Os Templários - Parte 2

templar4OS HOSPITALÁRIOS (Cavaleiros Hospitalários de S João, Jerusalém, Rhodes e Malta) Formada depois da Primeira Cruzada, A Ordem dos Hospitalários dedicou-se originalmente à medicina, curando e provendo o repouso para os peregrinos. Devido às contínuas invasões muçulmanas, os Hospitalários adotaram a filosofia guerreira dos Templários e rapidamente dedicaram-se à defesa Militar da Cristandade.

Porém, os Cavaleiros Hospitalários nunca esqueceram suas origens e sempre mantiveram hospitais para cuidar dos doentes e feridos. Os Cavaleiros de São João têm uma filosofia de cura, e todos são treinados em medicina . Os Hospitalários foram a única Ordem a sobreviver incólumes aos turbulentos séculos (ainda hoje a Ordem Hospitalária é atuante, com Sede na Ilha de Malta, no Mediterrâneo) em que atuaram. Durante os últimos séculos, eles agiram freqüentemente em auxílio ao braço da espionagem do Vaticano.

A maioria das pessoas os vêm como dedicados à obras beneficentes, especialmente em auxílio pelo mundo inteiro em serviços de ajuda a desastres. Os membros desta Ordem, aparecem em público, normalmente, muito bem vestidos.

Como a maioria dos médicos, eles acreditam em padrões altos de limpeza e higiene. Seu uniforme cerimonial é negro com uma cruz branca (a Cruz maltesa).Ocasionalmente, os guerreiros monges mais antigos, usam batas vermelhas com a Cruz maltesa branca.

Desde que foram expulsos de sua sede na Ilha de Malta em 1.700, por Napoleão, os Hospitalários tiveram que contentar-se com uma propriedade pequena perto do Vaticano em Roma. Porém, foi permitido recentemente aos cavaleiros, reaverem seu castelo de Valletta; entretanto, o maltês já não os aceita como senhores.

Os membros desta Ordem são geralmente escolhidos entre os médicos, homens de ciência ou com tendências ao sacerdócio. Conforme comentamos acima, um braço dos Hospitalários foi fortemente envolvido na espionagem do Vaticano, durante séculos. O autor levanta a suspeita de que ainda hajam membros da Ordem dedicados à esta tarefa.  Esta é a Ordem mais tradicional (do ponto de vista de submissão ao Papa) e coloca grande ênfase em religião e cerimônias religiosas. Como resultado, só são permitidas para as mulheres servir dentro da Ordem de uma maneira não combatente. O Hospitalários têm um forte sensos de justiça. Eles não auxiliarão nenhuma pessoa ou criatura que eles pensam que são más e isto os põe freqüentemente em conflito os com o Templários e Teutônicos.

Princípio Histórico:

Os Cavaleiros Hospitalários, pertencem à uma Ordem cuja poderosa cuja documentação os torna oficiais e legais até os dias de hoje. Seus tradicionais rivais foram os Cavaleiros Templários. Sua estrutura básica é bastante parecida com a dos templários porém com um maior enfoque em saúde e medicina.

A Ordem de São John originou-se com um hospital dedicado a São João em Jerusalém, aproximadamente em 1.070, 30 anos antes da Primeira Cruzada, por um grupo de comerciantes italianos que queriam cuidar dos peregrinos.
Foi constituída como uma Ordem aproximadamente em 1.100, logo após a Primeira Cruzada, quando assumiu seu primeiro Grão Mestre Principal (que o autor não cita o nome).

O Hospitalários seguiram assim aos Templários mas com enfoque para o trabalho médico.

Por volta de 1.126, porém, aproximadamente oito anos depois dos Templários apareceram publicamente, os Cavaleiros de São John tinham começado a assumir um caráter crescentemente militar que ficaria, com o tempo, mais proeminente que o próprio serviço de hospital, para o qual tinham sido instituídos.

O autor cita aqui que em sua opinião, os Hospitalários podem ter sido obrigados a adotar o braço combatente, porque os Templários não estavam fazendo o trabalho a eles destinado, dedicando-se a percorrer a Terra Santa em busca de relíquias Santas, em vez de proteger os peregrinos.

Os Hospitalários, junto com os Templários e Teutônicos, tornaram-se o exército principal e poder financeiro na Terra Santa. Este poder expandiu-se ao longo do Mediterrâneo.

Como os Templários, eles ficaram imensamente ricos. A Ordem desenvolveu-se em um exército vasto, organização eclesiástica e administrativa com centenas de cavaleiros, um exército parado, numerosos serviços secundários, uma cadeia de fortalezas e propriedades enormes de terra pelo mundo Cristão.

A Ordem permaneceu verdadeira a suas origens e mantém até os dias atuais, hospitais atendidos por seus próprios providos cirurgiões e demais funcionários.

Em 1.307, quando os Templários foram acusados de uma série de ofensas contra a ortodoxia católica, o Hospitalários conseguiram ficar imunes de qualquer estigma. Eles retiveram o favor do papado. Na Inglaterra e em outros lugares, ex-propriedades dos Templários foram entregadas para eles - impulsionando ainda mais suas riquezas. Depois de 1.291, os Cavaleiros de São João retiraram-se para Chipre.

Em 1.309 eles estabeleceram sua sede na Ilha de Rhodes que governaram como o principado privado. Eles ali permaneceram durante dois séculos e resistiram a dois ataques dos Turcos. Em 1.522, um terceiro ataque os forçou a abandonar a ilha e em 1.530 eles novamente estabeleceram-se em Malta.

Em 1.565, Malta foi sitiada pelos Turcos em uma tentativa ambiciosa para conquistar o Mediterrâneo.
Em uma defesa épica, 541 Cavaleiros Hospitalários e sargentos junto com 1.500 soldados a pé e mercenários repeliram os repetidos ataques, de 30,000 inimigos.

A derrota histórica infligida aos Turcos, destruiu seus planos de invasão. Seis anos depois, em 1.571, a Frota da Ordem, junto com navios de guerra da Áustria, Itália e Espanha, ganharam uma decisiva batalha naval de Lepanto e quebraram o poder marítimo turco. A frota dos Hospitalários foi premiada com créditos pelos afundamentos.

No 16º século eles eram ainda um exército supremo com poderes navais consideráveis no mundo Cristão, contando com força e recursos financeiros comparável à maioria das nações. Mas a reforma protestante tinha começado a quebrar a força da Europa Católica, e a própria Ordem viu-se fendida com novas convicções.

A Europa passou para uma idade nova de tolerância religiosa e mercantilismo.

O Cavaleiros ainda estavam em Malta em 1.798, entretanto a Ordem havia transformado-se em apenas uma sombra do que eles eram. A Maçonaria tinha corroído as suas submissões católicas e quando Napoleão invadiu a ilha a caminho do Egito, os cavaleiros não ofereceram nenhuma resistência.

Quando Horatio Nelson recapturou as ilhas, os cavaleiros puderam ali restabelecer uma presença não oficial.
Em 1.834, uma base oficial era estabelecida em Roma.

Uma vez mais dedicados ao hospital e ao trabalho junto à saúde, os cavaleiros mantêm sua fortaleza em Mala mas, não têm nenhum poder de governo. De maneira muito interessante, foi considerado seriamente a possibilidade de entregar Israel para os Hospitalários depois de Segunda Guerra Mundial.

Do ponto de vista de direitos internacionais, os Cavaleiros de Malta são encarados como um principado soberano independente, com a opção de um assento nas Nações Unidas (o qual eles nunca ocuparam). Podem ser identificadas embaixadas na África e países americanos latinos com plenos privilégios diplomáticos.

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Lugar Santo: VALLETA, MALTA  - Entre suas características originais, possui uma série de albergues (pousadas), representando áreas da Europa, tais como Aragão, França, Alemanha, Provence, Castilha, Itália e Inglaterra. Na costa norte da ilha está a baía onde S. Paulo naufragou em sua tentativa de chegar em Roma. A presença dos Cavaleiros permanece, com várias estruturas e fortificações que comemoram locais com significado religioso; mas mais proeminente é a do castelo do mar de Sant'Angelo, o forte de St Elmo e o subúrbio cercado de Vittoriosa, abrangendo dois promontórios que proveram um porto natural facilmente defendido. Todos estes pontos são parte do que tornou-se a cidade de Valleta. A cidade foi nomeada em homenagem ao Grão Mestre Jean de la Valette, veterano do ataque de Rhodes sendo considerado como o defensor próspero de Malta contra os Turcos otomanos. No centro das fortificações construídas para defender o Porto Principal está a Catedral de São João, construída pelos Cavaleiros Hospitalários como centro da adoração, em 1.578. O exterior da Catedral é austero, mas dentro dela é surpreendentemente extravagante. No chão de um quarto estão 375 tabletes (lajotas) de mármore, cada uma ricamente decorada e registrando as ações da Ordem. Este quarto é conhecido como o mausoléu de cavalheirismo.

O grande hospital - contendo um dos quartos maiores em toda a Europa - é o ponto alto da construção médica Hospitalária. O pupilo principal mede 185 pés de comprimento por 35 pés de largura, com 31 pés de altura (pé direito). Construído por volta de 1.570, está atualmente desativado. Foram observados padrões rígidos de limpeza e higiene, pelos Hospitalários, que cuidaram dos pacientes usando utensílios de prata para assegurar higiene, além de contarem com um corpo de cirurgiões da Ordem, considerados como os melhores e mais bem treinados de toda a Europa. A cidade foi tomada por Napoleão Bonaparte em 1.798 sem resistência. Reduzidos a algumas propriedades de terra e um edifício em Roma, os Hospitalários buscaram consolo nas origens de sua Ordem e devolveram suas Regras. Com o tempo, com o reaparecimento de seu poder e prestígio, foi devolvida sua propriedade dentro de Valleta.

Os Teutônicos ( A Ordem Sagrada dos Cavaleiros Teutônicos)

A Ordem dos Cavaleiros Teutônicos foi fundada em 1.190 por Cruzados alemães na Palestina e foi reconhecida pelo Papa em 1.199. Instituída depois dos Cavaleiros Templários, e dos Hospitalários, restringiu a admissão à Ordem, apenas aos membros da nobreza alemã. A nova Ordem, constituiu-se no principal grupo militar alemão. Em 1.229 os Cavaleiros Teutônicos começaram uma cruzada para converter e pacificar os eslavos pagãos da Prússia. Eles esmagaram os eslavos nativos e adotaram para si próprios, um estado de semideuses. A forma impiedosa de combater o inimigo, rendeu aos Teutônicos, a reputação de guerreiros malignos.

Os Cavaleiros Teutônicos tornaram-se cínicos, e acreditavam que a eliminação total do inimigo era o único meio de erradicar rapidamente o mal. Para atingir seus objetivos, seu treinamento militar era supremo. Os membros desta Ordem são normalmente fortes e refletem seu treinamento militar.

Vestidos para batalha, são iguais a todos os demais cavaleiros; em alguns casos um Teutônico pode ter alguns suplementos opcionais alinhavados em seu vestuário entretanto, normalmente, suas batas são brancas e adornadas com uma cruz preta simples. Após as batalhas da Idade Média, durante vários séculos, um pequeno grupo dos Teutônicos serviu em Viena como uma pequena chama que mantinha viva Ordem; porém, agora que a Ordem dos Cavaleiros Teutônicos foi restabelecida, eles readquiriram sua antiga sede no Castelo de Marienburg.

Os membros da Ordem são encarados pela população em geral, como pessoas normais que pertencem à uma Ordem semi clerical, dedicada ao trabalho de caridade; mas, segundo o autor, os membros da Ordem têm força para dobrar barras de ferro, o que as afasta da média da população. Os Cavaleiros Teutônicos escolhem os seus sócios cuidadosamente, geralmente provenientes de polícias especiais ou forças armadas de vários pontos ao redor do mundo. A maioria do Cavaleiros Teutônicos vêm destes exércitos ou equipes de força policial. Os cavaleiros são muito reservados e raramente revelam sua identidade em público.

Esta é a única Ordem que obriga os seus membros às antigas regras de não manter contatos familiares. Os fundos financeiros deles são quase impossíveis de serem localizados, seus detalhes pessoais são protegidos até mesmo de Teutônicos da mesma categoria e suas habilidades de luta são cuidadosamente desenvolvidas.

Para pertencer à Ordem é necessário possuir muito bons atributos físicos e ser um excelente lutador.

Sua fama é a de possuírem um temperamento agressivo, e freqüentemente estão ansiosos para entrar em uma briga. Este tipo de atitude é interpretado freqüentemente pelos Hospitalários e Templários como puro instinto animal. As outras Ordens não apreciam o ódio e a preocupação com que o Teutônicos agem com os inimigos.

Os Teutônicos normalmente ficam frustrados com estratégias a longo prazo. Eles gastam a maior parte de suas vidas treinando para lutar e querem pôr todo o treinamento em prática rapidamente. Eles tendem a serem difíceis de se dar bem socialmente. Eles repugnam o artifício ou as táticas sutis e acreditam na confrontação frente a frente como melhor tática de aproximação. Isto os conduziu freqüentemente, em desentendimentos com os Hospitalários e Templários. Às vezes os Teutônicos quando fora da Ordem, ignoram as instruções de seus próprios oficiais, se julgarem que a mesma é imprópria ou incorreta.


Princípio Histórico:

Os Cavaleiros Teutônicos são um exército e Ordem religiosa alemã, baseada nos Hospitalários e Templários.
É a mais jovem das três Ordens militares, foram fundados em 1.190 como uma unidade de auxilio, por Comerciantes alemães preocupados com os compatriotas sujeitos às doenças. Os membros do grupo estabeleceram-se entre os integrantes do exército Cristão acampado fora do Acre.

Pouco depois, foi-lhes concedido terras para construir um hospital, e também um estado Monástico. Os Teutônicos foram então, surpreendidos com a instrução pelo Papa Inocente III, para se tornarem uma Ordem Militar. O braço militar era baseado no modelo dos Cavaleiros Templários e o hospital nos Cavaleiros Hospitalários. A Ordem dos Teutônicos não restringiu então, aos seus membros, a exigência de pertencer à nobreza alemã. Os únicos limites eram ser um homem livre e não estar casado.

A Ordem geralmente usava um hábito branco com uma cruz preta.

Cada um dos 12 Capítulos da Ordem, havia um líder conhecido como Komtur, significando o oficial de diligências. Quando um Grão Mestre morria, todos os Komturs reuniam-se para eleger 13 membros que, em troca, elegeria um novo Grão Mestre. Os outros oficiais do comando (Grosskomtur), eram: o Ordensmarshall, o Tressler (o tesoureiro), o Spittler (Hospitalários) e o Trapier (chefe de quartel). A Ordem nunca se distinguiu na Terra Santa. Não lutou nenhuma batalha famosa, nem desfrutou inicialmente a riqueza de apoio dada às outras Ordens. È parcialmente por causa desta falta de apoio que permaneceu um movimento puramente germânico; fato este que logo direcionou seus interesses para a própria Pátria. Em 1.216 a ordem perdeu a maioria de seus cavaleiros e seu Grão Mestre em ação na defesa da Terra Santa. A Ordem ficou em Acre até a queda do reino em finais do 13º século, quando os Teutônicos aumentaram gradativamente sua força nos Bálcãs.

A Ordem ajudou o Rei Andrew da Hungria nos meados de 1.210 a desalojar os Kumans que estavam invadindo a Transilvânia. Outro que pediu ajuda à Ordem foi o Duque polaco Conrad de Masovia, que pediu para a Ordem proteção contra os pagãos que invadiam suas terras. A Ordem era inumana em sua briga contra as tribos pagãs, até mesmo com pequenos contingentes de cavalaria eram praticamente invencíveis em face a qualquer inimigo.  Os Teutônicos não tinham misericórdia. Qualquer homem, mulher ou criança conquistado tinha que se converter ou seriam executados. Os nativos tornaram-se servos da Ordem, controlados de uma série de fortalezas poderosas.  Os domínio teutônicos estenderam-se pelos Bálcãs da Polônia, pela Lituânia e Suécia. Nos 100 anos seguintes eles estenderam seu domínio ao longo do Báltico do Golfo da Finlândia para as margens do Pomeranian. Os Teutônicos colonizaram a terra com alemães e estabeleceram um governo central forte com sede em Marienburg,

Prússia

Rebeliões nos anos 1.260 forçaram a Ordem em seus limites. Depois que vários castelos balcânicos e Acre caíram em finais do 13º século, os cavaleiros migraram a sede deles para Veneza. O território perdido nos Bálcãs foi logo recapturado. Os Cavaleiros Teutônicos governaram a nova terra deles eficazmente. A maioria dos colonos achou estranho ter que responder a assuntos financeiros a monges que não foram autorizados a possuir qualquer coisa, mas isto limitou a corrupção e permitiu que os negócios fossem operados com eficácia.

Durante princípios de 1.300, a Inquisição atacou os Templários e Teutônicos com as acusações de crueldade e bruxaria; entretanto o teatro de operações dos Teutônicos (Prússia e a Costa do Báltico), colocou-os em segurança, além do alcance de qualquer autoridade que poderia agir contra eles.

As regras dos Teutônicos não era fácil. No 14º século aconteceram uma série de batalhas contínuas contra os lituanos; até 80 expedições ao todo com até sete em um ano. Os Teutônicos alcançaram o cume de seu poder e reputação durante este período, aparecendo então, algumas das melhores mentes militares da era.

Derrotado pelos polacos e lituanos na Batalha de Tannenberg em 1.410, os Cavaleiros Teutônicos foram forçados em 1.466, a ceder a Prússia Ocidental e Pomerelia para a Polônia e mover sua sede para Konigsberg na Prússia Oriental. Em 1.525 o Grão Mestre da Ordem, Albert de Brandenburg, converteu-se ao Luteranismo.

A imagem teutônica, como também parte da própria Ordem, foi seqüestrada pelos Nazistas na Segunda Guerra Mundial.  A Cruzada Eslava da Ordem foi sustentada como um exemplo de superioridade alemã e foi usada como uma desculpa para outro ataque à Rússia.

Muitos membros da SS auto nomearam-se como Cavaleiros da Ordem Militar.

A Ordem dos Cavaleiros Teutônicos ainda existe na Áustria como uma organização semi-clerical, dedicada ao trabalho de caridade.

Lugar Santo: CASTELO de MARIENBURG, POLÔNIA

A sede dos Cavaleiros Teutônicos na Prússia Oriental (agora Polônia), castelo de Marienburg foi construído originalmente em 1.276 pelo Grão Mestre von Winrich Kniprode como uma fortaleza funcional e sua importância foi estratégica para o comando e sede dos Teutônicos por volta de 1.309.

Como os Cavaleiros ampliaram seus territórios e trouxeram paz para a área, o castelo tornou-se um magnífico hotel para os nobres visitantes e Cavaleiros que quiseram tomar parte nas campanhas da Ordem.

Reformado completamente durante o 19º século, foi bombardeando pelos Aliados que o reduziram a ruínas durante Segunda Guerra Mundial. O Governo polonês devolveu o castelo aos Teutônicos como meio de restabelecer a tradição e manter o local histórico. 

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O ordem dos Tempários - Os Cavaleiros da Ordem do Templo e a historiografia O fato de que nunca se teve a oportunidade de se ter acesso a documentos originais dos julgamentos contra os templários motivou o surgimento de muitos livros e filmes, com grande repercussão pública, porém, sem nenhum embasamento histórico. Também muitas sociedades secretas como a maçonaria se colocam como herdeiras dos templários, entretanto, a partir de documentos históricos, e, não a partir de fábulas e astúcia é possível entendermos melhor esse episódio da história. A obra, publicada pela Biblioteca Vaticana: “Processus contra templários”, restaura a verdade histórica sobre Os Cavaleiros da Ordem do Templo, conhecidos como templários, cuja existência e ulterior desaparecimento foram motivo de numerosas especulações e lendas. Os pergaminhos são relativos ao processo contra os templários, realizados sob o pontificado do Papa Clemente V, cujos originais são conservados no Arquivo Secreto do Vaticano. O principal valor da publicação reside na perfeita reprodução dos documentos originais do citado processo e nos textos críticos que acompanham o volume; explicam como e por que o pontífice Clemente V absolveu os Templários da acusação de heresia e suspendeu a Ordem sem dissolvê-la, reintegrando os altos dignitários Templários e a própria Ordem na comunhão da Igreja
A Ordem dos Cavaleiros do Templo

Os templários foram fundados por Hugo de Payens, depois da primeira Cruzada em 1119. São Bernardo escreveu a regra dessa ordem monacal e militar.

Os Templários eram membros de uma ordem religiosa de monges guerreiros. O nome de Cavaleiros do Templo lhes veio porque seu convento principal e primeiro fora estabelecido junto ao local onde existira o Templo de Salomão, em Jerusalém. A finalidade da Ordem dos Cavaleiros do Templo era a de defender a Terra Santa dos ataques dos maometanos, mantendo os reinos cristãos que as Cruzadas haviam fundado no Oriente.
A Ordem do Templo e sua regra fora aprovada pela Igreja. Os Templários foram, durante muito tempo, fiéis à sua regra e à sua finalidade.

Estes cavaleiros fizeram voto de pobreza e seu símbolo passou a ser o de um cavalo montado por dois cavaleiros. Em decorrência do local de sua sede, do voto de pobreza e da fé em Cristo surgiu o nome da Ordem, "Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão", ou simplesmente "Cavaleiros Templários".
Sob a divisa Non nobis, Domine, non nobis, sed nomini Tuo da gloriam(Sl 115,1) - (Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Vosso nome dai a glória).

Seu crescimento vertiginoso ao mesmo tempo que ganhava grande admiração da Europa se deu pelo grande fervor religioso e pela sua incrível força militar. Os Papas guardaram a ordem acolhendo-a sob sua imediata proteção, excluindo qualquer intervenção de qualquer outra jurisdição fosse ela secular ou episcopal. Não foram menos importantes também os benefícios temporais que tal ordem recebeu dos soberanos da Europa.

Um contemporâneo (Jacques de Vitry) descreve os Templários como "leões de guerra e cordeiros no lar; rudes cavaleiros no campo de batalha, monjes piedosos na capela; temidos pelos inimigos de Cristo, a suavidade para com Seus amigos".

Levando uma forma de vida austera não tinham medo de morrer para defender os cristãos que iam em peregrinação a Terra Santa. Como exército nunca foram muito numerosos aproximadamente não passavam de 400 cavaleiros em Jerusalém no auge da ordem, mesmo assim foram conhecidos como o terror dos maometanos. Quando presos rechaçavam com desdém a liberdade oferecida a preço de apostatarem (negar a Fé cristã).

 

O grande crescimento da Ordem e a perda de sua missão

Com o passar do tempo a ordem ficou riquíssima e muito poderosa: receberam várias doações de terras na Europa, ganharam enorme poder político, militar e econômico, o que acabou permitindo estabelecer uma rede de grande influência no continente, o que pode ter provocado um relaxamento da moral, sede pelo poder, pelo dinheiro.
Também começaram a ser admitido na ordem devido à necessidade de contingente, pessoas sem levar em conta os mesmos critérios do seu inicio. Logo, o fervor cristão, a vida austera e a vontade de defender os cristãos da morte deixaram de ser as motivações principais dos cavaleiros templários.

A grande riqueza da ordem atrai a atenção do Estado

Felipe IV pensou em apropriar-se dos bens dos Templários, e por isso havia posto em andamento uma estratégia de descrédito, acusando-os de heresia. A perseguição aos templários começou em 1307, quando o rei da França, acusou os templários de heresia e imoralidade.

No dia 13 de Outubro de 1307 o rei obrigou o comparecimento de todos os templários da França. Os templários foram encarcerados em masmorras e submetidos a torturas para se declararem culpados de heresia, no pergaminho redigido após a investigação dos interrogatórios, no castelo de Chinon, no qual Felipe IV da França (Felipe o Belo) havia prendido ilicitamente o último grão-mestre do Templo e alguns altos dignitários da Ordem.

O Pergaminho de Chinon atesta que o Papa Clemente V absolveu os templários, das acusações de heresia, evidenciando, assim, que a queda histórica da Ordem deu-se por causa da perda de sua missão e de razões de oportunismo político.

Da perda de sua missão o que caracterizou não mais uma vida austera como no inicio da ordem se aproveitou o Rei Felipe IV, o Belo, para se apoderar dos bens da Ordem, acusando-a de ter se corrompido. Ele encarcerou os Superiores dos Templários, e, depois de um processo iníquo, os fez queimar vivos, pois obtivera deles confissões sob tortura, que eram consideradas nulas pelas leis da Igreja e da Inquisição (Concílio de Viena (França) em 1311 e Concílio regional de Narbona (França) em 1243).

A sentença do Papa Clemente V a Ordem dos Templários

A ata de Chinon declara que os Templários não dissolvidos, mas absolvidos, suscitou a reação da monarquia francesa, tanto que obrigou Clemente V à ambígua discussão sancionada em 1312, durante o Concílio de Vienne, com a bula «Vox in Excelso», na qual declarava que o processo não havia comprovado a acusação de heresia, mas só a indignidade e os maus hábitos difundidos entre muitos membros da Ordem.

Ao declarar que o processo não tinha comprovado a acusação de heresia, Clemente V suspendeu a Ordem dos Templários mediante uma sentença não definitiva, sem dissolvê-la, para impedir um cisma com a França, reintegrando os altos dignitários Templários na comunhão da Igreja.

O Pergaminho de Chinon atesta que o Papa Clemente V absolveu os templários, das acusações de heresia, mostrando assim, que o Pontífice não considerou a ordem como sendo herege (conforme se especulava). E que deu a absolvição ao último grã-mestre dos Templários, Jacques de Molay, e aos cavaleiros da Ordem. O Pontífice ainda permitiu a eles "receber os sacramentos cristãos e serem acompanhados por um capelão" até os últimos momentos de sua vida.

Considerações finais

A destruição da Ordem do Templo propiciou ao Rei francês não apenas os tesouros imensos da Ordem (que estabelecera o início do sistema bancário), mas também a eliminação do exército da Igreja, o que o tornava senhor rei absoluto, na França.

Nos demais países a riqueza da ordem pertencente à Igreja em sua maioria também ficou com os respectivos Estados. A ordem dos Hospitalarios também herdou uma parte do dinheiro.

Mestres

1. Hugo de Payens (Huguens de Payns) (1118-1136)
2. Hugue, conde de Champagne
3. Rossal de Clairvaux
4. Geoffro de Bissor
5. André de Condemare
6. Archambaud de Saint-amande
7. Philippe de Milly (Philippus de Neapoli/de Nablus) (1169-1171)
8. Odo de St Amand|Odo (Eudes) de St Amand ou Odon de Saint-Chamand (1171-1179)
9. Arnaud de Toroge (Arnaldus de Turre Rubea/de Torroja) (1179-1184)
10. Gérard de Ridefort (1185-1189)
11. Robert de Sablé (Robertus de Sabloloi) (1191-1193)
12. Gilbert Horal (Gilbertus Erail/Herail/Arayl/Horal/Roral) (1193-1200)
13. Phillipe de Plessis / Plaissie`/ Plesse` /Plessiez (1201-1208)
14. Guillaume de Chartres ou Willemus de Carnoto (1209-1219)
15. Pedro de Montaigu|Pierre (Pedro) de Montaigu (Petrus de Monteacuto) (1219-1230)
16. Armand de Périgord (Hermannus Petragoricensis) ou Hermann de Pierre-Grosse (???-1244)
17. Richard de Bures (1245-1247)
18. Guillaume de Sonnac (Guillelmus de Sonayo) (1247-1250)
19. Renaud de Vichiers (Rainaldus de Vicherio) (1250-1256)
20. Thomas Bérard (1256-1273)
21. Guillaume de Beaujeu (Guillelmus de Belloico) (1273-1291)
22. Thibaud Gaudin (Thiband Ggandin) (1291-1292)
23. Jacques de Molay (1292-1314)

Castelos

Na Terra Santa

• Castelo de Gaston - Principado de Antioquia
• Chastel Blanc - Condado de Trípoli
• Castelo de Tortosa - Condado de Trípoli
• Castelo de Sidon - Reino Latino de Jerusalém
• Castelo de Beaufort - Reino Latino de Jerusalém
• Castelo de Gaza - Reino Latino de Jerusalém
• Castelo de Safed - Reino Latino de Jerusalém
• Castelo Peregrino - Reino Latino de Jerusalém
• Castelo Hernault - Reino Latino de Jerusalém
• Chastelet du Gué-Jacob - Reino Latino de Jerusalém

Na Peninsula Ibérica

Na Espenha

• Castelo da Lúa -
• Castelo de Ascó - 1173
• Castelo de Barberà - 1143
• Castelo de Castellote -
• Castelo de Chalamera - 1143
• Castelo de Granyena - 1131
• Castelo de Gardeny -
• Castelo de Monreal del Campo -
• Castelo de Montesa -
• Castelo de Monzón - 1143
• Castelo de Peñíscola - 1294
• Castelo de Ponferrada - 1178
• Castelo de Sória - 1128
• Castelo de Xivert - 1169
Em Portugal

• Castelo de Soure (1128)
• Castelo de Celorico da Beira
• Castelo de Ranhados
• Castelo de Longroiva (1145)
• Castelo de Cera (1159)
• Castelo de Tomar (1160)
• Castelo de Torres Novas
• Castelo de Seda (1160)
• Castelo de Pombal (c. 1160)
• Castelo de Mogadouro (1165)
• Castelo de Belmonte
• Castelo de Sabugal
• Castelo de Sortelha
• Castelo de Penamacor
• Castelo de Monsanto (1165)
• Castelo de Salvaterra do Extremo
• Castelo de Segura
• Castelo de Rosmaninhal (1165)
• Castelo de Penas Róias (1166)
• Castelo de Almourol (1171)
• Castelo do Zêzere (1174)
• Castelo de Idanha-a-Nova (1187)
• Castelo de Idanha-a-Velha (1197)
• Castelo de Penamacor (c. 1199)
• Castelo de Alpalhão
• Castelo de Castelo Novo
• Castelo de Ródão
• Castelo de Belver
• Castelo de Castro Marim
• Castelo de Castelo Branco (1214)
• Castelo de Vila do Touro (c. 1220)
• Castelo de Nisa (1296)
• Castelo de Amieira do Tejo
• Castelo de Penha Garcia (1303)
• Torre de Quintela
• Torre de Dornes


Fonte: http://www.cacp.org.br/seitasdiversas/
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/antiga/
http://www.ostemplarios.org.br/txt/bib/pub36.doc
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ordem_dos_Templ%C3%A1rios

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