CURIOSIDADES

Funcionária tem teclado monitorado e é demitida por 'não digitar o suficiente'

tecladozero110/08/2023 - Tecnologia usada pela empresas em que australiana trabalhava registrou “atividade de pressionamento de teclas muito baixa". Durante 18 anos, Suzie Cheikho trabalhou na empresa de seguros Insurance Australia Group. Entretanto, ela foi demitida em fevereiro deste ano após organização monitorar seu teclado e identificar baixa atividade durante o expediente. A profissional foi alvo de monitoramento entre outubro e dezembro do ano anterior, diz o NY Post.

Conforme a avaliação da empresa, a australiana não teria desempenhado suas atividades laborais por um total de quatro dias. Também foram registrados indícios de que ela iniciou o expediente com atraso em 47 ocasiões e encerrou suas atividades mais cedo em 29 situações. Nos dias em que a funcionária estava logada, a tecnologia registrou “atividade de pressionamento de tecla muito baixa”, com zero cliques em 117 horas em outubro, 143 horas em novembro e 60 horas em dezembro.

A trabalhadora contatou o tribunal de causas trabalhistas da Austrália Fair Work Commission (FWC) com pedido de demissão injusta, mas a organização recusou a alegação concluindo que ela foi demitida por um “motivo válido de má conduta”. Segundo o FWC, Cheikho foi desligada por perder prazos e reuniões, estar indisponível e não concluir uma tarefa que levou o regulador do setor a multar o IAG. A funcionária se defende: “Às vezes, o trabalho é lento, mas nunca deixei de trabalhar”. “Tenho passado por muitos problemas pessoais que causaram um declínio na minha saúde mental e, infelizmente, acredito que isso afetou meu desempenho e meu trabalho.”

Cheikho relata ter ficado "confusa e chocada" com os dados e que usou outros dispositivos além do laptop para fazer login quando teve "problemas no sistema". Mas, segundo Thomas Roberts, vice-presidente da FWC, as evidências mostraram que Cheikho “não estava trabalhando como deveria durante o horário de trabalho designado”. Isso porque, embora Cheikho dissesse que usava o telefone para certas tarefas, a empresa empregadora havia mostrado a necessidade de ela usar o computador para cumprir suas obrigações.

Ao Daily Mail, Cheikho diz que está preocupada com a repercussão do caso: “É embaraçoso que esta história tenha se tornado viral – ninguém vai me contratar”. Agora, ela se tornou uma microinfluenciadora no TikTok, onda conta com mais de 10 mil seguidores. “Ganho uma pequena porcentagem do dinheiro com o TikTok – apenas o suficiente para cobrir minhas contas.”

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Fonte: https://revistapegn.globo.com