Caso Onilson Pátero - Parte 2

casooni9(O Agricultor Cesar Menelli aponta o local de onde se ouvia os gritos de Onilson) Na quarta-feira, 3 pessoas saíram à procura de Onilson: o seu irmão Éder, o seu sobrinho Antônio Chagas e o seu cunhado Francisco Sanches. Primeiro foram ver o carro na Delegacia de Guarantã, e não havia nele sinais de ter sofrido um assalto; faltava apenas a chave de ignição e em consequencia disso havia sido feita uma ligação direta pela Polícia. Havia os documentos do carro e a pasta de documentos de Onilson, que foram entregues à família. Posteriormente, o carro foi apanhado pela firma para a qual Onilson trabalha.

Os familiares também procuraram o fazendeiro, que foi o primeiro a avistar o carro de Onilson, abandonado na estrada a uns 20 metros da porteira de entrada de sua propriedade, fazenda "Água Santa". Era um sábado. Porém, no dia seguinte, domingo, quando voltava da igreja, não viu mais o carro, sabendo que o mesmo fora recolhido pela Polícia de Guarantã.

A Procura do Homem

Os familiares saíram às 5 horas da manhã do dia 1º de maio e percorreram, no carro do Sr. Éder, provavelmente o mesmo trajeto feito pelo desaparecido. Visitaram as fazendas à beira da estrada, bem como as cidades, hospitais e delegacias de polícia. Assim, passaram em Marília, Pírajuí, Pongaí, Cafelândia, Guarantã, Novo Horizonte e Júlio de Mesquita, sendo que nessa ultima procuraram também o prefeito, com quem Onilson havia falado por ultimo.

Na quinta feira, dia 2 de maio, veio a ligação telefônica de Colatina, dando notícia do reaparecimento de Onilson. Imediatamente, às 21 horas, iniciaram a viagem, saindo de Catanduva e só chegando em Colatina no 3º dia, sábado, 4 de maio, às 6 horas da manhã, pelo motivo de que em Ribeirão Preto quebrou-se uma peça do carro e era necessária outra de reposição. Além disso, por não terem prática de estradas, escolheram itinerário mais longo, passando por Belo Horizonte ao invés de Rio de Janeiro.

Em Colatina, procuraram primeiramente na residência do Sr. Cesar Menelli, onde fora feito o telefone,a. De lá rumaram para a Delegacia, onde às 9 horas acharam Onilson. Este parecia apenas mais pálido que de costume. Tiveram um encontro com o juiz, que então assistiu oficialmente a reunião da família Pátero. Às 13 horas partiram. No roteiro de volta passaram por Vitória e descansaram em Pedra Branca, Estado do Espírito Santo. Depois o Rio de Janeiro, Jacareí, Campinas e Catanduva. Encurtando o caminho, não passaram pela cidade de São Paulo, onde a desapontada equipe ufológica local ficou à espera de Onilson, como depois se ficou sabendo. Pararam no santuário de Aparecida do Norte para agradecerem todos pela volta milagrosa de Onilson.

Ainda fizeram uma outra representação significativa: a uns 12 km de Colatina, onde os repórteres dos jornais estavam esperando a passagem da família Pátero no ponto da fazenda Catuá, de propriedade do Sr. Menelli. Pediram a Onilson para subir com eles até a pedra onde gravara seu nome, a fim de comprovar este pequeno detalhe. Isto foi feito e confirmado pelas fotos do jornal "O Vespertino", de Vitória, do dia 6 de maio de 1974.

No Boletim da SBEDV, figura nº 11 (abaixo reproduzido a partir do referido Boletim) vemos reprodução de uma foto do jornal "O Diário", de Vitória, do dia 6 de maio de 1974, mostrando a recepção de Onilson, pela sua esposa, com uma grande emoção, após 6 dias de "suspense". Eram então 15 horas do dia 5 de maio de 1974.

No entanto, o que geralmente não transpira são as perdas materiais que, nos primeiros momentos de alegria, são relegadas a um segundo plano. Os Cr$ 1800,00, aproximadamente, gastos pela família, nas buscas e pesquisas, não deixam de ser uma perda apreciável, uma vez que se trata de pessoas de classe média.

Somam-se a isso ainda os 4 dias úteis de trabalho gastos pelo Sr. Éder e o fato de Onilson ter perdido (sem deixar traços sequer) Cr$ 500,00 e 2 talões de cheques que estavam com os seus papéis no seu carro.


Outros Casos Ufológicos em Catanduva e Região

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Onilson Pátero diante da rocha onde gravou as iniciais de seu nome

Soubemos, por intermédio de Onilson, de 5 fatos sobre atividades de discos voadores na região de Catanduva. Em 3 casos, houve facilidades para nossas investigações, cujos relatos damos a seguir:

Obs.da SBEDV: No Boletim 74/79, pág. 17 a 28 ( O Incidente da Represa do Funil ) [ Fenomenum: artigo sobre o caso] relatamos a aventura de um vigia noturno, de uma represa hidrelétrica que, inadvertidamente, atacou um disco voador a tiros de revólver, tornando-o por uma unidade subversiva "terrestre", dai resultando sua cegueira (psicogênica?) temporária.

No Boletim 94/98 em "O caso do automóvel que ficou transparente" (pág. 30 a 41) consta o relato da testemunha cujo carro tinha sido interceptado na estrada por um disco voador que "lamentou não ter tido na ocasião um revólver com o qual certamente alvejaria o estranho veículo".

No relato a seguir, do fato ocorrido em Santa Adélia, perto de Catanduva, repetiu-se o triste espetáculo. No caso, o tripulante do disco voador foi agredido pela testemunha, na sua fase emocional do terror e por desconhecimento de causa: "a existência de forças maiores entre nós, em forma de Discos Voadores, visitantes oriundos de outros mundos". Assim, isso mais uma vez legou a uma testemunha a suar a sua arma, desta vez contra o próprio personagem extraterrestre, não se sabendo se este, em consequencia, sofreu ou não lesões corporais.

O protagonista do nosso caso, personalidade P "X" (suprimimos o seu nome a seu pedido), é uma pessoa com um cargo de responsabilidade dentro da comunidade. Tinha 51 anos de idade por ocasião do eventos, que se deu no dia 29 de outubro de 1967.

Na ocasião, voltava de noite e seu carro, de uma escapada amorosa clandestina. Assim, estava prevenido com facão e uma arma "Rossi" de 7 tiros, calibre 22mm. Eram aproximadamente 23 horas quando trafegava pelo caminho da Estrada Municipal. Chegando à Fazenda Miguel Pedro, onde existe um mata-burro e, à sua esquerda uma porteira e dá acesso a uma fazenda, apareceu de repente uma elevação pela frente. Isso motivou a passagem do carro para a 2ª marcha do cambio. Ainda à distância notou uma pequena nuvem, numa noite de lua em quarto minguante.

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Croqui de Onilson referente ao 2º Episódio

Quando chegou à crista da elevação passou então o carro para a 1ª marcha, porquanto à frente, teria de passar lentamente por uma poça d'água. Na ocasião vislumbrou à distância de uns 60 metros, flutuando por cima da cerca (a 1,2 a 1,5 m de altura do chão) um prato da cor de alumínio com parte convexa dirigida para baixo, com um diâmetro de aproximadamente 10 metros. Chegando mais de perto, e, à distância de uns 10 a 15 metros, viu que o prazo estava cheio de luzes, umas vermelhas e outras de cores diversas que se ascendiam e apagavam alternadamente.

Não se lembra se o carro parou por causa do motor, mas depois notou que o farol e o motor do carro estavam desligados.

Sentado no carro parado notou, então, uma personagem, em pé e perto do prato (suspenso no ar). Essa pessoa era maior que o protagonista (de 1,62m de altura). Tinha aproximadamente 1,70 m de altura, era robusto, sem ser gordo, e usava uma roupa clara (não podendo precisar a cor, por ser a testemunha daltônica). Essa pessoa adiantou-se um passo e com um objeto cilíndrico emitiu um feixe de luz branca fortíssima que iluminava um pasto à sua frente e que estava a grande distância.

P "X" associou o fato a uma possível cilada, ligada à sua aventura amorosa (P "X" desconhecia a real existência dos discos voadores e dos seus tripulantes). Então se abaixou no carro, entreabri a porta e por ela fez pontaria com a sua arma, em direção ao personagem, detonando-a 6 vezes. Só um dos tiros não saiu. Ainda chegou a apanhar seu facão, colocando o seu pé esquerdo no chão, mas não avançou e nem saiu do carro, porquanto não viu mais o personagem após os tiros. O prato entretanto começou a balançar-se; ouviu um chiado parecido com o chocalho de cascavel, e então o prato afastou-se rapidamente em direção Leste, em voo obliquo.

Ainda em relação aos seus tiros, explicou a SBEDV que, à distância de 8 a 10 metros, acertava naquela época um maço de cigarros, e que à distância de 10 a 15 metros, costumava caçar codornas com seu revólver.

Em resposta à nossa pergunta sobre a sua reação após o incidente , confidenciou-nos o protagonista, que, "rezei um Pai Nosso porque creio em Deus Pai".

Aconteceu também, por coincidência ou não, que naquela noite só conseguiu conciliar o sono de madrugada. A insônia que dai em diante se instalou em P "X" foi definitiva e, por ordem médica, tomava diariamente 4 comprimidos. Informou ainda que na ocasião o médico também verificou que sua pressão arterial estava alta.

Disco Voador visita Catanduva 7 dias antes do 1º Episódio de Onilson.

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Reencontro de Onilson e seus familiares, documentado por jornalistas

O Sr. Inocêncio de Correia, casado e pai de 2 filhos, empregado da fábrica CECAT, em Catanduva, tinha 38 anos de idade por ocasião do episódio que viveu com Disco Voador. Às 4 horas da madrugada do dia 15 de maio de 1973, foi com a sua mulher e filha de 12 anos, para o curral, tirar leite. Quando lá chegou, às 4:30 hs, a filha Maria Cristina chamou a atenção, pois "acompanhando-os lá, pela primeira vez, ela estaria vendo assombração em "forma de avião", uma vez que esta fora a indagação da filha sobre uma "coisa" que pairava no ar, perto do curral.

Porém, logo Inocêncio verificou que a filha tinha razão, puxando-a para dentro do curral, obedecendo a um gesto de cautela para proteger os seus. via no ar um veículo ovalado, com um diâmetro maior tendo uns 5 m, largura de uns 3 m e bojudo no meio, com uma espessura de aproximadamente 1,2m.

Era escuro (comparável ao padrão Letrafilm nº 142M), contrastava bem contra o céu a clarear no início da aurora e se achava a uma distância de uns 30 metros. Ficou assim parado uns 4 a 5 minutos, deixando sempre ouvir um chiado como o de uma turbina (SBEDV: de um engenho de açúcar?)

Finalmente , o objeto afastou-se rapidamente durante uns 4 minutos, quando mandou a esposa e filha correr para a casa do tenente.

Mas depois, de repente, o objeto veio de volta e ficou a uns 5 metros acima do telhado do curral, durante uns 6 minutos, ouvindo bem Inocêncio, em baixo do telhado, o barulho que o Disco Voador fazia acima dele.

O objeto, nas suas idas e vindas, tinha , tinha a "velocidade do pensamento" e isto informado por Inocêncio, que já havia trabalhado 3 anos em campo de aviação. Pela sua conclusão: o objeto não era proveniente do nosso planeta.

Quando o objeto se afastou em definitivo, o fez em direção Leste e sob um ângulo de 45 graus.

O gado, no primeiro aparecimento do objeto, ficou intranquilo. Procurou fugir e pular a cerca do curral. A quantidade de leite que se tirou do gado, naquele dia, diminuiu em 50% com relação à dos outros dias. O gado continuou intranquilo, de alguma forma, também no dia seguinte.

No desenho feito pelo Sr. Inocêncio, nota-se excrescências em forma de cogumelo no dorso do bojo do disco voador. Isso não constitui erro do desenhista, porquanto a testemunha resistiu a outras interpretações gráficas nossas, sobre cúpulas de discos em rotação.

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Reconstituição do caso

Essa formação em cogumelo tinha uns 2 metros de diâmetro e a sua haste, que ligava ao bojo do disco voador, tinha espessura de uns 80 cm.

Em entrevistas com Inocêncio, muito nos honrou a presença do promotor de Catanduva, que fez questão de nos acompanhar a fim de complementar as nossas perguntas, com outras melhores. A experiência de Inocêncio precedeu em 7 dias aquela de Onilson Pátero.

Ainda cabe aqui um agradecimento da SBEDV ao Dr. Guilherme Leguth, promotor de Catanduva, que acompanhou e que complementou as pesquisas.

Outro caso possivelmente relacionado ao caso Onison Pátero, ocorreu 6 dias depois da primeira abdução de Onilson. O caso ocorreu em São José do Rio Preto, tendo como testemunha Geny Lisboa que avistou um disco voador tripulado por três pequenos seres humanóides.

Discos voadores acompanham caminhões perto de Catanduva

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Declaração

Ainda em 27 de fevereiro de 1974, entrevistamos o motorista Gumercindo Fernandes Podas, morador à rua Porto Alegre, 804, em Catanduva, a respeito de um relato seu, publicado na revista "A Feticeira", número de março de 1965. O episódio ocorreu no mês de fevereiro de 1965, numa 5ª feira, às 21:30 hs, quando trafegava de Maríia para Catanduva com um caminhão carregado de café. Estava sozinho numa estrada de terra, perto da Guarda Florestal, em frente de Ponga, para cá do rio Tietê, quando, numa distância de 50 a 100 metros, viu no ar um prato luminoso de uns 5 metros de diâmetro. Aparentemente, vinha escutando um zunido parecido com "sirene que trepida". A velocidade do caminhão, que até então era de 50 km por hora, caiu para 20 (talvez por interferência do disco voador). Nestas condições, o disco acompanhou o caminhão, na estrada, por uns 5 minutos, para depois se afastar definitivamente.

Em seguida, na cidade de Novo Horizonte, o motorista encontrou o colega Luiz Bus Nardo que lhe relatou que durante a viagem iu luz, da cabine do seu caminhão. Pensou tratar-se de veículo que lhe estivesse fazendo pedido de ultrapassagem. Fez o sinal convencional de concordância, com seu farol. Entretanto, quando ninguém fez ultrapassagem, pôs a cabeça para fora da cabine e viu um disco voador por cima da cabine do seu caminhão.


Abdução em Catanduva [Por Irene Granchi]


A impressionante abdução de Onison Pátero, que envolve teletransporte de um estado do Brasil para outro, efeitos físicos e outros detalhes incomuns, não foi uma investigação minha, como a maioria dos casos do meu livro [UFOs e Abduções no Brasil]. A história apareceu primeiro nos jornais e na mídia em geral. Então, o Dr. Max Berezovski e o pesquisador Guilherme Wirz (ambos de São Paulo) dedicaram-se ao caso. Eles estavam convencidos da autenticidade do caso, tanto da primeira abdução de Onilson, quanto da segunda. Escrevi um artigo baseado no relatório que o Dr. Berezovski me enviou, que posteriormente, foi publicado na íntegra pela conceituada revista francesa Phenómènes Spautiaux [nº 37, dezembro de 1973, pp. 19-22]. Esta revista foi criada por René Fournéré e sua esposa, e o fundador foi o general Chassin, comandante das forças da OTAN, na Europa.

Mais impressionante do que a história em si foi o desmentido total subsequente, feito diante de um grande público durante um Congresso sobre UFOs, pelos dois investigadores. Eles disseram, então, que Onilson era um testemunho não confiável. Por que? Bem, basicamente porque ele afirmou que nunca assistira à série de televisão chamada Os Invasores, mas sua mulher afirmou o contrário. Ele também teria forjado algumas carteiras de habilitação.

Isto, de forjar carteiras, poderia ser considerado uma ofensa jurídica séria em outro lugar, mas no interior do Brasil, nas pequenas cidades, não era tão grave, devido às dificuldades burocráticas que tais licenças implicavam àquela época. De qualquer forma, qual seria a verdade? Seria apenas uma maneira de encobrir a história calando a testemunha?

Longe de me deixar impressionar pelo resultado, fui mais longe na investigação. Descobri que o Dr. Silvio Lago e o Dr. Walter Buhler, ambos médicos, tinham sido favoravelmente impressionados por Onilson, que passou por hipnose regressiva com o Dr. Lago. Não cheguei a saber o que realmente aconteceu, mas estávamos em plena ditadura no Brasil, e há motivos para acreditar que os dois investigadores paulistas foram delicadamente convidados a "abandonar o campo".

O relatório dizia que, na terça feira, 22 de maio de 1973, Onilson Pátero estava de carro indo para casa, numa viagem de volta de São José do Rio Preto. Ele tinha então 41 anos, era casado, com dois filhos. Trabalhava como organizador de bibliotecas públicas no Estado de São Paulo. Eram 2:55 hs e ele tinha acabado de atravessar o Rio Tietê e as Quedas de Anhanduva no seu Opala azul.

Alguém parado na estrada diante do posto da Polícia Rodoviária pediu carona. Ele parou para deixar o homem entrar. Naquele tempo não era perigoso oferecer ajuda e o homem jovem que entrou no carro parecia simpático. Era louro, tinha olhos azuis afundados e olhar penetrante. Seus cabelos eram curtos e usava camiseta e uma jaqueta de couro. No caminho, conversaram sobre vários tópicos. O jovem segurava uma cigarreira que parecia de prata. Mas não tirou cigarro algum de dentro dela e disse que não fumava. Faltavam duzentos e cinquenta quilômetros para Catanduva, por isso Onilson parou para tomar café em um bar, mas seu companheiro tomou apenas água tônica, e mesmo assim, só um gole. Ele disse chamar-se Alex e pediu a Onilson para fazer a gentileza de deixá-lo a 18 km de Catanduva, em Itajobi, aonde ele tinha que ir a negócios. Que estranho viajar a negócios às 3:00 hs. Mais estranho ainda foi Alex descer em um lugar ermo, e não na cidadezinha. Ele dissera que também tinha um carro "que não era daqui", mas não explicou de onde era.

Finalmente, Onilson estava de volta a Catanduva, a caminho de casa, quando um efeito eletromagnético se produziu, afetando o rádio, que começou a falhar. O motor falhou e parou (isso não nos parece novidade, não é?) e um círculo luminoso de cerca de vinte centímetros, azul-brilhante, apareceu à esquerda, cruzando o painel do carro. Moveu-se vagarosamente para a direita, passando ainda sobre o assento e a mala colocada ali.sobre o fundo do carro e as pernas do motorista. A luz fez com que tudo se tornasse transparente! Onilson teve a nítida impressão de ver o próprio motor em transparência através do painel quando o círculo azul passou por ali. Pensando em como a Lua poderia causar um efeito ótico tão estranho, percebeu que a noite não era de luar, o céu estava nublado e estava chovendo.

Nesse momento apareceu, de frente para ele e perto de uma curva ascendente da estrada, uma linha luminosa; o mesmo brilho azul do círculo, que foi ficando cada vez maior e mais brilhante. Pôs o carro em primeira marcha e passou para o acostamento, pensando que era um caminhão que vinha em frente. Piscou as luzes do carro em sinal, mas, à medida que a luz se tornava mais brilhante, foi forçado a abaixar a cabeça e a apoiá-la no volante para não ficar cego. Como nada aconteceu, a testemunha levantou os olhos por um minuto ou dois e, para seu máximo espanto, viu um veículo pairando no céu a uns quinze metros de distância e a dez metros de altura sobre o asfalto.

"Poderia ser um helicóptero", pensou, e também pensou em seu revólver, que tinha esquecido de levar. Sentiu calor, e o calor aumentava a cada instante, tornando-se insuportável. A falta de ar fez com que abrisse a porta do seu lado. Uma vez na estrada, ouviu um zumbido. Percebeu que não era um helicóptero o que estava vendo, como tinha suposto, mas, provavelmente, um "disco voador", porque se parecia com dois pratos fundos emborcados e de bordas superpostas, de uns sete metros de espessura e dez de largura. Não havia detalhes estruturais visíveis; o objeto era de um cinza opaco escuro, sem luz própria. Mas tudo à volta dele estava brilhantemente iluminado, apesar de Onilson não conseguir ver qualquer fonte específica de luz. Ainda estava muito quente do lado de fora. Algo parecido com uma cortina transparente apareceu no lado direito do veículo, cobrindo-o completamente. Agora, um tubo estava sendo estendido do fundo da nave, que se esticava em direção a ele, e então, a idéia de que aquilo estaria querendo capturá-lo apoderou-se dele. Isto o fez correr com o propósito de salvar a vida. Então, o calor insuportável e a falta de ar desapareceram. Não se tinha afastado mais do que quarenta metros, quando sentiu alguma coisa como um laço de borracha sendo atirado sobre ele. Tentou livrar-se do laço jogando as mãos por cima das costas, mas não sentiu qualquer dor palpável ali. Voltou-se, então, para ver o que era, e viu um tubo azul formado pela luz, como uma tocha do tamanho de uma mão aberta, saindo da parte de baixo da beira do veículo. A luz atingiu o Opala, e este ficou transparente. De onde ele estava, atrás e à direita do automóvel, ele podia ver o motor, os bancos e todos os detalhes do interior do carro. Pensou que seria uma grande perda para ele se o carro derretesse por efeito do calor daquela luz transparente. Desconsoladamente, lembrou-se de que faltavam ainda algumas prestações para terminar de pagar. Nesse momento ele desmaiou.

Mais ou menos uma hora e meia depois, dois jovens de Itajobi, Waldomiro Barroso Se e Celso Aparecido Pio, chegaram juntos em sua Kombi. Vendo um homem imóvel no meio da estrada, de rosto na terra e deitado a apenas alguns metros de um carro, de faróis ligados e com a porta do lado do motorista aberta, pensaram imediatamente que houvera um assalto e um assassinato. Os dois dirigiram-se diretamente à patrulha policial, para avisar os guardas do que tinham visto.

A polícia achou um mapa aberto na estrada mostrando o Norte do Brasil, e dentro do carro uma mala aberta com vários papéis, talões de cheques e fotografias espalhadas em volta. Quando os policiais viraram o corpo para cima, Onilson voltou a si, e zangado, foi dando socos em volta, pensando que estavam ali ainda seus captores. Felizmente, o policial que o conhecia de vista´perguntou-lhe o que tinha acontecido. Onilson ficou surpreso quando viu sua mala aberta, já que estava fechada à chave e esta ainda se encontrava em seu bolso. O mapa também estava dentro da mala antes... Nada estava faltando. O carro também estava funcionando normalmente.

Foi levado ao hospital central, onde o médico Aziz Chediak nada encontrou de errado, exceto pelo fato de ele estar um pouco abalado. Mas neste mesmo dia, ele começou a sentir cócegas em torno das regiões abdominal e lombar. Nos dias seguintes, havia manchas azul-arroxeadas, sem dor e de forma irregular, principalmente em suas nádegas e coxas. Elas tornaram-se amareladas depois de alguns dias, e, finalmente, desapareceram.

Onilson Pátero foi levado para São Paulo, onde o Sr. Max Berezovski fez com que ele se submetesse à uma série de testes clínicos. Os exames provaram que ele estava inteiramente normal de corpo e mente. Ele passou até por um eletroencefalograma e, finalmente, foi submetido à hipnose pelo Dr. Max. Os resultados foram interessantes.

Durante a regressão, ele voltou a contar os fatos do dia que precederam à experiência e tudo o que tinha narrado previamente, mas uma nova luz foi acrescentada: Onilson lembrou-se de que o nome do engenheiro espacial era Alex, mas de repente falou: "Onório". Depois, surpreendente, "Judas Macabeus". Repetiu este nome e quando lhe foi perguntado: "Quem está aqui com você?", ele respondeu "Os homens de peito de aço".

- Quantos eram?
- Dois. Mas lá dentro tem muito mais.
- Lá dentro? Onde é lá dentro?
- No veículo.
- O que eles querem?
- Querem que eu fale.
- Para dizer o que?
- Eu não sei. Eles querem que eu fale, mas eu não vou falar porque eu não sei.
E depois, repetiu de novo:

- Judas Macabeus.

A mulher dele, que estava presente à hipnose, disse que, depois da hipnose, Onilson ficou intrigado com o nome Judas Macabeus. Não sendo um homem religioso, Onilson não lera a Bíblia e não tinha ouvido este nome antes.

O que poderia ser deduzido da primeira abdução de Onilson e de sua descrição?

Da minha parte não posso acreditar que um homem criado no interior de São Paulo, mesmo se tivesse mentido quanto a ter visto filmes de UFO na TV, não poderia saber tanto nem ter demonstrado tanta imaginação a ponto de inventar uma história tão fantástica. Muitos dos detalhes encaixam-se perfeitamente com os de outros abduzidos, muitos dos quais vieram à luz anos depois, no exterior, e nunca mais chegaram a ser divulgados aqui.

Temos também o diagnóstico do Dr. Berezowski e seu próprio relatório, no qual é dito que Onilson estava perfeitamente normal em todos os aspectos. Possuo também as fotos tiradas das manchas achadas no corpo do homem, cópias das quais enviei à APRO na época. Eu ainda tenho estas fotos, as análises clínicas e até mesmo o eletroencefalograma, mais os relatórios assinados do Dr. Berezowski e de Guilherme Wirz.

A negação da autenticidade deste caso só se produziu pelo Dr. Max Berezowski algum tempo depois da nova abdução.

Hoje existe um ótimo vídeo com a narração pessoal de Onilson Pátero sobre toda a sua experiência - clara, convincente, séria. Conheci pessoalmente Onilson, recebendo a melhor impressão possível dele - impressão de honestidade que ele transmite a todos. Ele continuava vivendo sua vida normal e modesta em Catanduva, e não foi atacado pelo vírus da vaidade e da ambição que infelizmente ataca algumas pessoas que passaram por experiências similares.

Quem poderia acreditar que Onilson Pátero seria submetido a uma perfomance repetida? Ninguém. Sobretudo ele mesmo.

Na noite e 26 de abril de 1974 - quase um ano depois da sua primeira experiência - , Onilson estava voltando para casa, depois de um dia de trabalho infrutífero. Ele tinha visitado duas cidades. Na segunda, Marília, estivera com alguns amigos. Começou a ter uma estranha sensação, provavelmente de calor e de falta de ar, como em sua primeira abdução, quando seu carro parou e ele saiu para ver o que estava acontecendo. Foi então tragado, em plena consciência por um facho de luz que já tinha - de novo - feito o carro ficar transparente.

Onilson foi levado para dentro da espaçonave através de uma espécie de cortina e ali encontrou, para surpresa dele, Alex, o rapaz da carona de sua primeira abdução. Alex pôs as mãos sobre os ombros de Onilson, dizendo-lhe para não ter medo. Ele falava em português perfeito e sua voz era claramente audível, sem qualquer sotaque.

"Fui então, colocado em uma caixa comprida, depois que os homens amarraram minhas mãos e meus pés com anéis de aço", lembra Onilson.

Viu, então, três figuras passando à sua frente e uma delas era "seu duplo", usando as mesmas roupas que ele vestia em sua primeira abdução. Isto ele obviamente achou muito estranho. Nós também.

Deste modo, ele foi mantido sob custódia até o dia 2 de maio.

Conscientemente ele nada mais se lembra. Finalmente, bem antes do amanhecer, às 3 horas, voltou a si em terra firme, sem os grilhões que o seguravam. Seu primeiro pensamento foi o de que estava em outro planeta, já que não conseguia ver nada. Aos poucos, pôde distinguir as estrelas e a Lua, e ouviu carros movendo-se a distância. Ele estava bem no topo de um morro, em lugar perigosos, onde nem homens nem gado ousavam aventurar-se. Gritou e logo um empregado de fazenda o ouviu. Depois, o dono da propriedade, Sr. Menelli, aproximou-se.

Onilson estava usando uma jaqueta esportiva e estava bem barbeado. Mas logo descobriu que era o dia 2 de maio e que tinha estado ausente durante sete dias. Também estava muito, muito longe de sua cidade, do seu estado e de sua família. Ele estava a nada menos do que novecentos quilômetros de distância.

A fazenda em que ele se encontrava ficava perto de Colatina, no Espírito Santo. Ele pediu para ser levado para a delegacia de polícia e logo a imprensa estava encima, querendo saber mais sobre o homem que tinha "caído de um disco voador". Mas Onilson, coitado, estava ansioso para avisar à família e, finalmente conseguiu telefonar para casa. Seus familiares tinham quase abandonado a esperança de vê-lo de novo, já que seu carro fora encontrado com a porta do motorista aberta, no meio da estrada entre Marília e Guarantã.

De Colatina, ele também telefonou para o Dr. Max Berezovski, em São Paulo, que endossou sua história e foi buscá-lo em Colatina. Esta aceitação do caso por um médico tão eminente produziu grandes manchetes em Vitória, no jornal local O Diário, de 4 de junho de 1974. O título era: Médico de São Paulo declara que Onilson está perfeito.

Na entrevista que concedeu, Onilson disse ao repórter algo a respeito do que tinha visto dentro da espaçonave. Ele tinha observado um laboratório "sensacional", cuja perfeição de equipamentos ele não podia imaginar que existisse. Perdeu o sentido de tempo, e não se lembrava de quantas vezes tinha sido examinado, mas lembrava-se de que Alex lhe pedira para tirar as roupas antes do primeiro teste. Então, em outra sala, foi examinado da cabeça aos pés por seres, parecendo humanos, que não disseram ma palavra. Depois disso, foi colocado em uma caixa comprida, adormeceu e nada mais se lembra, até ter sido deixado no topo do morro. Levou algum tempo até se recuperar. O UFO em poucos segundos voou para cima e para longe. Choveu e isso o fez ficar completamente acordado.

Em uma entrevista anterior, para A Tribuna (3 de maio de 1974), Onilson não disse muito sobre a sua primeira experiência, ocorrida um ano antes, mas reclamou pelo fato de ter sido seguido, desde então, por policiais federais e agentes da Força Aérea e disse que estava proibido de dar entrevista à imprensa e que tinha sido mesmo intimado a não comparecer a um programa de televisão paulista, momentos antes de uma entrevista programada com sua participação.

Se estas são fantasias da imprensa ou se ele realmente sofreu estas pressões, não sei dizer. Mas o material que reuni sobre o segundo CE IV (Contato Imediato de 4º Grau) e ultimo livro do Professor Felipe Machado Carrion, Misteriosas Naves do Espaço. A palavra do professor Carrión é muito respeitada. Era um advogado famoso e professor de Cosmologia de uma escola importante de Porto Alegre (Escola Júlio de Castilhos), além de pesquisador de Ufologia exigentíssimo. Faleceu pouco depois da publicação de seu livro, em 1984. O Dr. Walter Buhler foi outro investigador deste caso, trazendo Onilson para o Rio de Janeiro com a finalidade de fazê-lo passar por uma regressão hipnótica com o Dr. Silvio Lago, que falou muito bem do abduzido e informou-me que ele tinha falado do seu duplo durante a regressão.


Crítica Negativa do Caso


Uma pessoa com disritmia no eletroencefalograma poderia apresentar uma "ausência" de 6 dias e, nesse período, sem saber o que fazia, cobriria os 900 Km para aparecer em Colatina (porém, próximo à Estação Rodoviária). Mas Onilson não apareceu no centro da cidade, mas sim a uns 12 km dali. Seria, ao nosso ver, difícil de ter ele perambulado nessa região, sem dinheiro e sem ser pressentido pelos zeladores de gado e outros transeuntes. Posteriormente, quando toda a região chegou a saber do acontecimento, ninguém apareceu para testemunhar no sentido de ter presenciado Onilson naquele local anteriormente.

De fato, Onilson apresentou, em Colatina, uma barba relativamente pouco crescida para 6 dias. Entretanto, verificamos, por ocasião da nossa estada em Catanduva,a pouca barba, no seu irmão Éder Pátero, já de alguns dias por fazer, demonstrando que realmente a família possui tendência para pequeno crescimento da barba. Em semelhança à ausência de relatos das necessidades fisiológicas no Disco Voador, durante os 6 dias do 2º episódio ufológico, poderia haver alguma significação também para a barba.

Houve falta de detalhes no 2º episódio de Onilson. E esta foi a reclamação do repórter do Jornal da Cidade (de Bauru [15/5/1974], na entrevista de Onilson em Catanduva, em 11/5/1974. Entretanto, Onilson omitiu exatamente os detalhes exóticos do relato do seu 2º episódio, a pedido dos ufologistas paulistas presentes na ocasião.

Os ufologistas paulistas, com esse gesto de discrição, quiseram evitar um sensacionalismo jornalístico barato, asseverando que o relato de Onison iria ser liberado logo após eles procederem à pesquisa. Naturalmente, o repórter de Bauru, sincero mas impaciente, deveria ter voltado ao assunto e cobrado essa promessa. Mesmo assim prestou serviços inestimáveis à Ufologia, com suas fotos documentárias.

Poderia ter havido uma poluição da mente de Onilson, por literatura ufológica similar, previamente aos seus episódios. Para esclarecer devidamente uma possibilidade desta ordem a SBEDV visitou o lar do protagonista, enquanto este se achava afastado por motivo de viagem. Na ocasião, fomos informados pela esposa de Onilson que o mesmo desconhecia a literatura especializada no assunto e que esta não era usada em seu lar. Só após a difusão do seu primeiro episódio é que começaram a chegar Boletins (encaminhados por pesquisadores paulistas e cariocas) que se ocupavam com o assunto, especialmente com o seu relato. A SBEDV também lhe remeteu um livro (juntamente com literatura especializada) que descreve um contato ufológico, mas de forma completamente diferente dos episódios de Onilson. De modo que a idéia de plágio fica afastada.

Por intermédio de terceiros, participantes de Congresso Ufológico paulista (30/11/1974 à 1/12/1974) chegou-nos uma notícia de que o grupo ufológico local não mais estaria propenso a apoiar os relatos ufológicos relatados por Onilson. A razão da reviravolta de opinião estaria baseada em supostas declarações do Sr. Otto Gibbes Olivatti, que teria sido companheiro de viagem de Onilson em pelo menos uma das ocasiões de seus 2 episódios ufológicos.

A fim de esclarecermos o caso, por meio de uma pesquisa, transportamo-nos em 11 de fevereiro de 1975 à casa do Sr. Otto, situadaem Pindorama, onde este nos esclareceu que não estava presente em nenhuma das duas viagens de Onilson. Aliás, com referência à ultima data poderá comprovar que esteve em local bastante afastado da cidade de Júlio de Mesquita, porquanto estava a mais de 800 km de distância, na cidade de Assis Châteaubriant, Paraná. Para terminarmos esta questão, seria necessário recebermos as informações do grupo paulista, através de seus membros Dr. Max Berezowsky e Guilherme Wirz. Aliás, já havíamos pedido isso ao último, na época do citado congresso. A bem da pesquisa pura, ficamos aguardando a comunicação que solicitamos.

Fonte: http://www.fenomenum.com.br/

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