Futilidade, ou O Naufrágio de Titan

futili topoFutilidade ou o Naufrágio de Titan (título original: Futility, or the Wreck of the Titan) foi um livro de 1898 escrito por Morgan Robertson. A história apresenta o transatlântico Titan, que se afunda no Atlântico Norte, após bater em um iceberg. O Titan e seu afundamento foram anotados por ser muito semelhante à vida real de passageiros do navio RMS Titanic, que afundou 14 anos mais tarde pela mesma causa. A primeira metade do livro apresenta o herói, John Rowland.

Rowland é um desgraçado ex-tenente da Marinha Real, que agora é um bêbado e caiu para os níveis mais baixos da sociedade. Dispensado da Marinha, ele está trabalhando como marinheiro na Titan. O Navio acerta o iceberg e afunda um pouco antes da metade do caminho do romance. A segunda metade segue Rowland, como ele salva a jovem filha de uma ex-amante, saltando para o iceberg com ela. Após uma série de aventuras, em que ele luta contra um urso polar e encontra um barco salva-vidas levados para o iceberg, ele acaba sendo resgatado por um navio de passagem e, durante vários anos, trabalha o seu caminho até um trabalho lucrativo do governo para restaurar seus ex-rendimentos e sua posição na sociedade. Nas linhas finais da história, ele recebe uma mensagem de sua ex-amante, pedindo-lhe para visitar ela e sua filha.

Apesar de toda a publicidade sobre suas semelhanças com o Titanic, a verdadeira razão deste livro é ressaltar a arrogância e abuso desenfreado na época em negócios, política e sociedade baseada exclusivamente em dinheiro e classe econômica. As mentiras e manobras pela companhia de navegação e a companhia de seguros para evitar ter que assumir a responsabilidade ou pagar os desastres, os abusos John Rowland leva depois de retornar à costa, apesar de ele ser um herói, simplesmente porque ele é de classe baixa, e o total desrespeito pela vida e a lei apresentado pela companhia de navegação, o capitão e tripulação a bordo da Titan. Estas e muito mais são usados como ataques mordazes sobre os problemas sociais e políticos da época.

Semelhanças com o Titanic

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O estranho mundo das coincidências: Titan, Titanic e Titanian

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2009 - Morgan Robertson foi um escritor americano morto em 1915. Ele publicou um romance chamado “Futilidade” sobre um transatlântico que afundou em sua viagem inaugural depois de bater em um iceberg. Isso não seria nada demais, se não fosse um pequeno detalhe: ele escreveu o romance em 1898. Ou seja, 14 anos antes do Titanic bater em um iceberg em sua viagem inaugural. E as coincidências não param por aí. O navio no romance de Robertson se chamava Titan. Também era considerado “insubmergível”, tinha duas orquestras a bordo e o número mínimo de botes salva-vidas. As dimensões, a capacidade de passageiros e a velocidade também eram muito semelhantes ao Titanic da vida real. Não há uma explicação convincente para tantas coincidências. O Titanic só começaria a ser construído em 1909, ou seja, Robertson escreveu o livro antes mesmo que o navio fosse construído. Ou Robertson era um profeta ao estilo Nostradamus ou foi tudo só uma grande coincidência mesmo.

Robertson teve mais dois episódios digamos, estranhos, em sua carreira. Em 1905 ele escreveu um romance em que um submarino tem um periscópio e reivindicou para si a invenção do artefato. O seu pedido de patente foi recusado, pois ficou provado que desde 1902 a Marinha estadunidense trabalhava em um artefato semelhante. Mas como Robertson não sabia do trabalho da Marinha (que claro, era secreto), a história fica obscura. Ou ele tinha fontes na Marinha (improvável) ou era um inventor de talento (talvez) ou foi tudo só coincidência de novo.

Pouco antes de morrer, em 1914, Robertson aprontou mais uma: em seu romance “Além do Espectro” ele descreve uma guerra entre os Estados Unidos e o Japão. No livro, os japoneses não declaram guerra antes de começar o ataque ao Havaí. As semelhanças com o ataque nipônico a Pearl Habor são grandes. Outra coincidência ? Ou outra profecia ? Ou outra “forçada de barra” em cima de um tema que pode soar como “genérico” ? Você decide ! Mas a história não termina com a coincidência Titan-Titanic. Ainda tem mais um navio para apimentar essa história. O Titanian.

O Titanian transportava carvão da Inglaterra para o Canadá. Em abril de 1935 quem estava de vigia era o marinheiro William Reeves. Conforme o navio se aproximava da área onde o Titanic afundou, Reeves teve o pressentimento que devia mandar parar o barco. Ele resistiu, mas se lembrou que havia nascido no mesmo dia que o Titanic havia afundado. Ele mandou parar o barco, bem a tempo de evitar a colisão com um iceberg. O Titanian e Reeves escaparam ilesos para contar a história para nos dar um belo exemplo de coincidência de aviso. Para o próximo post, a última série de coincidências e o fim da minha pena. Até que enfim serei um homem sem dívidas com a sociedade. Em algum dia de janeiro, aqui no IdeiaFix. Aguardem.


Fonte: https://pt.wikipedia.org
           https://ideiafix.wordpress.com

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