Armas Biológicas

armabio10O uso de armas biológicas é tanto novo como velho. É algo que vem sendo usado de maneira cruel e nem sempre eficiente pelos séculos. Desde épocas mais remotas, tem-se a ameaça de epidemias geradas por agentes biológicos era algo. A maioria das vezes as epidemias ocorriam sem uma explicação certa ou por um agente desconhecido, mas raramente por motivos bélicos. Várias pragas já assolaram a humanidade como a peste negra. Mas com o tempo, o homem foi cada vez mais se apossando dessa idéia, desenvolvendo-a e com isso, começou a utilizá-la nas guerras.  Os registros mais antigos de casos primitivos de armas biológicas datam da Era Neolítica, onde indígenas sul-americanos usavam setas envenenadas com curare e toxinas derivadas de anfíbios. Passa-se então a Idade Média, onde corpos de cadáveres contaminados são usados para disseminar os agentes.

Temos como exemplo o caso ocorrido numa região chamada Feodossia (Kaffa) da atual Ucrânia. Em 1346, a força tártara atacava a região para garantir o comércio marítimo. Atingidos, no entanto, pela Peste Negra que provinha da Ásia, os tártaros converteram seu infortúnio em uma oportunidade de usar nas suas catapultas os cadáveres para dentro dos muros da cidade. A epidemia que se seguiu resultou na derrota das forças que defendiam a cidade. Navios carregando refugiados contaminados pela Peste (e possivelmente ratos) zarparam para Constantinopla, Gênova, Veneza, e outros portos do Mediterrâneo e provavelmente foram responsáveis pela segunda pandemia de Peste na Europa.

Em 1710, tropas russas também foram acusadas de terem utilizado cadáveres contaminados para provocar uma epidemia no inimigo em uma guerra contra a Suécia.

Um pouco mais tarde, tivemos a guerra Franco-Indígena, entre França e Inglaterra em territórios do novo mundo onde hoje é o Canadá. Foi usada a varíola para dizimar tribos de índios norteamericanos hostis aos ingleses, nessa guerra em 1754-1767. O comandante das forças britânicas nos EUA, Sir Jeffrey Amherst, ordenou que se distribuísse aos índios cobertores e lençóis provenientes de um hospital em Fort Pitt onde recentemente ocorrera uma epidemia de varíola. Esta adaptação do cavalo de Tróia resultou em uma grande epidemia entre os índios do vale do Rio Ohio.

Após esses fatos mais antigos, entramos no século XX. Com o advento das grandes tecnologias e das grandes guerras, o uso de armas infectológicas disseminaram. Segue-se então uma relação de eventos mais importantes.
 
1914-1918

Substanciais evidências sugerem que a Alemanha desenvolveu um ambicioso programa de guerra biológica durante a Primeira Guerra Mundial, incluindo operações secretas no comércio dos países neutros com os aliados com o intuito de infectar estoques de alimentos e contaminar animais a serem exportados para as forças inimigas. Bacillus anthracis e Pseudomonas mallei, os agentes etiológicos do Carbúnculo e Mormo foram usados para infectar ovelhas romenas exportadas para a Rússia. Além disso estoques argentinos a serem exportados foram infectados com B. anthracis e P. mallei , resultando na morte de 200 mulas entre 1917 e 1918 .

1925

O primeiro tratado internacional de algum modo relacionado com o meio ambiente foi assinado em 1925, emGenebra. O Protocolo de Genebra proibia o emprego de gases asfixiantes, tóxicos ou similares, assim como o usode "armas" bactereológicas em situação de guerra. Signatários do Protocolo de Genebra que começaram programas básicos de pesquisa e desenvolvimento de armas biológicas depois da primeira guerra incluem Bélgica, Canadá, França, Grã-Bretanha, Itália, Holanda, Polônia, e a união soviética. Os EUA não ratificaram o protocolo de Genebra até 1975.

1930 - 1940

Durante esses anos, vários estudos foram feitos a respeito de guerras biológicas, dividindo os planejadores militares de acordo com sua utilidade. Major Leon Fox, do exército americano publicou um relatório para o período concluindo que as guerras biológicas não surtiriam efeito devido ao procedimentos modernos de sanitariamento e saúde.

1932-1945

O programa de desenvolvimento de armas biológicas do Japão durante a Segunda Guerra foi dominado pelos notórios da Unidade 731. As pesquisas foram iniciadas na Manchúria, conquistada em 1931 dos chineses. Foi transferida em seguida para o laboratório do tenente-coronel Shirô Ishii, pai do programa de guerra biológica do Japão: a Unidade 731.

As cobaias humanas empregadas em suas experiências foram transferidas da base da Manchúria para o laboratório do tenente-coronel Shirô Ishii, pai do programa de guerra biológica do Japão: a Unidade 731. Em adição à realização de autópsia em prisioneiros vivos, os membros da Unidade desenvolveram agentes biológicos que deveriam ser usados contra seres humanos.

As primeiras experiências centraram-se nas doenças contagiosas, como o antraz e a peste. Em um dos testes, guerrilheiros chineses foram infectados com bactérias da peste. Doze dias depois, os infectados contorciam-se com febres de 40 graus celsius. Um desses guerrilheiros conseguiu sobreviver por 19 dias antes que lhe fizessem uma autópsia enquanto ainda estava vivo.

O Japão foi o primeiro e único país a usar, então, as armas biológicas. Na guerra contra a China houve uma ocasião em que 3.000 prisioneiros chineses foram libertados sem mais nem menos. Era uma armadilha. Antes de saírem da prisão, eles haviam sido infectados com a bactéria da febre tifóide, o que acabou ocasionando uma epidemia na China. Em 1942, o governo japonês fez chegar à província chinesade Nanquim uma partida de chocolates contaminados com anthrax, a mais temida das armas biológicas. Até hoje, não há registro de ataques desse tipo perpetrados por terroristas.

Culturas eram também jogadas diretamente nas casas ou pulverizadas de aviões. Pelo menos 12 milhões de pulgas foram liberadas por ataque para iniciar epidemias de peste. Freqüentemente, o feitiço voltava-se contra o feiticeiro: no ataque Changteickn em 1941 houve aproximadamente 10.000 vítimas e 1700 mortes entre as tropas japonesas, com muitos casos de cólera. Ensaios de campo foram terminados em 1942, apesar da pesquisa básica continuar até o final da guerra.

Com o final da guerra, a inteligência americana, investigando sobre a Unidade, mandou destruir quaisquer evidências do laboratório. Ainda, decretou anistia ao cientistas japoneses que lhes fornecessem as informações acumuladas durante o programa, trabalhando no programa ofensivo de 1942. No entanto, as informações não foram muito úteis porque os dados não foram suficientes quantitativamente.

Ao mundo, o conhecimento da Unidade só foi descoberto realmente em 1989, após a descoberta de escombros na cidade de Tóquio.

1939-1945

Durante a Segunda Guerra, cientistas alemães com suporte de altos oficiais nazistas também iniciaram programas de desenvolvimento de armas biológicas. No entanto, Hitler proibiu esse desenvolvimento na Alemanha, não tendo então grandes resultados nas pesquisas. O ocorrido foi apenas alguns testes em campos de concentração e a poluição de um reservatório na Boêmia com detritos em maio de 1945.

1942

Nos EUA, um ofensivo programa biológico iniciou-se em 1942 sob a direção de uma agência civil (serviço de reserva da guerra). O programa incluía uma instalação de pesquisa e desenvolvimento em Forte Detrick, sítios de teste no Mississipi e uma unidade de produção em Indiana. O programa americano foi expandido durante a guerra da Coréia (1950 - 1953).

1947 - 1990

Numerosas acusações não fundamentadas de uso de armas biológicas foram feitas durante a guerra fria, incluindo acusações soviéticas de testes americanos com esquimós canadenses, resultando em uma epidemia de peste. Os EUA também foram acusados de planejar iniciar uma epidemia de cólera no sudeste da China e de dengue em Cuba.
Os EUA ainda acusaram formalmente a Rússia de atacar o Laos (1975-1981), Kampuchea (1979-1981) e o Afeganistão (1979-1981) com "chuva amarela" (micotoxina), enquanto a Rússia acusava formalmente os EUA de testar peste bubônica sobre esquimós canadenses, causar uma epidemia de cólera no sul da China e lançar ataques experimentais contra civis na Bolívia e Colômbia. Também na Guerra da Coréia, os EUA foram acusados de usar armas biológicas desenvolvidas durante o programa ofensivo de 1942. Eles negaram.

Décadas de 50 e 60

No início deste período, os Estados Unidos ainda produziram algumas toxinas e armas químicas e biológicas. No entanto, tratados firmados e a proposta de desarmamento da ONU iniciaram uma época de início de destruição das armas criadas e término de algumas pesquisas, mas houve também o desenvolvimento de programas "defensivos".
 
Abril de 1979

Em Sverdlovsk, Rússia, cerca de cem pessoas foram infeccionadas com Antraz. Nesta epidemia, 64 morreram e o governo Russo culpou a epidemia devido a carne contaminada. As comunidades internacionais científicas de inteligência duvidaram daquela explicação e cogitaram a hipótese se uma liberação acidental de esporos de Antraz nas proximidades de uma instalação militar secreta, causando uma epidemia na região. Finalmente, em 1989, Dr. Vladimir Pasechnick, antigo diretor do “Leningrad Institute of Ultrapure Biologic Preparations”, juntamente com a Inglaterra, revela que o governo Russo tinha um ofensivo programa de armas biológicas apesar de ter assinado o BWC em 1972. Moscou atribuiu a infestação por consumo de carne contaminada, o que foi desmentido em 1992 pelo então presidente Boris Yeltsin

1991

Aproximadamente 70.000 veteranos sofreram da Síndrome da Guerra do Golfo, aparentemente causada pela exposição a agentes bacteriológicos de baixo nível. Contudo, o Ocidente nega-se a admitir o fato por não poder estabelecer sintomas específicos. Isso pode ser devido ao fato de ter sido utilizada uma grande variedade de agentes que agem de formas distintas, contra as tropas ocidentas. Também existe a suspeita de que a administração de pílulas preventivas e vacinas pôde ter potencializado os agentes utilizados pelo inimigo. Outros opinam que a negação da Síndrome da Guerra do Golfo é conseqüência da incapacidade dos militares para proteger as suas tropas da guerra biológica.

Efeitos Devastadores

Considerada a mais temida das armas, a biológica tem efeitos devastadores e desconhecidos pela maioria dos médicos. São vírus e bactérias trasnformados geneticamente em laboratórios para se tornarem resistentes aos tratamentos.  Podem matar ou incapacitar um inimigo, ou animais e plantas de uma nação adversária.

O uso de armas biológicas, feitas com vírus e bactérias, é impossível de ser detectado por equipamentos de segurança. Armas que podem dizimar populações ao contaminar o ar, a água ou os alimentos e para as quais não há tratamento.

Uma forma de guerra biológica já era praticada na antiguidade, quando os exércitos usavam cadáveres putrefatos para contaminar o abastecimento de água de uma cidade sitiada, u atiravam dentro das muralhas inimigas cadáveres de vítimas da varíola.

Atualmente entre essas armas estão bactérias (ou as toxinas que produzem), vírus e fungos. Laboratórios de guerra bacteriológica foram criados pelas superpotências, EUA e a ex-URSS, durante a Guerra fria. O único uso documentado de armas biológicas em combate foi pelos japoneses contra cidades chinesas no final da década de 30 e inicio da década de 40. também foram atribuídos aos japoneses experimentos com agentes bacteriológicos em “cobaias” humanas (principalmente prisioneiros de guerra).

Esses microorganismos são transformados em armas letais em laboratórios de vários paises. Na lista de produtores de armas biológicas estao Iraque, Irã, síria, Líbia, ìndia, Paquistão e China. Além disso, serviço de inteligência americano informou que países como Estados Unidos, Rússia, Irã, Iraque, Líbia, Coréia do Norte e Afeganistão mantem esses laboratórios, onde cultivam as chamadas armas de destruição em massa.

Anthrax, botulismo, varíola e virus Ebola integram o arsenal do terrorismo biológico. Como o Anthrax, o botulismo e diversas pestes estao presentes na maioria dos continentes, suas toxinas são facilemente obtidas. Baratos de produzir e simples de transportar podem atingir com pequena quantidade área muito grande.


As Mais Temidas Armas biológicas


armavariolaA Varíola - é adquirida através de um virus, transmitido pelo ar, por isso a contaminação ocorre através da respiração. Essa doença, como as outras usadas como armas, apresenta sintomas semelhantes aos da gripe. A erupção de pústulas na pele é uma das características da doença. Existem no mundo, dois laboratórios conhecidos com estoque de vírus vivo: um nos EUA e outro na Rùssia. Após exposição respiratória e um período de incubação de 12 dias, a varíola evolui, em pacientes nao vacinados, com taxas de mortalidade em torno de 30% Dois antivirais disponíveis comercialmente tem atividade contra o vírus da varíola: o cidofovir e a ribavirina. Não se dispõe, atualmente, de vacina comercialmente disponível: o Centers for Disease Control (CDC) tem uma reserva de algums milhões de doses de vacina para prevenir uma nova emergência da doença e outro tanto de imunoglobulina para tratar as potenciais complicações da vacina.

Doença infecto-contagiosa - é uma doença infecto-contagiosa. É causada por um Orthopoxvirus, um dos maiores vírus que infectam seres humanos, com cerca de 300 nanometros de diâmetro, o que é suficientemente grande para ser visto como um ponto ao microscópio óptico (o único vírus que causa doença também visível desta forma é o vírus do molusco contagioso). O vírus tem envelope (membrana lípidica própria). O seu genoma é de DNA e é dos mais complexos existentes. O vírus fabrica as suas proteínas e replica-se numa área localizada do citoplasma da célula hóspede, sendo um dos poucos vírus com essa capacidade de se localizar em corpos de inclusão de Guarnieri, ou fábricas. O seu genoma é de quase 100 000 pares de bases, um dos maiores genomas virais. O DNA é bicatenar (hélice dupla) linear e com as extremidades fundidas. Ao contrário dos outros vírus, ele contém dentro de si suficiente quantidade das enzimas necessárias à produção de ácidos nucleicos, e ao seu ciclo de vida, e utiliza apenas a maquinaria de síntese proteica da célula. Daí que é dos poucos vírus de DNA citoplasmáticos.

O vírus entra na célula por ligação a receptor membranar especifico e fusão do seu envelope com a membrana celular. Cada célula infectada é destruída com produção de 10000 novos vírions.

O sistema imunitário responde ao vírus com uma reacção TH1 (citotóxica) destruindo as células infectadas antes que o vírus se replique. O vírus espalha-se de ligações que induz entre células vizinhas e portanto não é completamente acessível à neutralização com anticorpos. Produz proteínas que lhe dão resistência à resposta imunitária por interferão e complemento.

Há dois tipos de varíola, a varíola maior (ou apenas varíola) e a varíola menor ou alastrim, com os mesmos sintomas mas muito mais moderados.

O período de incubação é de cerca de doze dias. Os sintomas iniciais são semelhantes aos da gripe, com febre, mal-estar, mas depois surgem dores musculares , gástricas e vômitos violentos. Após infecção do tracto respiratório, o vírus multiplica-se nas células e espalha-se primeiro para os órgãos linfáticos e depois via sanguínea para a pele, onde surgem as pústulas típicas, primeiro na boca, depois nos membros e de seguida generalizadas.

O diagnóstico se faz por análise pelo microscópio electrónico de líquido das pústulas. Os vírus são característicos e facilmente visíveis.

A varíola não tem cura. A única medida eficaz é a vacinação.

Foi erradicada por um programa de vacinação promovido pela OMS na década de 1970. A vacina é baseada na administração de vírus vivo vaccinia (o nome vacina vem do nome deste vírus já que foi a primeira vacina), aparentado da varíola e que causa a doença varíola bovina no gado e em humanos que mantenham tenham contato com as feridas do animal.

 

armaebolaO vírus Ebola - é um dos agentes de guerra biológica mais temíveis. A mortalidade atinge quase 100%. Após a contaminação, a pessoa passa a sentir, em uma semana, febre, muita dore de cabeça, falta de ar, a ter diarréia com sangue e expectorção também hemorrágica. A vítima morre, no máximo, em duas semanas. Nãoha tratamento para essa doença contagiosa, transmitida de pessoa a pessoa pela respiração, catarro, secreção ou goticulas de tosse. Para uma pessoa ser contaminada bastam apenas 10 vírus. A disseminação pode ser por aerossol ou ainda, por alimento ou água contaminados com o vírus. Classificado como um vírus de fácil cultivo e armazenamento, o Ebola pode ficar vários anos em um tudo de ensaio até ser espalhado na população. O Ebola é uma arma letal. O ebola é um filovírus (o outro membro desta família é o vírus Marburg), com forma filamentosa, com 14 micrômetros de comprimento e 80 nanômetros de diâmetro. O seu genoma é de RNA fita simples de sentido negativo (é complementar à fita codificante). O genoma é protegido por capsídeo, é envelopado e codifica sete proteínas.

Há três estirpes: Ebola–Zaire (EBO–Z), Ebola–Sudão (EBO–S) com mortalidades de 83% e 54% respectivamente. A estirpe Ebola–Reston foi descoberta em 1989 em macacos Macaca fascicularis importados das Filipinas para os EUA tendo infectado alguns tratadores por via respiratória. O período de incubação do vírus ebola dura de 5 a 7 dias se a transmissão for parenteral e de 6 a 12 dias se a transmissão foi de pessoa a pessoa. O início dos sintomas é súbito com febre alta, calafrios, dor de cabeça, anorexia, náusea, dor abdominal, dor de garganta e prostração profunda. Em alguns casos, entre o quinto e o sétimo dia de doença, aparece exantema de tronco, anunciando manifestações hemorrágicas: conjuntivite hemorrágica, úlceras sangrentas em lábios e boca, sangramento gengival, hematemese (vômito com presença de sangue) e melena (hemorragia intestinal, em que as fezes apresentam sangue). Nas epidemias observadas, todos os casos com forma hemorrágica evoluíram para morte. Nos períodos epidêmicos e de surtos, a taxa de letalidade variou de 50 a 90%. Seu contágio pode ser por via respiratória, ou contato com fluidos corporais de uma pessoa infectada.

A infecção pelo vírus ebola produz febre hemorrágica. A incubação pode durar de 5 a 12 dias. O vírus multiplica-se nas células do fígado, baço, pulmão e tecido linfático onde causa danos significativos. A lise (destruição) das células endoteliais dos vasos sanguíneos leva às tromboses e depois hemorragias.

Os primeiros sintomas são inespecíficos como febre alta, dores de cabeça, falta de apetite, e conjuntivite (inflamação da mucosa do olho). Alguns dias mais tarde surge diarreia, náuseas e vômitos (por vezes com sangue), seguidos de sintomas de insuficiência hepática, renal e distúrbios cerebrais com alterações do comportamento devido à coagulação intravascular disseminada com enfartes nos órgãos. O estágio final é devido ao esgotamento dos fatores sanguíneos da coagulação, resultando em hemorragias extensas internas, edema generalizado e morte por choque hemorrágico. As fezes são geralmente pretas devido às hemorragias gastrointestinais e poderá haver ou não sangramento do nariz, ânus, boca e olhos. Dependendo da sua estirpe, há casos de hemorragias na derme, ocasionando o sangramento pelos poros do corpo. A morte surge de 1 dia á duas semanas após o inicio dos sintomas.

A taxa de mortalidade da doença e o tempo para o falecimento de uma pessoa, depende da estirpe do vírus e do estado de saúde das populações afetadas, podendo variar entre 50% e 90%.

O diagnóstico é pela observação direta do vírus com microscópio eletrônico em amostra sanguínea ou por detecção com imunofluorescência de antigênios.

Não há vacina, cura, nem tratamento eficazes. Os doentes devem ser postos em quarentena e os familiares impedidos de ter qualquer forma de contato com o doente, ou mesmo de tocar o corpo após o falecimento. Devem ser administrados cuidados básicos de suporte vital como restabelecimento de eletrólitos e fluídos perdidos, além de possíveis tratamentos paliativos.


armabubonicaA Peste Bubônica - a peste bubonica usada como arma biológica é uma das formas mais terríveis por causa da alta infecciosidade, transmissibilidade e mortalidade. Uma vez disseminada, pode perdurar por muitos meses na água e no solo, continuando sua transmissibilidade. A peste bubônica pode ser disseminada por aerossóis, mísseis, bombas ou através de pulga infectada. 50 quilos de espoross dessa bactéria çpodem contaminar uma cidade de 5 milhões de habitantes. Uma vez infectada, a pessoa vai contagiar todas as outras com quem tiver contato. Os sintomas aparecem em tres dias. A doença atinge o ápice em uma semana, período em que a pessoa pode morrer. Começa com um quadro parecido com gripe, depois aparecem pústulas e gânglios generalizados no corpo e úlcera na pele. É altamente contagiosa.  O tratamento é com antibióticos. E conta que é justamente nas regiões do Oriente Médio, África e sudeste asiático que a bactéria causadora da peste bubônica é cultivada com extrema facilidade. Então, com certeza, são muitos os paises que tem esse agente infeccioso, que pode, ainda ser disseminado por animais domésticos, como o cão, o gato, gado e porcos.

A peste é uma doença transmitida por vetores, o que significa que necessita de um hospedeiro vivo para transmiti-la de um animal para o outro. Na maioria dos casos, uma determinada espécie de pulga, a Xenopsylla cheopis, é o vetor. Também conhecida como a pulga oriental de rato, a Xenopsylla cheopsis prefere se alimentar do sangue de ratos e outros roedores, que podem transmitir a peste.

A pulga oriental de rato tem uma característica física que a torna bastante eficaz na transmissão da peste. O sistema digestivo dela pode ficar obstruído por uma grande quantidade de bactérias da peste. Quando uma pulga obstruída pica um hospedeiro, ela costuma regurgitar o sangue infectado com peste dentro da ferida. As pulgas que não tendem a ficar obstruídas, como a pulga humana, ainda podem transmitir a peste levando a bactéria em suas bocas.

Depois de a pulga infectada picar o hospedeiro, as bactérias suprimem a resposta inflamatória natural do corpo. Elas também usam proteínas para se proteger contra o sistema imunológico. Por essas razões, a pessoa não percebe imediatamente que algo está errado.

As bactérias pegam uma carona até o nódulo linfático mais próximo, usando os glóbulos brancos para transportá-las. Assim que as bactérias alcançam um nódulo linfático, elas se multiplicam. Em razão da grande quantidade de bactérias e de endotoxinas em suas paredes celulares, o nódulo linfático começa a inchar. Em poucos dias, o nódulo se torna um bubão dolorido e do tamanho de um ovo. As defesas imunológicas naturais do corpo entram em ação, causando uma febre alta, em uma tentativa de matar as bactérias. Calafrios, dor muscular e fraqueza também são comuns.

Se a pulga infectada pica uma vítima na mão ou no braço, o bubão se forma nos nódulos linfáticos axilares, que ficam debaixo do braço. Se ela pica o pé ou a perna, o bubão se forma nos nódulos linfáticos inguinais, na virilha. Uma picada na cabeça causa um bubão nos nódulos linfáticos maxilares, no pescoço e maxilar. Se a pulga pica o torso de uma vítima, o bubão se forma na cavidade abdominal, onde os médicos podem não percebê-lo.

A menos que diversas pulgas infectadas por peste piquem uma pessoa, a peste bubônica geralmente provoca apenas um bubão. Às vezes, ela pode causar alguns bubões no mesmo agrupamento de nódulos linfáticos. Esse é um dos motivos pelos quais alguns pesquisadores duvidam que a peste bubônica tenha sido a causadora da peste negra e de outras pandemias. Alguns registros históricos descrevem que as vítimas estavam cobertas de bubões, o que geralmente não acontece na peste bubônica.

Controvércia - Em 1894, os pesquisadores fizeram um grande avanço na pesquisa da peste. Dois médicos, Alexandre Yersin e Kitasato Shibasuburo, perceberam que a bactéria Yersinia pestis causava a peste. Em 1898, outro médico, Paul-Louis Simond, descobriu que as pulgas transmitiam a doença de ratos para as pessoas. Essas descobertas aconteceram durante a terceira pandemia e elas estabeleceram uma conexão direta entre a peste e esse surto em particular. Isso fez que pareça provável que a peste também tenha sido a causa da peste negra, da grande peste de Londres, da peste de Justiniano e de outras epidemias.

Os médicos que trabalhavam durante as pandemias mais antigas não tinham, no entanto, as ferramentas necessárias para diagnosticar doenças com precisão. O microscópio e o conceito de que os germes causam doenças apareceram durante o século XVI, muito depois de várias epidemias terem acabado. Também não existiam métodos exatos e padronizados para manter registros durante a maioria das pandemias de peste. Por essas razões, não existem muitas evidências concretas para provar que a peste estava por trás de todas elas. Uma equipe francesa afirma ter encontrado o DNA da Yersinia pestis em uma polpa de dente achada em um território onde foram enterradas pessoas na era da peste, mas outros pesquisadores não conseguiram reproduzir esses resultados.

Os pesquisadores também apontam alguns motivos pelos quais a peste pode não ter sido realmente a culpada. Alguns afirmam que a literatura histórica não menciona o desaparecimento dos ratos, o que geralmente ocorre antes de uma epidemia de peste. Outros dizem o contrário. Alguns cientistas alegam que a peste negra e outras epidemias se espalharam muito e com bastante rapidez porque as pulgas e os ratos foram seus transmissores.

Teorias alternativas para a doença por trás da peste negra e outras epidemias são o antraz e um vírus hemorrágico, como o Ebola. Evidências circunstanciais apoiam cada uma dessas teorias. As epidemias começavam de repente e pareciam acabar espontaneamente, o que é típico de alguns surtos de vírus. Alguns anos antes da grande peste de Londres, as pessoas começaram a depender de vacas domésticas para obter carne vermelha, em vez de caçarem animais selvagens. Isso tornou mais provável que o antraz transmitido pelos bovinos infectasse as pessoas. Não há, no entanto, uma indicação clara de um grande desaparecimento de vacas antes da grande peste.

Há controvérsia em relação a essas pandemias, mas nem todos pensam que a peste não foi a causadora. Como já foi mencionado, alguns epidemologistas afirmam que a peste pode ter se espalhado de pessoa para pessoa através da pulga humana, a Pulex irritans. Nesse caso, os ratos não precisariam levar as pulgas de um lugar ao outro: os humanos teriam feito esse trabalho. Outra teoria é a de que um outro tipo de infecção de peste, a peste pneumônica, tenha sido a responsável.

Peste e HIV - Uma das evidências de que a peste negra e outras pandemias surgiram de um vírus tem a ver com uma proteína chamada CCR5. Alguns vírus, inclusive o HIV, se unem à CCR5 e a utilizam para invadir as células imunológicas. Por causa de uma anomalia genética, as células imunológicas de algumas pessoas não têm CCR5 ou possuem essas proteínas malformadas. Isso pode oferecer às pessoas uma certa resistência natural a determinados vírus.

Estudando o DNA dos corpos humanos, os pesquisadores descobriram que a mutação das CCR5 é muito mais comum atualmente do que era antes da peste negra. Teoricamente, a doença por trás da peste negra foi um vírus que usou as CCR5 para conseguir entrar nas células. As pessoas que sobreviveram à peste negra podem ter desenvolvido anomalias nas CCR5, uma característica genética que passaram para seus filhos.

 

armaantrax1O Anthrax - uma das armas biológicas mais temidas. Uma bactéria que da o nome a uma doença desconhecida pela maioria dos médicos. Ao ser lançado por avião, o anthrax contamina o ar, a água, o solo e os alimentos. É tão pequeno que centenas de milhares desse bacilo cabem num único tubo de ensaio. Se forem espalhados por aeronave ao longo de dois quilômetros podem se estender, com a ajuda do vento, por 20 quilometros, enqunato esta sendo espalhado nao pode ser detectado porque é incolor e sem cheiro. As pesquisas da universidade americana relatam que documentos de 1995 indicam que o Iraque produziu até 8 mil litros de antrhrax para serm lançados por mísseis Scud. Mesmo com a pressão internacional , a produção de armas biológicas do Iraque continua intacta. O anthrax pode lesar a pele, contaminar os pulmões ou causar doenças gastroentestinais. Começa como se fosse uma gripe. A pessoa passa a sentir dor no corpo, a expelir catarro. Depois, passa a ter manchas e pequenas vesículas na pele. Evolui, em seguida para hemorragia, edema e falência dos órgãos. A pessoa pode morrer em cinco dias. A bactéria anthrax pode, ainda, causar meninguite, que siginifca morte. Para se prevenir é necessário cobrir todo o corpo com roupas com duas camadas e equipamento de proteção respiratória. Para as roupas pode ser qualquer tecido. O importante é que proteja todo o corpo, porque o bacilo nao penetra nos poros do tecido.

Tratar o anthrax significa usar antibióticos, "penicilina e tetraciclina". A doença só nao representa o risco do contágio de pessoa a pessoa. O contágio de pessoa para pessoa não é conhecido. São utilizados antibióticos efetivos. Normalmente utiliza-se penicilina, mas também podem ser usados erythromycin, tetracycline, ou chloramphenicol. Para ser efetivo, o tratamento deve ser iniciado logo no ínicio dos primeiros sintomas.


ANTHRAX é uma doença infecciosa aguda causada pelo Bacilo de anthracis, bactéria em forma de esporo. ANTHRAX acontece comumente no sangue dos animais, mas também pode infectar o homem. Podem ser produzidos esporos de ANTHRAX em uma forma seca (para guerra biológica) que pode ser armazenado. Quando inalado por humanos, estas partículas causam problemas respiratórios e morte dentro de uma semana. ANTHRAX é conhecida no meio agrícola como Carbúnculo hemático.

ANTHRAX é muito comum em regiões agrícolas onde existe criações de animais. Estas regiões incluem América do Sul e América Central, Europa Meridional e Oriental, Ásia, África, Caribe, e o Oriente Médio. O ANTHRAX pode ser transmitido aos humanos quando estes entram em contato com animais infectados ou com os produtos destes. Trabalhadores que são expostos a animais mortos e a produtos de origem animal (ANTHRAX industrial) de outros países, onde ANTHRAX é mais comum, também podem ser infectados com B. anthracis.
Nos Estados Unidos raramente acontece casos de ANTHRAX em animais. A maioria dos relatórios de infecção animal vem do Texas, Louisiana, Mississippi, Oklahoma e Dakota do Sul.

Infecção de ANTHRAX pode acontecer em três formas: cutâneo (pele), inalação, e gastrointestinal. Os sintomas das doenças variam e dependem de como ela foi contraída, mas normalmente acontecem dentro de sete dias.
B. esporos de anthracis podem viver por muitos anos na terra (Alguns cientistas afirmam que pode viver até 100 anos). ANTHRAX também pode ser contraido comendo carne mal passada de animais infectados.

Cutâneo: A maioria das infecções de ANTHRAX acontecem quando a bactéria entra em um corte ou abrasão na pele. Isso pode ocorrer quando se está tosando animais contaminados, lidando com couros ou pêlo (especialmente pêlo de cabra) de animais infectados. A infecção de pele começa como um inchaço sarnento elevado que se assemelha a uma mordida de inseto, mas dentro de 1-2 dias desenvolve uma vesícula e então uma úlcera indolor, normalmente 1-3 cm em diâmetro, com aparência de um tecido necrosado no centro. Glândulas de linfa na área adjacente podem inchar. Aproximadamente 20% de casos sem tratar de ANTHRAX cutâneo resultarão em morte. As mortes são raras com terapia de antimicrobial apropriada.

Inalação: Os sintomas iniciais podem se assemelhar a um resfriado comum. Depois de vários dias, os sintomas podem progredir levando o paciente a entrar em choque. ANTHRAX através da inalação normalmente resulta em morte em 1-2 dias depois de início dos sintomas agudos, se não tratados

Intestinal: A forma de doença intestinal de ANTHRAX pode estar ligada ao consumo de carne contaminada e pode caracterizar por uma inflamação aguda da área intestinal. No início surgem náuseas seguida de perda de apetite, vomito, febre é em seguida dor abdominal. O paciente vomita sangue e tem diarréia severa. O ANTHRAX intestinal resulta em morte em 25% a 60% de casos.

ANTHRAX é diagnosticado isolando B. anthracis do sangue, através de exames de lesões de pele, ou secreções respiratórias ou medindo anticorpos específicos no sangue de casos suspeitos.

Vacina de ANTHRAX está disponível para pessoas que ocupam cargos de alto risco. Também deve-se tomar cuidados especiais ao manipular animais mortos suspeitos de ter ANTHRAX,; ter um local com boa ventilação quando lidar com couros, pele e pêlo de animais. Uma vacina de ANTHRAX foi autorizada para uso em humanos. A vacina protege 93% contra ANTHRAX cutâneo.


armabotoxA Toxina botulínica - é como agente num a guerra biógica. Essa toxina é considerada como a mais potente toxina conhecida pelo homem. É 10 mil a 100 mil vezes mais potente que qualquer outra. Ela provoca sintomas de paralisia progressiva, principalmente paralisia dos músculos da respiração, levando a falta de ar. Não tem tratamento. A mortalidade é alta.Numa guerra biológica, é espalhada sobre reservatórios  de água ou estoques de alimentos. com spray, pode contaminar alimentos prontos. O consumo dessa água ou desses alimentos leva a imediata intoxicação. Depois de contaminados, nao ha como purificar essa água ou esses alimentos. Nem com o calor, caso os alimentos sejam cozidos ou assados. A evolução da doença acontece de 12 a 36 horas após a ingestão desses produtos. A morte pode ocorrer em 48 horas. A toxina botulínica é um agente paralizante produzido pela bactéria Clostridium botulinum, causadora do botulismo. A principal ação dessa droga é bloquear a liberação do neurotransmissor acetilcolina, responsável pela contração muscular, secreção salivar e das glândulas sudoríparas.

Aproveitando essa propriedade essa toxina foi sintetizada em laboratório para o tratamento da espasticidade, certos tipos de distonia, algumas cefaléias crônicas, sialorréia (salivação excessiva) e hiperidrose (sudorese excessiva).

Pequenas quantidades de toxina botulínica são injetadas pelo médico dentro dos músculos afetados por distonia e espasticidade, causando paralisia transitória dos músculos injetados e melhorando os espasmos e dores.

Algumas formas de cefaléia crônica podem apresentar excelente resposta à injeções de toxina botulínica, especialmente a cefaléia tensional e a enxaqueca.

Nos casos de sialorréia a toxina é injetada nas parótidas e glândulas submandibulares e na hiperidrose a injeção é feita na região afetada .

O tratamento com toxina botulínica é sintomático, ou seja, apenas alivia os sintomas. A duração dos efeitos é variável, em média de 3 a 4 meses. Após esse tempo, novas aplicações são necessárias.

Efeitos colaterais são raros e transitórios e dependem do local de aplicação, incluindo fraqueza generalizada (apenas com altas doses de toxina), boca seca, queda das pálpebras e dificuldade de deglutição. O uso frequente da toxina pode levar à formação de anticorpos, levando à falta de resposta de futuras aplicações.

O EMG LAB realiza aplicações de toxína botulínica guiada por eletromiografia, permitindo que os músculos afetados sejam mais facilmente identificados. Antes das aplicações os pacientes são avaliados por um de nossos neurologistas para confirmar a indicação e eventualmente necessitarão de uma avaliação eletromiográfica (Turn Analysis) para definir a severidade de acometimento de cada músculo afetado.

Após a aplicação, uma nova visita é agendada em 30 dias para avaliar a resposta clínica ao procedimento.

Apesar do custo da toxina ser elevado, a maioria dos convênios médicos paga os gastos.

Confira a lista de indicações em que nosso laboratório disponibiliza aplicações de toxina botulínica:

   * espasticidade causada por AVC ou outras doenças do sistema nervoso central.

   * distonias cervicais (torcicolo espasmódico).

   * blefaroespasmo.

   * espasmo hemifacial.

   * disfonia espasmódica.

   * distonias focais dos membros.

   * cefaléias tensionais e enxaqueca.

   * sialorréia (salivação excessiva).

   * hiperidrose (sudorese excessiva).

 

armatoxinat2Toxina t-2 - documento da OMS, alerta ser real a ameaça do uso de armas biológicas. Os especialistas da OMS constatam que "avanços em tecnologia tornaram possível aos terroristas matarem milhões de pessoas com armas biológicas e químicas". Eles relatam, em 179 páginas, todos os conhecimentos disponíveis sobre o bioterrorismo. A OMS recebeu vários telefonemas de governos solicitando conselhos de como combater uma possível guerra biológica.A toxina t2 é usada em guerra biológica porque em minutos provoca irritação na garganta, diarréia e dores abdominais, que podem se prolongar por uma semana. Provoca alterações cardíacas, tonturas e convulções. Nao tem tratamento e causa a morte por hemorragia. É uma toxina que fica, no ar, provocando intoxicações por longo tempo. Essa toxina deriva de fungos e é cultivada em vários alimentos como o milho e o trigo. É capaz de destruir tecidos, principalmente os que apresentam multiplicação como a medula óssea, por exemplo. Podem causar destruição também no sistema gastrointestinal, no testiculo e varios outros sistemas.

Os sintomas de contaminação pela toxina t2 sao imediatos. Ocorrem em poucos minutos, após a exposição, e podem durar até 10 dias. Para produzi-la nao é necessaria tecnologia complicada, sao apenas técnicas de extração e purificação. Ela ocorre com certa facilidade em ambientes de estocagem de graos. É, portanto, um veneno facil de produzir. como nao é destruida pelo calor, pode ficar estocada por muito tempo. Não se sabe quais paises estariam usando, mas é de se imaginar que todos os que eventualmente estao pensando em armas biológicas, devem ter estoques dessas substancias tóxicas e de outras também. Só esperam pela oportunidade de disseminá-las. Ela pode ser espalhada por aerossóis. A medida em que vai descendo, vai atingindo as pessoas na pele, pela respiração ou pelos alimentos.

A toxina t2 é mais uma arma biológica que nao pode ser detectada por nenhum sistema de segurança por nao ter nem cor, nem cheiro, sues sintomas também sao como os da gripe.

Micotoxinas são metabólitos de fungos com propriedades tóxicas que induzem vários efeitos tóxicos e cancerígenos quando alimento contaminado com estes componentes é ingerido. A ocorrência de micotoxinas em agricultura depende das condições sob as quais uma safra em particular cresceu, foi colhida ou armazenada. As micotoxinas são estáveis na maioria das condições de processamento de alimento e desta forma, persiste até o produto final. Sendo assim, é impossível eliminá-las do alimento contaminado.

A União Européia (UE) regulamentou os limites máximos permitidos para algumas micotoxinas como, Ocratoxina A (OTA), Aflatoxina B1 (AFB1), Aflatoxinas totais e Aflatoxina M1 (AFM1), em diferentes alimentos e tipos de sementes. Desta forma, produtos contaminados com altos níveis de micotoxinas não podem ser utilizados na produção e seus produtos não podem ser consumidos.

Toxina T-2 é produzida por várias espécies de Fusarium. Existem mais de 20 compostos naturais produzidos pela espécie Fusarium, e que contêm estruturas similares. A toxina T-2 e componentes relacionados estão envolvidos em uma doença conhecida como toxicose do milho mofado em suinos, os sintomas incluem recusa ao alimento, ausência de ganho de peso, desordens digestivas e diarréia, terminando com a morte do animal. A toxina T-2 é tóxica em ratos, trutas e novilhos com valores orais para LD50 de 3.8, 6.1 e 0.6 mg/kg, respectivamente. A toxina T-2 também é uma das toxinas envolvidas na aleuquia tóxica alimentar humana. A toxina T-2 é sempre detectada em grãos de cereais, principalmente milho e trigo, e em ração. O kit T-2 toxin EIA da Euro-Diagnostica utiliza antisoro que possui reatividade cruzada com toxina T-2 (100%) e acetil-T-2 toxina (12.7%). O limite de detecção para toxina T-2 é de 50 µg/kg (ppb).

Guerra Biológica

A guerra biológica consiste no uso de microorganismos (bactérias, vírus ou outros organismos causadores de doença) ou de toxinas, como arma de guerra para incapacitar ou matar um adversário. Pode também ser definida como o emprego de agentes biológicos a fim de causar mortes no homem ou em animais e danos a plantas (culturas) ou materiais.

Na Antiguidade e na Idade Média a guerra biológica era praticada através do uso das substâncias tóxicas originárias de organismos vivos. Os Exércitos usavam corpos em decomposição para contaminar o abastecimento de água de uma cidade sitiada, ou atiravam dentro das muralhas inimigas cadáveres de vítimas de doenças como varíola ou peste bubônica (conhecida na Idade Média como peste negra). O arremesso de corpos sobre as muralhas das cidades sitidas era realizado com o uso de catapultas, e apresentava também um impacto moral pela visão de um corpo voando sobre a muralha e se espatifando no pátio interno da fortaleza ou cidade, além do forte odor do corpo em putrefação.

Atualmente, essas armas podem ser bactérias (ou suas toxinas), vírus e fungos fabricados em laboratórios. Durante a Guerra Fria, EUA e a ex-URSS desenvolvem pesquisas voltadas para a guerra bacteriológica. Mas o único uso documentado de armas biológicas em combate foi feito pelos japoneses contra cidades chinesas entre os anos 30 e 40. Também foram atribuídos aos japoneses experimentos com agentes bacteriológicos, principalmente em prisioneiros de guerra.

A criação e armazenamento de armas biológicas foi proibida pela Convenção sobre Armas Biológicas (BWC) de 1972. Até maio de 1997, o acordo foi assinado por 159 países, dos quais 141 já o ratificaram, inclusive o Brasil. A ideia subjacente a este acordo é evitar o devastador impacto de um ataque bem sucedido, que poderia concebivelmente resultar em milhares, possivelmente milhões de mortes e causar roturas severas a sociedades e economias. No entanto, a convenção proíbe somente a criação e o armazenamento, mas não o uso, destas armas. Entretanto, o consenso entre analistas militares é que, exceto no contexto do bioterrorismo, a guerra biológica tem uma aplicação militar bastante limitada.

 


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Var%C3%ADola
       ww.vestibular1.com.br
       Como funciona
       http://www.saudeanimal.com.br/antraz.htm
       http://www.emglab.com.br/html/toxina_botulinica.html
       http://www.gendiag.com.br/nossos_produtos/food-safety/5121TOX1p
       http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_biol%C3%B3gica

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