Como Funciona a Coluna Vertebral !

colunacurvasA coluna é conhecida clinicamente como coluna vertebral. Seu papel é o de sustentar todo o corpo, ser capaz de se curvar e se torcer em todas as direções e, ao mesmo tempo, proteger as estruturas vitais, como os nervos, que correm através dela. Além do mais, ela deve durar a vida toda. Nenhuma obra de engenharia chega perto de corresponder às especificações precisas da coluna e, portanto, não é nada surpreendente que ela possa Ter alguns problemas de tempos em tempos. A coluna vertebral A espinha humana consiste de uma coluna de blocos ósseos, conhecidos como vértebras, que se apóiam um no outro para formar a coluna vertebral.

 

Existem sete vértebras cervicais no pescoço, 12 vértebras dorsais ou torácicas nas regiões superior e central das costas e cinco vértebras lombares na região inferior da coluna. A Quinta vértebra lombar, conhecida como L5, apóia-se no osso sacro, que por sua vez é conectado ao cóccix - o osso caudal. O sacro consiste de sete vértebras que se uniram. Ele se liga, nas extremidades, à pelve - o anel ósseo que carrega o tronco e que é, por sua vez, apoiado pelos quadris.

 

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Discos intervertebrais

A coluna pode se curvar e se torcer, pois possui coxins flexíveis, ou discos,entre as vértebras. Os discos são estruturas achatadas, com uma polpa gelatinosa central denominada núcleo e um revestimento externo extremamente resistente, denominado anel fibroso.

 

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Articulações facetárias

As vértebras também se ligam uma às outras através de pares de pequenas articulações que se localizam atrás da coluna uma de cada lado. Elas podem ser afetadas pelo esforço excessivo ou pelo desgaste e podem desenvolver protuberâncias que causam pressão nos nervos.

Rede nervosa

O sistema nervoso se assemelha, em certos aspectos, a uma rede telefônica que leva mensagens do seu cérebro às várias partes do seu corpo e as traz de volta novamente. Mensagens que seguem pelos nervos eferentes fazem os músculos se contraírem e, assim, controlam movimentos como o caminhar. Mensagens que seguem pelos nervos aferentes transportam as sensações, que acabam chegando ao seu cérebro, levando-o a experimentar sensações como o toque ou a dor.

Medula espinhal

Um "cabo" de tecido nervoso, conhecido como medula espinhal, desce pela coluna abaixo, dentro do canal formado pelas vértebras. A medula espinhal se ramifica nas raízes nervosas, que percorrem uma pequena distância dentro do canal neural até emergirem em pares, um de cada lado da coluna vertebral, para inervar o tronco, os braços e as pernas.

Traumatismos nas costas

Como a medula espinhal transmite as mensagens entre o cérebro e o corpo, qualquer dano que ela sofra pode afetar esta conexão e resultar em perda ou alteração das sensações, aparecimento de dor e perda dos movimentos. É isto que acontece quando as pessoas ficam paralisadas depois de um acidente grave.

O número de membros paralisados, como, por exemplo, no caso de um indivíduo poder mexer seus braços e não suas pernas, depende do local em que a medula espinhal foi lesada. Se o traumatismo ocorreu no pescoço, pode haver paralisia e perda de sensações nos braços e nas pernas.

Contudo, se o traumatismo ocorreu nos segmentos torácico ou lombar - abaixo da altura dos braços - apenas os músculos das pernas serão afetados. Na maioria dos problemas de coluna os nervos estão danificados, mas não a medula espinhal.

A dor pode aparecer nas próprias costas como um resultado de traumatismos diretos nos ligamentos, tendões, articulações e outras estruturas que fazem parte da coluna vertebral ou estão ao redor dela; mas como os mesmos nervos que inervam estes tecidos também enervam as pernas, os pacientes podem sentir a dor como se ela surgisse nas pernas.

Além disso, os nervos podem estar sendo pressionados diretamente, o que também causa dor, alteração das sensações e fraqueza nas pernas. É evidente que as costas possuem uma estrutura muito complexa. Quando ocorre algum traumatismo, a dor pode aparecer por várias razões diferentes seria necessário fazer uma análise muito cuidadosa para determinar o que acontece a cada indivíduo. Felizmente, a maioria dos episódios de dor aguda nas costas melhora sem que sejam necessárias intervenções específicas.

Como resultado disso, testes detalhados para determinar quais traumatismos específicos causam o problema geralmente não são necessários. Contudo, quando os sintomas são mais graves ou mais prolongados, torna-se importante determinar exatamente o que está errado. Pode ser necessário, então, realizar um exame cuidadoso e testes diagnósticos que incluam as técnicas mais modernas de imagem.

PONTOS CENTRAIS

• A coluna vertebral consiste em um conjunto de vértebras ligadas por discos e juntas facetadas. O disco possui um núcleo central constituído de uma polpa gelatinosa e um revestimento externo extremamente resistente, o anel fibroso.
 
• A dor nas costas pode resultar de danos a uma ampla variedade de estruturas.

• A dor nas costas é transmitida pelos nervos. As maneiras com que eles são estimulados são complexas e dependem do tecido específico ou do tipo de nervo que foi afetado.
 
• Como a maioria dos episódios de dor nas costas melhora com rapidez, geralmente não há necessidade de testes detalhados para determinas as causas especificas do problema.

A coluna vertebral ( ráquis ) é constituída pela superposição de uma série de ossos isolados denominados vértebras. Superiormente, se articula com o osso occipital (crânio); inferiormente, articula-se com o osso do quadril ( Ilíaco ). A coluna vertebral é dividida em quatro regiões: Cervical, Torácica, Lombar e Sacro-Coccígea.

São 7 vértebras cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, 5 sacrais e cerca de 4 coccígeas.
 
Curvaturas da Coluna Vertebral

Numa vista lateral, a coluna apresenta várias curvaturas consideradas fisiológicas.
São elas: cervical (convexa ventralmente - LORDOSE), torácica (côncava ventralmente - CIFOSE), lombar (convexa ventralmente - LORDOSE) e pélvica (côncava ventralmente - CIFOSE). Quando uma destas curvaturas está aumentada, chamamos de HIPERCIFOSE (Região dorsal e pélvica) ou HIPERLORDOSE (Região cervical e lombar).
Numa vista anterior ou posterior, a coluna vertebral não apresenta nenhuma curvatura. Quando ocorre alguma curvatura neste plano chamamos de ESCOLIOSE.

Canal Vertebral

O canal vertebral segue as diferentes curvas da coluna vertebral. É grande e triangular nas regiões onde a coluna possui maior mobilidade (cervical e lombar) e é pequeno e redondo na região que não possui muita mobilidade (torácica).

As vértebras podem ser estudadas sobre três aspectos: características gerais, regionais e individuais.

Características Gerais

São encontradas em quase todas as vértebras (com excessão da 1ª e da 2ª vértebras cervicais) e servem como meio de diferenciação destas com os demais ossos do esqueleto.


 
Todas as vértebras apresentam 7 elementos básicos:


1. Corpo: É a maior parte da vértebra. É único e mediano e está voltado para frente é representado por um segmento cilindro, apresentando uma face superior e outra inferior.
 
FUNÇÃO: Sustentação.


2. Processo Espinhoso: É a parte do arco ósseo que se situa medialmente e posteriormente.
 
FUNÇÃO: Movimentação.


3. Processo Transverso: São 2 prolongamento laterais, direito e esquerdo, que se projetam transversalmente de cada lado do ponto de união do pedículo com a lâmina.
 
FUNÇÃO: Movimentação.


4. Processos Articulares: São em número de quatro, dois superiores e dois inferiores. São saliências que se destinam à articulação das vértebras entre si.
 
FUNÇÃO: Obstrução.


5. Lâminas: São duas lâminas, uma direita e outra esquerda, que ligam o processo espinhoso ao processo transverso.
 
FUNÇÃO: Proteção.


6. Pedículos: São partes mais estreitadas, que ligam o processo transverso ao corpo vertebral.
 
FUNÇÃO: Proteção.


7. Forame Vertebral: Situado posteriormente ao corpo e limitado lateral e posteriormente pelo arco ósseo.
 
FUNÇÃO: Proteção
Características Regionais
Permitem a diferenciação das vértebras pertencentes a cada região.

Vários são os elementos de diferenciação, mas será suficiente observar os processos transversos:

Vértebra Cervical: Apresenta um forame no processo transverso chamado forame transverso ou forame da artéria vertebral.
Vértebra Torácica: Apresenta uma faceta articular para as costelas (fóvea costal).
Vértebra Lombar: Apresenta um processo transverso bem desenvolvido chamado apêndice costiforme. Pode ser diferenciado também por não apresentar forame no processo transverso e nem a fóvea costal.
Sacro
O sacro tem a forma de uma pirâmide quadrangular com a base voltada para cima e o ápice para baixo. Articula-se superiormente com a 5ª vértebra lombar e inferiormente com o cóccix.
O sacro é a fusão de cinco vértebras e apresenta 4 faces: duas laterais, uma anterior e uma posterior.
 
Faces Laterais
O principal acidente das faces laterais são as faces auriculares que servem de ponto de articulação com o osso do quadril ( Ilíaco ).
 
Face Anterior ( Ilíaca )
É concava e apresenta quatro cristas transversais, que correspondem aos discos intervertebrais. Possui quatro forames sacrais anteriores.

Face Posterior ( Dorsal )
É convexa e apresenta os seguintes acidentes ósseos:
* Crista Sacral Mediana - apresenta três ou quatro processos espinhosos
* Crista Sacral Lateral - formada por tubérculos que representam os processos transversos das vértebras sacrais.
* Crista Sacral Intermédia - tubérculos produzidos pela fusão dos processos articulares
* Forames Sacrais Posteriores - lateralmente à crista intermédia
* Hiato Sacral - abertura ampla formada pela separação das lâminas da quinta vértebra sacral com a linha mediana posterior.
* Cornos Sacrais - tubérculos que representam processos articulares posterior da quinta vértebra sacral


Base
* Promontório
* Asas Sacrais
* Processos Articulares Superiores Direito e Esquerdo - articulam-se com a quinta vértebra lombar.
* Canal Sacral - canal vertebral do sacro.


Ápice
Articula-se com o cóccix.

FONTE: ISTO É - GUIA DA SAÚDE FAMILIAR Vol. 1 "DOR NAS COSTAS" páginas: 11 a 18       http://www.sogab.com.br/anatomia/colunavertebraljonas.htm

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