Os sete espelhos essênios

espess1Por Ana Nardini - Os essênios nos deixaram uma linda análise dos relacionamentos humanos. Eles separaram em sete categorias o modo como nos relacionamos no curso de nossa vida. Sabiamente eles denominaram essas categorias como “espelhos”. Cada momento de vida nossa realidade interior se espelha nas ações, nas escolhas, na linguagem das pessoas que estão ao nosso redor. Primeiro espelho - Refere-se ao que enviamos a quem está mais próximo, no momento presente Sentimos raiva, medo?

Espelhamos raiva e medo. Sentimos alegria e felicidade? Espelhamos alegria e felicidade. O primeiro espelho essênio das relações humanas é aquele da nossa presença no momento presente. O mistério do primeiro espelho é focado em que coisa nós enviamos no momento presente para as pessoas que nos cercam. Quando nos encontramos circundados de indivíduos e modelos de comportamentos no qual domina o sentimento de raiva e/ou medo, pode ser de alegria e felicidade, o espelho funciona em todos os sentidos, o que vemos no primeiro espelho é a imagem daquilo que nós somos no momento presente.Quem está próximo apenas mostra, espelhando.

Segundo espelho

Mais sutil que o primeiro, este espelho nos fala de nossos julgamentos no momento presente.Podemos dizer que refere-se ao que nos é imposto “sutilmente”. São os modelos que nos são impostos. Este espelho sugere a pergunta: “estou espelhando a mim mesmo neste momento?” O segundo espelho essênio das relações humanas, tem uma qualidade parecida com a anterior, mas é um pouco mais sútil. Em vez de refletir tudo que somos, mostra aquilo que julgamos no momento presente. Se esta cercado de pessoas em que o modelo de comportamento provoca frustração ou desencadeiam sentimentos de raiva ou rancor e perceber que estes modelos não são seus naquele momento, então se pergunte "Me estão mostrando eu mesmo no momento presente?" Se puder honestamente responder que não, tem uma boa probabilidade de que está te mostrando aquilo que você esta julgando naquele momento.

Terceiro espelho

Refere-se àquela sensação maravilhosa quando olhamos nos olhos de alguém e nos sentimos atraídos por ela, algo mágico acontece e queremos passar o maior tempo possível com esta pessoa. A explicação é que encontramos nestes casos algo que perdemos, que deixamos para trás, para sobreviver neste mundo.

Estes encontros mágicos espelham algo que perdemos, abandonamos ou nos foi tirado. O terceiro espelho essênio das relações humanas é um dos mais fáceis de serem reconhecidos, por que o percebemos toda vez que estamos na presença de uma pessoa e a olhamos nos olhos. Naquele momento acontece alguma coisa de mágico. Na presença desta pessoa, sentimos como num choque elétrico, os pelos se arrepiarem. O que acontece naquele momento? Através da sabedoria do terceiro espelho é permitido acessar a Inocência, nós renunciamos a grande parte de nos mesmos para sobreviver a experiência da vida. Podemos perder sem que nós percebamos o domínio próprio, exercido por aqueles que tem um certo "poder" sobre nós.

As vezes quando nos vemos diante de pessoas que encarnam essas mesmas coisas que perdemos no passado e que a estamos procurando para podermos atingir a nossa totalidade, o nosso corpo exprime uma resposta fisiológica que entendemos como uma especie de atracão magnética por aquela pessoa. E você se encontra diante de alguém, e por qualquer motivo inexplicável, sente a exigência de passar mais tempo com esse, pergunte a si mesmo "O que tem essa pessoa que eu perdi, abandonei ou me foi tirado?" A resposta te poderá surpreender, uma vez que reconhecera quase sempre uma sensação de familiaridade com praticamente todos que passam por você. Esse é o mistério do terceiro espelho essênio das relações humanas.

Quarto espelho

Trata-se de uma qualidade diferente dos outros espelhos. Falamos aqui de comportamentos compulsivos e dependências. Neste espelho estão certos comportamentos que de tanto darmos importância e grande valor , acabamos por reorganizar nossa vida para acolhê-los. Quando falamos em dependência não nos referimos apenas ao álcool ou drogas, mas a alguns vícios mais sutis, como controle familiar, dependência do sexo e outros.

O quarto espelho essênio das relações humanas é uma qualidade um pouco diferente. Muitas vezes no decorrer dos anos acontece de adotarmos modelos de comportamento que se tornam tão importantes a ponto de nos fazerem reorganizar todo o resto das nossas vidas para poder acolhe-los. Freqüentemente tais comportamentos são compulsivos, criando dependência. O quarto mistério das relações humanas nos permite observarmos nós mesmos em um estado de dependência e compulsão. Através desses sentimentos, renunciamos lentamente as coisas que nos são mais valiosas. Isto é, enquanto cedermos a compulsão e dependência, abrimos mão lentamente das coisas que mais amamos. Quando falamos de dependência e compulsão, muitas pessoas imaginam logo as drogas e álcool que são certamente capazes de criarem tais comportamentos. Mas existem também outros modelos de comportamentos assim, mais sutis, como o controle em um ambiente empresarial, familiar ou dependência ao sexo.

Quinto espelho

Talvez o mais intenso de todos os espelhos, o quinto espelho refere-se ao modo como vivemos nossa vida. Este espelho nos mostra o quanto nossos pais influenciam nossa vida. Pai e Mãe Celestes, o masculino e o feminino , representam nossos pais , então tudo que se refere a como vivemos nossa divindade na Terra está relacionado a nossos pais. Através da relação que mantemos ou o que aprendemos com nossos pais nascem nossas crenças e visão de Deus. Se nos sentimos sempre julgados ou temos a sensação de “não sermos capazes ou suficientes no que realizamos”, é um reflexo da relação com nossos pais.

Esse te permite ver melhor e mais profundamente por que vivemos a vida de um determinado modo. O quinto espelho nos mostra os nossos pais e a interação com eles.
Esse espelho pede de admitir que a ação de nossospais em relação a nós refletem as nossas crenças e expectativas em relação àquilo que nos é sagrado, ou seja o nosso Pai e Mãe Celestes, o aspecto masculino e feminino de nosso criador. É através da relação com nossos pais que percebemos nossas crenças e expectativas em relação a Deus, o criador ou aquilo que nos é mais importante.

Sexto espelho

Chamado “ escura noite da alma”, este espelho reflete que através de desafios e dificuldades podemos superar com graça e facilidade. Cada dificuldade nos mostra a possibilidade de superar e alcançarmos níveis superiores de mestria. Neste espelho podemos perder tudo o que temos , estarmos nus diante da “escura noite da alma” para encontrarmos a confiança na Vida .

O sexto espelho das relações humanas tem um nome bem sinistro, chamado pelos antigos de "Escura Noite da Alma". Significa que a cada desafio que temos de enfrentar em nossas vidas é como um teste. São coisas que devemos passar para aprender algo novo, para "aumentar" a nossa alma. Por mais difícil que seja devemos agir com calma, sabedoria e até um pouco friamente para enfim conseguirmos aprender com aquela experiência. é exatamente como dizia Albert Einstein que é no momento de maior crise em que crescemos e aprendemos mais.

Sétimo espelho

Trata-se do mais sutil e muitas vezes o mais difícil de ser aceito. Ele pede que acreditemos que qualquer experiência em nossa vida, é perfeita em si própria. Não importa o resultado, aqui somos convidados a não seguir os limites impostos pelos outros. A única meta e ponto de referimento em nossa vida deve ser nós mesmos. É o mais simples, e talvez o mais difícil de ser aceito. O sétimo mistério das relações humanas te mostra que exatamente tudo o que acontece na tua vida é perfeito. Basta saber disso e administrar nossos sentimentos com relação aos acontecimentos. A vida se encarrega de tudo com perfeição.


QUEM ERAM OS ESSÊNIOS ?


Os Essênios constituíam um grupo ou seita judaica ascética que teve existência desde mais ou menos o ano 150 a.C. até o ano 70 d.C. Estavam relacionados com outros grupos religioso-políticos, como os saduceus. O nome essênio provém do termo sírio asaya, e do aramaico essaya ou essenoí, todos com o significado de médico, passa por orum do grego (grego therapeutés), e, finalmente, por esseni do latim. Também se aceita a forma esseniano.

História

Durante o domínio da Dinastia Hasmonéa, os essênios foram perseguidos. Retiraram-se por isso para o deserto, vivendo em comunidade e em estrito cumprimento da lei mosaica, bem como da dos Profetas. Na Bíblia não há menção sobre eles. Sabemos a seu respeito por Flávio Josefo (historiador oficial judeu) e por Fílon de Alexandria (filósofo judeu). Flávio Josefo relata a divisão dos judeus do Segundo Templo em três grupos principais: Saduceus, Fariseus e Essênios. Os Essênios eram um grupo de separatistas, a partir do qual alguns membros formaram uma comunidade monástica ascética que se isolou no deserto. Acredita-se que a crise que desencadeou esse isolamento do judaísmo ocorreu quando os príncipes Macabeus no poder, Jonathan e Simão, usurparam o ofício do Sumo Sacerdote, consternando os judeus conservadores. Alguns não podiam tolerar a situação e denunciaram os novos governantes. Josefo refere, na ocasião, a existência de cerca de 4000 membros do grupo, espalhados por aldeias e povoações rurais.

Era caracterista dos judeus essênios :

Dividiam-se em grupos de 12 com um lider chamado "mestre da justiça";
Vestiam-se sempre de branco;
Acreditavam em milagres pela mão , milagres fisicos e benção com as mãos.
aboliam a propriedade privada;
Eram todos vegetarianos;
Não se casavam;
Tomavam banho antes das refeições;

A comida era sujeita a rígidas regras de purificação.

Eram chamados de nazarenos por causa do voto nazarita.

Eles se proclamavam "a nova aliança" de Deus com israel, mais tarde este mesmo termo aparece na literatura cristã como "novo testamento" e tambem grande parte das praticas judaica essênias.

Não tinham amos nem escravos. A hierarquia estabelecia-se de acordo com graus de pureza espiritual dos irmãos, os sacerdotes que ocupassem o topo da ordem.
Dentre as comunidades, tornou-se conhecida a de Qumran, pelos manuscritos em pergaminhos que levam seu nome, também chamados Pergaminhos do Mar Morto ou Manuscritos do Mar Morto. Segundo Christian Ginsburg (historiador orientalista), os essênios foram os precursores do Cristianismo, pois a maior parte dos ensinamentos de Jesus, o idealismo ético, a pureza espitirual, remetem ao ideal essênio de vida espiritual.A prática da banhar-se com frequência é fruto do ritual da Tevilah, onde o Judeu mergulha em um micvê em certas ocasiões para se purificar.

Eram adeptos de uma seita judaica que existiu na Palestina, no Oriente Médio, entre os séculos 2 a.C. e 1 d.C. Os essênios viviam afastados da sociedade, no deserto, concentrados em estudar o Torá - escrituras sagradas para os judeus e que formam os primeiros cinco livros do Antigo Testamento -, jejuar, rezar e realizar rituais de purificação, numa espécie de comunismo primitivo, no qual todos os bens eram de propriedade coletiva. Em suas sociedades, que em geral excluíam mulheres, eles observavam rigorosamente os mandamentos de Moisés e obedeciam a uma estrita regra de disciplina, codificada em manuscritos, que regulava todos os detalhes da vida diária. O surgimento da seita ocorreu numa época em que a classe alta de Jerusalém, na Palestina, estava sob forte influência da cultura grega - racional e pagã. Uma das conseqüências da influência foi o afastamento entre o governo judeu local e alguns grupos religiosos, que pregavam a defesa de costumes mais tradicionais desse povo.

"Após 142 a.C., cresceu a tendência de separação entre os judeus. Os essênios, então, retiraram-se para o deserto ou áreas onde pudessem observar rigidamente os mandamentos de Moisés", diz o teólogo Rafael Rodrigues da Silva, da PUC-SP. As semelhanças entre certos rituais dos essênios e rituais dos primeiros cristãos, como batismo e comunhão, há muito tempo geram um grande debate entre os historiadores. Alguns acreditam que João Batista foi um essênio e há até quem suponha que Jesus Cristo teve contato com o grupo. Quem defende essas teorias lembra que as palavras essenoi, em grego, e esseni, em latim, são traduzidas como "aqueles que curam", o que seria uma referência a atividades parecidas aos milagres atribuídos a Jesus. No final da década de 1940, a descoberta de centenas de manuscritos atribuídos aos essênios, em cavernas na região do mar Morto, despertou a esperança de que o material pudesse confirmar finalmente a ligação entre a seita e os primeiros cristãos.
Após décadas de trabalho e controvérsias, a tradução integral dos manuscritos do mar Morto foi completada em 2002, mas não havia nenhuma referência direta a Jesus, João Batista ou aos primeiros cristãos. Os essênios provavelmente foram exterminados pelos romanos, ou obrigados a deixar suas comunidades e fugir para salvar suas vidas, por volta do ano 68 d.C.

Fonte: Gregg Braden – “Caminho entre os mundos”
http://mmariademarco.blogspot.com.br/
http://aumagic.blogspot.com.br/

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