ET de Varginha: 'Tentaram acobertar a verdade', diz ufólogo Marco Petit

ever topo22/01/2016, por Régis Melo e Samantha Silva -Poucos ufólogos continuam pesquisando de maneira ativa o Caso Varginha. Um deles é Marco Antõnio Petit, que acompanhou o caso desde o começo e recentemente lançou o livro “Varginha, toda a verdade revelada”. Petit é coeditor da revista UFO e já lançou oito livros sobre ufologia.Ele defende a versão de que os acontecimentos em Varginha começaram antes do dia 20 de janeiro de 1996, ...

e que uma nave teria caído na cidade e sido recolhida pelos militares. “Na verdade o caso é muito maior e mais importante do que as pessoas tomaram conhecimento. Teve o envolvimento de um número bem mais numeroso, inclusive de militares de alta patente, cujos nomes apresento de maneira definitiva, para que fique firmado que não estamos brincando de fazer Ufologia. A coisa foi muito mais séria do que as pessoas ouviram falar ou tomaram conhecimento”, disse Petit em entrevista ao G1 em abril de 2015.

Agora, com o caso completando 20 anos, o ufólogo volta a falar sobre a importância do ET de Varginha na ufologia tanto brasileira como mundial e traz detalhes de todo o processo de investigação do suposto acobertamento realizado pelo Exército Brasileiro.


G1 - O caso ainda é considerado relevante para a ufologia mundial? Por quê?


Pois nenhum dos aspectos levantados durante as investigações pelos principais investigadores, que incluiram depoimentos de dezenas de civis e militares diretamente envolvidos com o caso, pode ser descartado, ou desmentido. No total são na verdade centenas de pessoas que testemunharam aspectos distintos de uma história impressionante, que envolveu uma imensa e injustificácel movimentação militar do Exército, relacionada ao contingente e viaturas da Escola de Sargento das Armas – EsSA, entre as cidades de Três Corações e Varginha, ao longo de mais de uma semana. Toda essa movimentação contou ainda dentro da cidade de Varginha com a participação direta do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar de Minas Gerais.

Outro aspecto é a existência de depoimentos referentes à queda de uma nave, e recolhimento ou captura de pelo menos parte de sua tripulação, com a passagem por dois hospitais de Varginha de uma dessas entidades. Essa informação foi afirmada, inclusive, por fontes militares, cujos depoimentos foram gravados pelos principais investigadores envolvidos com a pesquisa do caso, incluindo a minha pessoa. A morte sem explicação de vários animais no zoológico da cidade justamente no período em que um dos seres foi visto no próprio local também faz parte desse cenário de mistério.

Em minhas conferências, artigos e mais recentemente em meu livro “Varginha – Toda Verdade Revelada”, tenho apresentado os nomes não só dos principais militares envolvidos, incluindo altas patentes do Exército Brasileiro, como de autoridades civis do governo Fernando Henrique Cardoso, que tiveram participação na história, partilhando os interesses que levaram ao acobertamento da verdade.

G1 - As meninas que teriam visto a criatura afirmam que o ser era marrom, baixinho, estava agachado, que elas tinham a impressão que era uma coisa muito mole, com a pele lisa e os olhos vermelhos, que olhou para elas. É possível concluir alguma coisa a partir disso?

A criatura foi descrita inúmeras vezes pelas irmãs Liliane e Valquíria Silva, e também pela amiga Katia Xavier da mesma forma. A descrição delas é quase exatamente a mesma das outras testemunhas civis e militares, que estiveram também frente a frente a esses seres, e prestaram seus depoimentos, tanto para minha pessoa, como para os outros pesquisadores.

Um desses militares, que na época servia na Escola de Sargento das Armas (EsSA) e participou do comboio militar que retirou uma das criaturas envolvidas com o caso, que segundo ele já estava morta, das dependências do Hospital Humanitas, além de descrever a entidade alienígena da mesma forma que as meninas, chegou a notar a boca da criatura, que segundo ele não passava de um “pequeno rasgo”.

Essa testemunha, cujo depoimento se encontra gravado em vídeo e em meu poder, teve a oportunidade de observar o ser de uma distância realmente pequena, o que facilitou a visualização desse detalhe. Existem muitos aspectos que indicam a natureza não terrestre não só do ser observado por Liliane, Valquíria e Katia, como dos demais avistados ao longo de semanas após a queda da nave.

É importante que se ressalte que a interpretação ufológica do Caso Varginha não partiu das duas irmãs da família Silva e da amiga Kátia Xavier. Elas apenas descreveram o que viram na tarde do dia 20 de janeiro. Chegaram a pensar até no diabo frente aquele ser de aparência assustadora.


G1 - Em uma das entrevistas, elas falam que logo após o incidente, elas receberam a visita de quatro pessoas que chegaram em um carro preto. Em tese, só um falou e eles teriam tentado convencê-las a negar a história. Você tem ideia de quem poderiam ser essas pessoas? Existe um departamento nacional ou internacional específico para agir rapidamente nestes casos?

 

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Valquíria (à esq.), Liliane (centro) e Kátia (à dir.) em 1996; meninas teriam visto a criatura (Foto: Arquivo EPTV)


Realmente no dia 29 de abril de 1996, pouco mais de três meses depois do contato de Liliane, Valquíria e Kátia com a estranha criatura, ocorreu uma outra situação preocupante dentro da estrutura geral do caso. Já tarde da noite, por volta das 22:30, a família Silva foi surpreendida pela presença de pessoas desconhecidas.

Eram quatro homens muito bem vestidos, usando ternos escuros. Segundo Dona Luíza, aquelas pessoas, depois que a porta foi aberta, “não esperaram um convite para entrar” e passaram pelo portão, adentrando logo em seguida a residência da família. Aparentemente não desejavam ser vistos pelos moradores da região, por mais tempo que o necessário. Mostravam inclusive preocupação com a possibilidade de alguém chegar e entrar em casa.

Os quatro homens pediram de início que Liliane e Valquíria relatassem o que tinham visto, obtendo os detalhes básicos da história. Um daqueles personagens anotava tudo, enquanto um outro, e exclusivamente esse, formulava as questões e dirigia a palavra à família.

Esse chegou a perguntar, já se dirigindo à mãe das meninas, se a casa era própria. Depois indagou em que Dona Luiza trabalhava. Perguntaram ainda qual era o sonho de Liliane e Valquíria, etc.. Em seguida aquele homem revelou para a família que “eles eram a mina de ouro que elas nunca poderiam pensar em ter a oportunidade de encontrar”.

Resumindo a história, aquele personagem surreal revelou o que pretendia. Dona Luiza e suas filhas deveriam ir até uma “outra televisão”, que não foi explicitada, e dar um novo depoimento desmentindo o avistamento da estranha criatura. Isso foi colocado de uma maneira considerada impositiva, ao mesmo tempo, que foi afirmado que eles mudariam a situação financeira familiar.
Dona Luiza perguntou se eles podiam deixar um telefone para contato, possibilidade que foi prontamente descartada pelo “homem que falava”, que afirmou que fariam um novo contato para saber da resposta.

No Brasil, foi a primeira vez que alguém de fato, pelo que tenho conhecimento, tentou silenciar testemunhas ufológicas. Nunca tive conhecimento da existência de um grupo para essa finalidade, mas nos EUA, principalmente no início do processo de divulgação da realidade da presença alienígena, segundo inúmeros depoimentos já prestados publicamente nos últimos anos, isso chegou a ser um prática quase comum.


Existem pontos ainda não esclarecidos do caso? Quais são eles? Por quê?

 

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Caixa d'água em forma de nave no Centro de Varginha (MG) (Foto: Régis Melo)


Apesar de hoje não ter a menor dúvida que o acidente e queda do UFO aconteceu de fato no dia 13 de janeiro de 1996, justamente entre as duas cidades, não tive, como os demais investigadores que estiveram seriamente envolvidos com a pesquisa do caso, contato com qualquer militar ou informante que tivesse participado dessas missões ou operações, que aconteceram entre o dia da queda da nave alienígena e aquele sábado (20 de janeiro), em que as primeiras capturas envolvendo parte da tripulação do UFO chegaram ao nosso conhecimento.

Ou seja, sabemos de muitos detalhes e acontecimentos dentro da estrutura geral da história, que aconteceram inclusive após o transporte dos seres recolhidos, e dos fragmentos do UFO, para fora do Estado de Minas Gerais, mais especificamente para a cidade de Campinas. Mas existem várias lacunas dentro do período que envolve os principais fatos que chegaram ao nosso conhecimento.

Outros seres teriam sido localizados e capturados antes do dia 20 de janeiro? Essas movimentações de tropas estavam associadas à intensa presença de UFOs no espaço aéreo da região? Essas são apenas algumas das questões para as quais sinceramente não temos qualquer resposta. Esta situação, é claro, poderá mudar, e a maneira mais fácil disso acontecer seria com o surgimento de outras fontes militares ou mesmo depoimentos de civis que tenham observado algo de mais revelador, que possa preencher essas lacunas temporais.


Houve alguma outra ocorrência relacionada ao caso de Varginha (como o aparecimento de luzes nos céus até mesmo em outras cidades nos dias próximos ao caso)?

 

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Seu Eurico e dona Oralina mostram local onde viram a suposta nave passando em Varginha (Foto: Samantha Silva / G1)


A história dos fatos relacionados ao Caso Varginha parece ter começado muito tempo antes do que poderíamos imaginar de início. Segundo uma fonte militar da Força Aérea Brasileira, nossos radares começaram a registrar um acrécimo na atividade e presença de UFOs sobre o território nacional, e principalmente na área do Sul do Estado de Minas Gerais, ainda no final de agosto do ano anterior, ou seja, em 1995.

Suas informações foram preciosas, pois mais tarde comparadas com outras que o nosso grupo de investigadores conseguiu, permitiram levantar a possibilidade da queda do UFO ter acontecido na verdade uma semana antes do que desde o início das pesquisas vinha sendo suposto. Ele me garantiu pessoalmente que a onda ufológica sobre Minas Gerais foi se acentuando com o passar dos meses, mas teria atingido um nível explosivo na primeira quinzena do mes de janeiro de 1996, mais exatamente no dia 13, a mesma data em que o empresário e piloto de ultra-leve Carlos de Souza alega ter sido testemunha ocular da queda de uma nave em forma de charuto, ou fuso, no início da manhã.

Na verdade, a grande incidência ufológica atestada e garantida pela fonte militar que encontrei no Rio de Janeiro, detectada no Sul de Minas Gerais na época do caso, não foi documentada apenas pelos radares. Conforme revelei em meu livro mesmo antes da queda do UFO no dia 13 de janeiro de 1996, e nos meses seguintes ao incidente, a quantidade de relatos envolvendo as aparições dos chamados discos voadores em toda a área do Sul de Minas Gerais não deixou dúvidas de que algo de importante não só havia acontecido, mas que ainda estava em curso na região.

A ideia de uma missão de busca pela nave acidentada e principalmente pelos seres vitimados no acidente não pode, nem deve ser descartada. Em minha opinião inclusive, a tripulação do UFO provavelmente abandonou o veículo espacial antes de sua queda, através de algum tipo de dispositivo de escape. Se isso foi uma realidade, podemos entender porque o piloto de ultraleve não viu qualquer sinal da tripulação no ponto da queda e os seres dias depois começaram a ser encontrados e capturados a quilômetros de distância.


O que foi o caso dos "chupa-cabras"? Houve boatos, na época, de que estes seres poderiam ter escapado durante a operação do caso Varginha. É possível fazer esta relação?


Não há a menor ligação entre o Caso Varginha e os casos relacionados ao que se convencionou chamar de “chupa-cabras”. O pouco de sério que foi investigado aqui no Brasil sobre esses fatos relacionados a mortes misteriosas de animais, em que o sangue parecia ter sido retirado na quase totalidade, não deram margem para qualquer conclusão e muito menos no que diz respeito a uma possível ligação com os incidentes verificados principalmente entre as cidades de Três Corações e Varginha, relacionados à queda do UFO e o espalhamento pela região de sua tripulação.

(Chupa-cabra é uma suposta criatura responsável por ataques sistemáticos a animais rurais em regiões da América, como Porto Rico, Flórida, Nicarágua, Chile, México e Brasil. O nome da criatura deve-se à descoberta de várias cabras mortas em Porto Rico com marcas de dentadas no pescoço e o seu sangue drenado)


Falou-se muito também da morte de um dos policiais que teriam tido contato com a criatura. O que é possível dizer sobre este óbito? 

 

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Marcoo Eli Chereze, policial que morreu em Varginha, MG (Foto: Arquivo EPTV)


Foi o policial Marco Eli Chereze, da Inteligência da Polícia Militar de Minas Gerais, que participou diretamente, inclusive segundo membros de sua própria família, da captura de um dos seres ocorrida na noite do dia 20 de janeiro. Chereze, ao contrário dos bombeiros que haviam participado da captura de um dos tripulantes na parte da manhã do mesmo dia, teve um contato de pele com a entidade alienígena.

Um caso realmente trágico, pois o soldado, conforme os dias foram se passando, começou a apresentar um quadro que o levaria ao óbito em poucas semanas, na manhã do dia 15 de fevereiro. Ele foi enterrado sem que a família recebesse qualquer forma de esclarecimento sobre as causas reais de sua morte.

O fato foi mantido longe da imprensa até o dia 20 de janeiro de 1997, quando a mídia foi convocada para uma reunião em que a senhora Marta Tavares, irmã do falecido, fez, com nosso apoio, um relato detalhado de todo o processo de acobertamento dos fatos ligados à morte do rapaz e o processo de desinformação sofrido pela família. Só a partir dessas denúncias as primeiras informações começaram a ser liberadas, inclusive para própria família.


O que é possível dizer sobre a mudança de postura de Ubirajara em relação ao caso?


Em minha opinião, por trás de toda a mudança de postura de Rodrigues frente o caso existe apenas uma escolha feita por ele muitos anos atrás para ter uma vida mais tranquila, segura e sem os prejuízos que seu envolvimento e a defesa da verdade estavam trazendo para sua vida particular e profissional. Qualquer pessoa tem o direito, em qualquer momento, de mudar de ideia, reavaliar suas posições, e isso vale, é claro, para ele.

De qualquer forma, a Ufologia Brasileira e por que não dizer mundial, deve muito a esse investigador. Sem ele, provavelmente, a história teria sido sepultada ainda em seu início, como provavelmente já aconteceu com inúmeros casos. Foi ele que desde os primeiros momentos da história denunciou publicamente as operações, que visavam manter em sigilo o caso.

(Ubirajara Rodrigues foi um dos principais investigadores do caso desde os primeiros acontecimentos. Autor do livro "Caso Varginha", ele trabalhou muito próximo aos militares e teve acesso a diversas informações que até então não estavam disponíveis ao público. Nos últimos anos, Rodrigues se distanciou do caso e não fala mais sobre o assunto.)


Mas o que de fato aconteceu dentro desse Inquérito Policial Militar e como ele foi finalizado? Qual foi o resultado?


A verdade é que com a mídia sem saber da existência do IPM, os detalhes cruciais da história do caso foram totalmente modificados para permitir que explicações convencionais fossem dadas, relacionadas a fatos que haviam, na verdade, acontecido em datas que nada tinham a ver com os dias e horários dos principais acontecimentos. Um exemplo disso foi a explicação para as intensas movimentações dos comboios da EsSA, ao longo dos dias que antecederam as primeiras capturas que temos conhecimento. Ou seja, antes do dia 20 de janeiro de 1996 e durante os dias imediatamente seguintes, quando um dos seres passou por dois hospitais da cidade, antes de ser retirado já morto do segundo hospital, o Humanitas.

Nos autos do inquérito vários dos militares ouvidos, participando do acobertamento da verdade, confirmaram as movimentações dos caminhões, mas foram explicadas simplesmente como ocorrências normais ligadas à ida para Varginha das viaturas militares apenas para sofrerem um processo de manutenção em uma consessionária da Mercedes-Benz. Só que este processo não aconteceu nas datas ligadas ao caso e sim muitos dias após, como a própria documentação legal fornecida pela empresa responsável pelo serviço revela.

O procedimento na verdade seria posteriormente arquivado e esquecido. Mas ainda era preciso, na visão dos membros da EsSA, arranjar uma alternativa também para o avistamento do estranho ser por parte de Liliane e Valquíria Silva, e sua amiga Katia Xavier.

Quem surgiu com a ideia “milagrosa” para resolver esse problema, pelos menos segundo o que pode ser vislumbrado nos autos do IPM, foi o comandante da Polícia Militar local, que em seu depoimento, defendeu a versão que, em vez de uma criatura alienígena, as meninas teriam avistado na verdade um morador da cidade que apresentava um quadro de deficiência mental e física, conhecido como “mudinho”.

Mas como esse personagem, que Liliane, Valquíria e Kátia Xavier conheciam, poderia ter sido confundido por elas como a criatura que descreveram de maneira tão detalhada, e que apresentava uma tipologia apartada de tudo que já haviam visto antes?

Nos altos do processo podemos verificar que, em vez das meninas terem observado a estranha criatura às 15h30 do sábado, dia 20 de janeiro, a cronologia do fato foi transferida para horas depois, como se tivesse acontecido no final do dia, em meio à tempestade que caiu sobre a cidade, quando as condições de iluminação natural já não existiam.

Mas todas essas manobras acabaram sendo progressivamente descobertas por mim e pelos demais membros da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), que desenvolve desde o ano de 2004 uma campanha contra o acobertamento militar do fenômeno UFO em nosso país.

As denúncias que fiz em meu livro “Varginha – Toda a Verdade Revelada”, lançado no ano passado, foram encaminhadas ao próprio Ministério da Defesa mediante uma medida simples, mas eficaz: o livro foi oficialmente protocolado para apreciação, dentro do MD, como evidência do acobertamento geral do Exército e das outras forças militares envolvidas.

O outro lado

Procurado, o Exército Brasileiro afirmou que “determinou a abertura de processos investigatórios sobre o fato nos anos de 1996 e 1997. Tais procedimentos resultaram na instauração de um Inquérito Policial Militar (IPM), o qual foi encaminhado, naquela ocasião, à Auditoria da 4ª Circunscrição Judiciária Militar, em Juiz de Fora/MG. O assunto foi encerrado com a conclusão do IPM.”

O Exército acrescentou ainda que “não há documentos que tratem sobre assuntos de Ufologia nos arquivos do Exército Brasileiro”. O G1 tentou contato com o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar de Minas Gerais, mas não obteve retorno sobre o assunto.

Serviço

Marco Antônio Petit promove, no dia 31 de janeiro, o evento “Varginha - 20 anos de acobertamento”, que será realizado a partir das 15h no Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas (IPPB), em São Paulo (SP). Mais informações podem ser solicitadas através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Até domingo (24), o G1 publica uma série de reportagens que conta todos os lados do Caso Varginha: o desenrolar da história, curiosidades, mistérios e o turismo na "Cidade do ET". Acompanhe.

 

Marco Eli Chereze morreu 26 dias depois de ter ajudado na captura de um ET em Varginha

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Por Tom Muller, 17/12/2014 - O soldado Marco Eli Chereze, 23 anos de idade, 4 anos como militar, um P2 do serviço de inteligência da policia militar de Varginha, juntamente com o seu companheiro de trabalho, em 20 de janeiro de 1996, por volta das 20Hs, participou da captura de uma estranha criatura no bairro Jardim Andere, em Varginha, provavelmente a mesma criatura que foi observada por Kátia Liliane e Valquiria no mesmo dia, por volta das 15:30hs. Tal fato foi confirmado por um militar. Apesar da PM dizer que Marco não estava trabalhando naquele dia, a família desmente dizendo que naquele dia ele trabalhou até às 02:00hs da madrugada do dia 21. Logo depois do grande temporal que abateu a cidade, com chuva de granizo que Varginha não via a mais de 25 anos, Marco passou na casa de sua mãe para trocar de roupa pois estava todo molhado. Marco também pediu para avisar a sua esposa que estava em um trabalho de emergência e que ia chegar tarde. Na captura que ocorreu pela manhã, na mesma região os bombeiros estavam usando luvas, nesta captura noturna não sabemos se o Marco estava usando luvas ou se chegou a tocar na estranha criatura.

Depois deste dia, Marco passou a ter um comportamento diferente, quando as primeiras notícias foram para o ar, sobre as capturas das estranhas criaturas, em Varginha, seu pai chegou a dizer que achava isso tudo uma mentira, foi quando Marco disse: “Não é mentira não pai, isto é muito sério e vai dar muito o que falar”. No dia em que passava um programa na televisão falando sobre essas capturas, Marco levantou e desligou a TV dizendo que tal assunto confundia a cabeça das pessoas.

No dia 6 de fevereiro de 1996, ou seja, 17 dias depois que participou da captura, Marco percebeu que tinha um pequena inflamação debaixo do braço esquerdo, na axila. Depois de passar pela enfermaria do quartel, no dia seguinte, o tenente médico Robson Ferreira Melo fez uma micro cirurgia em Marco, que nos dias seguintes passou a ter febre e fortes dores em todo o corpo. Em 11 de fevereiro de 96, Marco foi internado no hospital Bom Pastor. Como o quadro clínico de Marco estava piorando, em 15 de fevereiro de 96 ele foi transferido para o CTI (Centro de Terapia Intensiva) do Hospital Regional, local onde veio a morreu no mesmo dia. À pedidos médicos alegando que doença dele era grave, Marco foi enterrado três horas depois sem velório. Muito estranho. Não certidão de óbito consta que Marco morreu por insuficiência respiratória aguda, septcemia (infecção generalizada) e pneumonia bacteriana.

A família através de sua irmã Marta Antônia Tavares, pediu abertura de inquérito policial na 4a Delegacia Seccional de Polícia de Varginha. O processo está em andamento desde julho de 96, à pedido do delegado de polícia Dr.João Pedro da Silva Filho, o IML (Instituto Médico Legal) vem negando apresentar o laudo de necrópcia. Agora, recentemente, em 20 de janeiro de 97, quando os ufólogos denunciaram à imprensa esta negligência, 2 dias depois apareceu o tal laudo. Certamente, frente à situação dos fatos, tal laudo de necrópsia deve ter sido “manipulado”.

A morte de Marco Eli Chereze é muito estranha. Ele era um verdadeiro atleta. Meses antes de participar da captura da estranha criatura, ele fez exames para cabo e em seguida para sargento. Foi aprovado em tudo, inclusive nos exames médicos. Hora, se estava com a saúde perfeita, como teve uma morte tão rápida? Teria sido um erro médico? Será que Marco foi contaminado por algum vírus ou bactéria proveniente da estranha criatura? Não sabemos. Certamente os militares sabem muito bem, mas os parentes de Marco e a humanidade não ficarão sabendo.

Outra testemunha na época, a dona Terezinha Gallo Cleppf, uma senhora de 67 anos, no zoológico de Varginha, viu uma estranha criatura, muito parecida àquela vista pelas meninas e àquelas capturadas pelos militares. Coincidência ou não, naqueles dias morreram dois veados, uma jaguatirica, uam anta e uma arara azul. O Dr. Marcos A. Carvalho Mina, médico veterinário, retirou as vísceras desses animas e mandou para Belo Horizonte. O resultado apareceu somente em um dos veados. Morreu por uma intoxicação por substância cáustica. Os médicos não descobriram como morreram os demais animais. A Dra. Leila Cabral, bióloga, diretora do zoologico, acredita que estas estranhas mortes destes animais têm alguma coisa a ver com o avistamento da criatura dentro do zoologico.

 

Fonte: http://g1.globo.com/

 

           http://www.reocities.com

 

22/01/2016, por Régis Melo e Samantha Silva -Poucos ufólogos continuam pesquisando de maneira ativa o Caso Varginha. Um deles é Marco Antõnio Petit, que acompanhou o caso desde o começo e recentemente lançou o livro “Varginha, toda a verdade revelada”. Petit é coeditor da revista UFO e já lançou oito livros sobre ufologia.Ele defende a versão de que os acontecimentos em Varginha começaram antes do dia 20 de janeiro de 1996, e que uma nave teria caído na cidade e sido recolhida pelos militares.   “Na verdade o caso é muito maior e mais importante do que as pessoas tomaram conhecimento. Teve o envolvimento de um número bem mais numeroso, inclusive de militares de alta patente, cujos nomes apresento de maneira definitiva, para que fique firmado que não estamos brincando de fazer Ufologia.  A coisa foi muito mais séria do que as pessoas ouviram falar ou tomaram conhecimento”, disse Petit em entrevista ao G1 em abril de 2015.   Agora, com o caso completando 20 anos, o ufólogo volta a falar sobre a importância do ET de Varginha na ufologia tanto brasileira como mundial e traz detalhes de todo o processo de investigação do suposto acobertamento realizado pelo Exército Brasileiro.     G1 - O caso ainda é considerado relevante para a ufologia mundial? Por quê?     Pois nenhum dos aspectos levantados durante as investigações pelos principais investigadores, que incluiram depoimentos de dezenas de civis e militares diretamente envolvidos com o caso, pode ser descartado, ou desmentido. No total são na verdade centenas de pessoas que testemunharam aspectos distintos de uma história impressionante, que envolveu uma imensa e injustificácel movimentação militar do Exército, relacionada ao contingente e viaturas da Escola de Sargento das Armas – EsSA, entre as cidades de Três Corações e Varginha, ao longo de mais de uma semana.  Toda essa movimentação  contou ainda dentro da cidade de Varginha com a participação direta do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar de Minas Gerais.   Outro aspecto é a existência de depoimentos referentes à queda de uma nave, e recolhimento ou captura de pelo menos parte de sua tripulação, com a passagem por dois hospitais de Varginha de uma dessas entidades. Essa informação foi afirmada, inclusive, por fontes militares, cujos depoimentos foram gravados pelos principais investigadores envolvidos com a pesquisa do caso, incluindo a minha pessoa.  A morte sem explicação de vários animais no zoológico da cidade justamente no período em que um dos seres foi visto no próprio local também faz parte desse cenário de mistério.   Em minhas conferências, artigos e mais recentemente em meu livro “Varginha – Toda Verdade Revelada”, tenho apresentado os nomes não só dos principais militares envolvidos, incluindo altas patentes do Exército Brasileiro, como de autoridades civis do governo Fernando Henrique Cardoso, que tiveram participação na história, partilhando os interesses que levaram ao acobertamento da verdade.   G1 - As meninas que teriam visto a criatura afirmam que o ser era marrom, baixinho, estava agachado, que elas tinham a impressão que era uma coisa muito mole, com a pele lisa e os olhos vermelhos, que olhou para elas. É possível concluir alguma coisa a partir disso?   A criatura foi descrita inúmeras vezes pelas irmãs Liliane e Valquíria Silva, e também pela amiga Katia Xavier da mesma forma.  A descrição delas é quase exatamente a mesma das outras testemunhas civis e militares, que estiveram também frente a frente a esses seres, e prestaram seus depoimentos, tanto para minha pessoa, como para os outros pesquisadores.   Um desses militares, que na época servia na Escola de Sargento das Armas (EsSA) e participou do comboio militar que retirou uma das criaturas envolvidas com o caso, que segundo ele já estava morta, das dependências do Hospital Humanitas, além de descrever a entidade alienígena da mesma forma que as meninas, chegou a notar a boca da criatura, que segundo ele não passava de um “pequeno rasgo”.   Essa testemunha, cujo depoimento se encontra gravado em vídeo e em meu poder, teve a oportunidade de observar o ser de uma distância realmente pequena, o que facilitou a visualização desse detalhe.  Existem muitos aspectos que indicam a natureza não terrestre não só do ser observado por Liliane, Valquíria e Katia, como dos demais avistados ao longo de semanas após a queda da nave.   É importante que se ressalte que a interpretação ufológica do Caso Varginha não partiu das duas irmãs da família Silva e da amiga Kátia Xavier.  Elas apenas descreveram o que viram na tarde do dia 20 de janeiro. Chegaram a pensar até no diabo frente aquele ser de aparência assustadora.     G1 - Em uma das entrevistas, elas falam que logo após o incidente, elas receberam a visita de quatro pessoas que chegaram em um carro preto. Em tese, só um falou e eles teriam tentado convencê-las a negar a história. Você tem ideia de quem poderiam ser essas pessoas? Existe um departamento nacional ou internacional específico para agir rapidamente nestes casos?   ever1 Valquíria (à esq.), Liliane (centro) e Kátia (à dir.) em 1996; meninas teriam visto a criatura (Foto: Arquivo EPTV)     Realmente no dia 29 de abril de 1996, pouco mais de três meses depois do contato de Liliane, Valquíria e Kátia com a estranha criatura, ocorreu uma outra situação preocupante dentro da estrutura geral do caso. Já tarde da noite, por volta das 22:30, a família Silva foi surpreendida pela presença de pessoas desconhecidas.    Eram quatro homens muito bem vestidos, usando ternos escuros.  Segundo Dona Luíza, aquelas pessoas, depois que a porta foi aberta, “não esperaram um convite para entrar” e passaram pelo portão, adentrando logo em seguida a residência da família.  Aparentemente não desejavam ser vistos pelos moradores da região, por mais tempo que o necessário.  Mostravam inclusive preocupação com a possibilidade de alguém chegar e entrar em casa.    Os quatro homens pediram de início que Liliane e Valquíria relatassem o que tinham visto, obtendo os detalhes básicos da história. Um daqueles personagens anotava tudo, enquanto um outro, e exclusivamente esse, formulava as questões e dirigia a palavra à família.    Esse chegou a perguntar, já se dirigindo à mãe das meninas, se a casa era própria. Depois indagou em que Dona Luiza trabalhava. Perguntaram ainda qual era o sonho de Liliane e Valquíria, etc.. Em seguida aquele homem revelou para a família que “eles eram a mina de ouro que elas nunca poderiam pensar em ter a oportunidade de encontrar”.   Resumindo a história, aquele personagem surreal revelou o que pretendia. Dona Luiza e suas filhas deveriam ir até uma “outra televisão”, que não foi explicitada, e dar um novo depoimento desmentindo o avistamento da estranha criatura. Isso foi colocado de uma maneira considerada impositiva, ao mesmo tempo, que foi afirmado que eles mudariam a situação financeira familiar. Dona Luiza perguntou se eles podiam deixar um telefone para contato, possibilidade que foi prontamente descartada pelo “homem que falava”, que afirmou que fariam um novo contato para saber da resposta.    No Brasil, foi a primeira vez que alguém de fato, pelo que tenho conhecimento, tentou silenciar testemunhas ufológicas. Nunca tive conhecimento da existência de um grupo para essa finalidade, mas nos EUA, principalmente no início do processo de divulgação da realidade da presença alienígena, segundo inúmeros depoimentos já prestados publicamente nos últimos anos, isso chegou a ser um prática quase comum.     Existem pontos ainda não esclarecidos do caso? Quais são eles? Por quê?   ever2 Caixa d'água em forma de nave no Centro de Varginha (MG) (Foto: Régis Melo)     Apesar de hoje não ter a menor dúvida que o acidente e queda do UFO aconteceu de fato no dia 13 de janeiro de 1996, justamente entre as duas cidades, não tive, como os demais investigadores que estiveram seriamente envolvidos com a pesquisa do caso, contato com qualquer militar ou informante que tivesse participado dessas missões ou operações, que aconteceram entre o dia da queda da nave alienígena e aquele sábado (20 de janeiro), em que as primeiras capturas envolvendo parte da tripulação do UFO chegaram ao nosso conhecimento.   Ou seja, sabemos de muitos detalhes e acontecimentos dentro da estrutura geral da história, que aconteceram inclusive após o transporte dos seres recolhidos, e dos fragmentos do UFO, para fora do Estado de Minas Gerais, mais especificamente para a cidade de Campinas. Mas existem várias lacunas dentro do período que envolve os principais fatos que chegaram ao nosso conhecimento.   Outros seres teriam sido localizados e capturados antes do dia 20 de janeiro? Essas movimentações de tropas estavam associadas à intensa presença de UFOs no espaço aéreo da região?  Essas são apenas algumas das questões para as quais sinceramente não temos qualquer resposta. Esta situação, é claro, poderá mudar, e a maneira mais fácil disso acontecer seria com o surgimento de outras fontes militares ou mesmo depoimentos de civis que tenham observado algo de mais revelador, que possa preencher essas lacunas temporais.     Houve alguma outra ocorrência relacionada ao caso de Varginha (como o aparecimento de luzes nos céus até mesmo em outras cidades nos dias próximos ao caso)?   ever3 Seu Eurico e dona Oralina mostram local onde viram a suposta nave passando em Varginha (Foto: Samantha Silva / G1)     A história dos fatos relacionados ao Caso Varginha parece ter começado muito tempo antes do que poderíamos imaginar de início. Segundo uma fonte militar da Força Aérea Brasileira, nossos radares começaram a registrar um acrécimo na atividade e presença de UFOs sobre o território nacional, e principalmente na área do Sul do Estado de Minas Gerais, ainda no final de agosto do ano anterior, ou seja, em 1995.     Suas informações foram preciosas, pois mais tarde comparadas com outras que o nosso grupo de investigadores conseguiu, permitiram levantar a possibilidade da queda do UFO ter acontecido na verdade uma semana antes do que desde o início das pesquisas vinha sendo suposto.  Ele me garantiu pessoalmente que a onda ufológica sobre Minas Gerais foi se acentuando com o passar dos meses, mas teria atingido um nível explosivo na primeira quinzena do mes de janeiro de 1996, mais exatamente no dia 13, a mesma data em que o empresário e piloto de ultra-leve Carlos de Souza alega ter sido testemunha ocular da queda de uma nave em forma de charuto, ou fuso, no início da manhã.   Na verdade, a grande incidência ufológica atestada e garantida pela fonte militar que encontrei no Rio de Janeiro, detectada no Sul de Minas Gerais na época do caso, não foi documentada apenas pelos radares. Conforme revelei em meu livro mesmo antes da queda do UFO no dia 13 de janeiro de 1996, e nos meses seguintes ao incidente, a quantidade de relatos envolvendo as aparições dos chamados discos voadores em toda a área do Sul de Minas Gerais não deixou dúvidas de que algo de importante não só havia acontecido, mas que ainda estava em curso na região.   A ideia de uma missão de busca pela nave acidentada e principalmente pelos seres vitimados no acidente não pode, nem deve ser descartada.  Em minha opinião inclusive, a tripulação do UFO provavelmente abandonou o veículo espacial antes de sua queda, através de algum tipo de dispositivo de escape. Se isso foi uma realidade, podemos entender porque o piloto de ultraleve não viu qualquer sinal da tripulação no ponto da queda e os seres dias depois começaram a ser encontrados e capturados a quilômetros de distância.     O que foi o caso dos "chupa-cabras"? Houve boatos, na época, de que estes seres poderiam ter escapado durante a operação do caso Varginha. É possível fazer esta relação?     Não há a menor ligação entre o Caso Varginha e os casos relacionados ao que se convencionou chamar de “chupa-cabras”.  O pouco de sério que foi investigado aqui no Brasil sobre esses fatos relacionados a mortes misteriosas de animais, em que o sangue parecia ter sido retirado na quase totalidade, não deram margem para qualquer conclusão e muito menos no que diz respeito a uma possível ligação com os incidentes verificados principalmente entre as cidades de Três Corações e Varginha, relacionados à queda do UFO e o espalhamento pela região de sua tripulação.   (Chupa-cabra é uma suposta criatura responsável por ataques sistemáticos a animais rurais em regiões da América, como Porto Rico, Flórida, Nicarágua, Chile, México e Brasil. O nome da criatura deve-se à descoberta de várias cabras mortas em Porto Rico com marcas de dentadas no pescoço e o seu sangue drenado)     Falou-se muito também da morte de um dos policiais que teriam tido contato com a criatura. O que é possível dizer sobre este óbito?   ever4 Marcoo Eli Chereze, policial que morreu em Varginha, MG (Foto: Arquivo EPTV)     Foi o policial Marco Eli Chereze, da Inteligência da Polícia Militar de Minas Gerais, que participou diretamente, inclusive segundo membros de sua própria família, da captura de um dos seres ocorrida na noite do dia 20 de janeiro. Chereze, ao contrário dos bombeiros que haviam participado da captura de um dos tripulantes na parte da manhã do mesmo dia, teve um contato de pele com a entidade alienígena.    Um caso realmente trágico, pois o soldado, conforme os dias foram se passando, começou a apresentar um quadro que o levaria ao óbito em poucas semanas, na manhã do dia 15 de fevereiro. Ele foi enterrado sem que a família recebesse qualquer forma de esclarecimento sobre as causas reais de sua morte.   O fato foi mantido longe da imprensa até o dia 20 de janeiro de 1997, quando a mídia foi convocada para uma reunião em que a senhora Marta Tavares, irmã do falecido, fez, com nosso apoio, um relato detalhado de todo o processo de acobertamento dos fatos ligados à morte do rapaz e o processo de desinformação sofrido pela família. Só a partir dessas denúncias as primeiras informações começaram a ser liberadas, inclusive para própria família.     O que é possível dizer sobre a mudança de postura de Ubirajara em relação ao caso?     Em minha opinião, por trás de toda a mudança de postura de Rodrigues frente o caso existe apenas uma escolha feita por ele muitos anos atrás para ter uma vida mais tranquila, segura e sem os prejuízos que seu envolvimento e a defesa da verdade estavam trazendo para sua vida particular e profissional. Qualquer pessoa tem o direito, em qualquer momento, de mudar de ideia, reavaliar suas posições, e isso vale, é claro, para ele.   De qualquer forma, a Ufologia Brasileira e por que não dizer mundial, deve muito a esse investigador. Sem ele, provavelmente, a história teria sido sepultada ainda em seu início, como provavelmente já aconteceu com inúmeros casos.  Foi ele que desde os primeiros momentos da história denunciou publicamente as operações, que visavam manter em sigilo o caso.   (Ubirajara Rodrigues foi um dos principais investigadores do caso desde  os primeiros acontecimentos. Autor do livro "Caso Varginha", ele trabalhou muito próximo aos militares e teve acesso a diversas informações que até então não estavam disponíveis ao público. Nos últimos anos, Rodrigues se distanciou do caso e não fala mais sobre o assunto.)     Mas o que de fato aconteceu dentro desse Inquérito Policial Militar e como ele foi finalizado? Qual foi o resultado?     A verdade é que com a mídia sem saber da existência do IPM, os detalhes cruciais da história do caso foram totalmente modificados para permitir que explicações convencionais fossem dadas, relacionadas a fatos que haviam, na verdade, acontecido em datas que nada tinham a ver com os dias e horários dos principais acontecimentos. Um exemplo disso foi a explicação para as intensas movimentações dos comboios da EsSA, ao longo dos dias que antecederam as primeiras capturas que temos conhecimento. Ou seja, antes do dia 20 de janeiro de 1996 e durante os dias imediatamente seguintes, quando um dos seres passou por dois hospitais da cidade, antes de ser retirado já morto do segundo hospital, o Humanitas.   Nos autos do inquérito vários dos militares ouvidos, participando do acobertamento da verdade, confirmaram as movimentações dos caminhões, mas foram explicadas simplesmente como ocorrências normais ligadas à ida para Varginha das viaturas militares apenas para sofrerem um processo de manutenção em uma consessionária da Mercedes-Benz. Só que este processo não aconteceu nas datas ligadas ao caso e sim muitos dias após, como a própria documentação legal fornecida pela empresa responsável pelo serviço revela.   O procedimento na verdade seria posteriormente arquivado e esquecido. Mas ainda era preciso, na visão dos membros da EsSA, arranjar uma alternativa também para o avistamento do estranho ser por parte de Liliane e Valquíria Silva, e sua amiga Katia Xavier.   Quem surgiu com a ideia “milagrosa” para resolver esse problema, pelos menos segundo o que pode ser vislumbrado nos autos do IPM, foi o comandante da Polícia Militar local, que em seu depoimento, defendeu a versão que, em vez de uma criatura alienígena, as meninas teriam avistado na verdade um morador da cidade que apresentava um quadro de deficiência mental e física, conhecido como “mudinho”.   Mas como esse personagem, que Liliane, Valquíria e Kátia Xavier conheciam, poderia ter sido confundido por elas como a criatura que descreveram de maneira tão detalhada, e que apresentava uma tipologia apartada de tudo que já haviam visto antes?   Nos altos do processo podemos verificar que, em vez das meninas terem observado a estranha criatura às 15h30 do sábado, dia 20 de janeiro, a cronologia do fato foi transferida para horas depois, como se tivesse acontecido no final do dia, em meio à tempestade que caiu sobre a cidade, quando as condições de iluminação natural já não existiam.   Mas todas essas manobras acabaram sendo progressivamente descobertas por mim e pelos demais membros da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), que desenvolve desde o ano de 2004 uma campanha contra o acobertamento militar do fenômeno UFO em nosso país.   As denúncias que fiz em meu livro “Varginha – Toda a Verdade Revelada”, lançado no ano passado,  foram encaminhadas ao próprio Ministério da Defesa mediante uma medida simples, mas eficaz: o livro foi oficialmente protocolado para apreciação, dentro do MD, como evidência do acobertamento geral do Exército e das outras forças militares envolvidas.   O outro lado   Procurado, o Exército Brasileiro afirmou que “determinou a abertura de processos investigatórios sobre o fato nos anos de 1996 e 1997. Tais procedimentos resultaram na instauração de um Inquérito Policial Militar (IPM), o qual foi encaminhado, naquela ocasião, à Auditoria da 4ª Circunscrição Judiciária Militar, em Juiz de Fora/MG. O assunto foi encerrado com a conclusão do IPM.”   O Exército acrescentou ainda que “não há documentos que tratem sobre assuntos de Ufologia nos arquivos do Exército Brasileiro”. O G1 tentou contato com o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar de Minas Gerais, mas não obteve retorno sobre o assunto.   Serviço   Marco Antônio Petit promove, no dia 31 de janeiro, o evento “Varginha - 20 anos de acobertamento”, que será realizado a partir das 15h no Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas (IPPB), em São Paulo (SP). Mais informações podem ser solicitadas através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Até domingo (24), o G1 publica uma série de reportagens que conta todos os lados do Caso Varginha: o desenrolar da história, curiosidades, mistérios e o turismo na "Cidade do ET". Acompanhe.     Fonte: http://g1.globo.com/

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