Piratas da Somália, a Verdade que a mídia não mostra ! - Parte 1

AAA34Intrépidos, aventureiros, sedutores, românticos e também um pouco loucos. As histórias de piratas cativaram-nos desde sempre na literatura, cinema e televisão. A pirataria é tão antiga como a própria navegação. Mas...o que é um pirata? O pirata é um bandido que se dedica ao roubo e ao saque marítimo. Apropria-se daquilo que não lhe pertence e fá-lo fortemente armado e ...

à margem da lei. Por vezes contam que a proteção de um estado ou nação e atuam em seu nome a coberto do que ante era denominado de "cartas de Corso". Nesse casodenominavam-se "Corsários".

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"Os piratas somalis ampliaram o seu raio de ação"

"São dois os piratas"

"O exército tentou capturar os piratas"

"Finalmente a fragata Canárias alcança o batel e captura os dois piratas"

"Cerca de 60 piratas partilharam os despojos de 2 milhóes e meio de euros"

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Na atualidade, a pirataria na somália assolapa os meios de comunicação. Mas...existirá tal pirataria?  Em que consiste? E...quem são realmente os piratas?


Voltando no tempo

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Para averiguar isso é necessário retroceder até a origem. A somália foi colonizada pela itália e a Inglaterra. Consegue a sua independência em 1960, mas o governo democrático dura tão somente 9 anos. Em 1969, o ditador Mohamed Siad Barré lança um golpe de estado e forma o governo. Consegue com o apoio incondicional do Estados Unidos. E não em vão: Graças a isso as principais companhias petrolíferaas ianques conseguem contratos importantes para explorar o petróleo existente no país.

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Situada na África, a Somália ocupa uma posição geoestratégica fundamental para as rotas de comércio de transporte marítimo que unem a Europa e a Ásia. Mais de 20 mil barcos de carga atravessam anualmente as suas costas através do Golfo de Áden. Transportando mais de 10% do comércio mundial e por ali transita também grande parte do petróleo extraído no Oriente Médio. Há muito tempo que nações regionais e potências estrangeiras a disputavam como ponto estratégico para as rotas de transporte marítimo.

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O mandado militar de Siad Barré prolonga-se até 1988, quando o Movimento Nacional Somali se revolta contra a sua ditadura. O levantamento da lugar a uma sangurenda guerra civil que se prolonga até 1991, ano em que Siad Barré se vê obrigado a abandonar o poder e a fugir do país. Mas a sua saída não tras a paz. Perante o vazio de poder, vários clãs defrontam-se entre si para tomarem o controle do país. O que tem impedido a existência de um governo estávelaté a atualidade (2011).

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A guerra civil teve consequências devastadoras para o povo somali. Mais de 300.000 mortos. Um milhõa e meio de refugiados. E uma fome terrível que afeta todo o país agrava pela persistente seca. Hoje em dia, o frágil governo apenas consegue o controle da capital. Os confrontos entre as diferentes facções são constantes. A violência, o caos e a anarquia reinam nas ruas da Somália, que é considerado o país mais perigoso do mundo.


A Pesca Ilegal

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Aproveitando-se dessa situação caótica, sem controle nem governo, um sem número de barcos de pesca procedentes de vários países começam a pescar sem nenhuma licença nas águas em frente à Somália, incluindo as suas águas territoriais.

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Barcos, procedentes dos EUA, Ásia e União Européia praticam um tipo de pesca denominada: I.U.U. Pesca Ilegal, Não declarada, não regulada. A sua incessante e descontrolada ativivdade usando artes de pesca proibidas em outras regiões do planeta estão acabando comas reservas pesqueiras de um país, que carece de autoridade e meios para proteger as suas costas.

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Na atualidade, mais de 800 barcos de distintos paises pescam na zona. Estima-se que os lucros anuais gerados pela pesca ilegal ascendem a mais de 450 milhóes de dólares. A pesca do atum sofreu um vertiginoso e insustentável incremento nos últimos 10 anos. Só a frota do atum, composta fundamentalmente pela Espanha, com 60% das capturas e pela França, com 40% das capturas na Somália, umas 500.000 toneladas de atum por ano. As frotas pesqueiras das grandes potências, com a União Européia como líder, contribuem desta maneira para o empobrecimento de uma das regiões mais miseráveis do mundo. Roubam a principal fonte de proteínas da sua população e acabam com a forma de vida e sustentos dos pescadores locais. Desta forma, condena-se sem remédio a um país frágil que agoniza e morre de fome.

PARTE 2

 

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