A Morte Enigmática de Warren Harding: Ataques Cardíacos, Amantes Secretas e Teorias que Ainda Assombram os EUA. Imagina a cena: é noite de 2 de agosto de 1923, no luxuoso Palace Hotel em San Francisco. O presidente dos Estados Unidos, Warren G. Harding, tá deitado na cama da suíte presidencial, fraquinho depois de uma viagem exaustiva pelo país. Sua esposa, Florence, lê pra ele um artigo do Saturday Evening Post, daqueles bem bajuladores, sobre o próprio Harding.
Ele sorri, murmura "Isso é bom, continue"... e bum! Estremece, cai pra trás e morre ali mesmo. Aos 57 anos, o 29º presidente vira estatística: o sexto a bater as botas no cargo. Mas olha só, cara, essa morte não foi só um adeus precoce. Ela virou um caldeirão de rumores, escândalos e teorias da conspiração que fervem até hoje, mais de um século depois. Vamos mergulhar nessa história toda, sem maquiagem, expondo os fatos crus – porque a verdade, por mais incômoda, é o que conta.
A Noite Fatídica e os Sinais que Ninguém Quis Ver
Vamos voltar praquela suíte. Harding tinha acabado de voltar de uma turnê chamada "Viagem do Entendimento", um rolê de 15 mil milhas que incluía até o Alasca – primeira vez que um presidente pisava lá. Ele tava se recuperando do que chamaram de "intoxicação alimentar", mas na real? O homem já vinha arrastando problemas de saúde há anos. Falta de ar, dores no peito, insônia a menos que empilhasse travesseiros pra dormir sentado... Clássicos sintomas de insuficiência cardíaca congestiva, que na época a medicina ainda engatinhava pra entender. Seus médicos? Um time dividido. Tinha o Dr. Charles Sawyer, homeopata de confiança da família, que enchia o presidente de purgativos, laxantes e até injeções com arsênico – remédios comuns na época, mas que hoje a gente sabe que podiam piorar tudo. Do outro lado, o Dr. Joel Boone, oficial da Marinha e vencedor da Medalha de Honra, que ficava de olho e discordava de muita coisa.
Naquela noite, Florence lê o artigo, Harding aprova... e pronto. Ele desaba. Os médicos chegam correndo – Boone tava jantando com o General Pershing, Sawyer no corredor. Herbert Hoover, secretário de Comércio (e futuro presidente), é o primeiro a aparecer. Às 19h30, confirmam: morto. Sem autópsia, porque Florence recusa na hora. Ordena embalsamamento imediato. Frustrante pros médicos, né? O Dr. Ray Lyman Wilbur, cardiologista top da Universidade de Stanford, fica pistola – anos depois, reclama que foram chamados de incompetentes e até acusados de envenenamento. O vice, Calvin Coolidge, assume lá em Vermont, numa cerimônia caseira às 2h43 da madrugada. Hoover anuncia pro mundo: "ataque de apoplexia cerebral". Mas historiadores modernos, tipo Robert Ferrell no livro "The Strange Deaths of President Harding" de 1996, batem o martelo: foi infarto do miocárdio, um ataque cardíaco súbito. Prematuro pros padrões de hoje, mas na época, com expectativa de vida masculina em 56 anos, Harding até que durou um pouquinho mais.
Uma Saúde Frágil em Meio ao Caos Político
Harding nunca foi um poço de saúde, viu? Desde o Senado, sofria de neurastenia – uma espécie de exaustão nervosa que hoje chamaríamos de burnout misturado com ansiedade. Seus médicos alertavam: os casos amorosos podiam ferrar com o coração dilatado dele. E olha que não eram poucos os affairs! Mas vamos ao que interessa: essa viagem de 1923 foi o golpe final. Ele deu palestras em Kansas City, Denver, visitou Yellowstone e Zion, dedicou monumentos na Trilha do Oregon. Embarcou no USS Henderson pro Alasca, parou em Seward, McKinley Park, Fairbanks. No caminho de volta, ancorou em Vancouver – primeiro presidente americano a visitar o Canadá em exercício. Discursou pra 40 mil pessoas no Stanley Park, jogou golfe... mas só aguentou seis buracos. Cansado demais.
Chegando em Seattle e depois San Francisco, cancelam eventos. Pneumonia? Gripe? Os médicos navais acham que foi cardíaco, mas Sawyer, o homeopata, recomenda purgativos – que, segundo o biógrafo Carl Anthony, podem ter acelerado o fim. Ironia do destino: Harding tava fugindo de escândalos em Washington. Rumores de corrupção na administração dele tavam pipocando, tipo o Teapot Dome – um esquema de petróleo que envolveu subornos e terras federais. Harding pergunta pra Hoover: "Se soubesse de um escândalo grande, exporia ou enterraria?". Hoover diz pra expor. Mas Harding morre antes.

Teorias da Conspiração: Assassinato ou Só Paranoia?
Ah, agora entra a parte suculenta. Sem autópsia, os boatos explodem. Suicídio? Envenenamento? Florence vira vilã número um nas fofocas – diziam que ela matou o marido por ciúmes dos affairs ou pra proteger a reputação dele dos escândalos. Em 1930, Gaston Means, ex-agente do FBI e vigarista condenado, lança "The Strange Death of President Harding". O cara alega que Florence, com ajuda de Sawyer, envenenou Harding. Motivo? Descobriu as infidelidades e a corrupção. Means era um picareta: vendeu favores na Prohibition, mentiu em audiências no Congresso, foi preso por perjúrio. Depois, tentou um golpe no sequestro do bebê Lindbergh – pegou US$ 100 mil de uma herdeira e sumiu com a grana. Morreu na cadeia em 1938.
A ghostwriter dele, May Dixon Thacker, expõe tudo em 1933: o livro era uma mentira pra vender. Means admitiu pro J. Edgar Hoover que inventou. Mas rumores são como vírus: se espalham. Até hoje, no centenário da morte em 2023, artigos relembram as teorias, mas historiadores desmontam – foi coração, ponto. Nada de conspiração, só uma medicina primitiva e um presidente estressado.
Amores Proibidos, Filhos Ilegítimos e a Batalha pela Exumação
Harding não tinha filhos oficiais, mas os affairs? Ui. O mais famoso: Nan Britton, com quem rolou um caso antes e durante a presidência. Em 1927, ela lança "The President's Daughter", contando tudo – incluindo que Elizabeth Ann, mãe de James Blaesing, era filha dele. Escândalo! Em 2015, testes de DNA confirmam: Blaesing é neto de Harding, via AncestryDNA. Mas em 2020, no centenário da eleição de Harding, Blaesing processa pra exumar o corpo do avô no memorial em Marion, Ohio. Motivo? "Certeza científica" e inclusão da história da família no museu novo. "Eu fiz o teste em 2015, agora é 2020 e ninguém me perguntou nada", reclama ele. Queria mudar isso, provando o laço biológico de vez.
A família se opõe: "Já aceitamos os fatos, historiadores também". A Ohio History Connection, que cuida do memorial, diz que inclui Britton e a filha no museu. Juiz nega o pedido em dezembro de 2020 – nada de violar o sarcófago lacrado. Até 2026, sem novidades: o corpo fica quietinho, e Blaesing não conseguiu mais provas. Curiosidade: outro neto, Dr. Peter Harding, menciona que temia reavivar teorias de envenenamento pela avó Florence. Imagina só, desenterrar um presidente pra calar boatos velhos.
Por Que Essa História Ainda Cola nos EUA?
No fim das contas, a morte de Harding não foi "estranha" – só prematura. Ele era um presidente popular na época, mas os escândalos (Teapot Dome virou sinônimo de corrupção) e os affairs mancharam o legado. Rumores persistem porque adoramos uma conspiração: misoginia contra Florence, o mistério da autópsia negada, vigaristas como Means alimentando o fogo. Em 2023, no centenário, Smithsonian e PBS reviram tudo, confirmando o ataque cardíaco. Mas em 2026, com posts no X relembrando Coolidge assumindo ou o túmulo em Marion, a lenda vive. Harding é daqueles casos que mostram como a história americana é cheia de camadas: poder, sexo, corrupção e um pouquinho de drama hollywoodiano. E você, leu até aqui sem piscar? Pois é, a realidade às vezes é mais louca que ficção.