Em um instante congelado no tempo, a história muitas vezes revela suas páginas mais intensas. Fotografias históricas não são apenas registros de eventos — são testemunhos silenciosos de momentos que mudaram o mundo, capturados com uma força quase cinematográfica, onde cada olhar, sombra e gesto carrega o peso de uma era. Nesta matéria, mergulhamos em imagens que transcendem o visual para se tornarem símbolos de coragem, dor, esperança e transformação. Prepare-se para ver o passado como nunca antes: nítido, visceral e profundamente humano.

Documento oficial da Divisão de Censura de Diversões Públicas (DCDP), órgão do governo brasileiro durante a ditadura militar, de 1964 a 1985. Ao longo desse período, inúmeros músicos tiveram suas canções proibidas pela censura. Mesmo antes da promulgação do AI-5, artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Taiguara, Chico Buarque e Geraldo Vandré já eram considerados “perigosos” pelo regime militar.
A censura, porém, não se restringiu a quem fazia música engajada ou tinha ligação com a esquerda. Ela atingiu também compositores que aparentemente não representavam ameaça política, como foi o caso de Adoniran Barbosa.
Conhecido como o sambista mais paulistano que existe, Adoniran Barbosa retratava em suas letras a fala cotidiana, cheia de gírias e erros gramaticais típicos do povo de São Paulo. Para evitar aborrecimentos com os censores, em 1973 ele resolveu lançar um disco reunindo várias músicas que já havia gravado nos anos 1950. Para sua surpresa, cinco delas foram vetadas, entre as quais “Tiro ao Álvaro”. No parecer oficial, que aparece na imagem, a analista responsável escreveu: “a falta de gosto impede a liberação da letra”. Ela ainda destacou três palavras da canção, justificando que elas não poderiam ser aceitas por desrespeitarem a grafia correta da língua portuguesa.
Vista aérea do festival de Woodstock, em 1969

Num dos momentos mais turbulentos da história recente, quatro jovens idealistas organizaram um festival de música sem imaginar que ele entraria para a história como o maior acontecimento do rock no planeta. A previsão inicial era receber algo em torno de 100 mil pessoas, mas o número real chegou a cerca de 450 mil. Woodstock tornou-se sinônimo do festival definitivo, com o slogan “Três Dias de Paz, Amor e Música”.
No palco, desfilaram alguns dos maiores nomes do rock da época: Jimi Hendrix, Janis Joplin, Joe Cocker, Jefferson Airplane, Santana, The Who, Grateful Dead, entre muitos outros.
Esse marco da contracultura celebrou a liberdade da juventude, desafiando abertamente os padrões conservadores e exaltando um estilo de vida que rejeitava regras rígidas, em plena apologia à diversão, ao amor livre e à música sem amarras.
Nova York viveu um dos maiores congestionamentos já registrados, mas, fiel ao espírito pacifista do movimento hippie, não houve registros de brigas, acidentes graves ou violência. O evento estava originalmente marcado para a pequena cidade de Woodstock, no interior do estado, porém a resistência dos moradores locais forçou a mudança para uma fazenda em Bethel, a cerca de uma hora e meia dali.
Woodstock cristalizou a essência da era hippie e da contracultura do final dos anos 1960. Durante um fim de semana chuvoso, 32 artistas e bandas de peso se apresentaram para quase meio milhão de pessoas. Apesar de várias tentativas posteriores de recriar a magia do festival, o original permanece insuperável e lendário, considerado um dos pontos altos da história da música popular.
No entanto, a infraestrutura precária não deu conta da multidão inesperada: faltaram água potável, comida e condições mínimas de higiene, além do uso aberto e generalizado de drogas. Ainda assim, Woodstock entrou para a história como o grande símbolo dos ideais da juventude dos anos 60 – a rejeição à Guerra do Vietnã, a crítica ao capitalismo e a bandeira do amor livre e da paz.
O boneco Robert

Em 1896, uma escrava que trabalhava para um abastado comerciante de Key West presenteou o filho pequeno do patrão, um menino chamado Eugene Otto, com um boneco de palha. Diz a lenda que o objeto havia sido submetido a um ritual de magia negra. Eugene batizou o boneco de Robert e logo passou a tratá-lo como seu melhor amigo. Sempre que algo dava errado na casa e a culpa caía sobre o garoto, ele jurava de pés juntos: “Foi o Robert que fez”.
Logo começaram a acontecer coisas inexplicáveis. Pratos e talheres voavam pela sala de jantar, empregados ouviam, durante a madrugada, o som de tecidos sendo rasgados e papéis sendo amassados em quartos que ninguém usava. Os brinquedos favoritos de Eugene apareciam mutilados, e, no silêncio da noite, uma risadinha aguda ecoava pelos corredores.
Robert tornou-se inseparável de Gene (como o menino passou a ser chamado). O pai frequentemente ouvia o filho conversando longamente com o boneco, o que seria comum para uma criança, não fosse o fato de os pais escutarem claramente duas vozes distintas: a de Gene e outra, mais grave e desconhecida, respondendo. Eles juravam ouvir risos vindos do boneco e viam vultos de Robert correndo de um lado para o outro. Vizinhos afirmavam que, quando a família saía, viam o boneco aparecer nas janelas, observando a rua.
Gene passou a ter terríveis pesadelos e acordava gritando. Ao entrarem no quarto, os pais encontravam os móveis revirados, o menino encolhido de medo num canto e Robert calmamente sentado aos pés da cama. “Foi o Robert!”, sussurrava o garoto, apavorado. Cansados, os pais trancaram o boneco no sótão, onde ele ficou esquecido por muitos anos.
Quando os pais de Gene morreram e ele, já adulto, herdou a casa, encontrou Robert novamente. Sua esposa, Anne, sentia um mal-estar constante na presença do boneco. Um dia, irritada com aquele olhar fixo e perturbador, devolveu-o ao sótão. Gene ficou furioso e exigiu que Robert tivesse um quarto próprio, com vista para a rua. A partir daí, sua saúde mental começou a deteriorar-se rapidamente.
Moradores de Key West relatavam ver o boneco na janela, rindo sozinho. Crianças se recusavam a passar em frente à casa, com medo do seu olhar maligno. Visitantes ouviam passos no sótão e risadinhas abafadas, até que as pessoas simplesmente pararam de frequentar a residência.
Com o passar dos anos, Gene tornou-se cada vez mais agressivo e abusivo com Anne. Mais tarde descobriu-se que ele a trancava repetidas vezes num pequeno cubículo embaixo da escada, por horas a fio. Após a morte de Gene, Anne abandonou a casa imediatamente, mudou-se para a casa da família em Boston e colocou o imóvel para alugar.
Anos depois, a filha de 10 anos dos novos moradores encontrou Robert no sótão. Pouco tempo depois, a menina começou a gritar que o boneco a atormentava à noite e destruía sua vida. Mesmo décadas mais tarde, já adulta, ela continuava afirmando com convicção: “A boneca estava viva e queria me matar”.
Hoje, Robert, ainda com seu macacão branco de marinheiro, está exposto no Fort East Martello Museum, em Key West. Funcionários e visitantes seguem relatando fenômenos estranhos: marca-passos que param de funcionar perto dele, câmeras fotográficas que se descarregam ou simplesmente não funcionam (o museu chegou a gastar seis rolos de filme e dezenas de pilhas para conseguir apenas um punhado de fotos decentes). Seguranças noturnos juram que Robert muda de posição dentro do vidro, sozinho. Pessoas que o encaram dizem, estarrecidas, que veem sua expressão facial se alterar diante dos seus olhos.
“O beijo da vida”

Numa tarde quente de julho de 1967, o fotógrafo Rocco Morabito dirigia tranquilamente por uma rua de Jacksonville, na Flórida, quando avistou um poste de alta tensão e um eletricista pendurado, imóvel, após levar uma descarga violentíssima. Sem perder tempo, parou o carro, chamou a emergência e pegou a câmera para registrar a cena. Foi exatamente nesse instante que aconteceu o momento histórico.
Correu de volta à redação do Jacksonville Journal e anunciou animado: “Acho que tenho uma foto sensacional”. O editor, porém, avisou que a edição do dia seguinte já estava fechada. Rocco revelou o filme ele mesmo, às pressas, e mostrou o negativo ainda molhado. O editor olhou por alguns segundos, ficou em silêncio e disse: “Isso vai para a primeira página”. Batizou a imagem na hora de “The Kiss of Life” (O Beijo da Vida).
Vamos aos detalhes do que realmente aconteceu. Randall G. Champion e J. D. Thompson eram dois linemen experientes da Jacksonville Electric Authority, responsáveis pela manutenção de linhas de alta tensão. Naquele 17 de julho, trabalhavam na West 26th Street quando Champion tocou acidentalmente num fio energizado e levou um choque de mais de 4.000 volts. Seu coração parou na hora.
O cinto de segurança evitou que ele caísse de uma altura fatal. Thompson, que estava no mesmo poste, agiu com uma calma impressionante: subiu até o colega inconsciente, abraçou-o por trás e começou a fazer respiração boca a boca ali mesmo, no alto. Continuou soprando ar nos pulmões de Champion até sentir um leve movimento no peito do amigo. Só então desceu os dois juntos e passou a fazer massagem cardíaca no chão até a chegada do resgate.
A fotografia de Rocco Morabito ganhou o Prêmio Pulitzer de Fotografia em 1968 e se tornou um dos registros mais icônicos da história do fotojornalismo. E o mais impressionante: Randall Champion sobreviveu ao acidente. Anos depois, em outro serviço, levou um segundo choque elétrico grave… e sobreviveu de novo. Duas vezes salvo da morte por um beijo da vida! Incrível mesmo!
Foto de ex-escravos ricos

Acredita-se que cerca de metade dos aproximadamente 13 milhões de africanos escravizados e levados para as Américas tenha desembarcado no Brasil. Entre eles, havia um número significativo de pessoas que, em sua terra natal, pertenciam à elite política e religiosa iorubá; muitos eram nobres, sacerdotes ou guerreiros feitos prisioneiros em conflitos entre reinos e tribos africanas e, por isso, vendidos como escravos.
Após conquistarem a alforria, diversos desses ex-escravos e seus descendentes conseguiram recuperar o prestígio social de seus antepassados, transformando-se em médicos, advogados, comerciantes de sucesso, políticos e grandes proprietários de terras, tanto no Brasil quanto de volta à África.
Embora fossem casos raros, quase excepcionais, alguns dos homens mais ricos da comunidade brasileira da época eram justamente ex-escravos ou filhos de escravos que, após enriquecerem, retornaram à África. Eles enviavam os filhos para estudar na Europa ou na Bahia, formando assim a primeira geração de médicos e advogados nigerianos, entre os quais se destacam Plácido e Honório Assumpção.
As carreiras de funcionários públicos no governo colonial britânico e em grandes companhias estrangeiras eram muito cobiçadas pelos chamados “descendentes brasileiros” ou “brazilian descendants”. Os irmãos mencionados adotaram o sobrenome iorubá Alakija, pertencente a um dos clãs mais tradicionais, abastados e influentes da Nigéria e de todo o continente africano, onde a família acumulou enorme riqueza e elevado status social. Parte dos Alakija retornou à Bahia no início do século XX.
Edir Macedo preso, em 1992

Edir Macedo Bezerra é um líder religioso e empresário brasileiro, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e dono da Rede Record de Televisão. Ele é o principal responsável pela IURD, que reúne mais de 8 milhões de membros em mais de 170 países nos cinco continentes. Defensora declarada da Teologia da Prosperidade, a igreja cresceu rapidamente e, de acordo com o Censo de 2000, tornou-se a quarta maior denominação religiosa do Brasil.
A revista Forbes apontou Edir Macedo como o pastor mais rico do país, estimando seu patrimônio em janeiro de 2013 em cerca de 2 bilhões de reais. Tanto a Igreja Universal quanto o próprio Macedo contestam esse valor e afirmam que, embora a Rede Record seja realmente de sua propriedade, ele não recebe salário nem lucros da emissora. Sua única renda, segundo eles, vem da “ajuda de custo” que a igreja paga a seus pastores e bispos e dos direitos autorais dos livros que escreveu.
Em 1992, o Ministério Público denunciou Edir Macedo por charlatanismo, estelionato e curanderismo. Ele ficou detido por 15 dias, mas foi absolvido de todas as acusações. Aproveitou o episódio para impulsionar ainda mais a expansão da Record. Uma famosa foto dele algemado na prisão acabou estampando a capa de sua biografia oficial.
No livro, Edir atribui sua prisão a uma perseguição movida pela Igreja Católica, que era alvo frequente das críticas da Universal. Grande parte das 288 páginas da obra é dedicada a ataques ao catolicismo: “O clero romano mandava e desmandava no Brasil muito mais do que hoje (…) A cúria não aceitava ver o povo livre da escravidão religiosa que eles impunham”, escreve. Ele sustenta que foi vítima de uma conspiração orquestrada pelo Vaticano e relata ter visto um “homem de batina” tomando notas enquanto prestava depoimento ao juiz que decretou sua prisão preventiva.
O bispo não poupa referências aos escândalos de pedofilia envolvendo padres católicos em diversos países. Conta também que, no dia de sua conversão, destruiu aos berros de “desgraçados” as imagens de santos que carregara como amuletos por 18 anos. A biografia autorizada de Edir Macedo tornou-se um verdadeiro best-seller.
O Centro de Hiroshima Antes e Depois de Ser Varrido pela Explosão Nuclear

Às 8h15 da manhã de 6 de agosto de 1945, a cidade japonesa de Hiroshima foi atingida pela arma mais devastadora já criada pelo homem até aquele momento: a bomba atômica. Batizada de forma irônica de “Little Boy”, ela provocou uma destruição jamais vista na história da humanidade. Em poucos segundos, o ser humano alterou para sempre tanto a face do planeta quanto o curso da própria civilização.
O número exato de vítimas nunca será conhecido com precisão, mas é assustador em qualquer cálculo. Em 2005, sessenta anos depois da tragédia, a cidade de Hiroshima registrou oficialmente mais de 300 mil mortos nos dois ataques atômicos (Hiroshima e Nagasaki) realizados pelos Estados Unidos. Só em Hiroshima, estima-se que cerca de 140 mil pessoas tenham morrido até o final de 1945: entre 80 e 100 mil morreram instantaneamente com a explosão, e dezenas de milhares sucumbiram nos meses e anos seguintes às sequelas da radiação.
A ordem para lançar a bomba partiu diretamente do governo norte-americano, que queria evitar as altíssimas baixas que uma invasão terrestre ao Japão causaria, já que a resistência japonesa seria feroz. Ao mesmo tempo, o ataque serviu como um recado indireto à União Soviética.
A bomba foi solta de um avião e detonada 43 segundos depois, a cerca de 580 metros do solo, exatamente acima do centro da cidade. Robert Lewis, copiloto do Enola Gay – o B-29 Superfortress que carregava a arma –, escreveu em seu diário ao ver o imenso cogumelo atômico se erguer: “Meu Deus, o que foi que nós fizemos?”.
Ativista Tibetano Incendeia-se em Protesto Pró-Tibete

No dia 26 de março de 2012, o ativista tibetano Janphel Yeshi, exilado na Índia, ateou fogo ao próprio corpo e correu pelas ruas de Nova Délhi gritando palavras de ordem contra a ocupação chinesa do Tibete. O ato extremo aconteceu bem em frente ao Parlamento indiano, pouco antes da chegada do presidente chinês Hu Jintao para a cúpula do BRICS. Imolações como a de Yeshi já vinham se tornando uma forma trágica e recorrente de protesto na causa tibetana.
O fotógrafo indiano Manish Swarup, da agência Associated Press, que acompanhava a manifestação, declarou que, embora soubesse da possibilidade remota de algo parecido — pois desde 2011 os tibetanos vinham intensificando esse tipo de protesto radical —, nunca imaginou que presenciaria uma cena tão chocante.
Janphel Yeshi, de apenas 26 anos, faleceu dois dias depois, com quase 90% do corpo queimado. Desde então, o número de tibetanos que se imolaram em nome da liberdade do Tibete já ultrapassa a centena. Yeshi deu a própria vida para denunciar o domínio rígido da China sobre sua pátria.
O conflito que levou à ocupação chinesa tem raízes que remontam a séculos e parece ainda muito distante de uma solução. Pequim sustenta que o Tibete faz parte de seu território desde o século XIII e se recusa a abrir mão do controle. Já os tibetanos rejeitam essa versão histórica e não aceitam a submissão, temendo que a política chinesa acabe por extinguir sua cultura, sua religião e sua identidade.
No final dos anos 1950, diante da crescente repressão, o Dalai Lama, acompanhado de dezenas de milhares de líderes religiosos e cidadãos comuns, fugiu para a Índia. Até hoje, uma grande comunidade tibetana vive no norte do país, sob a proteção do chamado “Governo Tibetano no Exílio”, que continua lutando pela independência ou, ao menos, por uma autonomia real do Tibete.
Ayrton Senna salvando a vida de Erik Comas, em 1992

Nos treinos livres para o GP da Bélgica de 1992, Érik Comas vinha completando uma volta rápida com sua Ligier quando perdeu o controle na rápida curva Blanchimont e bateu violentamente. O piloto ficou desacordado dentro do cockpit. Ayrton Senna, que também estava em volta lançada com a McLaren, viu a cena, parou imediatamente o carro na pista, saltou do cockpit, correu até o Ligier destruído e segurou a cabeça de Comas até a chegada dos médicos. Anos depois, o próprio Comas revelou que Senna literalmente salvou sua vida: o motor da Ligier estava vazando combustível e, com o carro ainda ligado, uma explosão era iminente. Senna desligou a ignição na hora certa.
“Sem a intervenção de Ayrton, eu teria morrido queimado. Meu companheiro de equipe passou direto, mas ele parou para me ajudar. Senna tinha um coração incrível”, declarou Comas, que raramente toca no assunto.
Dois anos depois, no trágico GP de San Marino de 1994, os papéis se inverteram. Ayrton Senna, agora pilotando uma Williams, colidiu na curva Tamburello e ficou gravemente ferido, sem conseguir sair do carro. Érik Comas, que competia pela Larrousse, vinha logo atrás e quase atingiu o helicóptero de resgate que já pousava na pista. Freou com força, viu os médicos tentando reanimar o brasileiro e, profundamente abalado, decidiu abandonar a corrida ali mesmo.
Comas foi o único piloto que não tomou parte da relargada daquele GP. Quando confirmaram o acidente de Senna, ele dirigiu sua Larrousse até o local da batida e desceu do carro. “Fui o último piloto a ver Ayrton ainda na pista, enquanto os médicos trabalhavam nele. Depois entrei na ambulância e fiquei ao lado do capacete dele. Naquele instante senti que ele já havia partido. Fiquei destruído por não ter conseguido fazer por ele o que ele fez por mim”, recorda Comas.
Depois daquela corrida, Érik jurou que nunca mais pilotaria na Fórmula 1. Duas semanas depois, porém, alinhou no grid de Mônaco. Ainda assim, no fim de 1994, a dor falou mais alto e ele decidiu encerrar a carreira. “No GP do Japão, percebi que não conseguiria esquecer que estava num esporte que matava, e que meu amigo tinha morrido no dia 1º de maio”.
Primeira Mulher a voar sobre o Oceano Atlântico

Amelia Earhart foi a primeira mulher a voar sozinha sobre o Oceano Atlântico, sendo um marco na história das mulheres e da aviação. O vôo solo aconteceu em 1932. Tentando percorrer todo o globo, desapareceu em 1937 quando sobrevoava o Oceano Pacífico. Inúmeras teorias surgiram para tentar explicar seu desaparecimento, mas até hoje ele permanece uma incógnita. Há dois anos, em 2012, uma expedição partiu do Havaí, visando comprovar que Amelia sobreviveu a esse acidente e viveu o resto de sua vida em uma ilha deserta.
Ilustre Encontro

Durante o Festival de Cinema de Cannes de 1956 um ilustre encontro aconteceu. O símbolo sexual Brigitte Bardot visitou o estúdio de Pablo Picasso, próximo a Cannes, em Vallauris.
Bonnie e Clyde

Clyde Chestnut Barrow nasceu em 24 de março de 1909, e Bonnie Elizabeth Parker veio ao mundo em 1º de outubro de 1910, ambos no Texas. O casal tornou-se lendário pelos assaltos a bancos e lojas, pelos roubos de carros, pelos sequestros ocasionais, pelas espetaculares fugas da polícia e, acima de tudo, pelo amor intenso que nutriam um pelo outro.
Aos 16 anos Clyde já vivia de pequenos delitos: roubava perus, carros e arrombava estabelecimentos. Bonnie, também com 16 anos, casou-se pela primeira vez; dois anos depois o casamento já havia desmoronado. O primeiro encontro entre Bonnie e Clyde aconteceu entre o final de 1929 e o início de 1930, provavelmente na casa de uma amiga em comum. Pouco tempo depois Clyde foi preso. Bonnie contrabandeou uma pistola para ele, que usou para escapar da cadeia, mas acabou recapturado e voltou atrás das grades.
Em 1932, ao obter liberdade condicional, Clyde reencontrou Bonnie e os dois decidiram, juntos, mergulhar de vez no crime. Formaram a famosa “Gangue Barrow” e passaram a ser caçados incansavelmente pelo FBI e pelas polícias estaduais. Durante dois anos conseguiram escapar de todas as armadilhas, até que, em 23 de maio de 1934, caíram numa emboscada cuidadosamente preparada na Louisiana. O carro em que viajavam foi atingido por mais de 130 tiros; Bonnie tinha apenas 23 anos e Clyde, 25. A arma favorita de Clyde era o temido Rifle Automático Browning (BAR) modelo 1918.
Além de criminosos perigosos, Bonnie e Clyde foram transformados pela opinião pública da época em símbolos de rebeldia contra a pobreza extrema e a desesperança que castigavam os Estados Unidos durante a Grande Depressão dos anos 1930.
Vinícius de Moraes e Helô Pinheiro, a garota de Ipanema

A canção “Garota de Ipanema” foi composta em 1962 por Vinícius de Moraes e Tom Jobim. Originalmente, ela se chamava “Menina que Passa”. A gravação foi lançada pela Verve Records em 1963. Mas quem era aquela garota que, ao passar, fazia o mundo parecer mais bonito por causa do amor? Heloísa Eneida Menezes Paes Pinto, mais conhecida como Helô Pinheiro. Na época, Helô tinha apenas 17 anos e passava quase todos os dias, com seu andar inconfundível, em frente ao Bar Veloso (hoje chamado Bar Garota de Ipanema), na rua Montenegro (atual Vinícius de Moraes), em Ipanema. Era exatamente ali que Vinícius e Tom costumavam tomar suas cervejas e conversar por horas.
A própria Helô só descobriu que havia inspirado a música dois anos e meio depois do lançamento.
Eis um trecho famoso em que Vinícius de Moraes descreve a Garota de Ipanema:
“O ar ficava mais leve, mais volátil, como se quisesse facilitar aquele divino balanço do andar. E lá ia ela, toda linda, a garota de Ipanema, desenhando no caminho a geometria espacial do seu rebolado quase samba, cuja fórmula teria escapado até ao próprio Einstein; só um Antônio Carlos Jobim, em íntima e religiosa conversa com o piano, conseguiria decifrar o segredo. (...) Ela foi e continua sendo, para nós, o paradigma do broto carioca: a moça dourada, mistura de flor e sereia, cheia de luz e de graça, mas com um toque de tristeza na mirada, porque leva consigo, rumo ao mar, o sentimento da juventude que passa, da beleza que não nos pertence só a nós – é presente da vida em seu belo e melancólico ir e vir constante.”
Silvio santos entrega um carro

Sílvio Santos em seu programa dominical na TV Paulista (atual Rede Globo), fazendo a entrega de um Gordini zero quilômetro, sorteado pela Cestas de Natal Amaral. Sobre a foto, sabe-se apenas que é da década de 60. Não há mais informações sobre a data exata da imagem.
O Menino com olhos de safira

Publicada na revista Africa Geographic, a foto começou a receber inúmeras críticas e comentários negativos minutos após ser exibida. Os leitores diziam que se tratava de uma foto que não real, e sim manipulada para alterar a cor dos olhos do garoto. Segundo a fotógrafa: “A maioria das pessoas chegaram à conclusão imediata de que a foto era uma farsa! Espanta-me como primeira reação da maioria das pessoas dar um tom negativo para a foto. Eu não tenho certeza sobre o que qualifica se uma imagem é real ou adulterada, mas muitos comentários faziam afirmações que ela tinha passado pelo Photoshop”.
Devido à polêmica causada pela foto, a mesma passou por análises, e Bristow precisou dar uma explicação pública sobre ela: “A todos vocês que desconfiam que a fotografia é falsa, saibam: não é “photoshopada”! Tenho amigos e parentes que são negros e tem olhos azuis, qual o problema?. O que as pessoas esquecem é que o continente africano é o berço da humanidade e o local onde os genes se misturaram e diversificaram no mundo. Eu estava falando com uma mulher e seu filho brincava com seus irmãos e amigos próximos. Eu perguntei se poderia fotografá-lo e, possivelmente, ele ficou curioso por seu primeiro contato com uma mulher branca e seu fascínio em mim e pela câmera, que nunca havia visto na vida; isso era evidente. (...)”. A fotógrafa também decidiu consultar um amigo oftalmologista para poder confirmar mais uma vez a veracidade de sua foto. O médico disse que o menino provavelmente sofre de Albinismo Ocular, que faz com que a melanina da íris seja menos densa. Aproximadamente uma ou duas semanas depois de ter tirado a foto abaixo, Bristow voltou ao local e encontrou Theuns, o menino da foto, menos tímido. Ele até sorriu para ela, em outra fotografia. A foto foi tirada em Zimzábue, em 2012.
Spock

Leonard Nimoy se caracterizando como Spock, o clássico vulcano de Jornada nas Estrelas, papel que lhe rendeu 3 indicações ao Emmy. Nimoy escreveu duas autobiografias. A primeira em 1975, intitulada Não sou Spock (I am not Spock), no qual ele conduzia diálogos entre o ator e o personagem, e outra em 1995, com o título Sou Spock (I am Spock), além de diversos outros trabalhos de poesia e música. Leonard Nimoy ainda atua como Spock nos novos filmes da série Jornada nas Estrelas.
Campo de Batalha da Guerra Civil Americana

A Guerra Civil dos Estados Unidos da América ocorreu entre 1861 e 1865 e colocou em lados opostos o sul e o norte daquele país. Nessa época, as imagens de guerra ainda não eram comuns, o que chocou os americanos que puderam ver o terror das mortes no campo de batalha.
O desastre do Hindenburg

O desastre do Hindenburg ocorreu em 6 de maio de 1937, quando o gigantesco dirigível alemão pegou fogo e foi destruído durante uma tentativa de pouso na base naval de Lakehurst, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
Rebelde desconhecido

Este misterioso homem tornou-se famoso em todo o mundo após o fotografo Jeff Widener registrá-lo em pé, frente a uma coluna de tanques chineses durante os protestos na Praça da Paz Celestial em Pequim, no dia 5 de junho de 1989.
Menina afegã

Sharbat Gula tinha 12 anos quando foi fotografada pelo jornalista Steve McCurry durante uma reportagem para a revista National Geographic, publicada em junho de 1985. Quando foi fotografada, a menina afegã vivia como refugiada no Paquistão durante a ocupação soviética no Afeganistão.
Explosão da bomba atômica nas Ilhas Marshall

Em 25 de julho de 1946, a primeira detonação de uma bomba atômica embaixo d’água liberou uma nuvem de vapor com quilômetros de altura, coroada por jatos de água
Momento do impacto


Às 9 horas da manhã do dia 11 de setembro de 2001, o voo 175 da United Airlines colidiu contra a torre sul do World Trade Center. Quatro aeronaves foram sequestradas como parte de um ataque terrorista, matando mais de 3.000 pessoas.

Um grande encontro em 1957, Louis Armstrong,Juscelino kubitschek e Ataulfo Alves no Palácio da Guanabara

Elvis e Priscilla se casaram em 1968, após se conhecerem em um show do cantor

Francisco Cuoco em 1964 na revista Intervalo, época da novela Renúncia

Foto mais antiga de Abraham Lincoln

JFK e irmãos em 1927.