Sem Avião, Sem Verba, Sem Paz nos Quartéis

Sem Avião, Sem Verba, Sem Paz nos Quartéis

O Brasil Está se Rachando por Dentro — E os Militares Estão Virando as Costas para o Planalto.  (2025) "O Exército não é ideológico. Mas, se o país insistir em brincar de geopolítica no modo hard, a gente vai escolher o lado certo." Foi mais ou menos assim que um general, de voz baixa e olhar pesado, resumiu nos bastidores o que ninguém queria dizer em voz alta: o Brasil está se partindo ao meio. Não é só política, não é só eleição passada.

É algo mais fundo, mais frio, mais perigoso: as Forças Armadas estão se descolando do Planalto.Enquanto Lula aperta a mão de Xi Jinping e troca sorrisos com Putin, os quartéis seguem um roteiro paralelo. Sem alarde, sem nota oficial, mas com a precisão de um míssil guiado: reafirmam aliança com os Estados Unidos. Ignoram diretrizes do Itamarati. Fecham negócios via FMS. Treinam com soldados americanos no sertão de Pernambuco. E, por debaixo do pano, mandam um recado claro: "Se o Brasil quiser virar satélite da China ou cúmplice da Rússia, vai ter que fazer isso sem nós."

O Divórcio Silencioso: Quando os Generais Viram a Mesa

Parece cena de filme de espionagem. Mas é real. Em 2025, o Brasil vive um cruzamento perigoso entre política externa, ideologia e sobrevivência estratégica. De um lado, o governo quer uma "política externa independente" — leia-se: menos Washington, mais Pequim e Moscou. Do outro, os militares enxergam isso como um tiro no próprio pé.

E não é só desconfiança. É cálculo puro. É saber que os 12 helicópteros Black Hawk que o Exército acabou de encomendar (US$ 451 milhões) só existem porque o FMS — o programa de vendas militares dos EUA — isenta tarifas, acelera entrega e garante suporte técnico. É saber que os 22 mísseis Javelin (US$ 74 milhões) não são só armas: são parte de um ecossistema de interoperabilidade com o Ocidente. É saber que os caças Gripen, embora suecos, têm 30% da tecnologia feita nos EUA — e que, se o clima esfriar com Washington, pode faltar peça, pode faltar software, pode faltar futuro.

"A gente não escolhe lado por paixão. Escolhe por pragmatismo. E o pragmatismo nos mostra que o padrão OTAN é o que nos conecta ao mundo", disse um oficial superior, sob condição de anonimato.

A China e a Rússia Aproveitam a Brecha — Mas os Militares Não Mordem a Isca
Enquanto o Planalto flerta com o Oriente, Pequim e Moscou não perdem tempo.
Representantes da indústria de defesa chinesa já estiveram em Brasília oferecendo drones, radares e sistemas de defesa aérea.
Russofones apareceram com propostas de mísseis e tanques, com preços "interessantes".

Mas os comandantes não caíram. Por quê?

Porque equipamento barato nem sempre é bom negócio.
Porque um drone chinês pode não se comunicar com o sistema de comando do Exército.
Porque um radar russo pode não integrar com os aviões da FAB.
Porque manutenção, peças e atualizações vêm com prazo de validade — e, muitas vezes, com cláusulas de submissão política.

"Trocar um F-35 por um J-10 é como trocar um avião por um kart. Anda, mas não voa. E, pior: você vira refém da oficina", brinca um coronel da Aeronáutica.

Os militares sabem: tecnologia ocidental = interoperabilidade, confiança, longevidade. E, acima de tudo, acesso a inteligência, satélites e operações conjuntas. Coisas que regimes autoritários não compartilham — só vendem.

O Exército Está no Chão — Literalmente

Enquanto isso, lá dentro de casa, a situação é de penúria. O governo Lula, pressionado pela equipe econômica, cortou R$ 2,6 bilhões do orçamento da Defesa.
Resultado?

Sete em cada dez aviões presidenciais parados.
Um dos aviões do presidente teve que ser consertado com uma turbina usada, porque não tinha verba para comprar nova.
Metade dos Super Tucano da FAB está no chão, sem peças para voar.
O Sisfron, sistema vital para monitorar 16 mil km de fronteiras, foi adiado para 2039 — sim, daqui a 14 anos.
A Marinha pode perder 40% da frota até 2028 por falta de manutenção.

E o pior? Enquanto o Brasil conquistava, em março de 2025, 360 mil km² a mais no mar (sim, o território marítimo cresceu), a Marinha não tem dinheiro para patrulhar o que já tem.

"É como ganhar um apartamento novo e não ter luz nem água", disse um almirante, em desabafo privado.

O Círculo Vicioso: Ideologia, Desprezo e Desconfiança

O problema não é só dinheiro. É atitude. Lula e sua equipe, sobretudo assessores como Celso Amorim e Rui Costa, têm um histórico de desconfiança em relação aos militares — e vice-versa.
A memória do regime militar ainda pesa. Os atos de 8 de janeiro, com generais envolvidos, azedaram ainda mais o clima. E, enquanto o governo apoia as investigações (o que é legítimo), muitos oficiais veem isso como perseguição política. Do lado da esquerda, a reação aos movimentos dos militares foi cáustica. Na imprensa alinhada, chamaram os generais de "subservientes aos EUA", de "poder paralelo", de "ideologicamente atrasados". Denise Assis, do Brasil 247, chegou a dizer que os militares agem como "vassalos de Washington", ignorando os "tarifaços" americanos e os interesses nacionais.

Só que há um detalhe:

Os militares não estão defendendo os EUA. Estão defendendo o Brasil. Ou, mais precisamente, a capacidade do Brasil de se defender. O Preço de Romper com os EUA: Mais Que Dinheiro, é Sobrevivência
Imaginar que o Brasil pode simplesmente trocar os EUA pela China ou Rússia é como achar que dá pra trocar o câmbio automático do carro por um câmbio manual sem aprender a usar a embreagem.

As consequências seriam devastadoras:

Congelamento de contratos: Black Hawks, Javelins, Grippens — tudo pode parar.
Perda de interoperabilidade: Treinar com quem? Integrar com quem?
Isolamento tecnológico: Sem acesso a satélites, inteligência e centros de excelência do Pentágono.
Dependência de fornecedores duvidosos: Com quem você confia sua defesa? Com quem vende tecnologia, mas exige lealdade?
Degradção doutrinária: Em 10 anos, o Brasil pode estar décadas atrás em táticas, logística e comando.

"A gente não quer ser vassalo de ninguém. Mas também não quer ser coadjuvante no próprio território", disse um general.

O Que Falta? Respeito. E Investimento. Os militares não pedem luxo. Pedem condições mínimas para cumprir a missão. O ministro da Defesa, José Múcio, já articula uma proposta: um piso constitucional para gastos com defesa, como existe para saúde e educação. Algo em torno de 2% do PIB — padrão da OTAN. Mas a equipe econômica, com o ministro Radad à frente, resiste. Para eles, Defesa não é prioridade. Só esqueceram de avisar ao inimigo.

Conclusão: O Brasil Não Pode se Dar ao Luxo de se Enfraquecer

A esquerda fala em soberania. Mas soberania não é só discurso. É ter navios no mar, aviões no ar, soldados treinados. É ter parcerias que garantam tecnologia, não só propaganda. Os militares não estão fazendo golpe. Estão fazendo conta. E a conta diz que, num mundo cada vez mais polarizado, o Brasil não pode se dar ao luxo de queimar sua principal aliança estratégica por ideologia. Ignorar isso é como andar na beira do precipício e achar que o abismo não vai te engolir. O risco não é só perder contratos bilionários. É perder tempo, tecnologia, confiança e influência. É virar um país de terceiro escalão no tabuleiro global.

Os militares já decidiram:

Vão manter os laços com o Ocidente.
Porque, no fim das contas, a defesa nacional não tem lado — tem responsabilidade. E se o Planalto insistir em ignorar isso?
Bom… O Brasil pode acordar um dia sem exército. Só com promessas.