Imagine só: você tá lá, ofegante, com os pulmões queimando de tanto subir encostas impossíveis, o ar rarefeito te sufocando a cada passo, e de repente, num espelho d'água gelado no topo do mundo, vê ossos. Não um ou dois, mas centenas, espalhados como se o destino tivesse jogado um dado cruel e esquecido de recolher as perdas. Bem-vindo ao Roopkund, o Lago dos Esqueletos, um buraco negro nas entranhas do Himalaia indiano que engole histórias e cospe mistérios.