Nasa perde gravação da chegada do homem à Lua

luanao12006 - WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos perdeu o registro original da primeira ida do homem à Lua, incluindo a frase famosa de Neil Armstrong ”um pequeno passo para o homem, mas um passo enorme para a humanidade”, disse um porta-voz da Nasa nesta segunda-feira. A famosa caminhada espacial de Armstrong, vista por milhões de espectadores em 20 de julho de 1969, está entre as transmissões que a Nasa não conseguiu encontrar após um ano de buscas, disse Grey Hautaloma.

- Nós não as vimos por algum tempo. Estamos procurando (as fitas) há mais de um ano e elas não apareceram - disse Hautaloma.

As fitas também contém informações sobre a saúde dos astronautas e a condição da tripulação espacial.

- Ao todo, cerca de 700 caixas de transmissões das missões lunares Apollo estão sumidas - disse. - Mas não diria que estamos preocupados. Temos todas as informações. Tudo o que estava nas fitas nós temos de uma forma ou de outra - disse Hautaloma.

A Nasa conserva cópias de transmissões televisivas e oferece vários clipes em seu web site. Mas são imagens de qualidade inferior às originais.

Como o equipamento da Nasa não era compatível com a tecnologia atual da televisão, as transmissões originais tinham que ser passadas em um monitor e refilmadas por uma câmera de TV para serem transmitidas.

Hautaloma disse que o material era responsabilidade dos Arquivos Nacionais, mas voltou para as mãos da Nasa no final dos anos 1970.

- Estamos examinando a papelada para ver onde elas foram vistas pela última vez - disse.


Filme original do pouso na lua está perdido

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2006 - A gravação da equipe da Apolo 11 pousando na lua é um dos artigos mais importantes do século 20. Acredita-se que a fitas estejam no arquivo do Centro Espacial Goddard, da Nasa, em Maryland, Estados Unidos. Porém, como muitos dos envolvidos no arquivamento das fitas originais mudaram de profissão, aposentaram-se ou morreram, sua localização exata foi perdida.

Cópia da cópia

A gravação vista por pessoas de todo o mundo é considerada uma cópia da cópia, segundo o jornal Daily Telegraph. Ela foi feita por uma câmera que gravou a transmissão de um monitor preto-e-branco. Porém, os astronautas enviaram uma gravação de mais qualidade à terra - vista por um pequeno número de pessoas em três estações de recepção. Para garantir com que a transmissão chegasse à terra, as imagens enviadas pelos astronautas foram gravadas em 10 quadros por segundo e tiveram de ser convertidas para 60 quadros por segundo para ser transmitidas na televisão.

Neste processo, muitos detalhes foram perdidos. Stan Lebar, de 81 anos, foi responsável pelas imagens da Apolo 11. Ele disse que o que ele viu estava tão embaçado que no início ele achou que algo tinha dado errado.

"Achávamos que tinha dado algum problema para fazer o conversor funcionar direito", disse ele.

História

"O que foi transmitido ao mundo não chegou perto da qualidade do que foi recebido", afirmou John Sarkissian, do observatório CSIRO Parkes, na Austrália, uma das três estações de recepção que gravaram as imagens originais antes de enviá-las a Houston da forma convertida.

Apesar de as fitas não serem compatíveis com o padrão das transmissões normais, ainda assim elas seriam melhores do que o vídeo existente hoje, principalmente se for processado com tecnologia digital. Um grupo de cientistas e veteranos da Nasa - incluindo Lebar e Sarkissian - está caçando a gravação nos arquivos da Nasa.

Acredita-se que as fitas tenham sido enviadas ao Arquivo Nacional dos Estados Unidos, antes de ser devolvidas à Nasa, que as guardou no Centro Espacial Goddard, em Maryland.

"Eu só acho que é isto que acontede quando você tem uma grande burocracia governamental que funciona década após década", disse Keith Cowing, editor do website Nasa Watch.

"Não é intencional, mas acho que é triste o fato de a Nasa não ter mais uma pessoa cujo trabalho seja cuidar de sua história." Um porta-voz da Nasa disse: "Estamos tentando encontrá-las por meio da papelada produzida naquela época, mas faz 35 anos, então este é o desafio."


Nasa restaura filmagens de chegada do homem à Lua

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2009 - A Nasa, a agência espacial americana, divulgou nesta quinta-feira (16) vídeos restaurados da missão Apollo 11. A companhia que recuperou os registros, em um projeto que gastou US$ 230 mil, é a mesma que digitalizou o clássico “Casablanca”. Por incrível que pareça, a agência espacial americana simplesmente perdeu suas fitas originais. Após três anos procurando o material, funcionários concluíram que elas foram provavelmente apagadas.

A estratégia, então, foi trabalhar com base em registros das transmissões de TV e refinar sua qualidade. Até o momento, 40% das filmagens foram restauradas. Os vídeos originais ficavam armazenados em imensas pilhas de bobinas de fita. Cada uma continha 15 minutos de filmagem. Nas décadas de 1970 e 1980, faltaram tapes e a Nasa apagou e reutilizou cerca de 200 mil bobinas. O destino da documentação original da missão Apollo 11 deve ter sido selado justamente neste afã de fazer economia. A empresa de restauração, a Lowry Digital, da Califórnia, também tratou Star Wars e filmes da série 007.


Nasa apagou fitas originais da ida à Lua

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2009 - Gravações estavam em estoque de 200 mil fitas que foram reutilizadas nos anos 1970 e 1980 para economizar dinheiro, Ontem, no aniversário de 40 anos da decolagem da Apollo-11, agência divulgou versão restaurada de vídeos de 2ª mão da alunissagem. As fitas originais com as imagens da Apollo-11, primeira missão tripulada à Lua, perderam-se para sempre, afirmou ontem a Nasa.

Em entrevista coletiva marcada para divulgar uma versão restaurada de imagens feitas a partir de uma transmissão televisiva, em 20 de julho de 1969, a agência espacial reconheceu que as fitas que registraram diretamente a alunissagem foram apagadas sem querer para que fossem reutilizadas. Ontem, no aniversário de 40 anos da partida de Michael Collins, Edwin "Buzz" Aldrin e Neil Armstrong para a Lua, a Nasa apresentou apenas alguns trechos da restauração. O trabalho completo será divulgado somente em setembro.

Mesmo com melhorias, as imagens de segunda mão ainda têm manchas e com chuviscos. O trabalho está sendo feito em parceria com uma empresa de restauração de Hollywood. Uma pequena amostra dos vídeos pode ser vista no site da Nasa (www.nasa.gov). Esta foi a primeira vez que a agência espacial americana admitiu que não tem mais como recuperar as fitas originais. Em 2006, a Nasa reconhecera que havia perdido o material, mas afirmava ainda ter esperança de recuperá-lo. Foi só agora, em 2009, que Richard Nafzger, engenheiro da Nasa, descobriu onde elas foram parar: estavam em um estoque de 200 mil fitas que foram apagadas e reutilizadas nos anos 1970 e 1980 para economizar dinheiro.

Essas fitas foram utilizadas para gravar missões posteriores ou até para registrar dados eletrônicos de satélites (telemetria). Ou seja, as imagens que impressionaram o mundo inteiro podem ter sido substituídas por código binário. Segundo Nafzger, havia pouco interesse sobre as fitas na época porque o objetivo maior do governo dos EUA para efeito de propaganda era a transmissão ao vivo. As cópias dos vídeos sobre as quais a nova restauração foi feita foram tiradas dos arquivos da rede de TV CBS e do acervo da própria Nasa: alguém havia apontado uma filmadora para as telas que exibiam as transmissões originais e guardado algumas das fitas.

A Nasa acredita que as fitas originais poderiam conter dados digitais enviados da Lua. Eles poderiam se converter em imagens com definição muito melhor do pouso da Apollo-11 do que aquelas que foram transmitidas pela TV em 20 de julho de 1969, quando Armstrong e Aldrin se tornaram os primeiros humanos a pisar em um outro corpo celeste. A técnica utilizada pelas emissoras não era muito avançada: os câmeras eram posicionados perto de um telão gigante em Houston, na base de controle da Nasa, e retransmitiam o que estava passando.

Nafzger diz que ainda podem existir outras cópias perdidas das transmissões originais de 1969 e que ele pretende continuar procurando.
As imagens dos astronautas andando na superfície lunar e ficando a bandeira americana no chão foram vistas por 600 milhões de pessoas no mundo ao vivo, estima-se. A Lowry, empresa que está restaurando os vídeos, trabalha com a digitalização de antigos filmes hollywoodianos. Eles pretendem juntar arquivos de diferentes origens para fazer um novo vídeo do pouso.

Questionado ontem, Nafzger diz não se preocupar com a ideia de que teorias conspiratórias de que o homem nunca chegou à Lua possam ganhar força com uma empresa de Hollywood reeditando as fitas.

"A empresa está restaurando vídeo histórico. Não faz diferença de onde ela é", disse. Nafzger participou, em 1969, da equipe que trabalhou para conseguir que as imagens da Lua chegassem em tempo real à Terra, a 386 mil quilômetros de distância. Foi um desafio tecnológico quase tão grande quanto o de mandar seres humanos para o satélite da Terra.

Fonte: http://oglobo.globo.com/
           http://g1.globo.com/
           http://www.bbc.com/
           http://www1.folha.uol.com.br/

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