Engenheiro Paulista cria máquina que produz água

aguf topo27/10/2014 - Em meio à crise hídrica de São Paulo, o engenheiro mecatrônico Pedro Ricardo Paulino, 45 anos, ganha dinheiro “fabricando” água. O empresário de Valinhos, cidade a 85 km da capital, é o criador da Wateair, máquina que condensa a umidade do ar e produz água. Até hoje, 70 unidades já foram vendidas. O preço de cada uma varia de R$ 6 mil a R$ 350 mil. Apesar de patentear a ideia em 2010, ...

Paulino deu início às pesquisas para a produção da máquina em 1990, quando era engenheiro de uma multinacional. Na época, a empresa tinha como missão produzir água para equipamentos de hemodiálise de países africanos, mas por falta de tecnologia, o projeto foi abandonado no fim de 1996. Dois anos depois, o empresário foi trabalhar na China, onde aproveitou para ganhar conhecimento no setor e nas novas tecnologias que surgiam na Ásia. “Quando voltei ao Brasil, em 2004, retomei o projeto de maneira individual. Cinco anos depois, consegui finalizá-lo e, em 2010, adquiri a patente e montei a empresa”, afirma o engenheiro.

Durante oito anos, até a criação efetiva da Wateair, Paulino investiu sozinho cerca de R$ 1 milhão em equipamentos e pesquisa. O engenheiro também é dono de outra empresa, aberta desde 2005, que produz equipamentos para estética.

Funcionamento da máquina

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De acordo com Paulino, a Wateair absorve o ar em altíssima quantidade. Este ar coletado é desidratado, ou seja, as moléculas de água do ar são condensadas e viram líquido. A água obtida pelo sistema é purificada por filtros e raios ultravioletas. Por fim, são acrescentados sais minerais. A água fica, então, armazenada em um reservatório da máquina, pronta para o consumo.

Apesar de o processo ser o mesmo em toda Wateair, a empresa de Paulino, que possui apenas 12 funcionários, produz máquinas que geram litros variados de água, sendo o mínimo de 15 litros e o máximo de cinco mil litros. O preço médio da máquina menor é de R$ 6 mil e o da maior R$ 350 mil. Por segurança, a fim de não deixar muito seco o ambiente onde a máquina coleta o ar, a Wateair para de funcionar quando a umidade atinge 10%. A manutenção delas é semestral.

Até hoje, a empresa já vendeu cerca de 70 unidades. Os perfis dos compradores, segundo o empresário, mudaram nos últimos meses. “Uns anos atrás, 98% das minhas vendas estavam ligadas ao governo do Brasil e de outros países. Hoje, por conta dos racionamentos e por medo da água acabar, tenho clientes de todos os tipos. Desde indústrias farmacêuticas e hospitais, até restaurantes e pousadas”, afirma.


Estado analisa máquina que produz água como alternativa à seca em SP

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04/11/2014 - O engenheiro mecatrônico Pedro Ricardo Paulino, inventor da máquina que produz água a partir da umidade do ar, ofereceu a criação ao governo de São Paulo como alternativa para combater a crise hídrica. Ele se reuniu nesta segunda-feira (3) com o chefe de gabinete da Secretaria de Recursos Hídricos para apresentar a proposta de instalação do projeto em larga escala, o que possibilitaria a criação de miniusinas capazes de produzir 2 milhões de litros de água por dia.

“Não temos a pretensão de suprir o abastecimento, mas a nossa intenção é criar opções para que as represas não sejam a única fonte e a gente também possa usar o chamado rio aéreo, que é a água derivada da evaporação”, explica o "pai" da invenção.

O equipamento inventado por Paulino produz o líquido a partir de um processo de condensação de alta eficiência. Atualmente, existem vários modelos que podem “fabricar” até 5 mil litros de água por dia. O mais barato custa R$ 8 mil. A reunião do engenheiro com o governo aconteceu em São Paulo para que ele pudesse explicar como funcionaria a produção de água em escala maior do que a das máquinas existentes.

O 'rio aéreo'

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De acordo com Paulino, as miniusinas seriam instaladas às margens dos rios Tietê e Pinheiros (veja projeto ao lado), por conta do alto índice de evaporação no local e para transformar uma água com grande concentração de poluentes em ultrapura.

“O processo se baseia em retirar o vapor da água que está evaporando do rio, não tem nada a ver com aumento de vazão dos rios e sim capturar a água evaporada. Neste caso, iremos colocar a água ultra-pura para abastecer a população dentro do sistema já existente de distribuição da Sabesp. Nós vamos transformar o vapor em água”, disse o engenheiro, que produz as máquinas em uma fábrica de Valinhos (SP).

Único no mundo

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Paulino afirmou que vai implantar projetos com escalas semelhantes ao proposto para São Paulo em Israel e nos Emirados Árabes. Segundo ele, ainda não é possível estipular o valor que a invenção vai custar para o governo porque não existe nada semelhante no mundo que possa ser usado como padrão de comparação.

“Eu já tenho uma ideia de quanto pode custar fora do país, mas no Brasil a carga tributária é muito alta, então não dá para saber, mas será pelo menos o dobro do valor”, afirmou.

Em cada uma das marginais dos rios, será possível construir pelo menos 20 miniusinas que produzem 2 milhões de litros de água por dia. De acordo com estimativa de Paulino, ainda não dá para fazer uma estimativa do consumo, mas 32 mil litros por dia é o suficiente para abastecer um prédio residencial de 10 andares com 160 moradores.

A Secretaria de Recursos Hídricos confirmou a reunião com o engenheiro e afirmou, em nota oficial, que "todos os projetos apresentados são analisados por técnicos da pasta".

Máquina

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A máquina que produz água tem diversas opções. A primeira, com visual que se assemelha a um bebedouro com visor colorido e moderno, custa R$ 8 mil e pode 'fabricar' 30 litros de água potável por dia. Tudo isso com um diferencial: temperatura de 10º C a 90º C. "É preciso apenas que a umidade relativa do ar esteja igual ou superior a 10%", afirmou o engenheiro.

De acordo com Paulino, o equipamento foi programado para funcionar com este percentual mínimo de umidade relativa do ar. "Este valor é considerado o mínimo para que uma pessoa consiga se sentir bem um ambiente, por isso a escolha", alegou. A produção envolve 12 processos de filtragem, entre eles, quatro para inserção de sais minerais que permitem o consumo do líquido. "Adicionamos magnésio, cálcio, potássio e silício e, além disso, tem quase zero de sódio. Se houver alguma falha na purificação, ela trava automaticamente Não existe no mercado água com este nível de pureza", destacou Paulino.


A máquina de fazer água – Eng Pedro Ricardo Paulino

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30/11/2014 - Inventor e fabricante da Máquina de fazer água. Estudioso aplicado, certamente criou algo inusitado e importante, para todos neste planeta e continua pensando seriamente na dessalinização das águas do mar. Aí está ele o eng. Pedro Ricardo Paulino

1 – Por favor, nos diga seu nome completo e como devemos qualificá-lo na matéria e qual é sua formação profissional?

Resp: Pedro Ricardo Paulino – CEO da empresa WATEAIR, Engenharia Mecatrônica

2 – Há quanto tempo inventou o bebedor de água que faz água mineral a partir do ar?

Resp: 7 anos (conclusão do projeto).

3 – O que fazia antes de inventar e comercializar a Máquina de fazer água a partir do ar?

Resp: Engenheiro de desenvolvimento da SIEMENS MEDICAL.

4 – Como se deu a ideia de desenvolver um bebedor de água mineral?

Resp: Eu trabalhei, nos anos 90, em desenvolvimento de soluções para se, obter água ultra pura para fins de tratamento de hemodiálise e fabricação de medicamentos. O projeto foi abandonado pela multinacional em que eu trabalhava, porém, eu continuei as pesquisas e desenvolvimentos por conta própria.

5 – A invenção é direcionada a que público?

Resp: Doméstico, comercial e industrial (fábrica de medicamentos, bebidas, etc…).

6 – A máquina vem suprir a escassez de que recursos naturais?

Resp: Sim, completamente.

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7 – Quais são os objetivos da inovação?

Resp: Como atende às demandas do meio ambiente, empresas e uso pessoal? O objetivo é a produção de água ultra pura mineralizada para fins de consumo humano e estéril , ultra pura para fins de produção de medicamentos e bebidas.

8 – Como, na prática, funciona o bebedor que produz água mineral a partir do ar?

Resp: A água, contida no ar ambiente, é condensada por choque térmico, posteriormente é filtrada através de alta pressão por osmose reversa e passa por filtros estabilizantes, finalmente, são adicionados sais minerais (água potável contém sais minerais). A água é, constantemente, monitorada por sensores e esterilizada por lâmpadas de ultravioleta.

9 – A propósito: qual é o nome do bebedor?

Resp: É assim que devemos chamá-lo? Todos são da marca WATEAIR, apenas mudando sua capacidade de produção diária, Ex: WATEAIR 15, WATEAIR 30, WATEAIR 150, WATEAIR 500, WATEAIR 1000, WATEAIR 5000, etc…

10 – O senhor é o primeiro brasileiro a vender esta ideia? De acordo com que registro tem-se este dado? Se sim, a inovação foi registrada no INPI?

Resp: O sistema foi, devidamente, registrado no INPI, e, é o único que conhecemos que produz água potável, temos conhecimento de outros sistemas que produzem apenas água condensada estéril disponíveis no mercado (água estéril não hidrata o organismo, apenas mata a sede).

11 – Quais foram e são seus objetivos ao desenvolver a máquina?

Resp: Atender a demanda mundial para a escassez de água, para todos os fins.

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12 – Quais são suas estratégias para vender a ideia?

Resp: Estou desenvolvendo com recursos próprios vários modelos de equipamentos e colocando, à disposição, do público em geral os equipamentos para visitação e análise.

13 – Quais são suas ações estratégicas de preparação e planejamento para vender a ideia a possíveis investidores?

Resp: Estamos entrando em fase de projetos técnicos e financeiros, no intuito de viabilizar a produção de grandes quantidades de equipamentos de vários portes, para atender a qualquer demanda no Brasil, e posteriormente, estender a outros mercados.

14 – E, no âmbito legal, que medidas o senhor está tomando para a venda da ideia inovadora dentro da legislação?

Resp: Estamos tentando (novamente) o registro do INMETRO para os equipamentos, em uma análise há alguns anos atrás o órgão nos devolveu o processo, motivo alegado: a água não tinha origem.

15 – Por favor, pontue as vantagens em investir na máquina de fazer água mineral.

Resp: Obtenção de água potável de altíssima pureza, em qualquer local do planeta.

16 – Por ser um produto inovador, creio que, embora sustentável, ainda deva ter algumas desvantagens. Poderia nos dizer, quais são elas, caso existam?

Resp: Consumo energético.

17 – Quais são seus planos, para 2015, e, por que os definiu?

Resp: Devemos iniciar a produção, em larga escala, dos equipamentos de pequeno porte (15 e 30 Litros/dia), também pretendo iniciar o projeto piloto para a usina de dessalinização de água do mar em grande volume. O motivo principal é a necessidade crescente, e urgente, de água doce própria para consumo.

18 – Quanto em média o investidor deve dispor para investir na máquina de fazer água?

Resp: Estamos analisando a possibilidade de abrir a companhia ao mercado financeiro para fins de obtenção de recursos para projetos mais amplos e montar a primeira fábrica de equipamentos autônomos de fazer água potável do mundo.

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19 – Em que ano o primeiro bebedor foi comercializado?

Resp: 2009

20 – A partir de então, quantos foram vendidos até hoje?

Resp: 69 unidades, todas de grande porte.

21 – Quais são as perspectivas para o último trimestre do ano e primeiro trimestre, de 2015?

Resp: Nossas intenções são continuar divulgando o processo e os equipamentos e, no começo de 2015, colocar os equipamentos de pequeno porte à disposição dos interessados.

22 – Algo mais que julgue importante acrescentar?

Resp: Apenas, que estamos trabalhando para reduzir o custo dos equipamentos, com uma possível nacionalização industrial e também o consumo energético dos equipamentos, através de desenvolvimento de novos componentes de uso exclusivo.


Fonte: http://revistapegn.globo.com
           http://g1.globo.com
           http://revistapiscinaseafins.com.br

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