Empresa criará fibra ótica no espaço

fiotica topoA empresa Made In Space que opera uma impressora 3D na Estação Espacial Internacional anunciou o seu próximo grande projeto: criação de fibra óptica em ambiente de microgravidade. A empresa está programado para enviar um novo produto de fabricação para a ISS no primeiro trimestre de 2017. Se os testes iniciais forem bem sucedidos, eles podem começar a produzir fibra óptica de ...

alta qualidade para aplicações aqui na Terra, como internet à base de fibra, dispositivos médicos e sensores para a indústria aeroespacial e de defesa. A fibra produzida por via terrestre, cultivadas sob os efeitos da gravidade, sofre impurezas de vidro e formações de microcristais que contribuem para a perda de dispersão e absorção, além de reduzir a qualidade global da fibra, o que resulta na degradação do sinal. Por isso, a Made In Space tentará aperfeiçoar o produto. A empresa acredita que a fibra óptica com ação de microgravidade iria melhorar tanto o tempo de resposta como o rendimento em comparação com fibra óptica tradicional atualmente em uso para as telecomunicações.

O projeto prevê a fabricação no espaço em parceria com Thorlabs – empresa de fibra e laser óptico. Juntos, eles vão produzir quantidades de teste de fibra cultivada-microgravidade na ISS, e executar testes adicionais sobre o produto quando enviado para a Terra. Se os resultados forem promissores, Made In Space está preparada para desenvolver instalações de produção de fibra óptica de grande escala no espaço. “O objetivo desta parceria é combinar a nossa experiência em fabricação com a experiência de fibra óptica Thorlabs ‘, a fim de desenvolver-se rapidamente de fibra de alta qualidade, fabricado-microgravidade e apresentá-lo em mercados novos e existentes”, comentou Andrew Ponta, CEO da Made In Space.


Por que a fibra óptica está revolucionando a comunicação

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2016 - Tecnologia criada na década de 1950 usa a reflexão da luz em espaços curtos para transmitir informação. Agora, ela quer conquistar o espaço. Quando criança, é provável que você tenha brincado com telefone de copos, aqueles tradicionais copos de plástico ligados por um barbante e separados por alguns metros e que serviam como um meio de comunicação primitivo. Por mais rústico que seja, você estava transmitindo informações por cabos, assim como as fibras ópticas, um dos métodos mais recentes e mais eficientes de transmissão de dados.

A fibra óptica foi criada na década de 1950, mas bem antes disso já existiam alguns elementos que possibilitaram a criação da tecnologia. Até 1870, acreditava-se que a luz caminha em linha reta. Coube ao físico John Tyndall provar o contrário: ao colocar uma lanterna dentro de um recipiente cheio de água, conseguiu mostrar que a luz poderia fazer curvas.

Em 1952, o físico indiano Narinder Singh Kapany tratou de dar uma utilidade relevante para a descoberta, fazendo experimentos em óptica na Universidade de Londres. Kapany estudou a reflexão total da luz, trabalhando com prismas e cilindros de vidro. A ideia era achar uma maneira de armazenar luz, compreendendo o seu movimento.

Em seus experimentos, Kapany descobriu que mesmo com tubos curvos, a luz poderia se movimentar como se fosse água em um cano ao realizar milhares de reflexões sucessivas — imagine um feixe de luz batendo em zigue-zague em um curto espaço. Tudo o que o físico precisava é de um cano muito estreito, que tivesse as características do vidro e pudesse se curvar. Para isso, ele teve que adaptar a fibra de vidro que era utilizada como isolante térmico. Em 1955, ele criou e patenteou a fibra óptica.

A ideia do indiano era usar o equipamento na medicina, mais especificamente no endoscópio, para observar dentro do corpo humano. Foi ideia de outro físico, o chinês Charles Kao, pesquisador que vivia na Inglaterra, utilizar as fibras ópticas nas chamadas telefônicas. Com experimentos, provou que o equipamento tinha uma capacidade muito maior de transmissão de dados e um custo bem menor.

Gerada por um tubo de raios laser, a luz que é transmitida pelos cabos pode ser controlada, o que significa que é possível criar códigos digitais para a transmissão de dados. Ou seja, o código binário de zero e um é substituído por luz e ausência de luz. Esse tipo de adaptação permite que a fibra seja capaz de 20 mil conversas telefônicas simultâneas, 40 vezes a mais que o fio de cobre, por exemplo.

Atualmente, a fibra óptica é utilizada em automóveis, eletrodomésticos e em outros equipamentos. Um dos usos mais populares é para a transmissão de dados para o uso da internet. Empresas de banda larga nacionais e internacionais possuem planos que utilizam a fibra óptica como tecnologia. Um dos mais famosos nos Estados Unidos é o Google Fiber, que promete internet de até 1000 Mbps, que seria 20 vezes mais rápido do que uma internet convencional de 50 Mbps.

Fibra óptica no espaço e o futuro da tecnologia

Como é um campo relativamente recente da ciência, estudos são feitos todos os anos sobre a capacidade da fibra óptica e como poderemos melhorar essa tecnologia. Em 2013, o Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica, em Campinas, conseguiu desenvolver inovações no campo dos amplificadores paramétricos da fibra, que tem a função de manter a potência do sinal de luz que percorre o interior das fibras. Ampliando esses amplificadores, mais tráfego pode ser transmitido. A instituição conseguiu uma largura de banda de 115 nanômetros, sendo que cada nanômetro equivale a um milionésimo de milímetro. Atualmente, os sistemas têm uma largura máxima de 30 nanômetros.

Se a ideia é ter internet mais rápida, há também maneiras de tornar as fibras mais puras. A empresa Made in Space, companhia que opera uma impressora 3D na Estação Internacional Espacial, anunciou que agora tem um novo projeto: fazer fibra óptica no espaço. Apesar de ser mais eficiente do que cabos convencionais, os cabos de fibra ótica ainda sofrem com imperfeições do vidro, que faz a fibra perder qualidade. A ideia é que a microgravidade do espaço possa ser ideal para a produção da fibra. A Made in Space vai fazer pelo menos 100 metros de fibra ótica no espaço e trazê-las para a Terra em 2017 para teste. Se tudo der certo, poderemos ter internet ainda mais rápida e estável no futuro em nossas casas.


Fonte: Mashable
           https://iq.intel.com.br

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