Beleza Tóxica

toxcos1Por Dr. Carlos Braghini Jr., médico, especialista em quiropraxia e autor do livro Ecologia Celular. Se você está lendo este artigo neste blog é por que se preocupa não só com a estética, mas com sua saúde. E é óbvio que você em suas andanças pela internet já leu ou recebeu informações sobre a toxicidade de alguns produtos de beleza. E é também muito provável que tenha ficado confusa com informações frequentemente desencontradas. Vou tentar colocar ordem na casa apresentando um panorama sobre os cosméticos, ...

e o que parece ser consenso entre os especialistas em saúde. Mas antes de tudo, mesmo os textos alarmistas, contendo alguns exageros, estão certos num aspecto: os cosméticos são uma das principais fontes de contaminação por toxinas a que as pessoas se submetem, dia após dia. Mesmo que seus produtos sejam comprados em lojas “naturais” ou tragam em seus rótulos qualquer outro título fruto do marketing verde. Aprender a se proteger pode fazer toda a diferença, até porque é sempre bom lembrar que o maior órgão do corpo humano é a pele.

Aos questionamentos sobre a segurança do uso de certas substâncias tóxicas, a indústria de higiene pessoal geralmente se defende dizendo que elas são usadas em pequenas quantidades e que não causariam problemas maiores. Na verdade, apesar de estarem realmente em pequenas quantidades, fica cada vez mais claro que sua toxicidade ocorre por dois fatores concomitantes: uso cotidiano e efeito sinérgico. Produtos de beleza são usados de forma contínua, todos os dias, isto é: xampus, cremes, maquiagem, hidratantes etc. Isto significa que você usa em seu corpo produtos que contém toxinas em pequenas quantidades, mas que vão se acumulando progressivamente.

Seu corpo possui uma maquinaria enzimática que foi desenvolvida ao longo de milhões de anos, baseado no tipo de substâncias que entramos em contato ao longo de nossa história na Terra. Só que o desenvolvimento da indústria química atual nos faz entrar em contato com substâncias que nunca existiram antes e que não existem na natureza. Se não são adequadamente metabolizadas e eliminadas, acabam se acumulando em nosso corpo. E é esse efeito cumulativo que traz riscos potenciais. A outra questão envolvida é que a máxima de que “o todo é maior do que a soma das partes” cabe bem aqui. O corpo pode até conseguir lidar com pequenas quantidades de uma toxina, mas um produto de beleza contém muitas “pequenas quantidades” juntas. E uma acaba por potencializar o efeito tóxico da outra, daí o efeito sinérgico.

Sim, minha amiga – digo amiga, pois os homens sofrem também, mas em menor proporção. Não sei por vocês, mas imaginem uma criança que pinta as unhas ou usa maquiagem: com que idade ela começa a usar produtos de maquiagem e beleza? 14, 15, 18, 20? Não importa quando comece, mas agora pense comigo: quando ela irá para de usar estes produtos? 60, 70, 80, 90? É uma vida inteira acumulando “pequenas” quantidades de inúmeros produtos químicos. Esta é a razão principal deste artigo: alertá-la para que possa se defender e minimizar a exposição às toxinas e outras substâncias.Muitas das toxinas encontradas em nosso sangue foram absorvidas do meio ambiente; consequentemente, muitas vezes somos os responsáveis por este autoenvenenamento. A maior parte dos produtos de beleza, maquiagem, perfumes, cremes (sem contar os para lavar as roupas, limpar a casa e até mesmo aquele cheirinho de carro novo) possuem substâncias químicas que rompem o balanço hormonal e afetam negativamente o sistema endócrino.

Estas substâncias recebem o nome de disruptores endócrinos, disruptores ambientais ou xenohormônios. O radical “xeno” quer dizer “estranho". Elas podem se acumular no organismo, levando ao desequilíbrio hormonal. A grande maioria destes pseudo-hormônios possui ação semelhante ao estrogênio, o hormônio feminino produzido principalmente, pelos ovários. Por isso não é difícil encontrar uma correlação entre o uso de cosméticos e o desequilíbrio hormonal que encontro hoje em mulheres antes dos 40 anos. A maioria está num quadro que o John Lee, o maior estudioso de hormônios femininos chama de dominância estrogênica. No meu livro, Ecologia Celular, eu trato deste assunto: “O ideal seria controlar a indústria química, algo que está sendo tentado na Europa, onde tramita no Parlamento Europeu o projeto de lei REACH (siglas em inglês de Registro, Avaliação e Autorização de Químicos). É uma questão sensível já que 86% dos 2.500 produtos químicos mais usados carecem de informação pública sobre sua segurança. A própria Agência Europeia do Meio Ambiente reconheceu, em 1998, que "a exposição generalizada em baixas doses de substâncias químicas pode causar danos, possivelmente irreversíveis, especialmente a grupos vulneráveis como crianças e mulheres grávidas".

A realidade é que não devemos aguardar uma ação política em grande escala. Esses agentes químicos encontram-se ao nosso redor, na nossa alimentação, na água, no ar e nos produtos industrializados, e a nossa única opção é decidirmos por nossa própria conta, como consumidores esclarecidos. Hoje, cerca de 80.000 produtos químicos estão em uso comercial e a cada 20 minutos a indústria coloca mais um no mercado. Por isso, alguns indivíduos contêm mais de 500 destas substâncias em seus próprios corpos.

O The Mount Sinai School of Medicine, de Nova Iorque, testou o sangue e a urina de alguns voluntários e encontrou:
167 componentes químicos industriais, numa média de 91 componentes por pessoa, sendo que dos 167 componentes químicos:
76 são reconhecidamente causadores de câncer em humanos,
94 são tóxicos ao cérebro e ao sistema nervoso,
82 afetam a respiração e os pulmões,
86 afetam o sistema hormonal e
79 provocam defeitos congênitos e/ou distúrbios no desenvolvimento da criança.
Outros pesquisadores vão pelo mesmo caminho: Margareth Schlumpf e suas colegas do Instituto de Farmacologia e Toxicologia da Universidade de Zürich, Suíça, detectaram de que muitos dos produtos químicos largamente utilizados em cosméticos, mimetizam os efeitos dos estrogênios e alavancam anormalidades comportamentais em ratos.

Elas testaram seis produtos químicos comuns utilizados em filtros solares, batons e cosméticos faciais. Cinco dos seis testados – benzofenona-3 (BP3); homosalato; 4-metil-benzilideno-cânfora (4-MBC); octil-metoxicinamato e octil-dimetil-PABA – comportaram-se como estrogênios fortes em testes de laboratório, estimulando as células cancerígenas a crescerem mais rapidamente.

Somente um dos produtos químicos, denominado butil-metoxidibenzoilmetano (B-MDM), mostrou-se não ativo. Um produto químico muito comum em filtros solares, o 4-MBC, apresentou forte correlação com mioma uterino e endometriose, quando misturado com óleo de oliva e aplicado na pele de ratos. "Foi assustador porque utilizamos concentrações presentes na média dos filtros solares", disse Schlumpf. Por tudo isso precisamos começar a nos conscientizar sobre os riscos de aplicar estas substâncias no nosso corpo!


Cosméticos Cancerígenos

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25/07/2010 - Recentes estudos mostram que cosméticos e artigos de higiene pessoal contém um perigoso cocktail de produtos potencialmente carcinógenos, mutagênicos e toxinas que podem alterar a função de hormônios, e até mesmo causar infertilidade.

Um cocktail diário de substâncias nocivas

Muitas rotinas de beleza incluem o uso de carcinogênicos, suspeitos de de serem carcinogênicos, perturbadores hormonais, alérgenos e outras substâncias prejudiciais. Eles estão em tudo, desde shampus à tintas de cabelo, de esmaltes de unhas a loções hidratantes. Simplesmente porque muitos produtos estão no mecado sem terem sido testados, e quando testes foram feitos as substâcias foram testadas separadamente, e não misturadas como quando são vendidas ao consumidor.

Todas as manhãs muitas mulheres tomam banho, se maquiam para mais um dia de trabalho. Poucas estão cientes de que estão entrando em contato com pelo menos 126 substâncias químicas presentes em cerca de 9 diferentes produtos. Uma dica de beleza: a ciência agora está nos dizendo que longe de conservarem a saúde e a beleza muitos cosméticos podem melhorar a aparência momentâneamente mas também estão causando mal à saúde. Corantes artificiais derivados de carvão mineral são encontrados em sombras, batons e blushes e estão relacionados com câncer e alergias. Bases em creme podem conter formaldeídos e sílica, e ambos são comprovadamente causadores de problemas de saúde. Parabenos, que são preservativos, estão presents em muitas loções hidratantes e desodorantes, apesar de causarem irritações na pele e olhos e mimetizarem o hormônio feminino (estrógeno). Ingredientes em tinturas de cabelo e perfumes podem causar câncer, alergias e asma.

No final das contas cosméticos estão passando a ser considerados como ricos em impuridades causadoras de problemas de saúde. A quantidade destes ingredientes tóxicos muitas vezes é muito pequena, mas dermatologistas estimaram que mulheres absorvem cerca de 2 kilos dos químicos de seus cosméticos por ano, e muitos destes acumulam nos tecidos do corpo. Hoje sabe-se que a pele não é uma barreira, mas sim um órgão que absorve estes produtos que entram imediatamente na corrante sanguínea. Se pensava antigamente que “está tudo bem colocar um pouquinho de substâncias carcinógenas em cosméticos desde que a dose seja menor do que a dose capaz de causar câncer”. Mas ninguén testou o efeito de vários produtos aplicados todos os dias um após o outro! Sendo assim, dependendo de quantos produtos utilizados por uma pessoa, as quantidades destas substâncias cancerígenas excede em muito as doses máximas recomendadas.

Recentemente foi comprovado que pequenas quantidades de certos químicos que entramos em contato diariamente através de cosméticos e outros (como alimentos, fumaça, produtos de limpeza) podem ativar e desativar genes, da mesma forma que os medicamentos. As quantidades muitas vezes não tem efeitos visíveis em pessoas adultas , mas podem afetar muito crianças e bebês, especialmente durante a gestação e amamentação; pois quase tudo o que a mãe entra em contato é passado para o leite, ou é passado através da placenta para o feto.

– Um crescente número de estudos relaciona os ingredientes contidos em cosméticos e produtos de limpeza com problemas de saúde como câncer e infertilidade.

– As revistas femininas, as quais lucram com as propagandas publicadas (inclusive de cosméticos!), não estão expondo este problema aos leitores, apesar da divulgação crescente deste assunto em outros meios de comunicação.

– Em um estudo publicado em 2003 no Public Health Reports, o jornal oficial do serviço de saúde pública dos EUA, descobriu-se que pessoas usuárias de tinturas permanentes de cabelo apresentam um aumento de 50% na probabilidade de desenvolver câncer de bexiga.

– O Acetato de Chumbo, principal ingredient de loções para o combate de cabelos grisalhos, geralmente usado por homens, é considerado carcinogênico e tóxico para os órgãos reprodutivos no estado da Califórnia (EUA), e foi banido pela União Européia em 2003.

– Os Alpha Hydroxy Acidos (AHAs) usados em cremes para rugas prometem uma pele mais jovem, mas estudos comprovaram que essa substância pode causar queimaduras com a exposicão solar e pelo contrário, pode causar envelhecimento precoce.

– O Greenpeace testou 36 perfumes e descobriu que praticamente todos continham ésters de phthalate e almíscar sintético, substâncias capazes de alterar a funcão de hormônios.

– Phthalatos são usados como plastificantes, dão flexibilidade à esmaltes de unhas e impedem que perfumes evaporem rapidamente. Estão contidos também em hidratantes, loções, etc. Esta substância é comprovadamente causadora de infertilidade e câncers de seio, ovários e testículos.

Fonte: FDA. International Association for Research on Cancer. Health Canada. Environmental Working Group Skin Deep Report. The European Union Cosmetics Directive. Paula Begoun, http://www.cosmeticscop.com. The Safe Shopper’s Bible by Samuel Epstein and David Steinman. Beauty to Die For by Judi Vance. Drop-Dead Gorgeous by Kim Erickson. The Less Toxic Guide by the Environmental Health Association of Nova Scotia.

Outros motivos para evitar substâncias químicas não encontradas na natureza

Todos os anos milhões de animais são torturados para que sejam testadas as substâncias que nos causam diversas doenças graves, irônico não!? Os testes feitos não servem para avaliar os riscos mas são feitos mesmo assim; alguns testes são manipulados e outros testes não são nem mesmo realizados. Quando compramos um cosmético ou produto testado em animais estamos dando lucro à indústria responsável por isso.

– Todas as substâncias que jogamos na água todos os dias contaminam a terra, os rios, lençóis d’água, o mar… E afetam outros animais, causando problemas sérios, mutações e mortalidades. Mas como tudo o que vai volta, essas mesmas substancias (resistentes à degradação) voltam na nossa água potável, por exemplo, e mais uma vez entramos em contato com elas.

Soluções para o problema

1) Uma das substâncias que mais causam problemas de saúde são os Phtalatos, justamente por estarem presentes um muitos produtos de uso diário. Esta substância pode levar o nome DEHP, Diethylhexil phthalate, Alcool Desnaturante (Alcool Denat. ou DEP). De acordo com o SAC da NIVEA existem dois ésteres de phtalato que são muito usados para desnaturar alcool, então se na fórmula do produto está ”alcool desnaturante” quase certo que há um éster de phtalato na fórmula. Essa substância deve ser evitada por ser comprovadamente uma desruptora hormonal; possível causadora de câncers de ovários, testículos e seios; e infertilidade principalmente em homens, pois mimetiza o hormônio feminino (estrógeno).
Esta “maravilha” encontra-se em cremes hidratantes, perfumes, desodorantes, maquiagens, etc.

2) Todas as substâncias produzidas pelo Homo sapiens causam danos à saúde, algumas mais outras menos. Comece a ler rótulos de tudo o que fores comprar, desde alimentos processados, produtos de limpeza, cosméticos, maquiagem, medicamentos… E evite as substâncias comprovadamente nocivas, e/ ou compre os produtos que contém menos aditivos.

3) Para saber quais substâncias que devem ser evitadas leia sobre o assunto. http://www.greenpeace.org/brasil/toxicos/noticias/subst-ncias-venenosas-est-o-es, http://jornadacontraocancer.blogspot.com/2009/05/substancias-toxicas.html, http://www.esquerda.net/index.php?option=com_content&task=view&id=11112&Itemid=67

4) Diminua ao máximo a quantidade de produtos cosméticos e de limpeza. Use apenas os realmente necessários e procure usar os menos tóxicos e com perfumes menos fortes.

5) Saiba que a limpeza da casa pode ser feita apenas com bicarbonato de sódio, vinagre sem cheiro (branco), água oxigenada e outros produtos baratos, efetivos e não tóxicos!? http://www.ipemabrasil.org.br/receita.htm

6) Compre cosméticos alternativos, ou substitua-os por cosméticos caseiros. Sua avó e sua mãe certamente sabem muitas receitas.

7) Os cosméticos infantis costumam ter menos substâncias tóxicas e cancerígenas.

Karine Bresolin de Souza/Bióloga marinha e bioquímica/Doutoranda em ecotoxicologia


Beleza perigosa: saiba identificar produtos que podem ser tóxicos

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2013 - Você já deve ter se deparado com essa dúvida: diante de tantos cosméticos expostos nas gôndolas de lojas, drogarias e supermercados, qual levar? E, mais do que isso, será que todos são seguros para o uso? Tais questionamentos têm razão de ser: alguns produtos podem conter ingredientes potencialmente perigosos para a saúde, provocando desde irritações e alergias cutâneas até o desenvolvimento de doenças graves, como o câncer. As dicas dos especialistas: prestar atenção no nome da empresa fabricante e olhar bem os rótulos – para verificar as substâncias e os registros obrigatórios que devem constar ali.

"É sempre relevante conhecer a idoneidade da empresa. Embora a escolha de um cosmético, maquiagem ou coloração seja pessoal, ter ciência de algumas informações básicas ajuda para uma decisão acertada", destaca a farmacêutica Mika Yamaguchi.

"Os produtos no Brasil são rigorosamente testados. No entanto, é certo que surgiram (nos últimos tempos) muitas marcas novas e o consumidor deve ficar atento para adquirir o que é de boa qualidade e confiável. No rótulo, devem constar dados como CNPJ, endereço, nome do farmacêutico ou químico responsável, endereço da empresa e telefone do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). E, no caso de itens como os antiidade, classificados como grau II, registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)", diz o farmacêutico especialista em cosmetologia Maurício Pupo.

Promessa é dívida

Os produtos considerados como grau I, que apresentam benefícios como hidratação, desodorização e limpeza, necessitam somente de uma notificação na Anvisa; já os de grau II são avaliados por uma equipe técnica encarregada de verificar se, de fato, têm as características descritas na embalagem. Neste grupo, estão os antiidade, anti-celulite e anti-queda de cabelo. "Com tal registro, a agência garante que a pessoa receberá o que foi anunciado no invólucro", salienta Mika Yamaguchi.

O órgão já elaborou uma lista restritiva de substâncias nocivas que devem ser banidas das formulações. "Acontece que muitos outros ativos ainda são permitidos, em algum nível, pela Agência e por autoridades sanitárias de alguns países", diz Maurício Pupo.

Veja, abaixo, uma lista de elementos que, segundo os especialistas, podem trazer riscos para as peles sensíveis ou perigos para a saúde:

Formol – O composto químico, também conhecido como formaldeído, é o primeiro da lista porque é um dos mais perigosos. Utilizado para alisamento e também como conservante, é extremamente nocivo para a pele, o cabelo e o organismo, causando até câncer. Estudo realizado pelo Departamento de Medicina Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade de West Virginia (EUA), e publicado no "Journal of Environmental and Public Health" em maio de 2011, notou aumento de risco de desenvolvimento de câncer de pulmão associado à exposição a alguns compostos, entre eles o formol. "Por isso, seu emprego não é mais permitido em produtos cosméticos no Brasil desde janeiro de 2012", salienta Maurício Pupo. Nos rótulos, o formol pode estar apresentado com os seguintes nomes: quatérnium-15, diazolidinil hora, imidazolidinil ureia e DMDM hidantoína.

Parabenos – Trata-se de um conservante encontrado em cremes corporais, géis de banho e desodorantes, usado para evitar a contaminação por fungos e bactérias, garantindo o uso do produto em longo prazo. "Já há estudos, no entanto, mostrando que pode estar relacionado ao câncer", ressalta Mika Yamaguchi. "Embora sejam estáveis e, em pequenas concentrações, apresentem baixa toxicidade, existe uma crescente preocupação quanto à possibilidade de alguns parabenos terem ação hormonal, principalmente a estrogênica, de efeitos similares aos provocados pelos hormônios sexuais femininos", completa Maurício Pupo, acrescentando que o dito-cujo é aprovado pela Anvisa em limites muito restritos. Teste realizado pelo Centro de Saúde e Meio Ambiente da Universidade da Califórnia (EUA), e publicado no "Toxicology and Applied Pharmacology" em março de 2007, mostrou que os parabenos são capazes de inibir a atividade induzida pela testosterona, podendo influenciar diretamente o sistema reprodutor humano. "De alguma maneira, é possível que interfiram com os hormônios humanos. Como sabemos que muitos tipos de câncer são decorrentes de mínimas alterações hormonais, temos que ficar atentos", salienta Maurício Pupo. Os parabenos podem ser identificados, nas formulações de cosméticos e desodorantes, com diversas nomenclaturas: parabens, pethylparaben, pthylparaben, propylparaben e putylparaben. Encontrou um destes termos? Melhor evitar.

Propilenoglicol – Empregado como diluente de outras substâncias ou para conferir sensação de hidratação, está em uma grande variedade de cosméticos. Mas, segundo os especialistas, é provável que provoque distúrbios cutâneos como alergias e irritações. Estudo realizado com 45.138 pacientes na Universidade de Göttingen, na Alemanha, e publicado no periódico "Contact Dermatitis" em novembro de 2005, denunciou seu potencial sensibilizante, confirmado também pelo Departamento de Dermatologia do Hospital Osaka Red Cross, no Japão, e publicado no "International Journal of Dermatology" no mesmo ano. "É aprovado pela Anvisa sem limite de concentração, mas vetado em cosméticos orgânicos",diz Maurício Pupo. Em tempo, cosméticos orgânicos são aqueles que não apresentam substâncias químicas derivadas de petroquímicos ou sintéticos, que utilizam ativos isentos de agrotóxicos e extraídos de forma mais natural. Para saber se o produto cosmético contém propilenoglicol na composição, verifique o termo propylene plycol na embalagem.

Amarelo tartazina – Corante, oferece grande risco de alergia. "Seria interessante utilizar produtos sem corantes", sustenta Mika Yamaguchi, acrescentando que, no setor alimentício, quase a totalidade dos itens vem com corantes na composição. "Como são a principal causa de alergia em cosméticos, a maioria das empresas já os eliminou das formulações", diz Maurício Pupo. Nas embalagens, aparecem com a nomenclatura CI – Color Index, com um código que representa a cor.

Etoxilado – É um emulsificante – encontrado em xampus, por exemplo – originário de um processo químico chamado etoxilação. Prejudica a defesa natural da pele, deixando-a mais vulnerável à entrada de microorganismos e à desidratação. "Por isso, é interessante utilizar produtos livres de etoxilados, com emulsificantes de alta afinidade com a cútis, como os fosfolipídeos", recomenda Mika Yamaguchi. Importante: a Anvisa não controla este tipo de ingrediente. "Os etoxilados podem estar contaminados com um agente cancerígeno chamado 1,4 dioxano. Por isso, é essencial que se utilize etoxilados livres de 1,4 dioxano. Vale ressaltar, ainda, que existe o risco ambiental, pois o processo de etoxilação é danoso ao meio", finaliza Maurício Pupo. Na embalagem, o nome que aparece é este mesmo, etoxilado.

Filtros solares químicos – Tais aditivos, aprovados pela Anvisa e protetores dos raios UVA e UVB, nas peles muito sensíveis ou infantis podem causar irritação quando presentes em altas concentrações. Por isso, é recomendável que pessoas nessas condições prefiram protetores solares com filtros físicos como dióxido de titânio e óxido de zinco, estruturas inorgânicas que não penetram na epiderme. "Nos filtros, componentes absorvedores de luz, como benzofenona-3 e 4-metilbenzelideno cânfora, demonstraram ter a capacidade de se acumular no corpo humano por até cinco dias. Então, são elementos que devem ser evitados", diz Maurício Pupo, salientando que este resultado apareceu em um estudo científico realizado no Instituto de Avaliação de Riscos de Ciências da Universidade de Utrecht, na Holanda, e publicado no "Toxicology and Applied Pharmacology", em outubro de 2005. "Foi relatado que a exposição diária a tais filtros resulta em efeitos estrogênicos no corpo humano." Em outras palavras, o ativo pode interagir com receptores de estrógeno e atuar como se fosse um hormônio feminino. "Mas é bom deixar claro que não são todos os filtros químicos que fazem isso, somente os mais antigos. A nova geração já apresenta maior segurança", explica o cosmetólogo Maurício Pupo. Alguns nomes de filtros solares químicos: avobenzona, octilmetoxicinamato, homosalate e bis-etilexiloxifenol metoxifenil triacina.

Óleo mineral – Derivado do petróleo e composto por uma mistura complexa de hidrocarbonetos, é aplicado na indústria cosmética como emoliente, lubrificante e hidratante – e, por isso, está presente em diversos cremes e loções. "Seu uso, no entanto, tem sido relacionado a casos de desordens cutâneas", adverte Maurício Pupo. Tanto é que o Departamento de Medicina Ocupacional do Hospital Universitário de Trondheim, na Noruega, apontou que houve prevalência de alterações como pele ressecada, dermatite, acne e eczema em indivíduos que tinham contato direto com o componente. "Outro problema relatado em relação ao óleo mineral é a contaminação de alguns produtos com o 1,4-dioxano. Este composto orgânico classificado como éter, segundo pesquisas científicas como a publicada no "Regulatory Toxicology and Pharmacology", em outubro de 2003, demonstra apresentar potencial carcinogênico, penetração na pele e uma fraca atividade genotóxica, ou seja, danos ao material genético", completa o cosmetólogo. Em outras palavras, há suspeita de que provoca diversos tipos de câncer, como de pulmão, esôfago, estômago, linfoma e leucemia. A Anvisa não controla o uso do óleo mineral em cosméticos. Nos rótulos, procure por palavras como paraffin oil e mineral oil.

Ftalatos – Eles entram em esmaltes, perfumes, xampus e maquiagens como aditivos, plastificantes ou agentes amaciadores. Mas é bom ficar alerta: estudo realizado em 2009 em múltiplos institutos e publicado no Environmental Health Perspectives em fevereiro de 2009 verificou que a exposição aos ftalatos está associada à ocorrência de hipospádia, uma das anormalidades urogenitais mais comuns em bebês do sexo masculino. "Outra pesquisa, comandada em 2009 pelo Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Fudan, na China, provou ligação entre a exposição fetal aos ftalatos, durante a gestação, e o baixo peso no nascimento", destaca Maurício Pupo. Não há controle, por parte da Anvisa, em relação ao emprego do ativo. "Nos frascos, não dá para identificá-lo, pois os ftalatos são moléculas contaminantes de determinadas matérias-primas", diz Maurício Pupo.

Aminas aromáticas – Presentes em tinturas capilares, é possível que esses hidrocarbonetos aumentem o risco de desenvolvimento de câncer, entre eles o de bexiga. "Tal suspeita surgiu em estudo publicado no "Mutation Research" em setembro de 2002 e evidenciada pelo Public Health Reports em janeiro-fevereiro de 2005, nos Estados Unidos", revela Maurício Pupo, acrecentando que a Anvisa estabelece limites para o uso do ativo em cosméticos, que aparecem com este nome mesmo nos rótulos.

Nicotinato de metila – É um ativador da circulação incluído em formulações anticelulite e redutora de medidas. "Pode causar alergias graves, como dermatites de contato, inclusive espalhadas pelo corpo, além de aumento de vasos dilatados nas pernas, rinite alérgica e hiperalgesia, ou seja, inchaço nas articulações com dores articulares – especialmente em profissionais como massoterapeutas", destaca Sheila Gonçalves. Seu emprego é aprovado pela Anvisa e o nome, nos rótulos, é o mesmo. "Em caso de alergia, o consumidor deve procurar atendimento médico", diz Maurício Pupo.

Ureia - Um dos hidratantes mais utilizados em cosméticos é a ureia, tanto pela sua eficácia quanto pelo seu baixo preço. Como penetra profundamente na pele e tem a capacidade de atravessar a placenta, podendo chegar até o feto em formação e ocasionar graves consequências ao bebê, traz uma advertência da Anvisa: todas as vezes que o componente estiver presente em dosagens maiores que 3%, o rótulo alerta 'Para uso durante a gravidez, consulte um médico'. "O órgão também veta a fabricação de cosméticos que contenham mais de 10% de ureia", salienta, farmacêutica especialista em desenvolvimento de cosméticos Anelise H. Leite Taleb. Na embalagem, o nome é o mesmo.

Fonte: http://belezaorganica.blogspot.com/
           https://karinebre.wordpress.com/
           http://mulher.uol.com.br/

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