A Cruzada das Crianças

cru2A Cruzada das Crianças ou a Cruzada dos Inocentes é o nome dado a um conjunto de fatos misturado com algumas fantasias que ocorreram no ano de 1212. Dessa combinação resultaram vários relatos com vários elementos em comum: um rapaz conduzindo um vasto grupo de crianças e jovens menores de idade marchando para o sul da Itália com o objectivo de libertar a Terra Santa (Jerusalém) e que culminam com a morte das crianças ou a sua venda para a escravatura (foram vendidas como escravos quando desembarcaram em Alexand. Existem várias versões divergentes e os próprios factos que deram origem às lendas continuam a ser debatidos pelos historiadores.

Versão romanceada

As diversas histórias que chegaram aos tempos modernos sobre a Cruzada das Crianças giram em torno de eventos comuns. Um rapaz na França ou na Alemanha começou a espalhar que teria sido visitado por Jesus que o teria instruído para liderar a próxima cruzada. Após uma série de milagres, juntou um considerável grupo de seguidores, incluído possivelmente cerca de 20 mil crianças. Conduziu os seus seguidores em direcção ao Mar Mediterrâneo, onde as águas se deveriam abrir para eles poderem avançar até Jerusalém. Como isto não aconteceu, dois mercadores teriam oferecido sete barcos para levar tantas crianças quantas coubessem.

As crianças foram então levadas para a Tunísia tendo morrido em naufrágios ou sido vendidas como escravos. Em alguns relatos, as crianças não teriam mesmo chegado ao Mediterrâneo, morrendo no caminnho de fome ou exaustão. Atualmente os historiadores mostraram que estas versões dos eventos contêm alguma ficção misturada com factos para compor um relato fantasiado.

Pesquisa moderna

De acordo com os estudos dos historiadores,1 tiveram lugar em 1212 duas movimentações de pessoas na França e na Alemanha. Algumas semelhanças entre as duas facilitaram que fossem mais tarde agrupadas como uma única estórinha.

No primeiro movimento, Nicholas, um pastor de apenas 10 anos, da Alemanha, conduziu um grupo através dos Alpes até à Itália, na primavera de 1212. Cerca de 7.000 chegaram a Génova no final de Agosto. No entanto, como as águas do Mediterrâneo não se afastaram para eles poderem passar como prometido, o grupo separou-se. Alguns regressaram para casa, outros poderão ter-se dirigido para Roma e outros terão viajado até Marselha onde provavelmente terão sido vendidos como escravos. Poucos conseguiram regressar a casa e nenhum chegou à Terra Santa.

O segundo movimento foi conduzido por um "jovem pastor"2 de 12 anos chamado Stephen de Cloyes que em Junho de 1212 afirmou ser portador de uma carta de Jesus para o rei de França. Tendo conseguido atrair uma multidão de mais de 30.000 pessoas, dirigiu-se para Saint-Denis onde foi visto a praticar milagres. Aí, terão recebido de Filipe II, aconselhado pelos sábios da Universidade de Paris, ordens para dispersar, que a maioria terá seguido. Nenhuma das fontes contemporâneas aos eventos menciona planos para a multidão se dirigir a Jerusalém.

Posteriormente os cronistas fantasiaram estes dois eventos. Investigações modernas revelaram que os participantes não eram sequer crianças. No início do Século XIII, surgiram várias migrações de pobres por toda a Europa, motivadas pelas mudanças nas condições económicas da época que forçaram muitos camponeses no norte de França e na Alemanha a vender as suas terras. Estes bandos eram chamados condescendentemente de pueri (rapaz em latim). Mais tarde as referências ao puer alemão Nicholas e ao puer francês Stephan, ambos liderando multidões em nome de Jesus, terão sido unificadas num único relato, tendo o termo pueri sido traduzido para crianças.


A Cruzada dos Inocentes


A Cruzada das Crianças, também conhecida como Cruzada dos Inocentes, é um episódio da Idade Média que mistura fantasia e realidade. Ela teria ocorrido provavelmente no ano de 1212 quando jovens e crianças migraram a partir da França em direção a Jerusalém. A cruzada tinha por objetivo converter muçulmanos e tomar de volta a Terra Santa. O evento faz parte de uma série de cruzadas ocorridas no período. Para justificar as derrotas anteriores, difundiu-se a lenda de que o Santo Sepulcro só poderia ser conquistado por crianças, pois estas estariam isentas de pecados, sendo assim protegidas por Deus.

Os relatos apontam diferenças em relação ao local – alguns remetem a origem à França, outros à Alemanha – mas vários elementos em comum podem ser encontrados: um rapaz conduzindo um vasto grupo de crianças e jovens menores de idade marchando para o sul da Europa com o objetivo de retomar a Terra Santa.

Alguns historiadores sugerem que os cruzados de 1212 não eram apenas crianças, mas milhares de camponeses, mendigos e doentes; pessoas à margem da sociedade. Outros apontam a possibilidade de que as crianças seriam na verdade jovens homens, pois o próprio conceito de criança era muito diferente do que é hoje. Além disso, a palavra latina pueri que aparece em relatos pode ter sido mal traduzida. O termo se refere tanto a ‘homens jovens’ quanto à ‘crianças’.

As lendas estão diretamente ligadas às migrações, acontecimentos comuns no início do século XIII na Europa. A população crescera bastante e havia muitos camponeses sem terras que viviam em trânsito ou à beira das estradas. Esse público era suscetível aos pregadores messiânicos que dominavam a cena religiosa do período.

A versão mais popular começa quando um pastor francês chamado Estevão de Cloyes chega à cidade de Saint Denis e se junta a religiosos e peregrinos que voltavam do Oriente pregando a realização de uma nova cruzada. Ele revelou que tivera uma visão na qual Jesus o convocava a liderar o resgate da Terra Santa, mas avisava que apenas os puros de coração poderiam realizar a proeza. Milagres foram atribuídos ao jovem e um renovado fervor religioso se estendeu por toda a Europa.

Milhares de crianças aderiram à causa. Depois de peregrinar em direção ao sul do continente, o jovem líder teria ordenado ao Mediterrâneo que lhes desse passagem, o milagre, porém, não aconteceu, e acabaram aceitando a oferta de mercadores que se ofereceram para levar os cruzados de navio para a Terra Santa. Os jovens que sobreviveram à viagem, entretanto, tornaram-se prisioneiros sendo vendidos como escravos aos árabes muçulmanos.


Pouco conhecida e Estudada


A cruzada das crianças é pouco conhecida e estudada. Alguns afirmam que o motivo é por não haver muitas fontes, outros dizem que é porque não foram muito importantes. A primeira cruzada das crianças teve início em 1212, quando um grupo de crianças pobres liderou milhares de camponeses, mendigos e doentes. Eles cruzaram a Europa com a intenção de chegar à Terra Santa, Jerusalém. Essas crianças partiram de alguns locais da Alemanha e da França, infelizmente a maioria dessas crianças não voltaram para as suas casas. Muitas foram sequestradas ou escravizadas no meio do caminho e muitas outras acabaram morrendo de frio ou de fome.

Como ocorreu?

Há historiadores que falam que um garotinho de 12 anos de idade, chamado Estevão foi à procura do rei Felipe Augusto, em Saint Denis, para lhe entregar uma carta. O garotinho afirmava que Jesus havia lhe pedido para liderar uma nova cruzada contra os mulçumanos, expulsando-os da Terra Sagrada. Ele havia lhe dito também que esta expedição deveria ser formada apenas por crianças, pois essas eram puras de coração e de alma. Por este motivo, elas receberiam a ajuda de Deus, venceriam os infiéis e retomariam a Terra Santa. O rei Felipe, após receber a visita de Estevão ficou apavorado e sem saber o que fazer foi em busca de conselhos dos acadêmicos da Universidade de Paris. Após ser aconselhado, o rei falou a Estevão que voltasse para casa.

O mito

Depois que o rei Felipe mandou Estevão voltar para casa surgiram muitas histórias e até hoje ninguém sabe o que realmente aconteceu. Há relatos de que ao voltar para casa muitas pessoas tomaram conhecimento sobre a história que Estevão havia contado ao rei Felipe. Ele acabou por se tornar muito popular, todos falavam de Estevão como se fosse um profeta. Foram muitos os religiosos e peregrinos que se juntaram a ele para seguir em direção à Terra Santa. Mas Estevão alertava os seus seguidores dizendo que apenas os puros de coração é que poderiam cumprir essa cruzada.

O jovem Estevão passou a ser conhecido por ter feito vários milagres naquela época. Havia pessoas que o santificavam. Com isso, ele conseguiu juntar muitas crianças em sua jornada. Após um longo período de peregrinação, chegando ao mar mediterrâneo, o jovem havia ordenado que o mar abrisse passagem para eles, mas o milagre não aconteceu, muitos desistiram e os que permaneceram foram escravizados.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/
http://www.infoescola.com/

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