SEGWAY - A Revolução em duas rodas

segway2O Segway PT é um meio de transporte de duas rodas que funciona a partir do equilíbrio do indivíduo que o utiliza, inventado por Dean Kamen e revelado em Dezembro de 2001. A tecnologia existente nos Segway PT, consiste numa inteligente rede de ...

sensores, mecanismos e sistemas de controle, que permite ao Segway PT o auto-equilíbrio e deslocar-se em duas rodas. No momento em que se coloca em cima de um Segway PT, 5 micro-giroscópios e 2 acelerómetros, estudam as mudanças no terreno e a posição do seu corpo, a uma velocidade de 100 vezes por segundo - mais rápido que a mente humana. Para que o Segway PT avance, o indivíduo só precisa de se inclinar para a frente e para que recue é necessária a inclinação para trás.

Para virar, basta oscilar o braço central para o lado pretendido. Esta tecnologia é denominada de LeanSteer.

É eléctrico, e utiliza duas baterias Li-ion, que lhe permitem uma autonomia de cerca de 35 quilômetros e uma velocidade máxima de 20 km/h. A carga total é de 8-10h e representa apenas um kilowatt. A sua utilização é vocacionada para a mobilidade urbana, onde poderá representar uma redução de entre 71 a 93% de emissões de gás carbônico em comparação a qualquer veiculo motorizado, ou híbrido. O seu custo inicial será amortizado pela sua utilização como substituto do automóvel.

O nome Segway PT é propriedade de Segway Inc.

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Histórico

O Segway nasceu há oito anos e hoje já está na segunda geração. Ele é produzido nos Estados Unidos da América. A marca é patenteada e importado por vários países do mundo. Existem vários modelos, sendo que a versão cross é um pouco maior e mais robusta que as outras. Na Disney World, por exemplo, todo o complexo é patrulhado com uso do segway, incluive os visitantes do parque podem alugá-los para dar umas voltas.

Segway no Brasil

No Brasil, freqüentemente, dá-se a referência ao segway como um veículo elétrico semelhante a uma "patinete". O equipamento vem sendo testado pela polícia (PM) de São Paulo e, no interior, já é usado na PM de Campinas, no patrulhamento do Centro e, na área privatizada, nos shoppings Iguatemi e Galeria. O Segway quintuplica a velocidade do pedestre e aumenta o campo de visão de quem o usa, por estar elavado ao chão. No Ceará, o Governo do Estado, adquiriu 10 equipamentos segway modelo X2 para a Polícia Militar para patrulhamento na Av Beira Mar.

O segway é importado e o escritório matriz da Segway Brasil fica em São Paulo, com mais dois escritórios centrais, no Rio de Janeiro e na Bahia.

Uso

O segway vem sendo usado em várias cidades do mundo, aumentando mais a sua venda desde 2006, para uso em patrulhamento, aeroportos e shoppings, além de que muitas pessoas já estão comprando para alternativo de um segundo veículo de uso pessoal.
O uso do segway é ecologicamente correto, além de que não se tem despesas de manutenção, combustível, licenciamento ou, no Brasil, IPVA (Imposto sobre a Propriedade do Veículo Automotores) e não há lei que regule o seu uso (circulação).
O segway também pode ser levado aonde a bicicleta ou o carro não são permitidos, como dentro de shoppings, elevadores, escritórios, aeroportos, etc.

segway7Manobrando - O segway é muito fácil de ser operado. Para impulsioná-lo para a frente, o condutor deve jogar o seu peso para a ponta dos pés. Na hora de frear, é só fazer o movimento contrário. Na "Geração 1" usa-se um botão para curvar para a direita ou para a esquerda. Já na "Geração 2", há um melhoramento, com Guidão Pendular, bastando inclinar o corpo para virar para a direita ou esquerda; além de ser um veículo mais robusto. O segway é acompanhado de um controle remoto que liga e desliga a bateria de lítio; programa a velocidade máxima desejada; faz análises do uso diário; informa a carga da bateria; tudo, até 5 mts de distância. O segway vem equipado com trava e alarme sonoro, caso alguém tente removê-lo de onde está estacionado. Apesar de sua autonomia ser de 38Km ela pode variar conforme o peso do condutor, o tipo de piso e carga extra sendo levada.

Como funcionam os Segways

À primeira vista, este dispositivo, chamado SegwayTM Human Transporter (transportador de pessoas), não nos parece tão espetacular, pois se assemelha a uma scooter com tecnologia avançada. Mas aqueles que o experimentaram asseguram que é uma verdadeira revolução no conceito de locomoção.

Dean Kamen, o inventor, tinha altas expectativas para o Segway. Em uma entrevista para a revista Time (em inglês), ele declarou que sua máquina seria para o carro o que o carro foi para os veículos antigos.

Mesmo que o Segway não tenha acompanhado a expectativa do mercado, certamente é uma máquina impressionante.

Estabilização dinâmica

Quando Dean Kamen revelou o Segway no programa "Good Morning America", da rede de televisão ABC, descreveu a máquina como o primeiro transporte humano que possui "auto-equilíbrio". Quando você observa a máquina em movimento, descobre do que ele está falando.

Ao contrário do carro, o Segway tem somente duas rodas; se parece com um simples carrinho de mão; entretanto, ele tem a capacidade de se equilibrar sobre seu próprio eixo.

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Sua concepção revolucionária permite que o condutor se movimente com muita segurança para frente e para trás, com uma simples inclinação do corpo. Para realizar cuvas à esquerda e à direita, basta manusear um único comando localizado no punho esquerdo do guidão.

O recall da Segway

Em setembro de 2006, a Segway, Inc. fez um recall para os 23 mil scooters fabricados até então, por causa de um defeito de software que pode causar a inversão de direção nas rodas. Diversos condutores tinham caído de seus scooters e sofrido ferimentos como dentes quebrados e pulsos fraturados. A Segway está oferecendo gratuitamente um upgrade de software que resolverá o problema, que está disponível em seus representantes e centros de serviço.

Este equilíbrio é o aspecto mais surpreendente sobre o Segway e também é a chave para a sua operação. Para compreender como o sistema funciona, basta levar em consideração o modelo que Kramen usou para desenvolver o dispositivo: o corpo humano.
Quando caminhamos, qualquer inclinação realizada pelo nosso corpo é detectada pelo cérebro devido a uma alteração no fluido do ouvido interno, fazendo com que uma perna se movimente para frente, impedindo a queda. Se continuamos a nos inclinar para frente, o cérebro continuará a colocar uma perna à frente, mantendo-nos em pé. Ao invés de cairmos, andamos para a frente, um passo de cada vez.

O Segway faz praticamente a mesma coisa, mas usa rodas ao invés de pernas, um motor ao invés de músculos, um grupo de microprocessadores ao invés de cérebro e um conjunto de sofisticados sensores de inclinação ao invés do sistema de equilíbrio do ouvido interno. Como o cérebro, o Segway sabe quando você está se inclinando para frente. Para manter o equilíbrio, movimenta as rodas na velocidade certa e você se move para frente.

Os componentes

segway4Basicamente, o Segway é uma combinação de uma série de sensores, um sistema de controle e um sistema motor. Nesta seção, veremos cada um desses elementos. O sistema de sensores primário é um conjunto de giroscópios. O giroscópio é essencialmente uma roda livre, girando em uma estrutura estável. Um objeto giratório resiste a mudanças em seu eixo de rotação, pois uma força aplicada se move junto com o objeto. Se você, por exemplo, faz pressão em um ponto no topo da roda livre, aquele ponto se move para a frente da roda enquanto ainda sente a força que você aplicou. À medida que o ponto de pressão continua se movendo, termina por aplicar força em pontos opostos da roda: a força equilibra a si mesma. Veja como funcionam os giroscópios para aprender mais.

Por causa da sua resistência à uma força externa, uma roda giroscópica manterá a sua posição no espaço, relativa ao chão, mesmo que você a incline. Mas a estrutura do giroscópio se moverá livre no espaço. Medindo a posição da roda do giroscópio relativa à sua estrutura, um sensor preciso pode dizer qual é a inclinação do objeto, ou seja, o quanto ele está se inclinando para fora do seu prumo, bem como a proporção da inclinação, ou seja, a que velocidade está se inclinando.
Um giroscópio convencional seria incômodo e difícil de ser mantido nesse veículo, por isso a Segway consegue o mesmo resultado com um tipo de mecanismo diferente. Ela usa um sensor angular transistorizado de silício. Este tipo de giroscópio determina a rotação do objeto usando o efeito Coriolis em uma escala muito pequena.

Colocado de forma simples, esse efeito é a tendência aparente de um objeto em movimento em relação a outro objeto em rotação. Como exemplo, um avião viajando em uma linha reta aparenta fazer uma curva porque a Terra está girando abaixo dele.
Um giroscópio transistorizado feito de silício consiste de um fino prato de silício montado em uma estrutura de apoio. As partículas de silício são movidas por uma corrente eletrostática aplicada através do prato. Elas se movem de uma maneira específica, fazendo com que o prato vibre de maneira previsível. Mas quando o prato gira em torno do seu próprio eixo, ou seja, quando o Segway gira no mesmo plano, as partículas repentinamente se deslocam em relação ao prato. Isto altera a vibração e a mudança é na proporção ao grau de rotação. O sistema do giroscópio mede a alteração da vibração e passa essa informação ao computador, que calcula quando o Segway está girando em determinados eixos. Veja este site para maiores informações sobre giroscópios transistorizados de silício.

O Segway HT possui cinco sensores giroscópicos, embora necessite somente de três para detectar o grau de inclinação para frente e para trás ou lateralmente (rolagem). Os sensores extras são redundantes, tornando o veículo mais confiável. Existem também dois sensores de inclinação preenchidos com fluido eletrolítico. Assim como nosso ouvido interno, esse sistema calcula a sua posição relativa ao solo baseando-se na inclinação da superfície do fluido.

Todas as informações sobre a inclinação são passadas para o "cérebro" do veículo, que consiste em duas placas controladoras de circuito eletrônico, contendo um grupamento de microprocessadores. O Segway possui um total de 10 microprocessadores que, juntos, fornecem o triplo do potencial de um PC comum. Normalmente, as duas placas funcionam juntas, mas se uma delas falhar, a outra assume as suas funções e o sistema avisa o condutor sobre a falha, se desligando suavemente.

O Segway exige todo esse potencial pois precisa executar ajustes extremamente precisos. Em operação normal, as placas controladoras checam os sensores de posição cerca de cem vezes por segundo. Os microprocessadores rodam um software avançado que monitora todas as informações sobre a estabilidade e que faz os ajustes necessários de acordo com a velocidade dos diferentes motores elétricos. Estes, acionados por um par de baterias recarregáveis de níquel-metal hidreto (NIMH) ou lítio íon (Li-ion), podem girar cada uma das rodas de forma independente e em velocidades variáveis.

Quando o veículo se inclina para frente, os motores giram ambas as rodas para a frente para evitar a inclinação excessiva. O procedimento é o mesmo quando a inclinação é para trás. Quando o condutor usa o botão do guidão para virar à esquerda ou à direita, os motores giram uma roda mais rápido que a outra ou giram as rodas em direções opostas e o veículo se move na direção desejada.

Essa é certamente uma máquina surpreendente, mas será que é realmente tão importante quanto a internet, de acordo com algumas declarações? Na próxima seção, veremos que tipo de impacto ela pode produzir no mundo moderno.

Kamen admite que o Segway nunca poderá substituir completamente o carro porque não possui a mesma capacidade. O modelo padrão HTi80 consegue atingir somente 20 km/h e precisa ser conectado a uma rede elétrica doméstica por cerca de 6 h para armazenar carga suficiente para uma jornada de 24 km. Obviamente, este tipo de máquina não será de grande valia em uma viagem para cruzar o país.

Mas Kamen acredita que o Segway é uma ótima opção para uso no perímetro urbano. Os carros ocupam muito espaço e, em locais restritos, como nas ruas de uma cidade, podem causar grandes engarrafamentos. Estacionar um carro também é uma dificuldade e eles são caros de se manter. Tudo considerado, o carro não é a opção ideal para percursos pequenos em áreas congestionadas.
O Segway é apenas um pouco maior que uma pessoa, de forma que não provoca congestionamentos como um carro. Como é um veículo de calçada, ele permite uma movimentação ágil através das multidões, evitando completamente as rodovias. Assim como as scooters e as bicicletas, os Segways estarão a cada ano mais envolvidos em acidentes com pedestres. Mas os seus defensores dizem que ele é tão perigoso quanto caminhar, considerando que se locomove a velocidades relativamente baixas.

Mesmo que ele não possa levar as pessoas ao seu destino em altas velocidades, o Segway consegue, com a sua marcha lenta, driblar o congestionamento. Chegando ao seu destino, seus condutores podem levá-lo consigo para qualquer lugar sem se preocupar com estacionamento. Também não precisam parar no posto de gasolina, pois o veículo é abastecido com eletricidade doméstica.

Os Segways são também boas máquinas para locomoção em depósitos entulhados, onde corredores apertados não permitem o uso de veículos maiores. Muitas pessoas podem achá-los úteis para se movimentar em extensas áreas públicas, como aeroportos ou parques de diversões. Não há limite na diversidade do seu uso. O Segway se adequa à maior parte dos lugares onde você possa caminhar. Ele fará você chegar mais rápido sem gastar muita energia.

Até agora o Segway não obteve grande sucesso em modificar o mundo. A etiqueta com o preço alto provavelmente tem sido um obstáculo. Recentemente, entretanto, a companhia anunciou opções de financiamento e leasing. A Segway também espera que o aumento nos preços do combustível faça disparar as vendas.

Kamen acredita que mais e mais pessoas se interessarão pela máquina depois de se familiarizarem com ela e descobrirem a sua versatilidade. Com esse objetivo, ele a apresentou inicialmente às entidades governamentais e grandes corporações, ao invés do mercado consumidor. Três grupos em Atlanta, na Geórgia, inclusive o Departamento de Polícia foram os primeiros a experimentá-lo nas ruas da cidade. Atualmente, diversas forças policiais, incluindo o Departamento de Polícia de Chicago, usam o modelo policial HT i180.

Especificações do Segway

Estas especificações pertencem ao modelo padrão HT i180. A Segway oferece também quatro modelos adicionais: o HT i180 Police, o Cross-Terrain Transporter (XT), o Golf Transporter (GT) e o p133, um modelo pequeno e leve. Para ver especificações adicionais, acesse a página dos Produtos Segway (em inglês).

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• Velocidade máxima: 20 km/h, em torno de três vezes a velocidade normal de uma caminhada.

• Peso: 38 kg (83 lbs)

• Largura: o Segway ocupa uma área de 48 x 63,5 cm. Assim, ele não ocupa muito espaço na rua. A plataforma fica 20 cm acima do solo.

• Peso máximo: 118 kg condutor e carga.

• Alcance: cerca de 28 km em solo plano com uma única carga de bateria de lítio íon (Li-ion) e 13-20 km com uma única carga de bateria NiMH (níquel-metal hidreto).

• Interface do condutor: o Segway possui um pequeno visor LCD que informa ao condutor o nível de carga e as condições de funcionamento do veículo. A tela exibe uma carinha de desenho animado que informa a condição geral do veículo.

• Motores: cada uma das rodas do Segway é acionada por um motor elétrico de 2 cavalos de força que não produzem emissões poluentes.

segway3• Transmissão:a transmissão de dois estágios, fabricada pela Segway e pela Axicon Technologies possui uma compacta relação de marcha de 24:1. Ela utiliza um conjunto de engrenagem helicoidal que reduz o barulho significativamente. A equipe da Segway configurou os dois polígonos na caixa de câmbio (o ponto onde eles se juntam) para fazer um som de duas oitavas separadas. Isto significa que os sons estão em harmonia, desta forma a caixa de câmbio possui um som mais musical. As marchas foram também projetadas para ter uma relação de marchas fracionada, significando que os dentes da engrenagem se encaixam em pontos diferentes a cada volta. Isto minimiza o desgaste pelo uso e prolonga a vida útil da caixa de câmbio.

• Computador: o cérebro do Segway é feito de duas placas de circuito embutidas no chassi do veículo. Estas placas possuem um total de 10 microprocessadores, trabalhando juntos, mas cada uma delas pode funcionar independentemente caso haja algum problema com o computador. Se uma falhar, a outra reduzirá gradativamente a velocidade do veículo a fim de evitar um acidente.

• Energia: o Segway é equipado com duas baterias recarregáveis. Ele pode ser adquirido com baterias de lítio íon (Li-ion) ou níquel-metal hidreto (NIMH). As baterias são constantemente monitoradas pelas placas de circuito, que comunicam eventuais problemas no desempenho ao sistema central. Elas podem ser recarregadas através da corrente elétrica doméstica. Dean Kamen estima que o consumo de eletricidade com o Segway será de aproximadamente US$ 0,05 por dia.

• Sensores: o Segway utiliza cinco giroscópios e uma série de outros sensores de inclinação para manter o equilíbrio. Somente três giroscópios são necessários: os sensores extra são incluídos como precaução. Existe um sensor de peso adicional alojado na plataforma para informar ao computador quando um condutor subiu na máquina.

• Freios: o Segway não possui um sistema de freios. Quando quiser parar não deve inclinar-se para frente nem para trás, assim, o veículo pára.

• Raio de giro: já que possui somente duas rodas, o Segway pode girar em volta de um único eixo, com as rodas girando em direções opostas. Isto faz com que o Segway tenha raio de giro igual a zero.

• Rodas: as rodas do Segway consistem de um cubo de aço forjado com um aro termoplástico reforçado com vidro. Cada roda é presa ao eixo acionador com uma só porca. Os pneus são feitos de um composto de sílica que fornece um bom atrito até mesmo em superfícies molhadas.

• Segurança: o Segway usa um sistema de chave eletrônica. A chave, que se parece um pouco com o isqueiro de carro, armazena um código digital encriptado de 128 bits. O veículo não poderá ser ligado a não ser que a chave seja inserida na sua interface. Ela pode também armazenar configurações para a operação do veículo. Os Segways incluem uma tecla para o "modo iniciante", onde o veículo trafega a uma velocidade máxima menor e uma tecla para o "modo experiente". Futuramente,

pretende-se oferecer chaves programáveis que permitirão aos usuários armazenar as configurações específicas de cada operação.
• Chassi: o equipamento eletrônico sensível do Segway está alojado em um resistente chassi de alumínio fundido. De acordo com a Segway, o chassi pode suportar um impacto de sete toneladas.

• Eixo de controle: o eixo de alumínio que sustenta o guidão do Segway pode ser ajustado em diferentes alturas. Os condutores podem prender ganchos ao eixo para carregar sacolas ou outras cargas.


História e linha do tempo

Tudo começou em 1991, quando Dean Kamen, que antes inventara um bem-sucedido aparelho de diálise e uma cadeira de rodas que subia escadas pelo corrimão e colocava os deficientes em posição vertical, resolveu inventar um meio de transporte eficiente (propício para o perímetro urbano), com 0% de emissão de poluentes, compacto e com apenas duas rodas, utilizando a tecnologia de estabilização dinâmica. Depois de oito anos de pesquisas e desenvolvimento, surgia o Segway Human Transporter (transportador de pessoas). Sua concepção revolucionária permitia que o condutor se movimentasse com muita segurança para frente e para trás, com uma simples inclinação do corpo. Para realizar curvas à esquerda e à direita, bastava manusear um único comando localizado no punho esquerdo do guidão. Este equilíbrio era o aspecto mais surpreendente sobre o SEGWAY e também a chave para a sua operação.

Para compreender como o sistema funciona, basta levar em consideração o modelo que o inventor usou para desenvolver o dispositivo: o corpo humano. Quando caminhamos, qualquer inclinação realizada pelo nosso corpo, é detectada pelo cérebro devido a uma alteração no fluido do ouvido interno, fazendo com que uma perna se movimente para frente, impedindo a queda. Se continuarmos a nos inclinar para frente, o cérebro continuará a colocar uma perna à frente, mantendo-nos em pé. Ao invés de cairmos, andamos, pra frente, um passo de cada vez. O SEGWAY fazia praticamente a mesma coisa, mas utilizava rodas ao invés de pernas, um motor ao invés de músculos, um grupo de microprocessadores ao invés de cérebro e um conjunto de sofisticados sensores de inclinação ao invés do sistema de equilíbrio do ouvido interno. Como o cérebro, o SEGWAY sabia quando você estava se inclinando para frente. Para manter o equilíbrio, movimentava as rodas na velocidade certa e você se movia para frente.

O próximo passo foi amealhar US$ 38 milhões de investidores para fundar a empresa, chamada inicialmente de Acros, em 27 de julho de 1999. Na primavera de 2000, arrecadou outros US$ 90 milhões, e no ano seguinte a fábrica, localizada em Bedford, New Hampshire, estava pronta. Em dezembro de 2001, num planeta ainda assustado com os atentados de 11 de setembro, decidiu exibir “a Coisa”, ou “Ginger”, dois dos codinomes do veículo. Foi ao programa Good Morning America, da rede de televisão ABC, campeão de audiência da TV americana, descrevendo a máquina como o primeiro transporte humano que possui “auto-equilíbrio”. Deste momento em diante, o invento mostrou uma vocação de “produtos virais”, como os especialistas em marketing definem os inventos capazes de produzir intenso boca-a-boca. O ator australiano Russel Crowe e o compositor Sting apareceram no programa de Jay Leno em cima do revolucionário veículo. O inventor foi capa da revista Time, onde declarou em uma entrevista que sua máquina seria para o carro o que o carro foi para os veículos antigos. A badalada revista New Yorker colocou o terrorista Bin Laden a bordo de um SEGWAY. Kamen conquistara a notoriedade. Virou estrela, foi comparado a Thomas Alva Edison. Faltava, evidentemente, o teste das ruas.

Finalmente, em 18 de novembro de 2002, o SEGWAY PERSONAL TRANSPORTER (PT) começou a ser vendido para o público. Na Amazon (site de comércio eletrônico), transformaram-se em sucesso repentino. Porém, o grande desafio era convencer os céticos de que era um produto útil. Mas havia um problema: nem os próprios fabricantes sabiam se deviam vendê-lo ao lado de jet-skis, carros e motos ou em áreas separadas dos supermercados. O SEGWAY pertencia a uma categoria rara de produtos, aqueles de chamada “inovação descontínua”. Eles impõem mudanças de hábitos, muitas vezes exigem alterações na infra-estrutura das cidades. E foi justamente isso o que começou a acontecer: grandes cidades americanas começaram a mudar a legislação de trânsito para abrigar o invento, permitindo assim sua utilização no perímetro urbano.

O SEGWAY foi autorizado a circular em calçadas de 36 estados americanos, mas com restrições. Ele podia alcançar até 25 km/h de velocidade, mas determinou-se o máximo de 12 km/h. Foi então que as vendas começaram a aumentar conquistando os consumidores domésticos e principalmente organizações governamentais com o Departamento de Polícia de Atlanta, o primeiro a utilizar os veículos no patrulhamento urbano. A partir de 2004, a empresa começou a criar uma rede global de distribuição, dobrando sua presença mundial no ano seguinte.

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Em setembro de 2006, a empresa fez um recall para os 23 mil veículos fabricados até então, em virtude de um defeito de software que poderia causar a inversão de direção nas rodas. Diversos condutores tinham caído de suas máquinas e sofrido ferimentos como dentes quebrados e pulsos fraturados. A SEGWAY então, ofereceu gratuitamente um upgrade de software que resolveria o problema.

A linha do tempo

2003

? No dia 29 de agosto, mais de dois mil proprietários de SEGWAY se reuniram na cidade de Chicago para o SEGWAYFEST, um evento, criado e realizado pelos proprietários, para compartilhar a experiência com o produto. O evento ganhou tanta força, que hoje em dia é realizado anualmente.

2005

? Anunciados mais dois novos modelos do veículo: Segway Cross-Terrain Transporter (para terrenos irregulares) e Segway Golf Transporter (para ser utilizado em campos de golfe). Os novos modelos eram equipados com uma nova bateria de Lítio que proporcionava maior autonomia.

? No dia 16 de novembro, o Presidente George Busch presenteou, com um SEGWAY, o primeiro-ministro japonês Junichiro Koizumi.

2006

? A prefeitura da cidade de Chicago assina o maior contrato de uma instituição do governo com a empresa, para o fornecimentos de veículos para utilização em diversos departamentos.

? Lançamento da segunda geração de veículos SEGWAY amparado por uma enorme campanha com o slogan “Simply Moving”.

? Lançamento de duas novas tecnologias em seus modelos: LeanSteer (permite manobrar apenas inclinando o corpo para o lado que se deseja virar melhorando a dirigibilidade) e InfoKey (uma espécie de controle remoto sem fio capaz de manobrar o veículo à distância, funcionando também como velocímetro, hodômetro e alarme).

2007

? Lançamento, em edição limitada, do modelo SEGWAY i2 Ferrari autografado pelos pilotos Kimi Raikkonen e Felipe Massa. O modelo possui uma bolsa de couro legítimo utilizada como compartimento.

Os modelos

A SEGWAY fábrica sete modelos do veículo:

SEGWAY i2: modelo padrão e simples, especialmente desenvolvido para serem utilizados em terrenos normais. Pesando menos de 50kg, o modelo atinge velocidade máxima de 20km/h, sendo capaz de suportar 118kg e percorrer 38km com uma bateria. O preço sugerido para o i2 é de US$ 4.995.

SEGWAY x2: versão do modelo padrão mais resistente e forte para ser utilizado em todo tipo de terreno, até mesmo na grama. O preço sugerido para o modelo é de US$ 5.495.

SEGWAY i2 Commuter: versão desenvolvida para percorrer pequenas distâncias, principalmente nas ruas de grandes cidades. É o modelo ideal para ir ao trabalho, pois tem capacidade para rodar quase 38km com uma bateria de lítio.

SEGWAY x2 Adventure: versão esportiva, com visual moderno e funcional (compartimento para levar ferramentas, objetos pessoais, garrafa de água), ideal para ser utilizada em terrenos acidentados (trilhas na floresta, lama, subidas íngrimes, etc).

SEGWAY i2 Cargo: modelo comercial com compartimentos para carregar até 13kg de material, ideal para ser utilizado por empresas para entregas de pequenas mercadorias.

SEGWAY x2 Turf: modelo especificamente desenvolvido para locomoção em grama ou areia sem danificar o terreno ou agredir a natureza.

SEGWAY x2 Golf: modelo especificamente desenvolvido para locomoção em grama sem danificá-la. O modelo é utilizado nas deslocações em campos de golfe, onde além da praticidade (compartimento para carregar os tacos e equipamentos) é extremamente silencioso.

A SEGWAY também possui modelos (i2 Police e x2 Police) especialmente desenvolvidos para a polícia, ideal para serem utilizados em patrulhamento de ruas, parques, centros de compras e aeroportos. Atualmente mais de 150 forças policiais de todo mundo utilizam o veículo.

O veículo do futuro?

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O SEGWAY é uma ótima opção para uso no perímetro urbano. Os carros ocupam muito espaço e, em locais restritos, como nas ruas de uma cidade, podem causar grandes engarrafamentos. Estacionar um carro também é uma dificuldade e eles são caros de se manter. Tudo considerado, o carro não é a opção ideal para percursos pequenos em áreas congestionadas. O SEGWAY é apenas um pouco maior que uma pessoa, de forma que não provoca congestionamentos como um carro. Como é um veículo de calçada, ele permite uma movimentação ágil através das multidões, evitando completamente as rodovias. Assim como as scooters e as bicicletas, estarão a cada ano mais envolvidos em acidentes com pedestres. Mas os seus defensores dizem que ele é tão perigoso quanto caminhar, considerando que se locomove a velocidades relativamente baixas.

segway6Mesmo que ele não possa levar as pessoas ao seu destino em altas velocidades, consegue com a sua marcha lenta, driblar o congestionamento. Chegando ao seu destino, seus condutores podem levá-lo consigo para qualquer lugar sem se preocupar com estacionamento. Também não precisam parar no posto de gasolina, pois o veículo é abastecido com eletricidade doméstica. Os SEGWAY são também boas máquinas para locomoção em depósitos entulhados, onde corredores apertados não permitem o uso de veículos maiores. Muitas pessoas podem achá-los úteis para se movimentar em extensas áreas públicas, como aeroportos ou parques de diversões. Não há limite na diversidade do seu uso. Ele se adapta à maior parte dos lugares onde se possa caminhar. Até agora o SEGWAY não obteve grande sucesso em modificar o mundo. O preço alto provavelmente tem sido um obstáculo. Recentemente, entretanto, a empresa anunciou opções de financiamento e leasing. Ela também espera que o aumento nos preços do combustível faça disparar as vendas.
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Os dados

? Origem: Estados Unidos
? Lançamento: 2002
? Criador: Dean Kamen
? Sede mundial: Bedford, New Hampshire
? Proprietário da marca: Segway, Inc.
? Capital aberto: Não
? Chairman: Dean Kamen
? CEO & Presidente: James Norrod
? Faturamento: US$ 10 milhões (estimado)
? Lucro: Não divulgado
? Concessionárias: + 350
? Presença global: 80 países
? Presença no Brasil: Sim
? Funcionários: 150
? Segmento: Transportes
? Principais produtos: Veículo de transporte pessoal
? Ícones: O próprio produto
? Slogan: Simply Moving.
? Website: www.segway.com

A marca no mundo

A linha de produtos SEGWAY é comercializada em mais de 350 concessionárias (115 localizadas nos Estados Unidos) em 80 países ao redor do mundo através de 47 distribuidores internacionais. Um dos maiores clientes da empresa são organizações governamentais (principalmente a polícia e o setor de segurança) que utilizam um modelo especialmente desenvolvido para ser utilizado em patrulhamento e segurança. Cerca de 40% das vendas da empresa são para empresas, enquanto os consumidores individuais respondem por 60%.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Segway
           http://viagem.hsw.uol.com.br/segway2.htm
           http://www.mundodasmarcas.blogspot.com/2008/06/segway.html

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