Síndrome Aerotóxica – o segredo mais bem guardado da aviação - Parte 2

toxavi3No entanto, receia-se que os académicos, que adoram a abordagem da "investigação sem fim", prefiram demorar mais 10 anos a chegar à conclusão cautelosa de que a inalação de fumos de óleo num espaço confinado, considerando todos os aspectos, "pode" ser prejudicial. O problema é que a aceitação da síndrome aerotóxica correria o risco de arruinar as indústrias aeroespacial e médica. Exporia, também, muitas universidades dedicadas à investigação que são, de facto, fachadas da negação e que, muito provavelmente, estão no bolso de outras indústrias relacionadas.

Em 2007, frustrado pela evidência esmagadora, pelo silêncio, pela negação e pela falta de um emprego, iniciei a Aerotoxic Association para que outras vitimas pudessem ser salvas da agonia que eu sofri, particularmente em meados de 2005 imediatamente depois de ter parado de voar. Quando alguém considera a hipótese de suicídio é porque, claramente, algo de errado se passou.

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Quando é que os tripulantes e os passageiros serão informados da verdade sobre o que se encontra na sua cabine e no seu ar anormal e em geral pouco seguro? Supostamente a 15 de Março de 2010. 8


Captain John Hoyte © 2009
Presidente BM Aerotoxic Association
London, WC1N 3XX, UK
www.aerotoxic.org
Artigo da edição de Fev-Mar 2010 da revista Nexus


Ar que circula em aviões pode ser tóxico e causar convulsões, náuseas e dificuldades respiratórias


Maio de 2017 - Conhecida informalmente como síndrome aerotóxica, esta condição é provocada pelo chamado “fume event”, que por sua vez fala sobre a qualidade do ar no interior do avião. Estes efeitos foram registrados desde os anos 50, bem como já foram associados a uma série de doenças crônicas em profissionais do setor aéreo. No ano passado, três tripulações de diferentes companhias aéreas no Aeroporto Internacional Hartsfield-Jackson, em Atlanta, receberam atendimento médico de emergência com sintomas relacionados à síndrome aerotóxica. Eles foram encaminhados ao Centro de Envenenamento da Geórgia, onde os médicos diagnosticaram o problema.

Em um dos casos, um supervisor em terra, no aeroporto, ficou doente após apenas ter ido inspecionar um avião. De acordo com o Channel 2, os passageiros também poderiam estar em risco “pela forma a qual o ar circula”. Segundo Sara Nelson, presidente da Associação de Atendentes de Voo, é de conhecimento geral que os pilotos e os comissários de bordo estão ficando doentes em razão do ar tóxico.

“É uma preocupação real”, acrescentou. “Porque se um membro da tripulação se torna incapacitado e há apenas um piloto para cuidar do avião, isso pode ser muito perigoso para todos a bordo”. Vanessa Woods, uma ex-comissária de bordo, hoje enfrenta problemas neurológicos permanentes como resultado de sua exposição prolongada a hidrocarbonetos. Os médicos confirmaram seu diagnóstico depois que ela e outros três membros da tripulação da Alaska Airlines foram levados ao hospital.

A maioria dos aviões mais modernos possui sistemas em que as cabines são oxigenadas com uma mistura de ar reciclado e ar quente comprimido extraído de seus motores, um processo conhecido “bleedair”. Ainda, existem vedações ao longo da aeronave projetadas para manter o óleo e esse “bleedair” separados. No entanto, elas podem vazar ou falhar, fazendo com que os organofosforados contidos no óleo aquecido do motor contaminem o ar que é bombeado para dentro da cabine.

O Boing 787 Dreamliner é o único avião em que isso não ocorre, uma vez que usa compressores elétricos que retiram seu ar da atmosfera. De fato, há campanhas sendo realizadas no momento para que a síndrome aerotóxica seja reconhecida como tal. Isso faria com que as companhias aéreas instalassem filtros de ar nas aeronaves existentes a fim de proteger tripulação e passageiros. No entanto, os ativistas estão enfrentando uma dura batalha para convencer o público e as autoridades, já que a indústria da aviação e profissionais médicos, que poderiam produzir estudos conflitantes, os consideraram teóricos da conspiração.

Um relatório feito em 2013 pelo professor Michael Bagshaw, um especialista em medicina da aviação no Kings College de Londres, observou que “as quantidades de organofosforados a que os tripulantes de aeronaves podem estar expostos, mesmo em exposições múltiplas a longo prazo, são insuficientes para produzir neurotoxicidade”.

O que é síndrome aerotóxica?

A “síndrome aerotóxica” é o termo dado aos sintomas ligados à exposição ao ar contaminado em aeronaves. Muitos ex-pilotos, copilotos e comissários de bordo acreditam que foram submetidos a doenças crônicas devido à quantidade de tempo que passaram expostos ao ar da cabine e “vapores tóxicos”.

Numerosos estudos científicos têm sido realizados desde o final dos anos 1970 para tentar determinar se o ar das cabines é a causa desses problemas de saúde crônicos. Os sintomas para a síndrome incluem fadiga, visão turva ou de túnel, perda de equilíbrio, convulsões, comprometimento da memória, dores de cabeça, zumbido, confusão, náuseas, diarreia, dificuldades respiratórias e irritação dos olhos, nariz e vias aéreas superiores. Segundo estimativas do departamento de transporte do Reino Unido, esses sintomas afligem passageiros de aproximadamente 0,05% de todos os voos.


11 situações em voos de avião que seria melhor você ignorar


28/01/2018 - Ao embarcar em um avião, muitos nós ainda sentimos um pouco de medo em relação a um possível acidente. No entanto, durante o voo, ainda existem outros fatos arrepiantes que as companhias aéreas preferem manter em silêncio... Um voo de avião do ponto de vista da tripulação e do ponto de vista dos passageiros são quase dois mundos opostos: se alguns conhecem todos os momentos assustadores, os outros nem sequer suspeitam de sua existência.

1. A água da torneira do banheiro é realmente suja...nem chegue perto de água no avião.

De acordo com a tripulação, a água que sai do lavatório é imunda. É realmente melhor não lavar as mãos e não pedir café ou chá, pois esta água pode conter bactérias, de acordo com um relatório da Agência de Proteção Ambiental datado de 2012. Os tanques quase nunca são limpos. “A água que é utilizada para fazer café, chá e semelhantes à bordo das aeronaves não deve NUNCA ser consumida. Os tanques onde a água é armazenada em algumas aeronaves com 60 anos de idade nunca são lavados. Alguns já juntaram tanto muco que a camada de gosma verde chega a ter vários centímetros de espessura. Todos os trabalhadores do setor aéreo sabem disso.”

2. O ar de cabine pode deixá-lo doente

Isto acontece devido à síndrome aerotóxica, e por uma boa razão: o ar vem dos motores. Além disso, de acordo com um relatório do Global Cabin Air Quality Executive, pelo menos 3% dos pilotos da linha aérea voam com desempenho físico e mental degradado devido à sua exposição repetida a neurotoxinas no ar das cabines de aeronaves.

3. A porta fechada do banheiro pode ser facilmente aberta a partir do exterior

Geralmente, há um mecanismo de desbloqueio escondido atrás do painel na porta em que está marcado o símbolo "não fumar". Basta levantar a aba e deslizar a trava para desbloquear.

4. Falta de limpeza profunda

A maioria das companhias aéreas apenas faz uma limpeza superficial no final do voo. Os cobertores e travesseiros não são lavados, enquanto os auscultadores distribuídos, embora empacotados em sacolas plásticas seladas, não são novos. As bandejas de refeição também raramente se limpam.

5. Durante o voo, os pilotos dormem no cockpit

No cockpit, os pilotos podem se revezar para dormir. No entanto, acontece ambos adormecerem e o piloto automático assumir o controle. De acordo com especialistas, isso não tem o menor impacto no voo e na segurança dos passageiros.

6. Como a bagagem é realmente tratada

Não importa que nela esteja marcado "frágil". Não importa mesmo. A bagagem verificada é tratada como simples sacos.

7. E, finalmente, muitos voos comerciais transportam órgãos humanos ou cadáveres

Então agora, depois do voo, quando você ouve o pessoal de bordo anunciar: "Esperamos que você tenha tido um voo agradável e viaje novamente com a nossa companhia aérea!", pode se perguntar novamente se é necessário viajar de avião da próxima vez.

8. O que está por trás da lenda de que telefones celulares podem fazer os aviões caírem? Chocante!

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“Telefones celulares não podem de fato fazer um avião cair, mas podem ser um verdadeiro estorvo para os pilotos. Imagine que você está sentado na cabine no momento do pouso, um dos mais difíceis do voo, e de repente ouve o barulho do sinal de mais de cem celulares de uma vez? Em duas ocasiões eu não consegui ouvir no rádio se tinha permissão para pousar por conta dos ruídos.”

9. Você quer levar seu animal de estimação em uma viagem? Pense bem!

“Eu sou responsável por colocar a carga nas aeronaves. Uma coisa que não posso enfatizar o suficiente é como animais são tratados durante as viagens. Embora as companhias aéreas se esforcem, há algumas coisas que elas não conseguem evitar, como o barulho na rampa. Eu não consigo suportar esse barulho sem usar protetores de ouvido, enquanto seu animal de estimação tem que ficar esperando vários minutos na rampa para ser carregado enquanto seus ouvidos são agredidos por este insuportável ruído. Gente, pensem duas vezes antes de voar com seus animais.”

10. Não esqueça de levar lenços umedecidos com você. Aviões são incubadores de germes!

“Você sabe por onde esse cobertor e travesseiro estavam antes de chegarem às suas mãos? Sim, com outro passageiro. Eles são simplesmente novamente ensacados e distribuídos. Os únicos travesseiros novos que eu já vi na vida foram os que vieram com um avião novo. Se você deixou seu pacote de amendoins encostar na bandeja para apoiar a comida, então você provavelmente está comendo cocô de bebê. Eu já vi mais fraldas sujas em cima dessas bandejas do que comida. E nunca vi essas bandejas sendo desinfetadas.”

11. “O ar que você respira dentro da aeronave é, na verdade, ar comprimido da turbina. Uma grande parte desse ar (de 25% a 50%) é jogada para trás, enquanto o resto vai para os passageiros. O ar deixa o avião através de um pequeno buraco na parte de trás da fuselagem.”

PS: O ar que você respira pode estar contaminado com óleo de motor. Como as turbinas funcionam com óleo sintético, que é venenoso para o ser humano, pode acontecer um envenenamento do ar. Isto pode causar cansaço, náuseas e até mesmo a morte. Os efeitos a longo prazo da chamada “Síndrome Aerotóxica” ainda não foram suficientemente estudados.


Quão perigoso é o ar que respiramos em aviões?

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Pilotos e comissários de bordo alertam para possíveis efeitos nocivos causados por substâncias presentes no ar da cabine de aeronaves, uma questão delicada na indústria da aviação. OMS fala em doença ocupacional. A comissária de bordo Kerstin Konrad ainda se lembra de seu primeiro fume event – nome usado na indústria da aviação para quando o ar dentro do avião está possivelmente contaminado. Os passageiros perceberam um cheio peculiar na aeronave, e o comandante pediu que Konrad verificasse o que estava acontecendo.

"Então eu fui para a parte de trás do avião", diz Konrad. "E, quando senti o cheiro da saída de ar, senti imediatamente uma forte dor de cabeça e no estômago, além de uma sensação de formigamento nos membros, que se espalhou pelo corpo."

Ela diz que ficou tão atordoada e confusa que sequer podia executar as tarefas mais simples, como organizar os sucos no carrinho. "Eu me sentei, porque não era capaz de fazer mais nada. Muitos dizem se sentir como zumbis", relata Konrad, que vivenciou quatro fume events. Ela sofreu danos permanentes à saúde e não pode mais voar.
Somente no ano passado, 228 casos de fume events foram relatados ao Departamento Alemão para a Investigação de Acidentes Aéreos (BfU), sendo dois "incidentes graves". Em 2015, foram 162 ocorrências (cinco graves); e, em 2014, foram 157 casos (seis deles graves).

O número de casos comunicados pela tripulação a empresas aéreas deve ser ainda maior, afirmou a emissora de TV alemã ZDF, apontando que muitas vezes relatórios internos das companhias aéreas não são repassados ao BfU. A lei alemã de investigação de acidentes aéreos e a regulação da União Europeia sobre o assunto determinam o que constitui um quase acidente, que deve ser investigado pelas autoridades. O que acontece na cabine de pilotos é crucial.

"As circunstâncias que forçam um piloto a usar uma máscara de oxigênio são o que pode levar a um acidente sério", explica Jens Friedemann, inspetor de acidentes do BfU, em entrevista à DW. Levando em conta esse critério, dos 228 fume events relatados no ano passado, apenas dois foram considerados incidentes graves. Em outras palavras, não existe um problema grave e, acima de tudo, urgente na indústria da aviação.

Causa e efeitos contestados

A médica Astrid Heutelbeck disse à DW que ela pode, por exemplo, provar uma relação causal pesquisando resíduos no sangue e urina de pessoas que sofreram um fume event usando um procedimento chamado de biomonitorização humana.

"Na biomonitorização humana, identificamos substâncias e grupos de substâncias que não são descritas como componentes do ambiente normal, mas da querosene, de óleos ou de fluidos hidráulicos", explica Heutelbeck. Está provado que essas substâncias podem danificar o sistema nervoso e os pulmões, diz a médica, que é chefe do Departamento de Medicina Ambiental e Ambulatorial do Centro Médico da Universidade de Göttingen, na Alemanha.

O ar da cabine provém das turbinas do avião, e é também chamado de "ar de purga". No processo, ele pode ser contaminado por componentes do querosene, óleo ou fluido hidráulico.

"As pessoas ainda podem inalar e exalar a mesma quantidade de ar como qualquer um. Isso não é um problema, mas o corpo não consegue absorver o oxigênio desse ar, e se percebe isso em termos de esforço físico", diz a médica. Desde o início de 2014, Heutelbeck investigou "várias centenas" de pacientes da indústria da aviação com esses sintomas, usando procedimentos médicos padronizados.

"Nenhuma evidência"

A indústria da aviação ainda não reconheceu a relação cientificamente comprovada entre os sintomas descritos acima e o que é chamado de sangramento de ar tóxico nas cabines de avião.

"O sistema de purga de ar tem sido um padrão na indústria de aviação desde a década de 1960 e provou ser confiável", destaca Claudia Nehring, porta-voz da Associação Federal de Transporte Aéreo Alemão (BdL), que representa os interesses das companhias aéreas e operadores de aeroportos. Ela afirma, ainda, que o ar é extraído na parte anterior à câmara de combustão do motor – assim, a injeção de querosene e a combustão ocorrem mais tarde, o que significa que é tecnicamente impossível que o ar tenha contato com gases de escape ou resíduos da câmara de combustão.

"Existem diferentes estudos que examinaram a qualidade do ar da cabine", argumenta Nehring. "Nenhum deles comprovou que o ar da cabine está contaminado de tal modo a causar danos à saúde."

A Agência Europeia de Segurança da Aviação (EASA) também testou o ar de cabines em busca de substâncias tóxicas em dois estudos, e descobriu que a qualidade do ar no avião não é pior que a dos escritórios normais. No entanto, ainda não se investigou se uma combinação de certas substâncias tóxicas em baixas concentrações pode ser prejudicial à saúde sob diferentes condições de pressão do ar e em sob baixa umidade. Além disso, a qualidade do ar foi analisada somente em 69 voos.

"Presume-se que por volta de um em cada mil voos seja afetado, e eles analisam apenas cerca de 70 voos, então essa desproporcionalidade fala por si mesma", afirma Heutelbeck. Pesquisadores britânicos e australianos encontraram uma "relação direta" entre a síndrome aerotóxica – os efeitos nocivos para a saúde causados pelos fume events – e o ambiente de trabalho, ou seja, o avião. Essa "nova doença ocupacional" deve ser urgentemente reconhecida como tal, de acordo com os autores de um estudo publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em junho de 2017. A BdL se recusou a comentar o assunto.

E os passageiros?

Se um piloto for afetado fortemente por fume event, como aconteceu com Konrad, a situação pode rapidamente se tornar muito perigosa. Mas os pilotos podem recorrer a máscaras que fornecem oxigênio puro, algo que os comissários de bordo e passageiros não têm à disposição. As máscaras que caem em caso de emergência contêm apenas ar da cabine enriquecida com oxigênio. A maioria dos passageiros não voa tão frequentemente como pilotos e comissários de bordo, mas, teoricamente, também está sujeita a danos à saúde causados por fume events.

A indústria sente uma pressão crescente e se comprometeu a trabalhar ativamente em pesquisas. "Temos um grande interesse em conseguir mais informações", diz Nehring, da BdL. "Porque a segurança e saúde de tripulações e passageiros é a nossa principal prioridade." Todas as companhias aéreas representadas pela BdL realizam atualmente testes com sistemas de filtragem e sensores, mas levará mais de dois anos para que os resultados sejam avaliados, e pelo menos três anos até que a Comissão Europeia publique um novo estudo que será conduzido com a ajuda do setor.

Custos elevados

Os fume events também têm a ver com razões econômicas. Seria muito caro equipar todas as aeronaves com sistemas de filtragem e sensores para o monitoramento permanente da qualidade do ar. Seria mais caro ainda se o ar da cabine não fosse retirado da câmara de combustão dos motores, como é o caso do Boeing 787 – uma exceção entre os grandes aviões de passageiros. Os custos de tratamento da tripulação e, no pior dos casos, a aposentadoria por invalidez devem ser cobertos pela associação profissional responsável, a BG Verkehr.

A porta-voz da associação disse à DW que as entidades profissionais são "legalmente obrigadas a reconhecer acidentes somente se houver um vínculo entre um acidente e problemas de saúde", acrescentando que nenhuma relação causal foi estabelecida até o momento. No entanto, é provável que a BG Verkehr arque com os custos iniciais da biomonitorização humana.

"Tenho a sensação de que não há grande interesse em estudar realmente esta questão", afirma Konrad à DW, acrescentando que é a hora de políticos e legisladores tomarem a iniciativa. "Afinal, trata-se de vidas humanas", conclui a comissária.


O AR NOS AVIÕES É TÓXICO? PILOTO ACHA QUE SIM E APRESENTA QUEIXA

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26/10/2010 - Um piloto da easyJet, acreditando que o ar que circula dentro dos aviões é tóxico, apresentou uma queixa nos tribunais franceses por "ataque involuntário à integridade física". O piloto francês, funcionário contratado pela empresa bitânica desde 2002 e fora de serviço desde há um ano e meio, disse sofrer de "síndrome aerotóxica" causada pelo ar que circula dentro dos aviões.

"O ar que respiramos na cabina passa pelos motores e dentro dos motores existe um óleo que contém muitos elementos nocivos, incluindo organofosforados que são semelhantes aos pesticidas, e que causam danos no sistema nervoso central", disse o piloto à agência AFP.

A advogada do piloto pede que sejam feitas análises à qualidade do ar que circula dentro dos aviões da companhia easyJet, bem como um exame médico e forense ao seu cliente.

A companhia aérea disse apenas à AFP que "tinha conhecimento que um dos seus pilotos iria tomar medidas legais". A queixa foi apresentada ao Ministério Público de Bobigny, próximo de Paris.

De acordo com um membro de um dos sindicatos da easyJet, "este é um assunto que já existe há muitos anos, mas difícil de provar". E acrescenta: "Levará provavelmente vários anos de investigação científica".

A companhia aérea enviou uma declaração ao SAPO Viagens onde esclarece: "A easyJet opera com uma das frotas mais modernas que existem. Os nossos aviões respeitam totalmente as mais recentes normas de qualidade do ar e ar condicionado. Estamos plenamente comprometidos com os reguladores, tendo-nos oferecido para trabalhar com a CAA no que diz respeito à qualidade de ar das cabines, com o propósito de beneficiar a indústria. Também gostaríamos de trabalhar com outras companhias aéreas, fabricantes e indústria para aprofundar os estudos sobre este tema".


O CHEIRO DOS AVIÕES É MUITO MAIS NOJENTO E TÓXICO DO QUE VOCÊ IMAGINA


27/06/2015 - Ao entrar em um avião, algumas coisas são bem típicas de um embarque. Os passageiros tentando encaixar as bagagens de mão no compartimento interno da aeronave, aeromoças distribuindo sorrisos e, às vezes, alguma balinha antes da decolagem e, por fim, o aroma esquisito que empesteia todas as cabines. É difícil descrever exatamente esse cheiro, mas quem já voou em um avião de passageiros certamente vai lembrar. Ele é um misto de muitas coisas, algumas delas nada agradáveis, mas você sabe do que ele é composto de fato? Vamos começar pela parte boa antes de partir para as coisas repulsivas e, possivelmente, perigosas.

Açúcar, tempero e tudo que há de cafeína

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Cada companhia aérea tem sua própria fragrância que é borrifada antes do embarque. Ela varia bastante, mas muitas vezes é uma mistura que inclui lavanda ou camomila para ajudar a acalmar os passageiros antes da decolagem e também para disfarçar os cheirinhos menos agradáveis. Além disso, o café servido a bordo tem um aroma bem forte, que acaba se espalhando por toda a aeronave, mesmo que ele esteja bastante aguado, como acontece na classe econômica de voos internacionais. Os sucos, refrigerantes, cervejinhas ou qualquer outra bebida que os comissários de bordo oferecem também colaboram para compor a parte boa do cheirinho de avião.

Lanchinho aéreo

Se você tiver sorte de estar em um voo em que será servida refeição de verdade no lugar de barrinhas de cereal ou amendoim, aquele sanduíche esquisito ou o prato com molho misterioso também conseguem contribuir com o aroma. Os jantares oferecidos em aeronaves não são conhecidos por sua qualidade ou sabor caprichado, porém não chegam a ter um cheiro insuportável ou verdadeiramente repulsivo. Seria ótimo se a lista de odores que compõem a fragrância de avião acabasse bem aqui. Entretanto, não é esse o caso, e, a partir daqui, as coisas começam a sair dos trilhos e ficam um pouco nojentas.

Fonte: http://www.dailymail.co.uk/
           https://br.sputniknews.com
           http://www.dw.com
           https://viagens.sapo.pt
           http://www.naoacredito.com.br/

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