Imagina só: cientistas injetando células humanas em embriões de macaco e criando uma criatura que mistura os dois DNAs. Isso não é filme de ficção científica, é o que rolou de verdade em 2019. Você já parou pra pensar no que acontece quando a gente começa a brincar de Deus com a vida? Em julho de 2019, o mundo acordou com uma notícia que parecia saída de um laboratório secreto: pesquisadores espanhóis, liderados por Juan Carlos Izpisúa, conseguiram criar os primeiros embriões quiméricos de humano e macaco na China.
Inovações e Descobertas
O Preço da Verdade: Como o Grande Capital de Fato Molda a Ciência e Impacta a Nossa Saúde. Sabe aquela frase clássica que a gente ouve nos comerciais ou lê nas manchetes: "Estudos comprovam"? Pois é. Ela costuma carregar um peso quase sagrado, como se a ciência fosse uma entidade abstrata, flutuando em um vácuo de pureza, imune às fraquezas humanas.
O homem baixou a cabeça, fechou os olhos por um segundo e ouviu o estalo das algemas abafado pelo ruído de um motor. Não era um motor qualquer. Era o motor de uma moto que acabara de roncar com uma fúria incomum, alimentada por um líquido transparente que ninguém ali sabia exatamente explicar o que era. A cena, que mais parecia o prelúdio de um filme de ficção científica B, aconteceu num galpão poeirento de Campo Bom, no Rio Grande do Sul, numa quinta-feira gelada de julho de 2016.
O Mar Vai Matar a Sede do Mundo (E a Conta de Luz Não Vai Vir um Absurdo). Pode beber. Não, sério, pode beber essa água. Ela estava no oceano há cinco minutos e agora está descendo pela sua garganta, pura, cristalina, sem gosto de sal, sem gosto de cloro pesado, sem o menor indício de que um dia abrigou um cardume de sardinhas. Parece mágica, mas não é. É teimosia humana misturada com sol quente e placa de silício.