Kim Jong-un manda fuzilar empresários bem-sucedidos

Kim Jong-un manda fuzilar empresários bem-sucedidos

Coreia do Norte fuzila casal de empresários em praça pública por “serem arrogantes demais” – o preço de enriquecer num regime que odeia sucesso privado. Imagina só: você rala pra caramba, monta um negócio que dá certo, começa a ganhar uma grana boa vendendo bicicletas elétricas e peças de moto em Pyongyang. De repente, vira “figurão” no bairro, todo mundo te conhece.

Aí, do nada, as autoridades te pegam, te acusam de arrogância, de ser “antirrepublicano”, e te fuzilam na frente de centenas de pessoas, incluindo crianças obrigadas a assistir. Parece filme de terror distópico, né? Mas aconteceu de verdade na Coreia do Norte, em novembro de 2025.

Esse casal, ambos na casa dos 50 anos, era dono de uma empresa registrada que vendia, consertava e alugava bicicletas comuns, elétricas e peças pra motos a bateria. O negócio bombava no distrito de Sadong, em Pyongyang. Eles lucravam alto, viraram os “big shots” da região. Mas isso não caiu bem. Moradores reclamavam dos preços altos, da qualidade meio duvidosa dos produtos e, principalmente, da postura “arrogante” deles. Alguém denunciou, e o regime de Kim Jong-un viu nisso uma ameaça.

O que rolou exatamente na execução

Fontes internas, citadas por jornais como o britânico Daily Mail e o sul-coreano Chosun Ilbo, contam que a execução foi pública, num espaço aberto na capital. Centenas de residentes foram forçados a comparecer – sim, incluindo crianças pequenas, pra “educar” todo mundo desde cedo. Um pelotão de fuzilamento acabou com a vida deles ali mesmo. As autoridades justificaram como uma medida pra “prevenir desordem econômica e educar o público”. Traduzindo: não ouse enriquecer demais, porque isso desafia a ideologia do regime, onde todo mundo tem que ser igual na miséria controlada.

Não parou aí. Outras acusações pesadas vieram à tona: promover “ideologia reacionária”, colaborar com organizações externas pra transferir moeda estrangeira ilegalmente e até disseminar mensagens antiestatais. Vinte pessoas ligadas ao casal levaram punições duras, como exílio ou reeducação forçada. Depois do fuzilamento, o mercado de bicicletas e baterias despencou – preços subiram, negócios relacionados quebraram, e o medo se espalhou como vírus.

Curioso, né? A execução veio logo depois de Kim Jong-un voltar de uma visita à China. Analistas veem isso como sinal claro: o regime quer cortar influências externas e apertar o controle sobre a economia privada. Bicicletas elétricas são importadas da China, afinal, e qualquer sucesso independente é visto como risco.

Os donju: os novos ricos que o regime ama odiar

Esse casal fazia parte dos chamados “donju” – os empreendedores ricos que surgiram nos mercados informais da Coreia do Norte. Nos anos 90, com a fome do “Arduous March”, a economia planejada ruiu, e gente esperta começou a negociar com a China pra sobreviver. Hoje, os donju controlam boa parte do comércio real no país. Eles pagam propinas, financiam projetos estatais, mas vivem na corda bamba.

Kim Jong-un tolera eles até certo ponto – precisam pra economia girar, já que sanções internacionais sufocam o país. Mas quando alguém fica “arrogante demais”, vira exemplo. É ironia pura: o regime precisa do dinheiro privado, mas detesta quem ousa prosperar fora do controle total. Lembra daqueles purges famosos, tipo o tio de Kim executado em 2013? Aqui é a versão “popular”: mate os ricos pra lembrar que ninguém tá acima do líder.

Execuções públicas: a ferramenta favorita de terror do regime

Execuções em praça pública são clássicas na Coreia do Norte. Servem pra incutir medo puro. Crianças obrigadas a ver? Isso traumatiza gerações, garante obediência cega. Relatórios da ONU e de desertores contam que isso rola pra tudo: assistir K-dramas sul-coreanos, tentar fugir, traficar carne, até ouvir rádio estrangeira como a Radio Free Asia.

Em 2025, o regime apertou ainda mais com leis contra “cultura reacionária”. Pena de morte pra quem espalha filmes ou músicas do Sul. Mas esse caso do casal é diferente: não era sobre mídia estrangeira, era sobre dinheiro e atitude. Mostra que o controle vai além – atinge até quem joga dentro das regras, mas vence demais.

E as fontes? Dá pra confiar nisso tudo?

Olha, a Coreia do Norte é o país mais fechado do mundo. A mídia estatal nunca confirma essas coisas, a menos que sirva de propaganda interna. Tudo vem de fontes sul-coreanas, britânicas, baseadas em desertores, inteligência e contatos internos. Diários como Daily Mail, Chosun e Korea JoongAng Daily reportaram com detalhes parecidos. Verificação independente? Quase impossível. Mas os padrões batem com dezenas de casos documentados por anos – ONU, Human Rights Watch, tudo corrobora o uso de execuções pra manter o terror.

Não é fake news inventada. É o retrato cru de um regime que mata pra se manter no poder. Sem maquiagem: medo é a cola que segura tudo lá.

No fim das contas, essa história choca porque é real. Um casal que só queria prosperar acaba fuzilado por “arrogância”. Deixa a gente pensando: num lugar onde enriquecer é crime, o que sobra pra gente comum? O silêncio, o medo, a obediência. E você, depois de ler isso, vai dormir tranquilo sabendo que isso rola em 2025? Eu duvido.