A terapia do labirinto

labirinto_catedral2Por Monica Tarantino - 04/10/2010. Hospitais resgatam o antigo traçado para relaxar pacientes e funcionários, aumentar a adesão ao tratamento e até diminuir a dor crônica. Símbolo encontrado na mitologia de vários povos, os labirintos começam a se multiplicar pelo mundo. Agora, podem ser vistos no chão de parques no centro de cidades como Toronto, no Canadá, ...

e em um número cada vez maior de hospitais nos Estados Unidos e Inglaterra. Mas por que essa figura antiga está voltando com tanta força? “Os labirintos se mostraram uma ferramenta eficiente para aliviar atensão emocional e muscular. Por isso, oferecem grandes benefícios à saúde”, explica o neurologista Afonso Carlos Neves, chefe do setor de neuro-humanidades da Universidade Federal de São Paulo e introdutor da prática no Brasil.

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O médico é responsável pelo uso de um labirinto terapêutico no Hospital Geral Pirajussara, no município de Taboão da Serra, em São Paulo. Uma vez a cada 15 dias, ele abre um tapete branco e azul, de sete metros de diâmetro, no anfiteatro do hospital. O labirinto é utilizado por pacientes com problemas neurológicos e psiquiátricos, acompanhantes e até funcionários. E, ainda que o ato de andar até o centro do desenho, sentar-se ali alguns minutos e depois voltar pelo mesmo caminho pareça brincadeira, produz efeitos notáveis sobre o humor e a disposição de quem se entrega à experiência. “O cansaço vai embora e fico com mais paciência com os pacientes e suas famílias”, diz a recepcionista Carolina dos Santos, 20 anos, que se mostrava sorridente e até menos tímida ao final da atividade. “Desligo de tudo no labirinto. Solto as emoções e saio nova”, diz a copeira Rita Santos, 45 anos, que tinha os olhos molhados de lágrimas ao concluir o seu percurso. O mesmo tapete é usado em sessões com os jovens pacientes do Grupo de Apoio à Criança e ao Adolescente com Câncer e para tratar pessoas com alterações do sono. “Muitos passam a dormir melhor e a tomar menos remédio”, conta Neves.

A ação positiva dos labirintos na saúde ainda não foi alvo de sérias investigações científicas. Por enquanto, tudo está no campo da observação. Mas, se depender das impressões dos médicos, seguir as linhas sinuosas desses desenhos pode ser mesmo um grande achado. “Eles não erradicam doenças, mas ajudam na recuperação emocional, o que acaba indiretamente melhorando a imunidade, por exemplo”, diz Neves.

 

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Para o cardiologista americano Herbert Benson, diretor do Benson-Henry Body Mind Medicine, ligado à Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, andar no labirinto pode quebrar o fluxo de pensamentos do cotidiano e, por isso, proporcionar uma resposta relaxante como a provocada pela meditação. Esse efeito, segundo o especialista, traz consequências desejáveis à saúde, como a redução da pressão arterial e das dores crônicas. A terapia também auxiliaria na tomada de decisões. “Uma hipótese é que andar em espiral, o que é pouco comum nas nossas vidas, desperta áreas do cérebro ligadas à intuição”, diz o médico e pesquisador de mitologia Abel Menezes, de Pernambuco.

 

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Nos Estados Unidos, a expansão dos labirintos começou na década de 1990, depois que a psicóloga e teóloga Lauren Artress descobriu seu poder terapêutico durante um seminário de autoajuda. Encantada com seus efeitos, Lauren construiu um labirinto do lado de fora da Grace Cathedral, em São Francisco, e fundou uma sociedade para difundir a prática.

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Hoje a entidade registra mais de três mil desses desenhos no chão de casas, asilos, escolas e hospitais – cerca de 225 estão em estabelecimentos hospitalares e centros de bem-estar. Um deles fica no hospital Johns Hopkins Bayview Medical Center, em Baltimore. “Construímos um espaço de paz para quem busca recuperação”, disse à ISTOÉ Katie Kuehn, porta-voz da instituição. A rede de hospitais americana Kaiser Permanent também aderiu porque vê nesse modelo um meio eficiente de beneficiar também os seus médicos.


Catedral de Chartres

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Na região do Vale do Loire se encontra a maior Catedral gótica da Europa, uma das maiores expressões da arte mundial: a Catedral de Chartres, cuja construção se iniciou no séc. XII. Em 24 de Outubro de 1260 a catedral foi consagrada na presença do rei Luís IX. O rei Henrique IV foi o único monarca francês a ser sagrado neste templo. No começo do século XII, a arquitetura predominante ainda é a românica, mas já começaram a aparecer as primeiras mudanças que conduziram a uma revolução profunda na arte de projetar e construir grandes edifícios.

A primeira diferença que notamos entre a igreja gótica e a românica é a fachada. Enquanto, de modo geral, a igreja românica apresenta um único portal, a igreja gótica tem três portais que dão acesso à três naves do interior da igreja: a nave central e as duas naves laterais. A arquitetura expressa a grandiosidade, a crença na existência de um Deus que vive num plano superior; tudo se volta para o alto, projetando-se na direção do céu, como se vê nas pontas agulhadas das torres de algumas igrejas góticas.

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O edifício original construído por Fulbert incendiou-se em 1194 e imediatamente se acometeram as obras de reconstrução, que se prolongariam durante décadas. O acrescento mais importante é a torre noroeste, dita Clocher Neuf, concluída no ano 1513 para equilibrar a composição imposta pela primeira torre (que se erguia desde 1160). A catedral tem 2.500 m² de vidros coloridos em 176 janelas maravilhosas, entre elas três rosáceas mundialmente famosas. A cor profunda e intensa conhecida como "azul Chartres" está imortalizada nos vidros da catedral. Algumas janelas ilustram histórias da Bíblia: figuras que já forneceram uma forma silenciosa de comunicar os conceitos cristãos para os peregrinos analfabetos que iam para a catedral nos tempos medievais.

A fachada ocidental, chamada Pórtico Real, é especialmente importante graças a uma série de esculturas de meados do século XII; o pórtico principal contém um magnífico relevo de Jesus Cristo glorificado; a do transepto (ou nave transversal) meridional (c. 1224-1250) organiza-se em torno a imagens do Novo Testamento, que narram o Juízo Final; enquanto que o pórtico oposto, situado no lado norte, está dedicado ao Antigo Testamento e ao advento de Cristo e se destaca pela impressionante qualidade do grupo escultórico dedicado à Criação.

Conforme o sol viaja pelo céu do amanhecer ao crepúsculo, as famosas janelas de vidros coloridos da Catedral de Chartres colorem e exibem imagens como em um caleidoscópio. Raios de luz colorida se espalham pelo grandioso lugar, preenchendo-o com a glória de Deus.

Os primeiros peregrinos viram essa obra magistral da arquitetura gótica do século XIII assim como os visitantes modernos o fazem. Em direção aos céus da cidade de Chartres, seus pináculos perfuram o céu azul. Chamada de Catedral de Notre-Dame, ela era local de peregrinação porque abriga o que os fiéis acreditam ser o véu que a Virgem Maria vestia durante o nascimento de Jesus. Em 1194, a relíquia milagrosamente sobreviveu a um incêndio que destruiu a maioria das catedrais romanescas do lugar.

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Em apenas 30 anos, os elementos sobreviventes foram restaurados com a nova catedral gótica. Imenso, com 130 m de comprimento, o prédio tem uma nave de 17m, a mais larga da França. Uma das torres de sino assimétricas é o campanário romanesco mais alto do mundo (105 m) e a outra torre é um campanário gótico ainda mais sublime.

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No chão da nave há um labirinto de pedra que, embora tenha apenas 13 m de comprimento, se fosse desenrolado, teria um caminho cheio de curvas de 261 m. Há tempos, o labirinto serve para os fiéis como uma peregrinação simbólica à Terra Sagrada e como uma caminhada mística de meditação.

O labririnto, conhecido por “Caminho de Jerusalém” possui uma singularidade que reside no reflexo da rosácea do vitral em seu centro. A especificidade do labirinto não se resume em sua forma, nem em sua função religiosa ou militar. Sua localização não aleatória, é especial.

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Durante as duas guerras mundiais, os vitrais foram desmontados peça por peça e guardados em lugar seguro. A sua preciosa relíquia, "Um véu venerado como tendo sido portado pela Virgem Maria", proveniente da Palestina e que esteve guardado no tesouro imperial de Constantinopla, foi oferecido pela imperatriz Frêne à Catedral de Chartres em 876 e, desde então, ele é mantido no relicário, sob a luz do magnífico vitral. Conforme o sol viaja pelo céu do amanhecer ao crepúsculo, as famosas janelas de vidros coloridos da Catedral de Chartres colorem e exibem imagens como em um caleidoscópio. Raios de luz colorida se espalham pelo grandioso lugar, preenchendo-o.

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Fonte: http://www.istoe.com.br/
            http://www.cwb.matrix.com.br/sensus/Chartres.htm;
            www.historiadaarte.com.br©; Jerry Camarillo Dunn Jr;
            http://viagem.hsw.uol.com.br/catedral-de-chartres.htm
            http://www.sunrisemusics.com/


 

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