Como se forjam caveiras: a Tropa de Elite

BOPE322Por Thyago Ferreira - Como treinar um homem para que se torne um combatente? Como fazer com que ele resista a fome, ao frio, intempéries, frustrações, medo e tudo aquilo que corrói o ...

psicológico e o físico de um um ser humano no campo de batalha, onde sua vida está em risco? É simples, leve-o ao limite. É nisso que se baseia um curso de Operações Especiais. Enfrentar a morte... e vencer. Grande parte dos cursos desse tipo têm em seus brevês o símbolo da caveira com uma faca, ou outro objeto, cravada no crânio. Esse simbologia representa a vitória sobre a morte. Este é um dos conceitos que são pregados durante todo o curso. Fazer o combatente, ou aspirante a “caveira”, crer que é capaz de enfrentar a morte e sair vitorioso é parte da filosofia que deve ser absorvida por sua personalidade para que seja capaz de cumprir as mais difíceis missões.

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Na verdade, a grande diferença existente nos demais cursos para o de Operações Especiais é que neste último não são apenas as técnicas e a preparação física o foco de treinamento, mas também o fortalecimento da psique por meio de simbologias (como a caveira) e outros artifícios como um vocabulário próprio, valores específicos e a sensação de fazer parte de uma família de membros selecionados nos mais rigorosos testes. Ou seja, um soldado treinado em Operações Especiais é diferente dos demais, mesmo que apenas no psicológico – e isso faz toda a diferença.

Geralmente os aspirantes ao curso já são atletas, pois passam por uma seleção rigorosa, na qual sua capacidade física é levada ao extremo. Durante o curso, porém, toda essa capacidade é apenas um dos atributos requeridos. Imaginem privação de sono, fome, treinamentos intermináveis, terror psicológico e a necessidade de estar sempre alerta para o perigo; isso é o cotidiano de um curso dessa natureza. De que vale a técnica se na hora do combate (em meio a tiros e ameaças reais) não agirmos, se imergirmos em estado catatônico pondo em risco a vida de companheiros que contam com nosso apoio? É por isso que o curso deve preparar o homem para a pior das situações.

Como funciona o treinamento especial

Durante o curso não há graduações ou patentes. Todos os candidatos são colocados no mesmo patamar, como candidatos, independente das funções que desempenham em sua corporação ou tempo de serviço. Exercícios intermináveis pela noite, marchas que duram dias, frio, fome e sono... Misturam-se a instruções de sniper, emboscada, defesa pessoal, conduta de patrulha, montanhismo, sobrevivência no mar, primeiros socorros, armamento, situações com reféns e diversas outras situações de risco e disciplinas pertinentes. Durante o curso os candidatos dormem em qualquer lugar, comem quando tem a oportunidade e sua única preocupação é a sobrevivência. Existe um jargão que reflete bem esse pensamento:

“Se mandarem sentar, deite.
Se mandarem deitar, durma.”

Ou seja, aproveite todo e qualquer momento de descanso, você não sabe quando terá outro. Um operações especiais deve ter um psicológico inabalável e um condicionamento físico de atleta. É lógico que o fator sorte também conta muito, afinal ninguém está a salvo de ficar doente durante um curso tão árduo e longo. A duração de um curso de operações especiais varia bastante, mas geralmente é entre 6 e 8 meses.

Os cursos existentes no Brasil

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Eles existem em diversas organizações policiais e militares. No Brasil podemos citar alguns, como o Comandos, um curso de Operações Especiais do Exército Brasileiro, sem dúvida um dos mais difíceis do mundo. Ele é seguido pelo curso de Forças Especiais, no qual os caveiras precisam demonstrar ainda mais sua capacidade física, intelectual e psicológica.

Temos também o COMANF, da Marinha Brasileira, com ênfase na parte de sobrevivência no mar, e o COESP, da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, com ênfase no combate urbano. Outras polícias militares do Brasil também possuem cursos de operações especiais, como a da Bahia e de São Paulo, entre outras. O curso mantém um padrão internacional de exigência. Podemos encontrar este tipo de curso em outros países, como a Colômbia, com quem as polícias militares e o exército brasileiro mantém convênio.

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Não sou formado em operações especiais. Mas durante o curso de Formação de Oficiais fomos convidados a realizar um estágio com o Batalhão de Operações Especiais – o BOPE. Isso não se compara com o verdadeiro Curso de Operação Especiais (COESP), mas já dá um aperitivo do que pode se esperar em um COESP. Confesso que não é nada fácil. Lembro da adrenalina em alta o tempo todo, da caminhada interminável, do frio e das instruções. O cansaço já fazia parte do nosso corpo e a sensação de alerta se refletia nos olhares assustados de todos. Sem dúvida este é uma experiência para poucos...

Campo de concentração: o mito

Alguns caveiras mais antigos contam que, em sua época, ao término do curso de operações especiais, os candidatos eram levados a um lugar deserto, similar a um acampamento militar, onde tinham de se livrar dos instrutores, que os levavam ao limite da resistência humana com todo tipo de torturas. Segundo relatos, que podem ser reais ou não, eles passavam por torturas como choques elétricos e afogamentos. Seria como uma espécie de iniciação para os caveiras. Na realidade, entretanto, não há nada comprovado sobre isso. Podemos, sim, crer que as provações nesse tipo de treinamento são extremas.

Mulheres como Operações Especiais

De fato, a maioria dos cursos de Operações Especiais não chegam a mencionar a exclusividade para o sexo masculino. Todavia a exigência física seria a mesma para ambos os sexos, afinal trata-se da busca de moldar o combatente para ser capaz de cumprir as mais difíceis missões existentes, independente de ser homem ou mulher. Até o presente momento não tenho conhecimento de que uma mulher tenha obtido sucesso em completar um curso destes.

Cursos de Elite

Existem outros cursos que podem ser considerados de elite, como o CIGS - Guerra na Selva, do Exército Brasileiro, e o GRUMEC, da Marinha Brasileira. A cobrança é tão alta quanto no de Operações Especiais, sendo mais específicos ainda quanto ao tipo de terreno e técnicas aplicadas. Conta a lenda que existem certas rivalidades entre os cursados neste cursos e os combatentes de operações especiais. O fato é que ambos são combatentes de elite: é difícil precisar qual deles é o melhor, eu diria que depende de diversos fatores como o terreno de combate e o tipo da missão. É importante esclarecer que operações especiais e agentes secretos (ou de inteligência) não são a mesma coisa. Embora diversos agentes secretos sejam oriundos das forças especiais. Mais tarde comentarei sobre estes agentes, seu treinamento, forma de atuação e alguns mitos.


CURSO DE "CAVEIRA" DO BOPE: ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ

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2010 - Temido, respeitado, desejado, invejado. Muito se fala sobre o curso formador de ‘caveiras’ do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Mas até hoje somente os 300 homens que venceram o árduo desafio sabem o que significa ostentar no uniforme preto a insígnia da ‘faca na caveira’. No campo de treino, o cemitério simbólico eterniza o fim da jornada para centenas de inscritos desde 1978 que não conseguiram cumprir a missão. Pela primeira vez nos 32 anos da unidade, uma equipe de reportagem entrou no Curso de Operações Especiais, o COEsp, considerado o melhor do Brasil.

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A 80 km do Rio, às margens da Represa de Ribeirão das Lajes, em Paracambi, 17 homens com rostos pintados e carregando 25 quilos de equipamentos nas costas se preparam para mais um dia de atividades. A visita da equipe aconteceu no meio da chamada ‘Semana do Inferno’, a fase inicial e mais dura do COEsp. Durante 15 dias, os candidatos a ingressar no Bope serão testados até seus limites físicos e psicológicos, para atingir o máximo de aproveitamento. Isso explica o reduzido número de ‘sobreviventes’: dos 65 aprovados no rigoroso processo seletivo, que começou há apenas duas semanas, somente 17 ainda prosseguiam.

“O que faz a notoriedade não é a dificuldade do curso, mas o resultado. Treinamento duro para combate fácil é um dos lemas”, resume o capitão Marcelo Corbage, coordenador da atividade. No total, 194 policiais do Rio e de mais sete estados se inscreveram para a 18ª edição do curso, mas a maioria foi eliminada ainda na fase de exames médicos e psicológicos. O índice de aproveitamento é de, no máximo, 20% dos inscritos.

Para os ‘aspiras’ do COEsp, o inferno é frio e úmido. O vento gelado que corta o vale faz os músculos tremerem debaixo da roupa permanentemente encharcada. A cada vacilo, os alunos têm que mergulhar na água gelada da represa. “Tá rindo da música que ele cantou?! Pra água!”, ordena um instrutor, que, benevolente, depois deixou o recruta ‘dar uma quarada’. No acampamento, sono, fadiga e tensão são sensações impostas pelas atividades, vencidas à custa de muita determinação. “A fase inicial é a quebra da resistência. Reproduzimos situações extremas que eles vão passar no futuro, para aprenderem a agir mesmo quando o nível de estresse estiver alto”, explica o capitão Leandro Maia, chefe de Planejamento e Instrução.

Rigor em todas as atividades

Após a escolha do líder daquele dia, a tarefa do grupo de 17 recrutas era descer uma ribanceira, guardar o equipamento e sentar sob a tenda que serve de sala de aula. Tudo em dois minutos, com os instrutores fazendo a contagem regressiva. No último segundo, a turma se reuniu, mas a missão não foi cumprida: os ‘aspiras’ sentaram fora da ordem numérica.

A dureza do treinamento não é à toa. Formar-se ‘caveira’ significa atingir o mais completo nível na área de segurança pública. No currículo, constam aulas de gerenciamento de situações de risco, mergulho, rapel, negociação de reféns, montanhismo, sobrevivência, técnicas especiais de tiro, explosivos, combate corpo a corpo e em áreas de alto risco, entre outras modalidades.

Cada curso é preparado com dois anos de antecedência. A estrutura conta com 80 PMs se revezando nas instruções. Durante a visita, os alunos não puderam falar ou sequer olhar para a equipe de O DIA. No único momento em que foi autorizado a falar, o recruta 07 resumiu o sentimento de todos ali: “Espero que, um dia, vocês tenham orgulho de nós”.

Cerimônia do adeus dos ‘aspiras’

As três badaladas fúnebres no sino representam a ‘morte’ do aluno. É o fim da linha no Curso de Operações Especiais para quem não aguentara o rigoroso treinamento ou não se sai bem nas avaliações. O ritual de quem deixa o acampamento é cercado de simbolismo, como um funeral de verdade. Em um pequeno cemitério, o ex-recruta deposita a lápide com o número de guerra. À frente dos túmulos, uma placa dispensa explicações: “Aqui jazem os fracos”.

Os ‘caveiras’ gostam de espalhar a lenda de que as ‘almas’ de quem partiu ficam vagando pelo vale de Ribeirão das Lajes, até que o policial passe no curso e a resgate. “O aluno passa por um ritual de desligamento não para ser humilhado, mas para carregar dentro dele a vontade de querer voltar e fazer o seu melhor”, explicou o capitão Marcelo Corbage. Ele preferiu não tocar o sino durante a reportagem: “A energia é muito forte”.

As sensações são ainda mais intensas para quem volta para casa sem a missão cumprida. Os ex-alunos passam por entrevista e acompanhamento psicológico oferecido pelo Bope, para diminuir a frustração. Para ingressar na tropa de elite, o policial passa pelo Curso de Ações Táticas (CAT) ou pelo COEsp, o único que garante o status de ‘caveira’.

Mudança de filosofia

“A essência e o ideal do Bope estão sintetizados no curso. Carregar aquele distintivo não tem preço. A devoção é grande porque a gente acredita em um trabalho sério. Para chegar ao fim, o aluno não precisa de músculos, mas tem que vencer a batalha com a sua mente, suportar a pressão. Quando não conseguem, se sentem derrotados e até choram”, conta o comandante da unidade de elite, tenente-coronel Paulo Henrique Azevedo de Moraes.

Há 20 anos, o oficial conquistou a tão sonhada insígnia. De lá para cá, ele conta, muita coisa mudou no COEsp. “Tinha muitos reflexos da filosofia do Exército, de uma época linha-dura. Mudamos o planejamento, aumentamos o nível de conhecimento dos instrutores. Fomos buscar intercâmbio com outras forças para oferecer o que há de melhor. Temos que estar sempre um passo à frente para que o serviço prestado à população tenha qualidade máxima”, disse o oficial, que, na aula inaugural do 18º COEsp, comemorou as duas décadas de sua formação com almoço reunindo ‘caveiras’ desde a primeira geração.

Antes do treinamento, recrutas passam por uma série de palestras para se ambientar ao que está por vir. Eles recebem informações sobre os exercícios e até como organizar as contas e a rotina da família durante os seis meses de ausência. “O sofrimento nos une. A gente não demonstra, mas torce muito por eles. Cada aluno que vence é uma vitória pessoal para nós”, emociona-se Paulo Henrique.


1ª mulher a comandar tropa de elite venceu Bope 'sem pedir para sair'

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2015 - Cynthiane raspou o cabelo e passou cinco meses com um grupo de homens na mata, enfrentando dificuldades impostas por um dos mais rigorosos cursos de ações táticas e operações especiais do país, que prepara policiais de tropas de elite para atuar em situações complexas como sequestros e distúrbios em presídios. No dia 19 de outubro, a hoje tenente-coronel Cynthiane Maria Santos, de 40 anos, foi nomeada pela Polícia Militar a primeira mulher a comandar uma tropa de elite no Brasil: o Batalhão de Choque do Distrito Federal.

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Rastejar na lama, buscar criminosos na mata e suportar frio, longas caminhadas, noites sem dormir, racionamento de comida e horas seguidas de aulas de tiro garantiram a Cynthiane a farda com uma caveira, símbolo das melhores tropas de elite do mundo. Ela é uma das poucas brasileiras a concluir um curso da elite da polícia. Formada em 1999 no treinamento do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) do Distrito Federal, foi a única mulher em meio a 42 homens. Vinte abandonaram. Ela, não.

"Ainda há preconceito. Ouço comentários de que não acreditam que eu concluí o curso, que não sou capaz. Mas os homens me respeitam, nunca tive caso de insubordinação. Ainda quero mais. Todo mundo sabe que meu sonho é comandar o Batalhão de Operações Especiais", diz a tenente-coronel.

Ela garante que não teve qualquer regalia ou diferencial em relação aos demais colegas. Nos treinamentos na mata, tinha que procurar "uma moita" mais longe quando precisava ir ao banheiro. "No curso, a pressão é tanta que você fica assexuado. Não tive nenhum problema".

'Pede pra sair'

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As dificuldades do curso fizeram Cynthiane pensar em desistir. "Eu falava 'vou pedir para ir embora, não aguento mais', e meus colegas do curso me incentivavam a fazer isso. Eles respondiam ‘pede, pede para sair mesmo, porque daí eu posso sair também’. Não desistiam porque eu ainda estava lá", relembra. "Mas daí eu pensava: daqui eu não saio, daqui ninguém me tira".

Além do Distrito Federal, nove estados possuem Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Em nenhum deles, no entanto, uma mulher completou o curso de formação. Em Roraima, uma sargento passou nos testes físicos e psicológicos, conseguiu ingressar no treinamento que dura 7 meses, mas foi cortada depois de 80 dias. Segundo o major Elias Santana, comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais de Roraima, ela não suportou as adversidades do curso.

No Bope do Rio de Janeiro, famoso pelo filme "Tropa de Elite", nenhuma mulher foi formada desde que a unidade foi criada, em 1978. Em São Paulo, tanto as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) quanto o Comandos e Operações Especiais (COE), tropas usadas na repressão contra grupos armados em situações de alto risco, não permitem mulheres em seus grupos operacionais.

Os cursos de Comandos, do Exército, de Para-Sar, da Aeronáutica e de Comandos Anfíbios, da Marinha, também não permitem o ingresso de mulheres. Os três grupos das Forças Armadas formam agentes extremamente especializados em ações contra-terrorismo, no resgate de reféns, em inteligência e ações diferenciadas em zonas de conflito.

"Este universo de tropas especiais é muito masculino. Eu já estou completamente integrada aqui no Distrito Federal, mas deve ter situações pelo país que mulheres ainda enfrentam muito preconceito", afirma Cynthiane.

Depois de Cynthiane, nenhuma outra mulher fez um curso de operações especiais no Brasil. Onze anos antes dela, duas mulheres, também no Distrito Federal, fizeram um curso semelhante, mas ainda não existia Bope na região.

"A minha chegada ao comando mostra que uma mulher pode qualquer coisa, basta querer, ter preparo psicológico e persistência", completa a oficial, com unhas pintadas de vermelho e longos cabelos pretos presos em um rabo de cavalo.

"Vamos cortar o cabelo longo dela"

Cynthiane recorda que, no início do curso, ouviu uma conversa entre dois instrutores. "Vamos cortar o cabelo longo dela e fazer ela se desligar. Pegar ela pela vaidade", recorda. "Eu ouvi o comentário e cheguei ao quartel de cabelo curto, mas decidiram passar máquina zero. Meu filho tinha 3 anos e se assustou quando me viu. Eu brinco que carreguei cada um dos meus companheiros nas costas, porque tinha que mostrar que eu estava ali para sobreviver, para mostrar para eles que eu era capaz", diz a oficial.

"Acho que foi muito mais difícil para eles, homens, entenderem que eu estava passando por todas as etapas e conseguindo ir adiante, do que para mim. Quando decidi fazer o curso, pensei: eu só saio daqui se algo grave acontecer. Não vou desistir", afirma.

Treinamento diferenciado

O Bope do Rio de Janeiro, unidade reconhecida como uma das melhores do mundo em incursões em favelas, devido a operações diárias contra traficantes, tem algumas policiais mulheres que trabalham em áreas como medicina e comunicação social. No entanto, segundo o coronel Mário Sérgio Duarte, ex-comandante-geral da PM do Rio e que comandou o Bope, nenhuma delas fez o curso.

"Não há mulheres cursadas no Bope. Até há algumas do quadro de combatente, em outros setores. Tínhamos o projeto de adequar o curso para a presença de mulheres, com um teste de aptidão física (TAF) e treinamentos diferenciados, mas não acabou ocorrendo", diz Duarte.

Através da assessoria de imprensa, o Bope do Rio de Janeiro informou que não limita vagas pelo sexo e que tanto homens como mulheres podem se inscrever no curso. "As provas seletivas são as mesmas e não há previsão para modificação no edital, visando diferença em qualquer etapa do concurso".

Filha de militar do Exército, a tenente-coronel Cynthiane lembra que sempre teve o apoio da família na carreira, desde que ingressou na Academia da PM do Distrito Federal, em 1992. Nas ruas, ela trabalhou no policiamento de trânsito, na Guarda Presidencial e, por um ano, em missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Timor Leste.

"Quando me formei como PM, os tempos eram outros. As mulheres trabalhavam em grupos separados dos homens. Depois que fiz curso de pós-graduação, assumi a responsabilidade por áreas de ensino da polícia", relembra. "Resolvi conhecer um dos vários cursos realizados no Bope e o primeiro que fiz foi para me especializar na segurança de autoridades. Eu estava em ótima forma física e o comandante do Bope me convidou para ficar. Não tinha ideia do que me esperava".

No comando do Batalhão de Choque, que inclui pelotões que buscam conter assassinatos na região metropolitana do Distrito Federal, a oficial diz que a profissão lhe permite viver muitas emoções e "situações bem peculiares". "Quanto você está em uma troca de tiros, sua vida está em risco por milímetros. É uma situação em que você está muito exposto", diz.

Ela recomenda que mulheres tenham coragem para arriscar na carreira. "Para mim, é um enorme desafio comandar o Choque por nenhuma outra mulher ter comandando uma tropa de elite no país. Mas não deixo a feminilidade de lado, por ser o que eu sou. Uso vestido, salto alto, maquiagem. Fora do quartel, eu sou a Cyntiane, não a comandante."


Significado de Faca na caveira

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Faca na caveira é uma expressão que faz alusão ao símbolo do BOPE – Batalhão de Operações Policiais Especiais. O símbolo do BOPE é conhecido por ser representado através de uma caveira com uma faca encravada de cima para baixo.

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Esta imagem (juntamente com a expressão “faca na caveira”) é interpretada popularmente como uma mensagem para os criminosos: “morte aos bandidos”. De acordo com a semiótica dos membros pertencentes ao BOPE, a “faca na caveira” representa a capacidade do ser humano de se superar, além da ousadia e coragem para cumprir as suas perigosas missões. No entanto, o principal simbolismo que esta frase carrega está relacionado com a morte, mas não de forma gratuita e banal, mas praticada com conhecimento e inteligência. A “faca na caveira” é uma representação da “vitória sobre a morte”, de acordo com o BOPE.

Ou seja, a “faca na caveira” também representa as estratégias e táticas que o grupo de operações especiais são treinados para combater os seus adversários. A expressão "faca na caveira" ficou nacionalmente popular graças ao filme Tropa de Elite, sob direção de José Padilha. Existem muitas histórias e lendas sobre a origem deste símbolo e da expressão “faca na caveira”. Uma das teorias é de esta simbologia tenha surgido entre os próprios bandidos que, ao matar policiais, tatuavam em seus corpos a figura de uma caveira com uma faca cravada de baixo para cima.

Para “dar o troco” aos criminosos que participavam desses esquadrões de morte contra policiais, o BOPE utilizou o mesmo símbolo, mas com a faca na caveira de cima para baixo, representando a “morte aos bandidos”.Outra versão conta a lenda de que no final da Segunda Guerra Mundial, após invadir um quartel nazista, soldados britânicos teriam encontrado um crânio sobre uma das mesas do local. O comandante desta tropa teria fincado uma faca no objeto macabro e declarado para os presentes que o seu ato simbolizava a “vitória sobre a morte”. Por este motivo, a expressão "faca na caveira" também é comum em grupos do Exército, fazendo uma referência ao episódio que, supostamente, ocorreu durante a Segunda Grande Guerra.


Fonte: https://papodehomem.com.br
           O Dia
           http://g1.globo.com/

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