10 Razões pelas quais Alimentos Transgênicos ou Geneticamente Modificados são Péssimos para Você

tranfor12015 - Os organismos geneticamente modificados, ou OGM, ou transgênicos são criados quando um gene a partir de uma espécie é transferido para outra, a criação de algo que não seria encontrado na natureza.

Existem dois tipos principais de alimentos transgênicos: Culturas tolerantes à herbicidas: plantas projetadas para suportar a pulverização pesada de herbicidas sem sofrerem danos Culturas produtoras de pesticidas: plantas modificadas geneticamente para produzirem seus próprios pesticidas - logo, se um inseto a comer, seu estômago explode e ele morre (os Bt, milho e algodão). Em 1997 a soja transgênica foi contrabandeada para o Rio Grande do Sul. A primeira legalização do plantio de sementes geneticamente modificadas no país foi negociada entre o governo brasileiro e o Congresso Nacional como reconhecimento a um fato consumado – a introdução ilegal nas lavouras do Rio Grande do Sul da soja geneticamente modificada RoundUp Ready, desenvolvida pela empresa transnacional Monsanto para resistir ao herbicida glifosato – a lei 10.688/2003 foi sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (tinha que ser...). Desde então, os transgênicos se impuseram como uma realidade nacional e conquistaram espaço significativo no mercado, apesar do desconhecimento da maioria da população sobre seus riscos e da rejeição de diversas organizações representativas dos movimentos sociais.

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No Brasil, desde 2004, os alimentos industrializados transgênicos podem ser identificados pelo símbolo do triângulo amarelo com um T, em suas embalagens. Basicamente qualquer alimento que contenha soja, milho e/ou canola ou, até mesmo óleos vegetais apresentam transgênicos em sua composição, com a exceção de produtos orgânicos. A lecitina de soja utilizada em diversos alimentos, geralmente é proveniente da soja transgênica. O leite e laticínios contêm o hormônio do crescimento transgênico (Posilac, rBGH, or rBST).

Em 2010, segundo o Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações Agro-Biotecnológicas (ISAAA, em inglês), o Brasil se tornou o segundo maior produtor de transgênicos do mundo em área plantada, alcançando 21,4 milhões de hectares. O país fica atrás somente dos EUA, que somam 64 milhões de hectares com plantações de transgênicos.

Transgênicos são ruins para o seu corpo, para a comunidade, para os agricultores e para o meio ambiente. Saiba suas desvantagens e riscos:

As consequências para a saúde do consumo de organismos geneticamente modificados são amplamente desconhecidas. Alimentos geneticamente modificados, não demonstraram ser seguros para o consumo e podem ter consequências imprevisíveis. Quando as gorduras trans foram introduzidas pela primeira vez, as empresas lutaram para obtê-las em suas prateleiras de supermercado - e é apenas décadas mais tarde, que estes alimentos que uma vez já foram novos no mercado, têm sido comprovados serem extremamente insalubres. Muitos cientistas estão preocupados com os alimentos geneticamente modificados, que uma vez consumidos, possam transmitir seus genes mutantes às bactérias do sistema digestivo (as probióticas), assim como as plantas de canola na beira das estradas de Dakota do Norte. Como essas novas cepas de bactérias podem afetar o equilíbrio do nosso organismo é sempre uma incógnita.

Quando seu sistema imunológico encontra uma sequência genética que supostamente deveria ser um "alimento", mas nunca o havia encontrado antes, ele o ataca como se fosse um invasor. O alimento torna-se essencialmente uma toxina. Isto inicia uma resposta inflamatória, e a inflamação crônica é a principal razão para a maioria das doenças crônicas. O local chave onde ocorre a inflamação é no seu intestino. A inflamação intestinal é um precursor de todos os tipos de problemas crônicos, seja de doença cardíaca, disfunção tireoidiana, artrite a doenças autoimunes. Desde a introdução do milho e da soja transgênicos na dieta americana em 1996, numerosas desordens relacionadas com a inflamação gastrointestinal vêm a aumentando.

Com a reunião de provas científicas salientando a saúde humana e a toxicidade ambiental de alimentos transgênicos, e o crescente alarme sobre os pesticidas tóxicos, como o Roundup da Monsanto que invariavelmente acompanham os organismos geneticamente modificados (OGM), atualmente 64 nações exigem rotulagem obrigatória dos OGM. Numerosos estados e regiões na União Europeia, e várias dezenas de nações, incluindo a Suíça, Austrália, Áustria, China, Índia, França, Alemanha, Hungria, Luxemburgo, Grécia, Bulgária, Polônia, Itália e Rússia, proibiram completamente culturas OGM. Na União Europeia (UE), onde as leis de rotulagem são obrigatórias, poucas culturas ou nenhuma de OGM ou alimentos estão no mercado (com excepção de alimentos importados OGM para animais). Além da proibição de OGM, um número crescente de países, incluindo El Salvador e Sri Lanka, começaram a proibir o uso de Roundup da Monsanto. Este herbicida tóxico é pulverizado pesadamente em 84 por cento de todas as culturas de OGM, e cada vez é mais aplicado como um dessecante pré-colheita, ou agente de secagem, em dezenas de outras culturas não-OGM, incluindo trigo, arroz, feijão, batata, cevada, aveia, linhaça, ervilhas, lentilhas, e cana-de-açúcar.

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A prestigiada IARC (Agência Internacional de Pesquisa do Câncer), da Organização Mundial de Saúde publicou um relatório em março de 2015, declarando que o herbicida Roundup da Monsanto (que tem o glifosato como agente ativo), pulverizado pesadamente em 84 por cento de todas as culturas de OGM (incluindo a soja, milho, algodão, canola e beterraba açucareira) é um "provável agente cancerígeno". Após a análise de 44 estudos científicos, a metade do júri da IARC achava que o glifosato deveria ser classificado como um Grupo 1: "conhecido agente cancerígeno". Dado o fato de que novos estudos revisados por pares condenando o glifosato, estão sendo publicados quase todas as semanas, a IARC pode muito bem reclassificar glifosato como um "conhecido agente cancerígeno" em um futuro próximo. Saiba mais sobre os riscos do glifosato aqui.

A engenharia genética reduz a diversidade genética. Quando os genes são mais diversificados, eles são mais robustos; é por isso que um cão de raça pura tende a ter mais problemas de saúde do que o querido vira-lata. Plantas com diversidade genética reduzida não conseguem "nem de longe" lidar com a seca, ataques de fungos ou insetos tão bem quanto as plantas naturais, o que pode ter consequências desastrosas para os agricultores e comunidades dependentes da cultura de transgênicos para sua subsistência.

Uma vez que os genes mutantes estão fora do saco, não há como voltar atrás. Os organismos geneticamente modificados contaminam as sementes existentes com o seu material alterado, passando em traços modificados para as espécies não visadas. Isso cria uma nova cepa de planta que nunca foi modificada em laboratório. Na Dakota do Norte, estudos recentes mostram que 80% das plantas de canola selvagens testadas continham pelo menos um transgene. No Japão, uma bactéria modificada criou um novo aminoácido não encontrado na natureza; este foi usado em bebidas de proteína e antes de ser feito o recall já havia causado dano mental e metabólico grave a centenas de pessoas, assim como várias mortes. O Japão proibiu os transgênicos depois dessa experiência horrível. Borboletas monarca também morreram depois de ingerirem sua comida favorita, serralha, que foi uma polinização cruzada a partir do milho Bt que o tornou tóxico para estas espécies ameaçadas de extinção.
Transgênicos não são a resposta para a segurança alimentar mundial. Cultivos geneticamente modificados não mostraram aumento no rendimento e nenhuma diminuição no uso de agrotóxicos. Em muitos casos, a tecnologia agrícola convencional tem se mostrado de muito mais sucesso.

Alimentos geneticamente modificados não têm sido comprovados como seguros, e os poucos estudos realizados não parecem tão bons. Os órgãos de ratos que comiam batatas geneticamente modificadas mostraram sinais de cansaço crônico, e as exemplares de ratos do sexo feminino alimentados com uma dieta de soja resistentes a herbicidas deu à luz a filhotes atrofiados e estéreis.
Grandes empresas de biotecnologia têm um histórico muito superficial, mas mais uma vez o que você espera de organizações que querem patentear o abastecimento de alimentos do mundo? Essas empresas de biotecnologia maciça têm um histórico de contaminação tóxica, enganarem o público e de processarem os pequenos agricultores quando suas sementes patenteadas passaram para o outro lado da cerca. Empresas de biotecnologia vendem sementes estéreis para fazendeiros africanos, o que significa que as sementes são boas apenas por uma temporada, porque as plantas que crescem não serão capazes de se reproduzirem. Os agricultores devem comprar novas sementes a cada ano em vez de suas plantas crescerem a partir do que havia sido cultivado no ano anterior. Transgênico não é amigo dos agricultores. Transgênicos exigem enormes quantidades de pesticidas, herbicidas e fungicidas. Essas coisas são venenos, e não deveriam ser consumidas ou permitidas de escoarem para o nosso abastecimento de água. Mas elas são, a cada dia, por empresas que se preocupam muito mais com os lucros do que com a sua saúde, o meio ambiente ou o futuro de seus filhos.

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O pior de tudo é que os organismos geneticamente modificados não foram comprovados de forma alguma serem seguros, e a maioria dos estudos estão, na verdade, tendendo para outra direção, razão pela qual muitos dos países do mundo têm proibido esses itens cujo DNA tenha sido geneticamente modificado. Nos Estados Unidos, eles nem sequer rotularam, muito menos proibiram, de modo que a maioria da população não tem ideia do que está ingerindo DNA criado em laboratório no seu dia a dia e sendo feita de cobaia. Agora que você sabe, a melhor defesa é a compra de alimentos orgânicos certificados, que não podem conter transgênicos e diga para seus amigos e entes queridos para fazerem o mesmo, inclusive com os animais deles!

 

Especialistas divergem sobre os “benefícios” dos alimentos transgênicos

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2018 - O fato de as empresas que produzem transgênicos terem a necessidade de ir atrás dos ganhadores de prêmios Nobel, após mais de duas décadas do início da produção comercial desses alimentos, deixa claro que as dúvidas sobre as consequências da produção e consumo desses alimentos não estão resolvidas.

Essa é a opinião do engenheiro agrônomo e ex-coordenador de Agroecologia (Coagre) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Rogério Pereira Dias, sobre o posicionamento de 109 ganhadores do Nobel em relação à rejeição da organização ambientalista Greenpeace aos alimentos transgênicos.

Os laureados assinaram, na última semana, uma carta aberta pedindo que o Greenpeace reconheça as conclusões de instituições científicas competentes e que também abandonem as campanhas contra organismos geneticamente modificados, em especial, o arroz dourado.

Porém, para o especialista, é um reducionismo colocar esse embate como se a única oposição aos transgênicos fosse o Greenpeace. “Temos posições oficiais de vários países criando restrições ao plantio e à comercialização de transgênicos, e não seria de se esperar que isso continuasse a acontecer após tantos anos em que essa tecnologia entrou no mercado, se não fosse pelo fato de ainda existirem muitas dúvidas sobre seus impactos sobre a saúde e sobre o meio ambiente”, ressalta Dias.

Ele acrescenta ainda que há uma forte pressão no Congresso Nacional do Brasil para a retirada da identificação de transgênicos das embalagens dos alimentos pelo fato de existir uma falta de confiança da população sobre os riscos de consumir esses produtos. “Se a sociedade achasse bom consumir transgênicos, estaria brigando para aumentar a visibilidade do ‘T’, como acontece com os produtos orgânicos, por exemplo, em que todo produtor orgânico tem orgulho de mostrar sua identificação como tal”, avalia.

RISCOS

Segundo o engenheiro agrônomo, não há um consenso científico em relação aos riscos do consumo dos transgênicos. Ele prega o princípio da precaução. “Não acho que a sociedade deva ser cobaia num processo em que fica claro que o uso dessa tecnologia tem como objetivo principal o lucro para algumas empresas que passaram a poder ‘patentear’ as suas sementes e criar reservas de mercado ao associarem as sementes aos agrotóxicos produzidos por elas mesmas”, enfatiza.

De acordo com Dias, isso fica muito claro na entrevista dada pelo então ministro da Agricultura dos Estados Unidos, na época da liberação dos transgênicos naquele país, no filme o ‘O Mundo Segundo a Monsanto’, no qual ele diz claramente que a decisão da liberação não foi técnica nem científica, e sim política. “Isso deixa a entender que se referia ao tipo de política que estamos, infelizmente, acostumados a ver no Brasil, do toma lá dá cá entre empresas e políticos”, lamenta.

SANIDADE

Dias lembra que a ideia que se tinha de diminuir o uso de agrotóxicos, uma das principais bandeiras levantadas em relação à produção dos transgênicos, também não se tornou uma realidade. “Parece-me que não há mais dúvidas de que os transgênicos não fizeram a prometida redução do uso de agrotóxicos, que era uma de suas maiores propagandas”, destaca. Para ele, o efeito foi o contrário, pois após a entrada dos transgênicos, o uso de agrotóxicos deu um salto no Brasil, principalmente de herbicidas, pela vinculação da transgenia à resistência a um determinado produto. “O desenvolvimento de resistência de insetos e plantas espontâneas é outra consequência bem visível do uso dessa tecnologia”, argumenta.

COMBATE À FOME

Considerando a necessidade de se dobrar a produção de alimentos nos próximos 30 anos e os benefícios dos transgênicos para esse processo, Dias acredita que, primeiro, é preciso refletir sobre a veracidade dessa afirmação. “Por mais que se estime que a população vá continuar crescendo, é certo que as taxas de crescimento vem baixando fortemente em todo o mundo”, observa. E ressalta outra questão importante: “Hoje, temos alimentos mais do que suficientes para alimentar toda a população do planeta, mas, mesmo assim, há quase um bilhão de pessoas passando fome no mundo”.

Segundo dias, o problema da fome está associado a fatores sociopolíticos que não serão resolvidos só com o aumento da produção. “Antes de pensarmos em estratégias para esse aumento, deixando de lado questões relacionadas à saúde e ao meio ambiente, seria mais racional trabalharmos pela redução do desperdício dos alimentos já produzidos e pela reeducação alimentar, já que hoje as doenças causadas pelos maus hábitos alimentares são consideradas como epidemias em muitas partes do mundo”, salienta.

Outro fator importante a ser considerado, de acordo com Dias, relacionado à necessidade de se dobrar a produção, é que a concentração, cada vez maior, dos setores envolvidos em toda a cadeia agroalimentar (produção de insumos, processamento de alimentos e comércio varejista) torna o alimento, prioritariamente, um negócio em que o mais importante é o lucro das empresas. “Vender muito, mesmo que para desperdiçar, é bom para os negócios”, argumenta.

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“Precisamos de políticas públicas sérias que coloquem novamente os produtos agrícolas como prioritários para a segurança e soberania alimentar da população e não só como itens que podem fazer aumentar o PIB do País”, arremata.

Equipe SNA /SP

Fonte: https://estaoteenvenenando.blogspot.com
           http://www.organicsnet.com.br

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