Doação de leite materno

doacao_leite_materno_1Tenho leite demais. Posso doar?  - Sim. O Brasil tem uma boa tradição de bancos de leite, e há vários deles espalhados pelo território, muitas vezes dentro das próprias maternidades. Algumas cidades fazem parceria com o Corpo de Bombeiros, para que o leite ordenhado seja recolhido na casa das doadoras.  O leite doado vai para o banco de leite, onde sofre um processo de pasteurização e é destinado a bebês prematuros ou que estejam internados em centros de tratamento intensivo neonatal. Há restrições para as doadoras?  - Publicidade - Os bancos de leite fazem um cadastramento cuidadoso das doadoras, acompanham o processo de aleitamento e dão orientações sobre a doação.

 Em termos gerais, é preciso que o próprio filho da nutriz (a mulher que fornece o leite) esteja recebendo leite materno, a não ser em caso de força maior. Muitas vezes, mulheres que têm prematuros mantêm a ordenha no hospital para estimular a produção de leite, mesmo que o bebê ainda não possa mamar. Esse leite então é armazenado pelos bancos de leite.

Como o leite é destinado a prematuros ou pacientes de UTIs neonatais, há um controle rígido da saúde da doadora. Os principais requisitos para doar são:

• Apresentar exames do pré ou do pós-natal comprovando estar bem de saúde.
• Não fumar mais que dez cigarros ao dia.
• Não tomar medicamentos incompatíveis com a amamentação.
• Não usar álcool ou drogas ilícitas


Como é feita a doação?


Embora em alguns bancos de leite haja o uso de bombinhas elétricas, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recomenda que a ordenha seja manual, para que haja menos chance de contaminação. A coleta pode ser feita no próprio banco de leite ou em casa -- dependendo do caso, alguém buscará o leite uma vez por semana. São necessários alguns cuidados especiais durante a ordenha, como:

• Usar lenço ou touca de banho nos cabelos na hora da coleta
• Usar máscara ou uma fralda de pano no rosto
• Evitar conversar durante a ordenha
• Lavar as mãos e o antebraços com água e sabão, até os cotovelos; manter as unhas curtas e limpas
• Desprezar os primeiros jatos de leite (cerca de 1 ml)
• Usar recipiente esterilizado, de boca larga, para recolher o leite
• Guardar o leite coletado imediatamente no congelador
• Não encher demais o recipiente

 

Como descubro onde há um banco de leite perto de mim?


Consulte a lista de endereços e telefones e obtenha mais informações sobre a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano no endereço http://www.fiocruz.br/redeblh.


A DOAÇÃO

Você tem leite em excesso, amamenta exclusivamente seu próprio filho e é uma mãe saudável, com hábitos exclusivamente saudáveis também? Então depois de retirar os frascos no posto de coleta é só seguir as instruções abaixo em um local limpo, fresco e tranqüilo:
 
COMO RETIRAR O LEITE

- Lave bem as mãos e braços até o cotovelo; as unhas devem estar sempre aparadas;
- Colete o leite em um copo previamente fervido;
- Passe o leite para o frasco com tampa e guarde no congelador ou freezer, com data da primeira coleta;
- A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recomenda que a retirada do leite seja manual, sem a utilização de bombinhas, para minimizar a chance de contaminação.
 
COMO PREPARAR O FRASCO E O COPO PARA ESTERILIZAÇÃO
 
- Lavar o copo, vidro e a tampa com detergente neutro;
- Enxaguar bem em água corrente;
- Ferver por 10 minutos em uma panela;
- Colocar o copo, frasco e tampa de boca para baixo sobre um pano limpo para escorrer;
- Fechar o frasco após secagem completa.

 
Como tirar o leite materno

O que significa ordenhar o leite materno?


A ordenha é o ato de tirar o leite dos seus seios, seja com as próprias mãos ou com a ajuda de uma bombinha. Além da amamentação, é a única forma de tirar o leite da mama. Após extrair o leite, você pode armazená-lo em mamadeiras ou algum outro tipo de recipiente apropriado (ambos previamente esterilizados) e utilizá-lo para alimentar seu filho a qualquer momento.

Se por um acaso toda essa linguagem sobre "ordenha" faz você se sentir um pouquinho como uma vaca, saiba que não está sozinha! A analogia passa pela cabeça de muitas mulheres.

Vale a pena tirar meu próprio leite?


Publicidade
 
Caso você vá passar algum tempo longe do seu filho (horas ou até um dia inteiro), a retirada manual ou por bombinha do leite possibilita que você o armazene e que outra pessoa possa dá-lo ao bebê. Dessa forma, a criança continua se beneficiando das incríveis propriedades do leite materno, e você fica com um pouco mais de flexibilidade para se ausentar.

A ordenha do leite também serve para aliviar seios muito cheios e empedrados ou ingurgitados, além de aumentar sua produção. Outra vantagem é que ela prolonga o período da amamentação, porque mantém a produção constante mesmo que você fique temporariamente impossibilitada de dar de mamar.

 

Como se tira o leite materno?


doacao_leite_materno_2Há duas maneiras de se fazer isso. Se você só precisa tirar o leite de vez em quando -- para poder revezar nas mamadas noturnas com seu parceiro, por exemplo, ou para poder dar uma saída mais demorada sem o bebê -- talvez consiga se virar tirando o leite manualmente. Este é sem dúvida o jeito mais barato, porém leva tempo e requer certa prática. Algumas mulheres, no entanto, acham a ordenha manual mais fácil do que a com uma bombinha.

Lave bem as mãos antes de começar. Em seguida, posicione seu polegar mais ou menos 4 centímetros acima do mamilo, e os outros dedos abaixo, a fim de formar um "C" em volta da aréola. Aproxime então o polegar do indicador, pressionando a mama e ao mesmo tempo forçando a mão toda na direção do seu próprio corpo. Diminua a pressão e repita o processo, em movimentos rítmicos. Se o polegar e o indicador estiverem perto demais do mamilo, você vai sentir dor e não conseguirá tirar o leite.  Depois de alguns minutos, rode um pouco a mão para tirar o leite de todos os ductos da mama. Quando o leite estiver saindo, incline-se um pouco para a frente e use um recipiente de boca larga, já esterilizado, para coletá-lo. Potes de vidro (de café ou maionese) são boas opções. Uma boa dica é treinar a ordenha manual durante o banho -- a água morna vai ajudar, até você pegar a prática e começar a guardar o leite.  As bombinhas elétricas e manuais tendem a ser mais rápidas e eficientes. Nas elétricas, você colocará junto ao seio uma peça de sucção, ligará a máquina e a deixará fazer o trabalho de extrair o leite e transferi-lo para um recipiente conectado.

As bombinhas manuais também se utilizam de uma peça de sucção, mas é você quem tira o leite ao apertar um mecanismo, em vez de contar com a pressão feita através de um equipamento elétrico. Em média, leva-se de 15 a 45 minutos para esvaziar os dois lados. As boas bombinhas tentam imitar o movimento de sucção dos bebês, estimulando a "descida" do leite sem causar dor.

Para escolher a bombinha mais adequada às suas necessidades, considere, além do preço, o quanto pretende usá-la e também quanto tempo terá disponível para tirar o leite. Se você trabalha fora e tem um dia muito atrapalhado, talvez seja difícil encontrar tempo livre, e valha a pena investir em uma bombinha elétrica. Esse tipo de equipamento é bem caro, mas pode ser alugado, pelo tempo que você precisar, em várias cidades do Brasil. Informe-se com o pediatra ou com o obstetra, ou ainda pergunte na maternidade em que deu à luz.

Agora, caso você só vá ordenhar o leite ocasionalmente, para que seu parceiro ou outra pessoa possam dar uma mamadeira para o bebê, uma bombinha manual, bem mais barata, é suficiente. Evite as que têm bulbo de borracha, que podem sem mais propensas a contaminações.

Assim como a amamentação em geral, a ordenha do leite, seja com a bombinha, seja com as mãos, também requer alguma prática, um pouco de paciência e muita tranquilidade. Quando estiver tentando, mantenha os movimentos ritmados, mas pense em alguma outra coisa -- de preferência no seu bebê (mas também pode ser assistindo a um programa de TV). Assim você aliviará a tensão e, quando se der conta, estará ordenhando uma boa quantidade de leite.

Lembre-se: Tanto na ordenha manual como na com bombinha, os primeiros movimentos servem para estimular a produção de leite, portanto é normal que não saia nada nos primeiros minutos. Não desista! Quando você menos esperar, vai ver o leite esguichando.

 

Como armazenar o leite materno coletado?


O melhor método é colocar o leite em mamadeiras esterilizadas e que tenham uma tampa que vede bem, armazenando-o na geladeira ou no freezer.

Na geladeira, as mamadeiras devem ficar na parte de trás, longe da porta, a uma temperatura de cerca de 4 graus Celsius ou menos. Use o leite refrigerado em um prazo máximo de cinco dias. No freezer, a uma temperatura em torno de -18 graus Celsius, o leite poderá ser guardado de três a seis meses.

O processo de congelamento destrói alguns dos anticorpos presentes no leite, por isso procure só congelar mamadeiras que realmente não serão consumidas logo. Ainda assim, o leite materno congelado é muito mais saudável e oferece maior proteção contra doenças do que as fórmulas lácteas em pó.

Atenção: Não encha o recipiente que vai congelar até a boca. Os líquidos "aumentam" de tamanho quando congelados, por isso deixe sempre uns dois dedos de folga.

Para descongelar o leite, ponha a mamadeira em uma tigela com água quente ou coloque-a sob água quente da torneira, ou ainda descongele na geladeira mesmo durante a noite. Não use o microondas (para descongelar ou esquentar), já que ele mata os nutrientes do leite materno. E nunca guarde sobrinhas de leite tomado para oferecer depois. Os especialistas recomendam descartar qualquer quantidade de leite que tiver ficado na mamadeira.

 

Preciso de mais algum acessório para tirar o leite?


Para tirar, não, mas talvez você precise comprar alguma bolsinha térmica para transportar o leite caso esteja fazendo a ordenha no trabalho.


Bombas para ordenha de leite materno e outros aparelhos

Por Elisabet Helsing, Pamela Morrison e Felicity Savage - 15 de Junho de 2009  -  O uso desses dispositivos deve-se restringir a situações em que haja evidências razoáveis de que contribuirão para proteger, conservar e melhorar a produção de leite materno e, realmente, ajudarão as mães efetivamente a amamentar.
Elisabet Helsing, Pamela Morrison e Felicity Savage

27 de maio de 2009

Posição da WABA (World Alliance for Breastfeeding Action) sobre as bombas para ordenha de leite materno e outros aparelhos


Receber o leite materno diretamente das mamas é importante. O leite materno é específico para cada espécie e fornece alimento, carinho e proteção imunológica determinada pelo meio ambiente onde vive o bebê. Amamentar vai além de “dar leite materno”. Amamentar proporciona ao bebê o contato pele a pele com sua mãe várias vezes ao dia; isso o acalma e estabiliza fisiologicamente, uma vez que a sucção libera hormônios na mãe que melhoram sua
resposta emocional à criança. Todos esses efeitos são vitais para o desenvolvimento neurológico e a saúde psicológica do bebê.

O aleitamento materno existe há milhares de anos sem os aparelhos especiais hoje vistos como necessários. As bombas de ordenha e os protetores de mamilo, em seus vários modelos, foram usados já no século XVI por mulheres das classes mais altas quando apresentavam mamas ingurgitadas ou outras dificuldades, ou quando queriam ficar longe dos filhos por alguns períodos. Após a Segunda Guerra Mundial, surgiu o sutiã para amamentar, as bombas de ordenha primitivas e outros recursos destinados a um mercado cada vez menor de mulheres que amamentavam. Na década de 1970 esse mercado cresceu, uma vez que as mulheres em alguns países voltaram a amamentar após um período de declínio marcante. Hoje, a maioria das mães tem consciência da importância e do valor do seu leite para os filhos. Porém, com a perda da habilidade para amamentar e o retorno à vida profissional poucas semanas após o parto, muitas mulheres, sem necessidade, tornam-se usuárias das bombas de ordenha e dos dispositivos para alimentar o bebê ao invés de amamentá-lo.

A WABA está preocupada com o fato de as bombas de ordenha e outros aparelhos serem hoje comercializados de maneira a induzir as mulheres ao seu uso desnecessário, prejudicando a prática da amamentação e a saúde da mãe e da criança. Muitos aconselhadores e pessoas que auxiliam as mães passaram também a acreditar que o uso desses dispositivos é algo normal e necessário. Isto ocorre particularmente em sociedades que desestimulam a amamentação em público, nas quais impedimentos sociais tornam difícil a prática de amamentar e onde leis mais frágeis resultam em uma licença-maternidade curta e instalações/providências insatisfatórias no local de trabalho.

As bombas e outros dispositivos são, sem dúvida, úteis em alguns casos: quando a mãe ou o bebê tem problemas graves, seja em consequência de uma condução inadequada da amamentação, ou quando os dois, inevitavelmente, são separados. Há necessidades reais que podem ser definidas. Este é o verdadeiro mercado. No entanto, os mercados não se ajustam, automaticamente, às necessidades reais e podem ser criados e manipulados. A tendência das pessoas/empresas que vivem destes mercados é fazer de tudo para que eles cresçam, independentemente das reais necessidades. Em muitos casos, isso não significa uma influência negativa para a saúde e bem-estar das famílias. Mas o uso desses aparelhos pode perturbar o tênue equilíbrio entre mãe e bebê, considerando que é a sucção da criança que regula a produção do leite materno. A seguir, temos alguns exemplos que, de modo algum, esgotam a quantidade de itens especiais comercializados hoje para as mulheres que amamentam:

? Chupetas - O uso da chupeta pode levar o bebê a sugar menos; a redução no estímulo das mamas leva a mãe a produzir menos leite e, desta forma, a interromper prematuramente a amamentação. Trata-se de um fator de risco, em especial, nas primeiras 6 a 8 semanas de vida do bebê, quando a sucção e o uso dos músculos da boca e ao seu redor ainda não estão bem estabelecidos.

? Protetores de mamilo (borracha ou silicone) – Estes produtos costumam ser utilizados para ajudar o bebê a abocanhar uma mama com mamilo invertido ou para diminuir o incômodo nos mamilos doloridos e lesionados. Entretanto, o uso inadequado desses itens pode comprometer a capacidade do bebê fazer uma pega adequada da mama. Por isso, devem ser usados somente quando os métodos fisiológicos para melhorar a pega e ou o tratamento dos mamilos tenham sido tentados, mas não se alcançaram os resultados esperados. Quando utilizado nestes casos especiais, deve-se acompanhar de perto a evolução do quadro, buscando manter seu uso pelo menor tempo possível.

? Absorventes ou forros para as mamas – Eles protegem as roupas contra vazamentos de leite. O uso daqueles revestidos com plástico deve ser desestimulado, porque mantém a pele úmida, aumenta as chances de proliferação de bactérias, provoca a sensibilidade ou infecção dos mamilos.

? Bombas de ordenha - A necessidade, geralmente, decorre de situações em que mãe e bebê têm que ser separados ou diante de um comprometimento da saúde física da mãe ou da criança. Elas podem ainda ser necessárias para mulheres que não conseguem retirar manualmente o leite, com eficiência, a ponto de não continuar a amamentar sem esse tipo de ajuda. Em todos esses casos, recomenda-se usar a bomba pelo menor tempo possível, até que a mãe aprenda a fazer uma expressão manual eficiente ou possa iniciar ou retomar a amamentação. O objetivo deve ser sempre proteger o aleitamento materno e manter ou aumentar a produção de leite.

O mercado das bombas de ordenha deve, portanto, ficar claramente circunscrito. O entusiasmo excessivo do marketing leva ao uso errôneo, inadequado e desnecessário e até mesmo à dependência do aparelho. As mães chegam a oferecer seu próprio leite em mamadeira, como um substituto da amamentação. Além disso, a utilização de bombas de má qualidade e ineficientes, o uso precoce ou por tempo prolongado podem levar a uma drenagem inadequada do leite das mamas e contribuir para o fracasso da lactação.

A WABA está preocupada com o surgimento de um potencial conflito de interesses, caso os profissionais da saúde e aconselhadores em lactação venham a receber financiamento ou patrocínio de fabricantes de bombas e outros dispositivos de auxílio à amamentação. Os profissionais da saúde e aconselhadores da amamentação precisam continuar firmes, sem influências, na realização de seu trabalho de aconselhamento das mães. O uso desses dispositivos deve-se restringir a situações em que haja evidências razoáveis de que contribuirão para proteger, conservar e melhorar a produção de leite materno e, realmente, ajudarão as mães efetivamente a amamentar. A recomendação de um desses produtos deve ser determinada pela eficiência e adequação conhecidas para cada mulher em particular. De forma alguma deverá ocorrer qualquer influência comercial nesse aconselhamento.


Fonte: http://brasil.babycenter.com/baby/amamentacao/doacao-de-leite-materno/
       http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/
       http://www.amigasdoparto.org.br/2007/index.php?option=com_content&task=view&id=889&Itemid=207

Compartilhe

Submit to FacebookSubmit to Google PlusSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn

Translate

Portuguese English French German Italian Russian Spanish

Curta nossa página

Mundo

Publicidade