômicas típicas de entidades do crime organizado, especialmente o narcotráfico, extorsão, assassinatos de aluguel, prostituição e estupro carcerário.

Como a maioria das gangues de prisão, os membros da Irmandade se marcam com tatuagens distintas. Os desenhos geralmente incluem as palavras "Aryan Brotherhood", "AB", "666", simbolismo nazista, como runas Schutzstaffel e suásticas, bem como trevos e iconografia celta.

História

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Até os anos 60, a maioria das prisões dos EUA eram racialmente segregadas. Após a Lei de Direitos Civis de 1964, que permitia negros gozar dos mesmos direitos legais que os brancos, muitos internos passaram a se organizar à partir das linhas raciais. Acredita-se que a irmandade ariana tenha sido formada à partir de um grupo de motociclistas em 1964, na Penitenciária Estadual de San Quentin podendo também ser inspirada ou derivada da Bluebird Gang. Decidiram lutar contra os negros que estavam formando seu próprio grupo, o Black Guerrilla Family.[11] Em meados da década de 1970, a irmandade possuía uma ligação com Charles Manson e a Família Manson, porém a relação não durou muito pela AB considerar Manson muito esquerdista.

Na década de 1990, a irmandade havia mudado seu foco de matar por razões estritamente raciais para também ações de crime organizado, como narcotráfico, prostituição e assassinatos marcados, assumindo assim, poderes muito maiores que as famílias italianas dentro do sistema prisional. Por exemplo, quando encarcerado na Penitenciária Federal de Marion, em 1996, após ser atacado, o chefe da Família Gambino, John Gotti teria pedido a irmandade ariana assassinar seu atacante. O plano de retaliação foi abandonado pois o atacante foi imediatamente transferido para prisão preventiva.

No final de 2002, 29 líderes da quadrilha foram pegos simultâneamente em prisões em todo país, através do Racketeer Influenced and Corrupt Organizations Act. A intenção da operação era levar à pena de morte de pelo menos 21 deles, destruindo a liderança da quadrilha. O caso produziu 30 condenações, mas nenhum dos mais poderosos recebeu a pena capital. As condenações ocorreram em março de 2006 para três dos mais poderosos líderes da quadrilha, incluindo Barry Byron Mills e o "tenente" AB Tyler "The Hulk" Bingham, acusados de vários crimes, incluindo assassinato, conspiração, tráfico de drogas, extorsão e ordenar assassinatos e espancamentos de seus celulares. Bingham e Mills foram condenados por assassinato e enviados de volta para a Penitenciária de Segurança Super Máxima ADX Florence, em Florença, Colorado, onde eles estão servindo sentenças de prisão perpétua sem liberdade condicional, escapando da pena de morte.

Processar a quadrilha tem sido históricamente difícil, por muitos dos membros já estarem cumprindo sentenças de prisão perpétuas sem a possibilidade de liberdade condicional, por isso os promotores buscavam a pena de morte dos acusados. Em junho de 2005, após 20 meses de investigação, uma força tarefa federal invadiu seis casas no nordeste de Ohio pertencentes a "Ordem de Sangue", organização criminosa controlada pela Irmandade Ariana. Trinta e quatro membros da irmandade ou associados foram presos e mais 10 foram advertidos.

Membros notáveis

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Barry Mills, Thomas Silverstein e Tyler Bingham estão entre os três líderes da quadrilha. Os membros de formação incluem Michael Thompson. Thompson foi uma estrela do futebol e um nativo. Foi condenado a várias penas de prisão perpétua sem a possibilidade de condicional e vai passar o resto de sua vida em seções de proteção a custódia em prisões da Califórnia.

Fonte: https://pt.wikipedia.org

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