O Vale da Morte

Vale_5_topoO Vale da Morte (em inglês: Death Valley), é uma árida depressão localizada ao norte do Deserto de Mojave, nos Estados Unidos, na Califórnia. Estende-se por aproximadamente 225 km, ao longo da fronteira da Califórnia com o estado de Nevada, a aproximadamente 160 km oeste de Las Vegas. O Vale da Morte é famoso por seu clima extremamente quente. Seu ponto mais baixo, localizado em 36° 13.961' N, 116° 46.700' W, está localizado a 86 metros abaixo do nível do mar. O Vale da Morte consiste em um deserto orográfico formado devido a sua localização.

Por estar situado a sotavento das montanhas “Sierra Nevada”, observa-se a existência de uma zona de sombra de chuva sobre esse vale, o que explica os baixos totais pluviométricos do local.

A temperatura mais alta já registrada no planeta, foi registrada no Vale da Morte em 10 de julho de 1913. A temperatura máxima foi de 56,7°C. Em 1922, o recorde foi transferido para El Azizia, na Líbia, face aos 58 graus registados a 13 de Setembro, mas afinal tudo não terá passado da leitura inexperiente de um militar recém-chegado à estação, instalada numa base militar a cargo do exército italiano. O erro foi reconhecido em 2012 pela Organização Mundial de Meteorologia. É o ponto mais baixo dos Estados Unidos. No Vale da Morte está localizada a maior fonte de boratos do mundo, em uma mina a céu aberto. Também é o local da ocorrência de um curioso fenômeno natural de rochas deslizantes.


Pedras se movem sozinhas no Vale da Morte, nos EUA



Uma zona do chamado “Vale da Morte”, na Califórnia (EUA), é o lar de um estranho fenômeno: as pedras da paisagem parecem se mover por conta própria, deixando para trás longas trilhas no chão de argila rachado.
Estas peregrinações minerais confundem os cientistas há mais de cinco décadas. Ninguém nunca viu as pedras realmente se movendo, mas elas devem se mover, porque as rochas locais, e as trilhas que elas deixam atrás de si, mudam de posição ao longo do tempo.

A maioria das pedras errantes é, aproximadamente, do tamanho de uma garrafa de refrigerante de um litro, mas são muito mais pesadas. Ou seja, não se pode esperar que rochas de nove quilos deslizem pelo chão com muita facilidade.
Elas se deslocam cerca de 4,5 km, e quase 2 km de diâmetro. As teorias mais malucas envolviam hipóteses de que os alienígenas é que estavam movendo-as, ou campos magnéticos, ou ainda os estudantes engraçadinhos da Universidade de Nevada, em Las Vegas. Mas isso não é plausível, porque se alguém estivesse empurrando-as, haveria marca de pegadas.

Agora, cientistas estão perto de desvendar esse mistério desértico. Um tempo atrás, um grupo de estagiários da NASA encarou a missão de estudar o fenômeno. Além de coletar medidas de GPS e uma infinidade de outros dados, os alunos recuperaram instrumentos que haviam sido enterrados no solo três meses antes, para medir umidade e temperatura, por exemplo. Os estagiários planejam publicar um livro este ano apresentando seus resultados, que até agora parecem apoiar uma teoria atual que, durante os meses de inverno, formam-se gelo em torno das rochas, o que lhes permite deslizar sobre a superfície congelada do deserto.

Os dados recolhidos indicam que o local estava molhado e frio o suficiente durante o inverno para formar gelo. Segundo os pesquisadores, isso prova que algumas das condições exigidas para mover essas pedras foram cumpridas. É muito claro que essas rochas são ajudadas pelo gelo de algum modo. Alguns investigadores acreditam ainda que as plantas locais também podem desempenhar um papel. Segundo os cientistas, estudar este local não só ajuda a resolver os mistérios do nosso próprio planeta, mas também a compreender melhor as condições de outros mundos. Os pesquisadores pretendem comparar as condições meteorológicas da região com as de perto de Ontario Lacus, um vasto lago de hidrocarboneto líquido na lua Titã, de Saturno.

Beleza, mistérios e hipóteses

 

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O Vale da Morte é cheio de beleza e adjetivos, porém o que mais chama atenção da comunidade cientifica e dos caçadores de mistérios, sem dúvida nenhuma, são as misteriosas pedras que andam e deixam rastros...Este lago seco, propicia um intrigante enigma geológico; pedras atravessam sua superfície plana, deixando misteriosos rastros. Muitas destas rochas são pequenas, algumas de tamanhos médios e outras grandes, podendo chegar a 320 quilos. A pergunta é: que força estranha é esta, que faz uma pedra andar por mais de 880 metros ???

Muitos pesquisadores, quebram a cabeça para tentar desvendar este mistério. Lendas e hipóteses não faltam para explicar o fenômeno. Contudo nos últimos anos, com o avanço da tecnologia, cientistas puderam elucidar, ou pelo menos apresentar, uma explicação mais coerente, afinal cogitou-se até que fossem fenômenos ufológicos, ou obra do além.

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O lago se localiza entre as montanhas Cottonwood. Durante o período de chuvas, as águas descem das montanhas, irrigando toda a superfície do lago. O calor do Vale da Morte logo trata de evaporar a água , deixando uma lama, que endurece e racha o solo, formando assim um lindo mosaico de polígonos. Partindo destas observações surgiram as mais confiáveis explicações para o fenômeno. As marcas são sulcos na superficiais do lago seco, formando extensos rastros, sugerindo que as rochas teriam se movido provavelmente quando o solo ainda estava mole e úmido. Isto que dizer que elas não se movem quando a terra esta seca. Ninguém nunca presenciou o movimento de destas rochas.

Uma das teorias mais aceitas; coloca a gravidade como a culpada pelo fenômeno; Quando o lago, se encontrava com uma fina camada mole e úmida lama, está com a superfície propícia para receber pedras que deslizam da montanha circundante ... estas rochas alcançam as margens e deslizam variando sua trajetória pela densidade da camada de lama, e por rajadas de ventos ocasionais. Mas como explicar rastros com mais de 800 metros?

Outra curiosidade; o lado norte do lago é mais alto que o lado sul. e as pedras movem-se para o lado mais alto, o que torna o fenômeno mais estranho. Alguns pesquisadores acreditam que as águas das chuvas amolecem a camada do lago, e a força da água move a pedra , afinal a superfície lisa e mole, diminuí o atrito tornando a pedra leve. Depois a lama seca e pronto a pedra está em um novo local. Repetindo estes mesmo processo , uma pedra poderia levar centenas de anos para fazer um rastro muito extenso. Descobriu-se que a maior parte do das pedras moveram-se do sudeste para o noroeste, isto é muito interessante, afinal é nesta direção que prevalece o sentido dos ventos na região.

Um estudo mais recente, utilizando-se de equipamentos com alta tecnologia, descobriu que na parte sudoeste do lago, a cadeia de montanha e rochas favorecem a formação de um túnel de vento, um foco poderoso de energia que muda de direção na superfície do lago. É justamente nesta área que há um maior número de rochas, e com os rastros mais variados. Sugerindo assim que a força deste vento combinada com a superfície úmida do lago, que gera um baixo atrito da rocha com o solo, promove seu movimento. Segundo estes mesmos estudos alguns dos trajetos teriam levado mais de 5 mil anos até terem sido formados.

Vale da Morte, na Califórnia, tem mais de um milhão de hectares de estranhezas

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Por Jesse McKinley 18/12/2011 - Era pouco antes da meia-noite à beira do Vale da Morte, e eu estava em um quarto escuro no Amargosa Opera House and Hotel juntamente com cinco pessoas, que estavam certas que estamos conversando com fantasmas. “Tem algo rolando”, disse um caçador de fantasmas que estava segurando um dispositivo para detecção de campos eletromagnéticos, que estava registrando algo. E apesar de eu não acreditar em fantasmas, eu estava sentindo arrepios.

O Parque Nacional do Vale da Morte não precisa de muita ajuda para ser assustador. Um dos locais mais baixos e áridos do planeta, o vale tem mais cidades fantasmas do que fantasmas de fato: pontos secos como Leadfield, Chloride City e Skidoo, cujos últimos moradores se mandaram tão logo acabou o ouro ou o rumor dele. Mesmo os lugares que sobreviveram possuem nomes nefastos como Furnace Creek (riacho fornalha) ou reputações de assombrados, como Death Valley Junction, do lado de fora do portão leste do parque, onde os fãs do paranormal se reúnem para convocar os espíritos de garimpeiros, prostitutas e outros desajustados metafísicos. E há anomalias como a Racetrack Playa do parque, onde as rochas aparentemente se movem pela areia por conta própria. Os mistérios e extremos do Vale da Morte sempre me intrigaram. Assim, no início deste ano, eu fiz a peregrinação até esta vastidão de mais de 1 milhão de hectares na divisa da Califórnia com Nevada, seguindo os passos de um número desconhecido de antigos garimpeiros e excêntricos.

Parte do atrativo para mim (e, sem dúvida, para muitos outros que visitam a cada ano) é o fato de ser remoto e a empolgação peculiar que estar em um local tão solitário pode inspirar. Esqueça ficar perdido no mar; eu raramente me senti tão isolado quanto no Vale da Morte, cuja ponta leste fica a cerca de 120 quilômetros (não em linha reta) a oeste de Las Vegas. Mas apesar de seu nome e reputação sinistra, o que encontrei foi um lugar repleto de bolsões de vida, de tartarugas tenazes a turistas igualmente durões. O Vale da Morte pode aparentar sua idade – seu milhões de anos, não séculos – mas ele continua a atrair solitários à procura de silêncio e artistas à procura de inspiração na paisagem austera. Em janeiro passado, as temperaturas eram menos assustadoras do que as acima de 40 graus do verão, e foi quando decidi visitar, certo de que não derreteria e nem desmaterializaria.

Em Las Vegas, onde aluguei um carro, o agente, ao perguntar para onde eu ia, me promoveu de um sedan médio para um utilitário esportivo - algo que posteriormente me fez dar graças a ele, enquanto percorria as passagens estreitas e repletas de pedras do parque. (Suas estradas comuns são boas.) Em dois dias, eu cobri mais de 300 quilômetros, passando por dunas íngremes de areia, crateras vulcânicas, áreas planas de sal e picos cobertos de neve que dão para desfiladeiros de rochas avermelhadas.

Rhyolite


Eu comecei meu passeio do lado de fora da divisa leste do parque, na cidade há muito abandonada de Rhyolite, Nevada. A cidade de Rhyolite teve vida entre mais ou menos 1907 a 1916, durante a corrida do ouro. As ruínas da cidade (um banco, uma cadeia, um armazém) são lembretes de quão básica a vida do garimpeiro podia ser. E perigosa: placas alertam sobre cascavéis e vigas brutas de madeira brotam de um poço de mina inativo. O cemitério inclui túmulos não marcados, onde a terra dura sugere que foi também foi um caminho pedregoso para o além. Há sinais de atividade mais recente em Rhyolite. No Goldwell Open Air Museum, onde não havia nenhum funcionário, instalações a céu aberto se sobrepõem de forma surreal à paisagem desolada. Fundado em 1984 pelo escultor Charles Albert Szukalski, o museu exibe peças fantasmagóricas como “A Última Ceia” (13 figuras espectrais tendo como fundo as montanhas além). Várias outras peças, incluindo um pinguim de metal, um sofá gigante de cerâmica e um nu cubista, também se erguem como miragens.

Leadfield


Cerca de 25 quilômetros a oeste, nas Montanhas Grapevine, fica Leadfield, cujo acesso é apenas por uma estrada de cascalhos no leste. Não foi um percurso fácil: entrar em uma vala não era opcional; cair de um penhasco era. Por mais vagaroso que fosse o percurso, ao menos a viagem era colorida: as rochas vermelhas davam lugar para matacões em tons que variavam de verde da nota de dólar a cor-de-rosa de pétala. E finalmente, após quilômetros de zigue-zagues, eu cheguei a Leadfield, uma coleção de barracões de folha de flandres enferrujados, usados por alguns meses em 1926. A estrada de saída é que era a verdadeira atração: uma rota de mão única descendo até a base arenosa de uma fenda profunda, larga o suficiente para um carro. Foi aqui que comecei a sentir a idade do local: os muros altos e suaves dos desfiladeiros abertos durante milênios pela água; os petróglifos indígenas que indicavam que pessoas já viveram nessas colinas áridas.

Eu fiquei feliz em sentir o pavimento da Rodovia 190, que leva a mais vistas no norte, tanto naturais – como a cratera Ubehebe, um entalhe ancestral deixado por um vulcão em atividade – quanto feitos pelo homem. Scotty’s Castle, por exemplo, é o que há de mais próximo de uma atração turística tradicional no Vale da Morte: uma insensatez dos anos 20 construída pelo Johnsons – um executivo de seguradora de Chicago e sua esposa – que foram seduzidos por Walter Scott, ou Death Valley Scotty. Scott era um sedutor da era do jazz que persuadiu os Johnsons a construírem uma mansão ao estilo mediterrâneo, com estábulos, uma torre de relógio e uma fonte alimentada por um gerador, em um canto verde no extremo norte do vale. De certa forma, Scotty’s Castle também é uma cidade fantasma. O projeto nunca foi concluído, apesar de haver muito para se ver: uma casa principal impressionante e fileiras de palmeiras ao estilo Hollywood.

Eu passei a noite em Furnace Creek, no modesto Ranch at Furnace Creek, que tem três restaurantes, uma piscina alimentada por uma fonte, um museu da mineração e acesso ao campo de golfe na mais baixa altitude do planeta.

Ballarat

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Eu não fiquei muito na manhã seguinte, já que não é fácil chegar a Ballarat, na base dos Montes Panamint, uma cordilheira rica em prata e ouro. Quando finalmente encontrei a saída, havia um dissuasor: alguém colocou um coelho recém morto no topo do marcador histórico identificando a cidade. Eu descobri que Ballarat (uma ex-cidade fornecedora, fundada para “explorar os garimpeiros” ao seguirem para as colinas) voltou às suas raízes. Seu único morador em tempo integral era Rock Novak, o zelador da cidade de propriedade privada, que aluga vaga para trailers (US$ 3 por noite) para aqueles que trabalham na próxima Mina Briggs.

Pouco resta de Ballarat além dos escombros de sua cadeia e necrotério, e de Novak. Um fã de cerveja de lata, teorias de conspiração e pinups dos anos 50, Novak disse que os mineiros atualmente trabalham 24 horas por dia na mina, que reabriu em 2009, à procura de ouro, cujo preço está em alta. Se o governo não os impedir, é claro. “É mais fácil vencer a burocracia na China comunista do que aqui”, disse Novak. Como eu disse, ele vive sozinho. Eu atravessei os Panamints e segui para o ponto mais baixo nos Estados Unidos, nos arredores de Badwater, que é mais uma descrição do que uma cidade. A 86 metros abaixo do nível do mar, Badwater é o local mais visitado no Vale da Morte, e naquele dia o lago de água salgada refletia as montanhas ao redor em sua imobilidade.

Ao leste fica outra curiosidade: a Amargosa Opera House, em Death Valley Junction, aberta em 1968 por Marta Becket, uma artista e atriz de 87 anos que se apresenta ali desde então. Parte dos prédios da propriedade são assustadoramente decrépitos, enquanto a casa de ópera em si foi adoravelmente restaurada por Becket, com murais elaborados, assentos antigos e bastidores repletos de figurinos.

Mas na noite em que estive lá, o drama era mais espiritual. Uma equipe de caça-fantasmas estava conduzindo um passeio de seis horas pelo hotel, que dizem ser assombrado. Várias dezenas de participantes ávidos se inscreveram, pagando US$ 125 cada.

E lá estava eu em pé no quarto da camareira com um grupo de crédulos, pedindo para que pessoas do além se comunicassem conosco. “Você se importaria em dizer seu nome?” perguntou Peaches Veatch, uma investigadora paranormal. “Você vivia aqui?”. Eu não ouvi nada, apesar de ter sentido um calafrio na nuca. Uma janela rangeu no quarto da camareira, é claro, e estava assustadoramente frio. Mas mesmo assim...

Meu grupo prosseguiu vagando pela noite, à procura de vestígios daqueles que passaram por ali antes: buscadores, excêntricos e sonhadores que foram atraídos pelo mistério e majestade do Vale da Morte. E, ao que parece, ainda são.

Se você for


O Serviço Nacional de Parques (www.nps.gov/deva; 760-786-3200) é a melhor fonte de informações a respeito de visitas ao Vale da Morte, incluindo boletim meteorológico, que pode ser assustador em ambos os extremos do termômetro, dependendo da época do ano.

As opções de hospedagem também são limitadas, assim como seus luxos. Para aqueles que não planejam dormir ao ar livre – há várias áreas de camping disponíveis o ano todo, e outras que abrem apenas sazonalmente – uma opção de preço acessível é o Ranch at Furnace Creek, um hotel de estrada confortável, surpreendentemente bem equipado com piscina, três restaurantes, bar e um museu dedicado à mineração de bórax (mais interessante do que soa). Ele também anuncia tênis, passeios a cavalo e o vizinho Furnace Creek Golf Course com 18 buracos, o campo em altitude mais baixa do mundo. Margeado por palmeiras, o campo não é para os fracos de coração e de tacada; a baixa altitude influencia muito. (Mas os hambúrgueres e bloody marys no bar fazem o aborrecimento passar.)

O Ranch é o primo mais barato do Inn at Furnace Creek, um resort mais luxuoso colina acima, com muitos confortos, incluindo uma piscina alimentada por uma fonte e um adorável jardim fechado. O restaurante não é requintado (apesar dos preços lembrarem o de uma casa noturna de luxo de Nova York), mas dois pratos merecem destaque, incluindo o cacto crocante (US$ 9,75) e a codorna marinada (US$ 11,75) com sálvia.

O Ranch fica aberto o ano todo; o Inn apenas de meados de outubro a meados de maio; as diárias no Inn variam de US$ 265 a US$ 470, no Ranch de US$ 144 a US$ 219. Informação sobre ambos no endereço: furnacecreekresort.com; reservas: (800) 236-7916.

Tradução: George El Khouri Andolfato


Fonte: http://pt.wikipedia.org
http://hypescience.com
http://www.acemprol.com
http://viagem.uol.com.br

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