O Polêmico Padre Mario de Oliveira e as aparições de Fátima

fafal1Por Valdemar Cruz - Em 1999 escandalizou meio mundo com o livro "Fátima Nunca Mais". Agora está de volta à polêmica com "Fátima SA", construido a partir da análise e confronto de documentos oficiais da Igreja Católica sobre as chamadas aparições aos pastorinhos da Cova da Iria. Proscrito da Igreja Católica, mas não afastado de uma prática e de uma leitura muito própria dos evangelhos, o Padre Mário de Oliveira, conhecido como Padre Mário da Lixa, lança o livro "Fátima SA", assente numa releitura dos documentos oficiais compilados ao logo dos anos pelas estruturas do Santuário com o objetivo de comprovar a veracidade e a autenticidade histórica das chamadas aparições da Cova da Iria.

O título é desde logo um enunciado e uma foma de dizer ao que vem Mário de Oliveira. Segundo revela ao Expresso Diário, procurou meter-se dentro dos documentos "e tentar recriar as circunstâncias históricas em que foram produzidos para perceber, sobretudo nos pormenores, as contradições existentes entre eles e a realidade."A partir de um ponto de vista negacionista no que âs chamadas aparições de Fátima diz respeito, e ancorado numa visão crítica de toda a envolvente política, social e religiosa criada â volta do fenômeno, o livro tem uma primeira parte (Fátima 1) que toma como base para a sua construção os dois primeiros volumes da "Documentação Crítica de Fátima", um projeto desenvolvido pelo Santuário de Fátima destinado, segundo a página oficial daquela estrutura, "â edição científica dos documentos relacionados com os acontecimentos da Cova da Iria, Fátima, em 1917, com a evolução do Santuário naquele lugar e com a expansão da mensagem, em Portugal e no estrangeiro."

Este projeto começou a concretizar-se em agosto de 1992 com a edição do primeiro volume, dedicado aos interrogatórios aos videntes (1917-1919). O segundo volume, dedicado ao Processo can^pnico diocesano (1922-1930), foi editado em 1999. Para Fátima 2 o ponto de partida são as "Memórias da Irmã Lúcia" (Volumes I e II), escritas, numa primeira fase, em 1935 e, depois no final do milênio, próximo da morte da vidente. As três crianças colocada no centro dso acontecimentos da Cova da Iria, sobre os quais existem infindáveis teorias com inumeráveis defensores, seja para proclamarem o seu caráter sobrenatural, seja para os situarem no domínio da impostura alimentada por militantes católicos, tiveram sortes diferentes.

Francisco (8 anos) e Jacinta (7 anos) adoeceram um ano após os acontecimentos, ao que se diz debilitados pelos jejuns que a "senhora" teria recomendado, mas sobretudo vitimados pela epidemia de pneumonia que grassava pela Europa. Lúcia (10 anos), a mais velha, foi levada em maio de 1921 para um internato religioso e com rigorosas intruções do bispo de Leiria para não falar, fosse a quem fosse, das chamadas aparições. Desde então e até a sua morte, em 2005, com 97 anos, ficou reclusa em conventos e casas religiosas.

Após analise de toda a documentação disponível, o padre diz ter-se confrontado "com uma enorme frustração", ao ponto de se interrogar como tudo quanto alí é narrado "pode ser tomado a sério". Oliveira interroga-se com é que Fátima, "a julgar por tudo o que hoje nos é dado observar, acabou por se transformar no suprassumo da fé católical, com tudo o que é algo clero de Portugal e do Vaticano envolvido e comprometido". O espetáculo anual das peregrinações leva--o a assegurar que "o fenômeno de Fátima não tem nada de dignidade humana".

"OU A FÉ DA IGREJA CATÓLICA ANDA PELOS ANTÍPODAS DA MESMA FÉ DE JESUS, OU ESTA IGREJA CATÓLICA QUE INVENTOU FÁTIMA E, PROGRESSIVAMENTE, A IMPÔS AO PAÍS E AO MUNDO TEM INCONFESSÁVEIS INTERESSES QUE NÃO QUER PERDER." No prefácio do livro, o autor defende que a resposta a uma pergunta com esta frase. Daí a noção de Fatima como Sociedade Anônima vai um pequeno passo, ao ponto de Mário de Oliveira defender que a Igreja se encarregou de "criar e desenvolver uma empresa multinacional religiosa, com fama de milagreira que, cem anos depois, ja tem tudo de Fátima SA." É uma Fátima, acrescenta, " que garante a sua hierarquia uma visibilidade, um palco de influêcia sobre a consciência das populações menos ilustradas". Acresce que o santuário, sustenta o padre, se transformou numa fonte de acumulação de dinheiro "acima de toda a suspeita, totalmente isento de impostos e quase sem custos."

Além de assegurar que a betificação dos dois irmãos pastorinhos "foi contra uma tradição de 2 mil anos da Igreja Católica" de não beatificar crianças, Mário de Oliveira chama a atençao para o papel desempenhado neste processo pelo então cardeal Ratzinger, deois Papa Bento XVI, enquanto presidente da Congregação para a Dourina da Fé, no sentido de "reconhecer a verdade teológica d etudo quanto se passou em Fátima."

"AS APARIÇÕES PROGRAMADAS FORAM UM TEATRINHO QUE CURIOSAMENTE NÃO ACONTECEU EM AGOSTO, PORQUE OS PASTORINHOS TINHA SIDO LEVADOS DE FÉRIAS."

Neste seu livro, o padre Mário da Lixa pensa dar alguns contributos para uma melhor compreensão do que estave em causa, pelo menos na primeira fase de publicação das aparições: Percebe-s, diz,"que, de início, o que move a necessidade de impor o fenômeno passa por uma louta para restaurar a diocese de Leiria, então integrada no Patriarcado de Lisboa." Na verdade a diocese acaba por ser restaurada em janeiro de 1918 e em maio de 1920 é nomeado bispo José Alves Correia da Silva, que consagra a diocese à Virgem Maria dez dias após a tomada de posse, e acaba por ter um papel determinante na consolidação do fenôomeno de Fátima na sua primeira fase.

Depois, prossegue o padre, há a questão das aparições programadas, "um teatrinho que curiosamente não aconteceu em Agosto, porque os pastorinhos tinha sido levados de férias." para casa do administrador do conselho de Ourém. Não desperezíveis para compreender todo o contexto político e social da época, diz Mário Oliveira, é a necessidade sentida pelas elites católicas de "fazer fente a República e a secularização que começava a singrar na população."

"A APARENTEMENTE INGÊNUA PROMOÃO TELEVISIVA (DO FENÔMENO FÁTIMA) PERFAZ UM PECADO E UM CRIME SEM PERDÃO."

Muito crítico para com a cobertura midiática todos os anos dada as cerimônias de Fátima, Mário de Oliveria defende que a "aparentemente ingênua promoção televisiva perfaz um pecado e um crime sem perdão." Com a pulbicação de "Fátima Nunca Mais", neste momento com onze edições, Mário de Oliveria criou muitas inimizades, embora nunca até hoje nenhuma voz autorizada da Igreja Católica alguma vez se tenha pronunciado sobre o conteúdo do livro d eum homem ordenado padre no dia 5 de agosto de 1962. Como ele próprio faz questão de sublinhar, não obstante todas as incidências e problemas que tem afetado a sua presença no seio da Igreja, nunca desertou do ministério presbiterial.


"Santuário de Fátima é uma máfia poderosa"


2015 - Dezasseis anos depois de "Fátima nunca mais", o padre Mário de Oliveira regressa à temática das aparições com o não menos polémico "Fátima S.A.". O livro, que resulta de uma longa investigação feita pelo presbítero-jornalista, demonstra, segundo o autor, que "o Santuário de Fátima é uma máfia poderosa".

Frontal e polémico, como é seu timbre, o popular Padre Mário da Lixa, como também é conhecido, acusa a Igreja de ter cometido em Fátima um "crime lesa-humanidade" ao criar uma "encenação-ostentação", repleta de "vergonha, mentira e crime". Em entrevista ao JN, adianta mesmo que as "aparições só têm servido para ludibriar as populações mais desamparadas".

Por que diz que "Fátima, S. A." é antes de mais um livro de humor?

O terrorismo com que tive de lidar, à medida que mergulhava na chamada Documentação Crítica de Fátima (DCF), quase todos da responsabilidade do Cónego Formigão, é de tal monta, que, para poder prosseguir a minha investigação sem vomitar, tive de os ler na saudável chave de humor. A chave política e também teológica (Deus é Humor, tal como é Amor) mais eficaz que nos faz ver que, afinal, por baixo de toda aquela encenação-ostentação com que Fátima hoje se nos apresenta, a sua senhora vai nua e deixa ver que tudo aquilo mais não é do que vergonha, mentira e crime.

O título remete para o livro "Vaticano S.A.", de Gianluigi Nuzzi. Entre Fátima e o Vaticano, que diferenças estabelece?

O título impõe-se-me, à medida que me adentro nos malabarismos do clero de Ourém, perfidamente orientados pelo Cónego Formigão, o grande inventor das "aparições" de Fátima, à imagem e semelhança das "aparições" de Lourdes, em França. Com isso, o papa fez silenciar para sempre os teólogos católicos, o que perfaz um crime de lesa-inteligência e de lesa-humanidade, a juntar a tantos outros cometidos, ao longo dos séculos, pela Cúria romana. O que move o cónego Formigão é a restauração da diocese de Leiria e, simultaneamente, a recuperação do poder da igreja católica no país, manifestamente diminuído com a implantação da República de 1910. A qual não hesitou, e bem, em nacionalizar a maior parte do seu escandaloso património imobiliário espalhado por todo o país. E a prova do seu êxito é que, cem anos depois, o Santuário de Fátima é hoje a poderosa máfia que se vê e que conta com a famigerada bênção da máfia-mãe de todas as máfias, a Cúria romana.

O Papa Francisco propôs-se moralizar as finanças do Vaticano. Tem esperança que suceda o mesmo em Fátima?

Não duvido dos bons propósitos e das boas intenções de Jorge Bergoglio, mesmo depois que aceitou ser eleito papa, com o nome de Francisco. O Papa Francisco bem pode correr e saltar, surpreender as populações com comportamentos insólitos, mas tudo isso só serve para entreter os grandes media e desviar as atenções de tudo o que de sinistro a Cúria romana continua a fazer. Porque não é o papa que manda na Cúria romana, é a Cúria romana que o elege que manda no papa.

O que mais o surpreendeu na investigação?

Tudo me surpreendeu. Desde logo, a própria existência da DCF, compilada e autenticada com o aval pretensamente científico da Universidade Católica Portuguesa. Este meu novo livro é todo fruto desta DCF. Aliás, eu próprio não pensava voltar ao assunto Fátima, depois do meu primeiro livro, "Fátima nunca mais". Quando, porém, me caem diante dos olhos e nas mãos os primeiros volumes da pretensiosamente chamada DCF, eu próprio nem queria crer no que ali nos é dado a ler. As aberrações teológicas são tantas e é tão medonha e criminosa a manipulação, primeiro, das três crianças, e depois, após a morte dos dois irmãos - Jacinta, 7 anos, e Francisco, 8 anos - da única sobrevivente Lúcia, 10 anos, ao longo de toda a sua vida histórica, por parte do clero de Ourém, que é preciso ler para crer. Salta depressa à vista que, até a imediata restauração da diocese de Leiria e a rápida nomeação do seu primeiro bispo residencial são feitas à medida, para, com elas, impor como dignas de fé, as supostas seis encenações teatrais, de Maio a Outubro de 1917. Porém, bastou a imprevista intervenção do governador do concelho de Ourém, Artur de Oliveira Santos, o único homem honesto no meio de toda aquela cretinice clerical, decidir levar para sua casa em Ourém, no dia 13 de Agosto desse ano, as três crianças, Jacinta, Francisco e Lúcia, para que "a senhora que vinha do céu" faltasse à palavra dada no dia 13 de Maio. Nunca, até hoje, o clero de Ourém e a generalidade da hierarquia da igreja católica, lhe perdoaram esta mais do que oportuna intromissão no seu teatrinho das "aparições". E, para que as seis "aparições" iniciadas em Maio e terminadas em Outubro, sempre no mesmo dia, à mesma hora e no mesmo local, não ficassem reduzidas apenas a cinco, o Cónego Formigão, faz escrever um pequeno relato para memória futura, a dizer que a "aparição" referente a 13 de Agosto veio a acontecer no dia 19, numa outra hora e num outro local. Caricato demais, para merecer qualquer credibilidade por parte de alguém com o mínimo de bom senso e de honestidade intelectual.

Encontrou algum condicionamento durante essa pesquisa?

Objetivamente, não. Interiormente, sim. Sou presbítero-jornalista, formado-formatado durante 12 anos pelo seminário do Porto, filho do Concílio de Trento, como todos os demais seminários diocesanos, e trago comigo as marcas degenerativas do fator religioso, que essa formação-formatação impunha, impõe. A luta interior que tive de travar para expulsar da minha mente-consciência todas essas crenças infantilizadoras, foi e continua a ser titânica. Só a minha libertação interior me habilitou a mergulhar em todo o tenebroso labirinto que são os documentos que integram os volumes da DCF, e ver o humilhante e o inumano que tudo aquilo é.

Foi há 16 anos que escreveu "Fátima nunca mais". Lamenta que o livro não tenha provocado mudanças na gestão do Santuário?

Obviamente que lamento. Não tanto por mim. Sim, pela instituição igreja católica romana. A sua teimosia em fazer de conta que esse livro não existe só contribui para o acelerado processo da sua descredibilização, fruto da sua cegueira. Nem sequer a igreja católica se dá conta de que, com as sucessivas peregrinações a Fátima, como expressão suprasumo da fé católica, está hoje a ser a mais eficiente fábrica de produção de ateísmo e de ateus, mulheres e homens. Para sua vergonha. E para acelerada corrupção da sociedade. Consequentemente, não é de estranhar que esteja a ser lançada fora pelas gerações mais jovens.

Como se explica que, perante as denúncias feitas, os donativos ao Santuário continuem a bater recordes?

É a velha 'estória' da pescadinha de rabo na boca. As populações, milenarmente subjugadas, humilhadas, desamparadas, são criminosamente levadas a pensar-acreditar que, por si próprias, não podem fazer nada e que o alívio para os seus quotidianos de dores só pode vir de fora delas. As populações deixam-se arrastar para aqueles locais e aquelas instituições que lhes são criminosamente apresentados como libertadores. O desastre humano é total. Se repetido, ano após ano, geração após geração, o estado de degradação e desamparo agrava-se e as populações acabam por morrer no seu inferno de dores.

Mesmo perante as provas mais irrefutáveis, julga que a atitude dos crentes face às aparições não se alteraria?

Enquanto não desaparecerem as causas que produzem multidões e multidões de vítimas, de desempregados, de escravizados, de migrantes-refugiados, de assalariados, de analfabetos políticos, culturais, artísticos, as provas mais irrefutáveis apenas servem para radicalizar ainda mais os fanatismos religiosos, fruto de ancestrais e inconscientes medos que elas trazem nos genes, como outros tantos demónios mudos, que lhes roubam continuadamente a voz e a vez. A própria Ciência, se não é humilde e intrinsecamente cordial, acaba por se tornar perversa. Agride ainda mais as multidões condenadas pelo sistema de poder a terem de viver em labirintos sem saída.

Acredita que, desta vez, foi muito mais longe na desmistificação das aparições?

É, agora, sobejamente claro que Fátima e a sua senhora não têm nada a ver com Maria, a mãe de Jesus. Que tudo aquilo é negócio, pura idolatria. Se "Fátima, nunca mais" "matou" Fátima, "Fátima S.A." faz a "autópsia" ao cadáver. Com um pormenor nada despiciendo. Neste meu novolLivro, tudo é devidamente fundamentado na DCF, disponibilizada e publicada pelo próprio Santuário, inclusive, com transcrições de partes significativas desses documentos.

Mesmo para um cético, como é o seu caso, não acha que Fátima desempenha um papel fulcral na sociedade portuguesa?

Quem o não reconhece? A questão que nos havemos de colocar é o tipo de "papel fulcral na sociedade portuguesa" que Fátima representa. E aqui tenho de dizer, sem que a voz me trema, que no que respeita à igreja católica romana, Fátima é a vergonha das vergonhas. E se a fé católica romana é assim tão rasca, como a dos fatimistas, então, é muito mais digno ser-se agnóstico ou ateu. Já no que respeita ao turismo religioso, propriamente dito, é óbvio que, sem Fátima, as empresas que têm o mau gosto de se lhe dedicarem, sofrerão um rombo sem igual, se Fátima vier a cair em descrédito. Mas, também aqui, é bom sublinhar que se o turismo religioso é tão rasca como o que Fátima proporciona, os turistas só terão a ganhar, se passarem a viajar para o ar puro das montanhas, onde o veneno do Mercado ainda não chegou, e para a simplicidade das aldeias do interior. Este tipo de turismo alternativo ao religioso faz muito melhor à saúde e sai muito mais barato. Mas não sou ingénuo. Sei perfeitamente que o Mercado financeiro jamais vai por aí, tão pouco está interessado em que as populações vão por aí. De modo algum, quer populações com saúde e bem-estar, alegres e em relação umas com as outras. É por isso que, para as agências de turismo religioso do Mercado financeiro, Fátima é o local ideal para manter populações deprimidas, tristes, alienadas, humilhadas, autoflageladas, geração após geração. O que não deixa de constituir um crime de lesa-humanidade que polícia alguma do mundo investiga, tão pouco, desaconselha. Até estimula e protege.

Sem Fátima, a orfandade ou o desamparo espiritual não seriam ainda maiores?

Pelo contrário. Tudo em Fátima é altamente deprimente. Orfandade. Desamparo espiritual. Só gente deprimida, órfã, desamparada espiritualmente, é capaz de dizer que se sente lá bem. Como o dependente da droga se sente bem em locais fechados onde todos os que os frequentam são outros tantos consumidores compulsivos. Como o dependente do futebol dos milhões, se sente bem, sentado ou de pé, nas bancadas de luxuosas e grandiosas catedrais das respetivas máfias do dito, disfarçadas de clubes de futebol. Fátima é a negação de todos estes valores humanos. Em Fátima, o sofrimento é rei. A depressão é regra. O viver de joelhos é o objetivo último. Uma vergonha, uma degradação humana a céu aberto.

Após este livro sente que pouco mais ficou por dizer sobre Fátima?

As "aparições" só têm servido para ludibriar as populações mais desamparadas. São erradamente levadas a pensar que a solução para os seus graves e dolorosos problemas se resolvem com peregrinações a pé ou de carro para lá. Fátima não faz parte da fé católica, pelo que nenhum católico deixa de o ser, por não acreditar em Fátima. Vou ainda mais longe e afirmo, também sem que a voz me trema: um bom católico não deve acreditar em Fátima. Pelo que aqueles católicos, elas e eles, que acreditam e correm para Fátima, não passam de católicos medíocres.


Fonte: http://leitor.expresso.pt/ (Expresso Diário)
           http://www.jn.pt/

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