Imagine você navegando pela lagoa de Veneza, aquele cenário de cartão-postal com gondolas, palácios e o cheiro de mar misturado com história. De repente, o barco passa por uma ilhota pequena, coberta de mato alto, prédios em ruínas e um campanário que parece vigiar tudo em silêncio. Ninguém comenta nada. O barqueiro desvia o olhar, como se o lugar nem existisse no mapa. Bem-vindo a Poveglia, a ilha que a Itália prefere fingir que não está ali — ou, melhor dizendo, que todo mundo torce para que continue esquecida.