Teologia da prosperidade

teopros1Teologia da prosperidade (também conhecida como Evangelho da prosperidade) é uma doutrina religiosa cristã que defende que a bênção financeira é o desejo de Deus para os cristãos e que a fé, o discurso positivo e as doações para os ministérios cristãos irão sempre aumentar a riqueza material do fiel. Baseada em interpretações não-tradicionais da Bíblia, geralmente com ênfase no Livro de Malaquias, a doutrina interpreta a Bíblia como um contrato entre Deus e os humanos; se os humanos tiverem fé em Deus,

Ele irá cumprir suas promessas de segurança e prosperidade. Reconhecer tais promessas como verdadeiras é percebido como um ato de fé, o que Deus irá honrar. Seus defensores ensinam que a doutrina é um aspecto do caminho à dominação cristã da sociedade, argumentando que a promessa divina de dominação sobre as Tribos de Israel se aplica aos cristãos de hoje. A doutrina enfatiza a importância do empoderamento pessoal, propondo que é da vontade de Deus ver seu povo feliz. A expiação (reconciliação com Deus) é interpretada de forma a incluir o alívio das doenças e da pobreza, que são vistas como maldições a serem quebradas pela fé. Acredita-se atingir isso através da visualização e da confissão positiva, o que é geralmente professado em termos contratuais e mecânicos.

Foi durante os avivamentos de cura (healing revivals) dos anos 1950 que a teologia da prosperidade ganhou proeminência nos Estados Unidos, apesar de especialistas terem ligado suas origens ao Movimento Novo Pensamento. Os ensinamentos da teologia da prosperidade mais tarde ganharam proeminência no Movimento Palavra de Fé e no televangelismo dos anos 1980. Nos anos 1990 e 2000, foi adotada por líderes influentes do Movimento Carismático e promovida por missionários cristãos em todo o mundo, levando à construção de megaigrejas. Líderes proeminentes no desenvolvimento da teologia da prosperidade incluem E. W. Kenyon, Oral Roberts, T. L. Osborn e Kenneth Hagin.

As igrejas nas quais o evangelho da prosperidade é ensinado são geralmente não-denominacionais e usualmente dirigidas por um único pastor ou líder, apesar de que algumas desenvolveram redes que se assemelham a denominações. Algumas igrejas dedicam um longo tempo aos ensinamentos sobre o dízimo, o discurso positivo e a fé. Igrejas da prosperidade geralmente ensinam sobre responsabilidade financeira, apesar de que alguns jornalistas e acadêmicos têm criticado seus conselhos nessa área como enganosos. A teologia da prosperidade tem sido criticada por líderes dos movimentos pentecostal e carismático, assim como de outras denominações cristãs. Eles argumentam que ela é irresponsável, promove a idolatria e é contrária às escrituras. Alguns críticos argumentam que a teologia da prosperidade cultua organizações autoritárias, onde os líderes controlam as vidas dos membros. A doutrina tem seu sucesso atribuído, na Coreia do Sul, às semelhanças com a cultura xamanista tradicional. No Ocidente, a teologia da prosperidade tem atraído seguidores das classes média e baixa e tem seu sucesso ligado às semelhanças com o fenômeno do culto à carga, à religiosidade tradicional africana e à teologia da libertação das igrejas afro-americanas.


Sedução


Padre paulo Ricardo - Antes de definir o que é a chamada “teologia da prosperidade”, que tem seduzido a muitos atualmente, é necessário entender a sua origem. Ela nasceu no movimento pentecostal e este teve três grandes “ondas” no Brasil. A primeira onda é representada pelas igrejas pentecostais “clássicas”, por assim dizer, tais como Assembleia de Deus, Congregação Cristã do Brasil etc. Ela se caracterizava pela centralidade em Deus, ou seja, Jesus iria voltar em breve, por isso era necessário responder com a busca sincera pela santidade. É a onda do “Deus dos carismas”. Aquelas igrejas receberam influência direta de um movimento americano denominado “Hollyness” o qual enfatizada precisamente a grandeza de Deus, a centralidade do retorno de Nosso Senhor Jesus Cristo e a santidade na vida pessoal, por isso, a primeira onde de pentecostalismo pode ser definida como uma busca de santidade de vida na presença de Deus.

A segunda onda de pentecostalismo no Brasil se manifesta nas igrejas Deus É Amor, Igreja do Evangelho Quadrangular, O Brasil para Cristo etc, e a centralidade se concentra agora nos carismas e nos milagres, por isso são chamadas de “taumatúrgicas”, ou seja, voltadas para as curas, os prodígios, das poderosas unções e todo tipo de “serviços” e cultos religiosos voltados para os milagres. Por fim, a terceira onda do movimento pentecostal é justamente a da “Teologia da Prosperidade”. Se antes era o Deus dos carismas (1ª onda), depois os carismas de Deus (2ª onda), agora, finalmente, o homem tomou o centro e é Deus quem está a seu serviço.

A teologia da prosperidade baseia-se na chamada “lei da reciprocidade”, ou seja, se o ser humano for bom para com Deus, Deus é “obrigado” a ser bom de volta. É uma relação matemática, com ação e reação; na medida em que a fidelidade humana é demonstrada de forma material, necessariamente se obterá a prosperidade material nesta vida. O pentecostalismo dessa teologia é antropocêntrico: não é o homem que serve a Deus, mas Deus que serve ao homem. As Igrejas dessa onda não tem fiéis e sim, clientes. O que leva inevitavelmente a uma progressiva paganização do cristianismo, pois as pessoas pulam de igreja em igreja não em busca de salvação, mas de um “serviço”.

A teologia da prosperidade traiu o cristianismo de forma clara. Enquanto nas duas ondas precedentes observava-se ainda um núcleo cristão, nesta o que se tem é um desagregamento do que é próprio do cristão, pois toda a tradição evangélica segue a teologia de que o que importa é a fé e não as obras. A teologia da prosperidade consegue perverter essa tradição por meio de um jogo linguístico em que as obras são renomeadas como “materialização, manifestação da fé”. Isso significa que o que importa são as obras, pois Deus irá “pagar”.

Mas não é só isso. A teologia da prosperidade trai também o próprio cristianismo, pois ela não exige conversão, mudança de vida, uma vida moral reta. O que se tem no neo-pentecostalismo, em que a teologia da prosperidade se insere, uma acentuação no fato de que as obras morais são desprezíveis, o que se traduz pela aceitação de todo tipo de desregramento sexual.

Diante disso, é possível afirmar que a teologia da prosperidade é a paganização do cristianismo, pois tal qual ocorre nos cultos pagãos, faz-se uma “oferenda”, não mais em encruzilhadas, mas na conta bancária da igreja. De forma asséptica, rápida e quase indolor, munido apenas de um cartão, oferece-se um “sacrifício”, pagando pelo serviço que Deus irá prestar. Isso é paganismo.

Enquanto no cristianismo o homem crê que Deus é o Senhor e que deve estar a serviço Dele, no paganismo é justamente o contrário: Deus é que está a serviço do homem. E cada vez mais novas “fórmulas” são apresentadas para que Deus se torne como que escravo do homem e atenda a todos os seus caprichos. Por tudo isso conclui-se que a teologia da prosperidade é muito equivocada. Ela só se explica como uma verdadeira tentação satânica em que cristãos, aos poucos, são levados a transformar o cristianismo e o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo em uma fórmula mágica e pagã. Durante muito tempo os evangélicos acusaram os católicos de praticarem um cristianismo paganizado, no entanto, com a teologia da prosperidade, a acusação voltou-se para eles mesmos, pois, enfim, os evangélicos paganizaram o cristianismo.

 

O grande engano da 'Teologia da Prosperidade'

 

Por Felipe Aquino - Vamos refletir e aprender sobre o que diz a ‘Teologia da Prosperidade’. Jesus nunca ensinou que o Evangelho pudesse ser uma fonte de enriquecimento ou um meio de se levar uma vida regalada “em nome de Deus”; ao contrário, o Senhor ofereceu a renúncia e a cruz àqueles que O seguirem:

“Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz a cada dia e me siga. Porque quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la, mas quem sacrificar a sua vida por amor de mim, salvá-la-á” (Lc 9,23-24).

Jesus fala de sacrifício, renúncia, de perder a própria vida; e diz que se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, não pode dar fruto (cf. Jo 12, 24). Isso está longe de ser um ensinamento de enriquecimento, porque se faz a vontade de Deus. Ele não é contra a riqueza justa e sabiamente usada para o bem de si mesmo e dos outros, mas isso está longe de justificar a ‘Teologia da Prosperidade’.

Teologia da Prosperidade

No entanto, os adeptos dessa teologia baseiam-se no Antigo Testamento para dizer que os homens de Deus foram ricos como Salomão, e que Jesus prometeu que veio para que tenhamos “vida em abundância”. (Jo 10,10)

Segundo a ‘Teologia da Prosperidade’, Deus concede riqueza e bens materiais a quem Lhe é fiel e paga o dízimo com generosidade; mas esta concepção está mal fundamentada. Todos os católicos devem dar a sua contribuição material à Igreja, para que ela possa prover suas necessidades materiais; isso é ensinado pelo Catecismo:

§2043 ? “Os fiéis cristãos têm ainda a obrigação de atender, cada um segundo as suas capacidades, às necessidades materiais da Igreja. O quinto mandamento [da Igreja] (“Ajudar a Igreja em suas necessidades”) recorda aos fiéis que devem ir ao encontro da necessidades materiais da Igreja, cada um conforme as próprias possibilidades (CDC, cân. 222)”.

O que diz o catecismo?

Nem o Catecismo nem outro documento da Igreja obrigam que o dízimo seja 10% do salário, embora muitos adotem isso na prática, o que é bonito. Mas o dízimo não pode ser uma troca com Deus; deve ser uma doação generosa de quem O ama gratuita e desinteressadamente.

Na mentalidade do Antigo Testamento, quando não se tinha uma noção clara da vida eterna, os antigos judeus julgavam que a recompensa de Deus para os bons seria neste mundo mesmo; mas esta concepção foi mudando, como se pode ver no livro de Jó, Eclesiastes, Daniel etc. A certeza da vida eterna e de uma recompensa muito melhor foi finalmente trazida por Jesus: “Dirá o rei aos que estiveram a sua direita: ‘Vinde, benditos do meu Pai, recebei por herança o reino preparado para vós desde a fundação do mundo'”(Mt 25,26).

São Paulo completa: “O que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, e o coração do homem jamais percebeu, eis o que Deus preparou para aqueles que O amam” (1Cor 2,9).

Jesus não propôs riqueza nem prosperidade aos seguidores d’Ele. Prometeu sim, vida, e vida em abundância, não a vida mortal e sempre ameaçada que o homem conhece na terra, mas a vida imortal em comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

A “Carta aos Hebreus” ensina que Deus nos corrige para o nosso bem: “É para a vossa educação que sofreis: Deus vos trata como filhos. Qual é, com efeito, o filho cujo pai não educa? Se sois privados da educação da qual todos participam, então sois bastardos e não filhos”. (Hb 12,7s)

Dessas palavras pode-se ver que é falso dizer que Deus paga em dinheiro e bens materiais a quem Lhe é fiel. São Paulo mostra os riscos do enriquecimento para quem não sabe se contentar com o que tem

; isto, o avarento: “A piedade é de fato grande fonte de lucro, mas para quem sabe se contentar. Pois nada trouxemos para o mundo, nem coisa alguma dele poderemos levar. Se, pois, temos alimento e vestuário, contentemo-nos com isso. Ora, os que querem se enriquecer caem em tentação e cilada, e em muitos desejos insensatos e perniciosos que mergulham os homens na ruína e na perdição. Porque a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro, por cujo desenfreado desejo alguns se afastaram da fé, e a si mesmos se afligem com múltiplos tormentos”. (1Tm 6,5-10)

Lição

E Jesus deu-nos uma lição importante quando do encontro com aquele jovem rico, que perdeu a coragem de segui-Lo por causa do dinheiro: “Jesus lhe respondeu: ‘Se quiseres ser perfeito, vai, vende os teus bens e dá aos pobres, e terás um tesouro nos céus. Depois, vem e segue-me’. O moço, ouvindo essa palavra, saiu pesaroso pois era possuidor de muitos bens. Então, Jesus disse aos seus discípulos: ‘Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrará no Reino dos Céus. E vos digo ainda: é mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus’. Ao ouvirem isso, os discípulos ficaram muito espantados e disseram: ‘Quem poderá então salvar-se?’. Jesus, fitando-os, disse: ‘Ao homem, isso é impossível, mas a Deus tudo é possível'”. (Mt 19,21-26).

O Brasil tomou conhecimento do triste caso do casal de “bispos” da igreja Renascer. Um juiz brasileiro, da 1ª Vara Criminal de São Paulo, Paulo Antônio Rossi, decretou a prisão deles, em 11 janeiro de 2007 (Folha de SP), depois de terem sido presos nos EUA pelo FBI. O casal foi detido no aeroporto de Miami, na Flórida, em 9 de janeiro de 2007, pelo FBI, ao tentar entrar no país com US$ 56 mil não-declarados (mais de R$ 120 mil) em dinheiro vivo, que estava dentro de uma Bíblia, em um porta-CD e nas malas. No despacho, os promotores acusam Estevam e Sônia de continuar a praticar lavagem de dinheiro, dessa vez em solo norte-americano. Eles já respondem a esse mesmo tipo de crime na capital paulista.

No Brasil, Estevam e Sônia também são réus em processos por falsidade ideológica, estelionato e evasão de divisas. Desde então, já tiveram bens e contas bancárias sequestrados ou bloqueados pela Justiça. É o caso do haras em Atibaia (a 60 km de SP), comprado pela Renascer por R$ 1,8 milhão, e uma casa de praia, em Boca Raton, na Flórida, que vale US$ 470 mil (R$ 1,27 milhão).

Esses fatos confirmam os argumentos evangélicos apresentados de que a ‘teologia da prosperidade’ é uma farsa perigosa que tem enganado muitos. Pessoas bem intencionadas, às vezes desesperadas com os seus problemas, dão o que têm e, às vezes, o que não têm a essas “igrejas”; depois, ficam em situação pior ainda. Não é essa a vontade de Deus; Jesus alertou: “Cuidado com os falsos profetas! Pelos seus frutos os conhecereis”. (Mt 7,15-16)


Teologia da Prosperidade: A Indústria da Fé!


A religião sempre foi um negócio rentável (Nota do tradutor: Em qualquer lugar do planeta). E se acontecer de você ser um pregador evangélico brasileiro, as chances de ganhar um jackpot (loteria) celestial são realmente muito altas nestes dias… Muitos pastores brasileiros receberam passaportes diplomáticos nos últimos anos. Alguns, especialmente aqueles que lideram grandes igrejas, são cortejados pelos políticos em época de eleição.

Mesmo que o Brasil ainda permaneça com o título de maior país católico do mundo, com cerca de 123,2 milhões de sua população, de aproximadamente 191 milhões se definindo como fiéis seguidores da Igreja do Vaticano (Nota do tradutor – A mesma que possui um banco que serve de lavanderia para dinheiro sujo. Veja mais em: IOR-Banco do Vaticano), os últimos dados do censo apontam para uma forte queda entre as fileiras dos católicos romanos, que agora seriam de 64,6% da população do país, contra 92% em 1970, uma queda acentuada de 1/3 dos fiéis católicos.

Enquanto isso, o número de evangélicos protestantes subiu de 15,4% da população do Brasil em apenas uma década, para 22,2%, ou 42,3 milhões de pessoas. É provável que a tendência de queda para o catolicismo de Roma vai continuar e estima-se que até 2030, os católicos representem menos de 50% dos fiéis brasileiros. Então, por que são os evangélicos que tomam conta da cena religiosa do Brasil?

Uma das qualidades mais atraentes que os evangélicos possuem é a sua crença de que os resultados de progresso (a posse de bens) material na vida de um fiel vem de favores de Deus. Enquanto o catolicismo ainda prega um olhar muito conservador para a vida após a morte, em vez do acumulo de riquezas terrenas, os evangélicos, especialmente os grupos “neo-pentecostal”, a eles são ensinados que está tudo certo para Deus você ser próspero em bens materiais. Essa “doutrina”, conhecida como “teologia da prosperidade”, está na base da fundação do maior sucesso das igrejas evangélicas no Brasil.

O valor do progresso material no evangelicismo do Brasil é explícita e ativamente promovido. A cantora de música gospel (evangélica) Aline Barros, premiada com um Grammy Award e que virou pregadora, e que já tem mais de 900 mil seguidores no Twitter, diz assim: “O que você faz para o Reino de Deus? O que você tem produzido para Deus? Se você está vivo, é porque você tem o fôlego de vida-produza então! ”

Parece estar funcionando. Como tem sido amplamente divulgado, o Brasil viveu um período de grande crescimento econômico ao longo dos últimos anos. O sucesso econômico do país não só tirou milhões de brasileiros da pobreza, mas também elevou as expectativas de uma nova classe média conhecida como a “classe C”. Com os muito ricos e os muito pobres permanecendo firmemente católicos, a maioria dos evangélicos protestantes no Brasil estão nesta categoria, pois que encontraram na religião uma forma de ser grato por sua boa sorte, assim como uma desculpa para desfrutar de seu novo status na sociedade, sem sentimento de culpa. Em outras palavras, eles estão ansiosos para voltar à igreja, talvez para suportar parte da carga. Isso acabou transformando algumas igrejas (seitas) em negócios altamente lucrativos e fazendo de alguns de seus “líderes” bem sucedidos multimilionários. É a chamada “Indústria da Fé”.

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Bispo Edir Macedo – Líder da Igreja Universal do Reino de Deus

“Doe TUDO que você tem para a IURD. Deus está mandando!”

Tome como exemplo o “Bispo” Edir Macedo, 0 fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, que também tem templos nos Estados Unidos, Macedo é, de longe, o mais rico pastor de igreja evangélica no Brasil, com um patrimônio líquido estimado por *várias revistas de negócios do Brasil de cerca de US $ 950 milhões (um braço do governo no Brasil estima um montante ainda maior).

Ele está constantemente envolvido em escândalos, principalmente devido a alegações de que sua organização havia auferido bilhões de dólares de donativos que seriam destinados à caridade. Houve também acusações oficiais de fraude e lavagem de dinheiro. No entanto, Macedo conseguiu manter seu rebanho de seguidores ao longo dos anos. Um dos pais da “moderna” Teologia da Prosperidade, Macedo ainda passou 11 dias na prisão em 1992 devido a acusações de charlatanismo. Macedo negou todas as acusações contra ele no Brasil, mas ele ainda está sendo processado por autoridades norte-americanas, bem como autoridades venezuelanas.

Como um escritor evangélico, ele se destaca com mais de 10 milhões de livros vendidos, alguns dos quais são extremamente críticos da Igreja Católica de Roma e de um número de afro-religiões brasileiras (Umbanda, Candomblé, etc). Mas o seu maior movimento/empreendimento foi no final de 1980, quando adquiriu o controle da Rede de Televisão Record, atualmente a segunda maior emissora de TV aberta do Brasil.

Seus outros ativos incluem um jornal, a Folha Universal, que tem uma circulação de mais de 2,5 milhões no Brasil, um canal de notícias, Record News, as empresas de selo musical, grandes propriedades (alguns luxuosos) em imóveis e um jato executivo da Bombardier Global Express XRS de valor de US$ 45 milhões dólares. O porta-voz de Macedo disse que não iria comentar sobre assuntos pessoais.

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Seguindo os passos de Macedo vem o pastor Valdemiro Santiago. Um ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, ele teria sido expulso da instituição depois de alguns desentendimentos com o seu patrão (Edir Macedo) , de quem ele era um protegido. Isso foi o suficiente para que ele fundasse a sua própria igreja, a Igreja Mundial do Poder de Deus, que já tem mais de 900 mil seguidores e conta com mais de 4.000 templos, muitos dos quais são adornados com imagens dele em grandes outdoors.

Ele tomou as manchetes dos jornais no ano passado depois de supostamente pagar US$ 45 milhões dólares em um jato particular idêntico ao de Edir Macedo. Várias revistas de negócios brasileiras estimam que o total de seu patrimônio líquido alcance US $ 220 milhões. Enviamos e-mails e ligamos para a igreja de Santiago solicitando respostas mas não fomos atendidos.

{Nota do tradutor: Em 05 de Fevereiro de 2013, o jornal Folha de São Paulo, publicou na coluna de Keila Jimenez (Outro Canal) o seguinte artigo sobre o pastor Valdemiro Santiago e sua igreja:

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“O líder religioso Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, pode tornar-se proprietário de duas redes de TV no Brasil. A Folha apurou com pessoas ligadas à Mundial que Valdemiro está finalizando a compra da rede CNT de televisão, por cerca de R$ 500 milhões. Na semana passada, representantes do religioso estiveram no Rio negociando com dirigentes das Organizações Martinez, proprietária da CNT.

A rede (CNT) possui atualmente, entre emissoras próprias, retransmissoras e afiliadas, 48 praças que levam o seu sinal pelo país. Valdemiro também está negociando, desde o final do ano passado, a compra de Rede 21, do Grupo Bandeirantes. Locatária há quase cinco anos de 22 horas diárias no Canal 21, a Igreja Mundial está acertando um novo contrato com a Band, que envolveria o arrendamento do canal e, mais adiante, a compra com abatimento do valor já investido na emissora. O negócio gira em torno de R$ 700 milhões. Com tamanho investimento, Valdemiro foi para a TV pedir aos fiéis uma “doação emergencial”. Ele quer que pelo menos 100 mil pessoas ajudem a Mundial com uma doação de R$ 200 cada (R$20 milhões). Procurados, os dirigentes da Band, da CNT e da Igreja Mundial não quiseram comentar o assunto”.}

Então (a seguir) vem Silas Malafaia, o “líder” do braço brasileiro da Igreja Assembléia de Deus, a maior igreja pentecostal do Brasil. O mais loquaz entre os seus colegas pastores, Malafaia está constantemente envolvido em controvérsias relacionadas com a comunidade gay no Brasil, da qual ele se declara com orgulho de ser o maior inimigo.

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O Pr. Silas Malafaia também é uma figura proeminente no Twitter, onde é seguido por mais de 440 mil usuários. Em 2011, Malafaia, que tem bens no valor total de US $ 150 milhões (R$ 300 milhões), de acordo com vários revistas de negócio brasileiras, lançou uma campanha chamada “O Clube do Um Milhão de Almas“, que pretende levantar US$ 500 milhões (R$ 1 bilhão) para a sua igreja, a fim de criar uma rede de televisão global, que seria transmitida para 137 países.

Os interessados em contribuir com a campanha podem doar quantias a partir de US $ 500 (R$ 1.000), que poderiam ser pagas em prestações. Em troca, os doadores receberão um livro. Malafaia também é dono de uma das quatro maiores gravadoras de música no Brasil do segmento evangelho, de acordo com a Billboard Brasil, e da segunda maior empresa de publicação do evangelho do país, a Central Gospel, com vendas relatadas de US$ 25 milhões (R$ 50 milhões) por ano.

Possivelmente, o mais ativo em multimídia entre os pregadores brasileiros é o compositor, cantor e televangelista Romildo Ribeiro Soares, conhecido simplesmente como R. R. Soares. Como o fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus, Soares é um dos rostos mais regulares na televisão brasileira. Outro ex-membro da Igreja Universal do Reino de Deus, ele é cunhado de Edir Macedo, o auto-intitulado “missionário” Soares é dito ser o mais humilde entre seus pares.

Seu jato particular, um King Air 350 – vale um “modesto” valor de US$ 5 milhões. O valor estimado do patrimônio líquido de Soares (retirado também de várias publicações de negócios brasileiros) seria de US$ 125 milhões (R$ 250 milhões de reais). O porta-voz de Soares não retornou as ligações ou os e-mails que nós enviamos.

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Os fundadores da Igreja Renascer em Cristo, o auto intitulado “apóstolo” Estevam Hernandes Filho e sua esposa, a “Bispa” Sonia, supervisiona mais de 1.000 igrejas no Brasil e no exterior, incluindo várias na Flórida, nos EUA. Com um patrimônio líquido combinado estimado em US$ 65 milhões (R$ 130 milhões de reais) por várias revistas de negócios do Brasil, o casal fez as manchetes internacionais em 2007, quando eles foram presos e encarcerados em Miami, nos EUA, acusados de transportarem mais de US$ 56.000 dólares em dinheiro não declarado.

Parte do dinheiro estava escondido entre as páginas de sua Bíblia, de acordo com os agentes alfandegários norte-americanos que detiveram o casal no Aeroporto Internacional de Miami. Eles foram devolvidos ao Brasil um ano depois. Eles também estão ainda respondendo processos no Brasil por acusação de uma série de outros crimes, inclusive para o colapso e a queda do teto em um de seus templos, o que causou nove mortes dos seus fiéis.

A prisão e as sistemáticas alegações de desvio de fundos no Brasil tem reverberado e ecoado ruidosamente. Em dezembro de 2010, o astro do futebol brasileiro Kaká, que era amigo do casal Hernandes e um membro de sua igreja, abandonou a instituição, alegadamente por causa do mau uso do dinheiro pela sua liderança. Kaká tinha teria doado mais de US$ 1 milhão (R$ 2 milhões) para a igreja durante o tempo em que era um dos seus membros mais conhecidos. Um porta-voz do casal Hernandes não respondeu aos nossos e-mails e telefonemas.

Tornar-se um pregador evangélico no Brasil é o sonho de muitos jovens de todo o país. Ao contrário do que as mais tradicionais (e conservadoras) igrejas protestantes que exigem seus pastores de ter pelo menos um mestrado, as igrejas neo-pentecostais, como a Igreja Universal do Reino de Deus oferece cursos intensivos para “criar” os seus próprios pastores para tanto cobrando tão pouco quanto US$ 350 (R$ 700) por alguns dias de aulas.

Não é só sobre o dinheiro (Malafaia paga até US $ 11.000 (R$ 22 mil) por mês para os membros (pastores) mais “talentosos” da equipe de sua igreja, de acordo com a revista Veja SP), mas também sobre “TER PODER”.

Muitos pastores brasileiros receberam passaportes diplomáticos nos últimos anos. Alguns, especialmente aqueles que lideram grandes igrejas, são cortejados pelos políticos em época de eleição, para não mencionar que, como em muitos países ao redor do mundo, as igrejas são isentas de impostos no Brasil, fato que por vezes pode criar uma lacuna muito conveniente.

Como diz a Bíblia, a fé move montanhas. “E um monte de dinheiro, também”.

* As estimativas para valores líquidos foram baseadas em números obtidos junto ao Ministério Público do Brasil, da União e da Polícia Federal (para aqueles que têm sido investigadas por tais órgãos), conforme relatado pela mídia brasileira, bem como as estimativas do valor das participações privadas de cada pastor que apareceram em publicações importantes, incluindo revistas de negócios e outras como: Veja, Exame, IstoÉ, IstoÉ Dinheiro e os jornais Folha de S. Paulo, O Globo e O Estado de S. Paulo. [Informações publicadas em Abril 2014]

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Agenor Duque, o apóstolo emergente das igrejas neopentecostais.

Pastor que se veste como mendigo em culto tem mansão, Porsche e Ferrari!

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Autointitulado apóstolo Agenor Duque (foto), 37, dono da Igreja Plenitude do Trono de Deus, apresenta-se em seus cultos vestido de mendigo, com uma túnica feita com um tecido simulando ser de saco de estopa, para passar a ideia de pobreza e humildade. Mas ele nunca disse aos seus fiéis que costuma se locomover de Porsche, de Ferrari e um jatinho. O pastor é milionário.

Casado com a pastora Ingrid, no dia a dia, fora do palco de cultos, Duque se veste com a grife Hugo Boss, usa cordões, anéis e relógios dourados e calca os tênis Nikes mais caros.

Duque tem cerca de 20 igrejas em São Paulo, Rio, Minas, Goiás, Distrito Federal e Amazonas. A Plenitude aluga horário na TV e rádio.

Época apontou o ex-viciado em drogas Duque como o pastor emergente da vez. Ele já tinha passado pela Igreja Universal e Mundial. Ele teve, portanto, Edir Macedo e Valdemiro Santiago como professores, os melhores que um líder neopentecostal pode almejar.

Duque tem uma parceria com o pastor André Salles, que foi o responsável pela conversão da ex-senadora Marina Silva. O diferencial de Duque é que ele faz o “milagre” de os fieis esquecerem-se do que desejarem. Costuma dizer que Deus apaga da memória o passado de sofrimento. Em um culto, por exemplo, ele fez um jovem esquecer que era homossexual, evocando um milagre de “manassés”, palavra que em hebraico significa “esquecimento”, entre outras acepções. O que Duque faz, na verdade, é uma nova versão da “cura gay” e de preconceito contra os homossexuais.

Duque e seus pastores são tão habilidosos em tirar dinheiro dos fiéis quanto os demais pregadores neopentecostais. Ele não se constrange em pedir o 13º e o FGTS dos fiéis. Uma pastora de Duque — após a leitura de 1 Reis 17, sobre uma viúva miserável que doou a um profeta tudo o que tinha, um punhado de farinha e um pouco de azeite — conseguiu que uma fiel doasse todo o dinheiro que tinha na carteira, uma nota de 50 reais.

“Prova para Deus que você acredita Nele”, disse a pastora.

“Precisa ser um sacrifício grande, algo que dói! Limpa a carteira! Raspa a carteira! Ou faz como uma mulher no culto desta manhã, que doou o próprio carro.”

Com tanta falta de escrúpulo, a Igreja de Duque tende a se manter em crescimento, se a concorrente e dona do mercado, a Universal, deixar. De qualquer modo, valem as palavras do doutor em ciências da religião Paulo Romeiro: “A igreja neopentecostal brasileira é cega, infantilizada, cheia de picaretas e cambalacheiros.”

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O Templo de Salomão, no Brás, região central de São Paulo, foi construído pela Igreja Universal do Reino de Deus, em uma área de quase 74 mil m2 e dividido em dois grandes blocos, interligados por uma nave que pode abrigar confortavelmente mais de 10 mil pessoas sentadas. A obra custou R$ 680 milhões e tem 10 mil lâmpadas de LED, mármore rosa italiano e oliveiras importadas de Israel. O local tem também um telão com 20 metros de comprimento.

Hoje, as maiores preocupações são o emprego, a saúde, a segurança, a sobrevivência. Essas necessidades são percebidas por Deus, e Ele deseja satisfazê-las. Mas uma forte e perigosa tendência é tornar a satisfação dessas necessidades o único objetivo da religião. É isso o que faz a chamada Teologia da Prosperidade. Os pregadores dessa nova versão do evangelho afirmam que, diante do desejo de se ter um carro novo ou muito dinheiro, pode-se “invocar o nome de Jesus com a mesma facilidade com que se usa um cartão de crédito”.

A Teologia da Prosperidade originou-se na doutrina da Confissão Positiva, criada por Essek Willian Keynon, nos Estados Unidos, e difundida a partir dos anos 40 pelo evangelista também norte-americano Kenneth Hagin. A Confissão Positiva, por sua vez, tem raízes no espiritismo e na parapsicologia. Segundo essa doutrina, “os cristãos detêm poder – prometido nas Escrituras e adquirido pelo sofrimento vicário de Jesus – de trazer à existência, para o bem ou para o mal, o que declaram, decretam, confessam ou determinam em voz alta”, explica o sociólogo Ricardo Mariano. Não é somente o poder da palavra que garante ao crente uma vida próspera. É indispensável seguir o princípio da reciprocidade, ilustrado pela expressão “é dando que se recebe”.

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No livro Vida com Abundância, o bispo Edir Macedo (foto) afirma: “Quando pagamos o dizimo a Deus, Ele fica na obrigação (por que prometeu) de cumprir a Sua Palavra, repreendendo os espíritos devoradores que desgraçam a vida do homem”. O dízimo deixa, então, de ser uma demonstração de gratidão, pelas bênçãos, e passa a ser uma forma de compra-las. Como qualquer igreja, além de pedir o dízimo, aquelas que pregam a prosperidade também pedem ofertas. O apregoado sacrifício que torna a fé material significa, muitas vezes, a doação de casas, carros, terrenos, herança e poupança.

Anunciando que a felicidade terrena está à disposição de todos, em três anos a Universal saiu de uma ex-funerária do subúrbio carioca e alcançou cinco Estados, abrindo 21 templos. Hoje, com cerca de milhares de fiéis, a Igreja do bispo Edir Bezerra Macedo tem centenas de templos no Brasil e mais de dois mil no exterior, em mais de 100 países. Ao prometer felicidade plena ainda na vida terrena, a Teologia da Prosperidade traz o Reino dos Céus para a Terra, mas choca-se com o evangelho de Cristo.

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“Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender”. A frase repetida a cada passagem de ano é reafirmada diariamente por líderes de algumas das igrejas que mais cresceram nos últimos 20 anos. A promessa é que a prosperidade material está à disposição de todos, bastando ao crente “tomar posse” dessa bênção. Essa pregação leva milhares ao pé da cruz de um “Cristo” que expia não só os pecados, mas também a pobreza. A Teologia da Prosperidade tornou-se notória há poucas décadas principalmente por meio de pastores de origem pentecostal.

Como doutrina, ela traduz as dádivas do evangelho em termos de sucesso financeiro e saúde inabalável, entre outros benefícios a serem usufruídos aqui mesmo. De acordo com o sociólogo Ricardo Mariano, em seu livro Neopentecostais – Sociologia do novo pentecostalismo no Brasil, “essa doutrina veio coroar e impulsionar a incipiente tendência de acomodação ao mundo das várias igrejas pentecostais”. Não é apenas no meio pentecostal que as promessas de benefícios momentâneos fazem sucesso.

Na igreja católica, o movimento da Renovação Carismática, que em vários aspectos imita a liturgia pentecostal, também enfatiza os benefícios presentes da religião. Acuada pelo crescimento pentecostal na América Latina e principalmente no Brasil, a liderança católica encontrou na Renovação Carismática a maneira de enterrar a Teologia da Libertação, com seu ideal de justiça social, e encher novamente as igrejas. Fora de moda, o discurso politizado dos padres deixou de atender aos anseios contemporâneos, espantando fiéis. Atualmente a Renovação está em 95% das cerca de 300 dioceses do país e tem mais de oito milhões de adeptos.

Numa época em que o sensacional e o momentâneo sobrepõem-se ao racional, líderes religiosos acompanham a tendência mundana e adaptam o evangelho ao gosto do público. Da ênfase no Paraíso divino à promessa de benefícios terrenos, o cristianismo tem sido reformulado ao longo do tempo pelos que desejam arrebanhar sempre um maior número de fiéis e estabelecer o reino do Céu, na Terra. Igrejas como Universal do Reino de Deus, Internacional da Graça e Renascer em Cristo destacam a importância do sacrifício, no ato de ofertar.

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A Fogueira Santa, reunião realizada pela Universal, segundo o bispo Macedo, é uma oportunidade para provar a fé em Deus. “Muitos dizem crer no Seu poder, mas essa crença somente é justificada através do sacrifício que faz acontecer à materialização da fé”, conclui. Quanto maior o sacrifício, maior seria a bênção. Na Folha Universal com tiragem de 1,5 milhão de exemplares, Eulina Rosa Pugliese afirma ter chegado à igreja “destruída em todos os setores da vida”, mas depois de fazer seu sacrifício, prosperou e hoje tem até carro importado.

A diarista Nanci de Almeida, ex-membro de uma igreja neopentecostal, atesta ter recebido saquinhos de sal para colocar atrás da porta, e “água ungida” para aspergir na parede de casa. Sua intenção era espantar o demônio e os maus-olhados que rondavam o ambiente. Na troca de objetos benzidos supostamente dotados de poderes divinos, por ofertas, verifica-se a regressão neopentecostal às velhas crendices pagãs.

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“Ninguém mudou tanto a paisagem religiosa no Brasil quanto Edir Macedo, fundador da Igreja, que, hoje, viaja em jatinho privado e com passaporte diplomático – um privilégio também concedido no Brasil para altos representantes do Vaticano (a Igreja de Macedo) alia a teologia da prosperidade com cânones, como exorcismo e curas”, diz New York Times.

Se a vida com abundância, como dizem os pregadores da prosperidade, fosse à manifestação das bênçãos de Deus, mazelas humanas como pobreza e doença seriam demonstração de uma vida de pecado, submetida ao demônio. Ao prometer felicidade plena ainda na vida terrena, a Teologia da Prosperidade traz o Reino dos Céus para a Terra, mas choca-se com o evangelho de Cristo. Quando esteve na Terra, o Filho de Deus não prometeu uma vida livre de tribulações. “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo”, incentivou Jesus (João 13:33).

As riquezas e a prosperidade terrenas não são a promessa de Deus para o crente. “A vida do homem não consiste na abundância de bens que ele possui”, diz, em Lucas 12:15. Tampouco pode o crente comprar o favor divino. Em Atos 8:20, Pedro, discípulo de Jesus, desaprovou a atitude de Simão, que por meio de uma generosa oferta pretendia receber poder do Espírito Santo. “O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois julgaste adquirir, por meio dele, o dom de Deus”, repreendeu o apóstolo.

Na medida em que os bens materiais são tidos como representação da bênção divina, a lógica do consumo se instala na religião. Legitima-se o sonho de consumo de muitos e o consumo exagerado de poucos. Mas o apóstolo Paulo adverte: “Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição” (I Timóteo 6:9).

Ao contrário, ele aconselha: “Combate o bom combate da fé. Toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado” (I Timóteo 6:12). A vida eterna a ser desfrutada com Deus na Nova Terra é a boa-nova do evangelho anunciada por Jesus e a esperança que anima o verdadeiro cristão durante a vida na Terra.


Fonte: https://pt.wikipedia.org
           https://padrepauloricardo.org
           http://formacao.cancaonova.com/
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          http://www.apocalipsenews.com/

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