Operação Prato - Parte 4

prato12Filho do Relator da Operação Prato fornece esclarecimentos Em 1977-78, militares brasileiros conduziram a chamada “Operação Prato”, coletando relatos a respeito de fenômenos luminosos — os “chupa-chupa” — que provocavam pânico em algumas cidades do Pará. O então sargento João Flávio de Freitas Costa, segundo em comando, foi o autor de praticamente todos relatórios, desenhos e mapas da operação (cuja assinatura em um deles você confere acima). Mais recentemente, contudo, alegações mais extraordinárias teriam surgido a respeito de Flávio Costa, que faleceu em junho de 1993. Entre elas estariam as declarações de Ubiratan Pinon Frias para o sítio UFOVIA.

Estivemos em contato com Fernando Costa, filho de Flávio, que gostaria de refutar algumas destas alegações. Citamos a seguir trechos das declarações de Ubiratan Pinon, seguidos pelos comentários e esclarecimentos de Fernando Costa, destacados em negrito: PINON: “Flávio e Hollanda eram dois homens que foram mutilados. E há outros! Não posso ventilar aqui, mas todos eles apareceram com “algo”. Não era na coxa, mas no braço esquerdo, na altura do antebraço, como se fosse uma agulha de três pontos. A ponto de você pegar e sentir furar um lado e outro… Todos dois tiveram a mesma coisa”. 

COSTA: No início de Janeiro de 1993, Flávio sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). Ficou hospitalizado no Hospital de Aeronáutica de Belém por cerca de um mês. Como resultado do AVC, ficou hemiplégico à direita e também perdeu a fala. A partir da alta médica,a família o levou para casa, contratou uma fisioterapeuta particular e cuidou dele, inclusive dando banho, fazendo toda a higiene pessoal, e fazendo curativos, pois a longa permanência no leito do hospital o deixou com algumas escaras. A esposa e os filhos o examinavam detidamente, logo, teriam percebido qualquer “algo” estranho.

PINON: “…no Flávio, apareceu aquele sangramento, mas a marca que ele tinha era no braço, não era na coxa”.

COSTA: Muito estranho. Só sangrava na rua, nunca em casa, a ponto da esposa e dos filhos não perceberem? Será que os dedicados médicos do HOSPAER que atenderam o SO Flávio não perceberiam tal implante?

PINON: “…Eu não estava em Belém quando ele [Flávio] morreu, mas depois que ele faleceu que estive em sua casa. Segundo a senhora esposa dele, um dia ele amanheceu muito triste e chorou. E ela perguntava o que ele tinha, ele não respondia. E aquilo foi acarretando nele que a vida dele era ficar sentado e chorando. Era como se ele tivesse tido um derrame… O comportamento era de um derrame, mas um derrame que não “entortou” nada nele. Não aparentava que ele tivesse alguma coisa. Então ele ficava sentado e chorando e assim foi até ele morrer”.

COSTA: Ficar “hemiplégico a direita” (segundo o laudo dos médicos do Hosp. De Aeronáutica de Belém) não é “entortar” ? Pinon não esteve na casa da família após a morte do Flávio, muito menos conversou com a esposa dele após a morte. Conforme citamos acima, o SO Flávio sofreu um AVC em janeiro, e após um período de internação e tratamento intensivo no HOSPAER, continuou com o tratamento em casa. Em junho de 1993, enquanto aguardávamos resultados de exames clínicos, ele teve um segundo AVC, que desta vez foi fulminante, causando o óbito.

Operação Prato - Revelações de Fernando Costa

Nos anos de 1977 e 1978, locais do norte do país ficaram aterrorizados pelo que descreveram como bolas luminosas e vampirescas, um fenômeno logo batizado de “chupa-chupa“. O pânico foi tanto que motivou a criação de uma operação militar da Força Aérea Brasileira dedicada a investigar o tema. A chamada “Operação Prato” se tornaria uma das maiores histórias da “ufologia” em nosso país, principalmente depois que em 1997 seu comandante, Uyrangê Hollanda, confirmou publicamente sua participação na operação. Recentemente, o episódio foi revisitado no programa da TV Globo, “Linha Direta“, e chegou mesmo a ser tema da série internacional do History Channel, chamado de “Roswell Brasileiro“.

Mas se sabe pouco de concreto sobre a operação. Ao programa Linha Direta, a FAB declarou que a operação teria sido apenas resultado do interesse pessoal de alguns dos envolvidos, e que dispunha apenas de alguns relatórios de um dos membros da operação. E o autor de praticamente todos relatórios foi o sargento João Flávio de Freitas Costa. Infelizmente, Flávio Costa faleceu em 1993, sem fornecer maiores detalhes de sua participação na Operação, até então ainda oficialmente secreta.

Mesmo a morte de Flávio Costa passou a ser tema de especulações a respeito de “implantes alienígenas”, e foi tentando esclarecer estas alegações que conhecemos Fernando Costa, filho do sargento. Para nossa grata surpresa, Fernando Costa não só estava combatendo tais histórias infundadas sobre a morte nada misteriosa de seu pai, como pronto para revelar informações valiosíssimas sobre aspectos pouco conhecidos da polêmica Operação. A entrevista a seguir foi feita com a colaboração do jornalista Jeferson Martinho, da revista eletrônica Vigília:

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Jornal O Imparcial - 17/07/1977

CA: Flávio Costa foi o autor de quase todos os relatórios, desenhos e fotografias da “Operação Prato“. Além de estrategista, ainda teria ajudado a convencer o próprio Uyrangê Hollanda, de que lidavam com algo desconhecido de fato. Como encara, hoje, o papel de seu pai naquela polêmica operação?

Fernando: Analisando hoje, eu posso enxergar um homem dividido entre as convicções pessoais — com uma parcela de misticismo, muito entusiasmado com a ufologia — e um militar “caxias”, zeloso pelo cumprimento das suas missões, que precisava se ater a relatórios reais, com bases científicas.

CA: Você nos contou que seu pai era um apaixonado pela ufologia. Ele chegou a contar alguma história sobre o tema?

Fernando: Para os mais íntimos, ele sempre estava contando estórias ou histórias… Ele sempre colocava impressões pessoais de uma forma bastante convicta e detalhista, com muita empolgação e com uma dose de misticismo. Quando se tratava de fatos relacionados com a atividade militar, só comentava até os limites em que o seu senso de dever permitia. Raramente deixava vazar detalhes mais secretos de suas atividades. Depois que ele já estava na reserva, nos almoços de domingo, depois de algumas doses, eu conseguia “arrancar” algumas coisas. Acho que no principio da Operação Prato ele ficava bastante angustiado com a dificuldade de recursos para obtenção de provas. Eu cheguei a ver fotos de três círculos, harmonicamente dispostos em forma triangular, impressos no capim, como se tivessem sido queimados. Ele contou que foi atestada radioatividade nessas marcas. Para ele, isso representava a impressão do pouso de uma nave. Eu não vi, em nenhum dos relatórios a que tive acesso, qualquer referência ou comentário sobre tal foto.

CA: Os relatórios de seu pai são detalhados em suas descrições dos avistamentos, das condições do tempo a inúmeros mapas e diagramas. Ele possuía formação como meteorologista, não?

Fernando: Ele era meteorologista graduado pela Escola de Especialistas da Aeronáutica. Podemos notar, abaixo da assinatura, que além do posto consta a sigla QMT, designando a especialidade. Apesar de não ter concluído a escola de pilotagem no Aeroclube do Pará, também pilotava monomotores.

CA: Ele chegou a comentar como entendia o fenômeno OVNI, e o Chupa-chupa em particular?

Fernando: Tinha algumas teorias: associava a ocorrência de fenômenos ufológicos a falhas geodésicas. Falava de uma falha que vinha desde o planalto central até Colares, no Pará, e que a grande maioria dos fenômenos observados por ele se situava nessa linha. Apesar disso, não descartava a possibilidade de que tais fenômenos fossem experimentos das grandes potências, com vetores ultra-secretos ainda em fase de testes. Não podemos esquecer a semelhança da ilustração de um avistamento na região de Santarém, com os hoje conhecidos caças “Stealth”.

CA: E você, viu algo na época? Lembra-se de como o fenômeno foi divulgado pela mídia e como as pessoas o recebiam então?
Fernando: O fenômeno Chupa-Chupa tomou um grande espaço na mídia local, gerando, inclusive, atrito entre os militares e uma parte da imprensa. Existem relatos em que o então capitão Hollanda invadiu a redação de um jornal e confiscou fotos relacionadas com a Operação. Eu, particularmente, não possuía interesse no assunto, tanto que sempre escapava das vigílias quando era convocado. Estudar era sempre uma boa desculpa. A minha mãe foi em diversas ocasiões e é citada, inclusive, numa das listas de testemunhas dos relatórios.

CA: E como foi participar, de certa forma, pessoalmente da Operação?

Fernando: Hoje, eu vejo até de uma forma interessante. Na época era um horror. Ser filho de militar, principalmente de um “sargentão” não era tarefa das mais fáceis. Como tal, eu tinha que andar sempre “na linha”, não me envolver com política estudantil e ser um aluno exemplar. Eu cursava o segundo grau e estava terminando um estágio no Banco do Brasil no qual passei, em Brasília, numa excelente colocação. O meu pai fazia de tudo para me direcionar para a carreira militar, –concursos das academias militares etc — pois sabia que eu tinha potencial para passar. Eu sempre repudiei tal possibilidade, pois considerava já ter “servido” durante toda a minha vida e feito todos os treinamentos possíveis, com direito a ordem unida, manuseio de armas, sobrevivência na selva, noções de navegação, aviação, aeromodelismo e outras. O meu coração me indicava o caminho das ciências humanas e sociais que, mais tarde, acabei cursando. O conflito entre gerações e ideologias ficou bastante acirrado, porém mantendo um nível respeitoso na medida do possível.

prato13Durante o período da Operação Prato, foi montado, com equipamento do I COMAR, um laboratório de revelação fotográfica no quartinho de empregada da nossa casa, na vila militar. A minha participação na revelação de algumas fotos da operação foi imposta por ele: “Era melhor eu estar aprendendo uma profissão em casa, que estar aprendendo coisa que não presta, na rua”. Hoje eu posso entender, mas para um adolescente aquilo gerou uma imensa revolta. Enquanto eu revelava as fotos no quartinho, ele ficava na sala, redigindo relatórios desenhando muitas das ilustrações da Operação. Nesse período, a raiva acabou vencendo a razão e eu passei a “sacanear”, ampliando qualquer ponto luminoso impresso no filme que ficasse parecido com um “disco voador”. Depois, algumas dessas fotos vazaram, não sei de que forma, e eu ria muito quando tinha notícias de publicações delas em livros de ufologia. Eu dividia o motivo da risada apenas com alguns amigos mais chegados.


CA: Alguma das imagens que viu ou manipulou lhe marcou? Alguma história ou elemento especialmente memorável que poderia partilhar?

Fernando: Tem uma que todos nós achávamos a melhor, e que andou lá pela casa da minha mãe e que não sei que fim levou. Os objetos nos filmes em que eu manipulava eram quase sempre esféricos ou cilíndricos. Porém, havia uma foto de um objeto que se assemelhava a uma arraia marinha. Essa não foi revelada por mim, mas, de fato, impressionava bastante.

CA: Em um dos relatórios redigidos por seu pai, ele lamenta a falta de recursos e confessa que a evidência acumulada não podia sustentar as conclusões a que haviam chegado a respeito dos fenômenos serem “inteligentemente dirigidos”. Hollanda também comentou como comprou filmes para registros com o próprio dinheiro. Seu pai comentou algo sobre a precariedade de recursos?

Fernando: Ele comentava as dificuldades iniciais com o equipamento para registro fotográfico. Só a partir de uma maior repercussão do tema em questão, é que eles receberam uma melhoria de recursos. Penso que a posição de BSB era bastante cética, embora tenha mandado alguns observadores, o que deixava os membros da Operação Prato um pouco frustrados. Como um observador militar, ele ficava muito impressionado com a capacidade de manobras bruscas dos OVNIs, que, segundo ele, transgrediam as possibilidades de mudança de deslocamento dos vetores conhecidos.

CA: O falecido jornalista americano Bob Pratt também investigou o fenômeno Chupa-chupa, e teria mesmo se tornado amigo do comandante, Uyrangê Hollanda. Hoje sabemos ainda que seu pai recebeu treinamento militar nos EUA. Como vê essas sugestões de um grande envolvimento e interesse americano na Operação Prato?

Fernando: Eu percebia nos comentários do meu pai uma enorme desconfiança em relação ao “gringo” (Pratt). Desde que voltou de um curso no exterior, ele nutria um certo xenofobismo. Estava sempre fotografando e catalogando integrantes de missões religiosas, que ele dizia serem agentes estrangeiros que levavam para fora do país todas as informações possíveis sobre a grande riqueza do mundo, a Amazônia. Assim, mesmo, eu li que ele chegou a viajar com o sr. Bob Pratt. Volta e meia havia a presença de observadores civis, entusiastas de ufologia, ligados a aviação civil. Alguns até colaboradores efetivos da Operação, como o sr. Pinon. Porém, no caso do sr. Pratt, não acredito que um capitão e um sargento tivessem autonomia para introduzir um estrangeiro numa operação considerada tão secreta. Eu sempre tive a impressão de que a imposição do Sr. Pratt veio bem mais de cima. Havia outro estrangeiro também, o Padre Alfredo de La Ó, que, se não me engano, era pároco da região de Colares no Pará, e que mais tarde colaborou bastante com os serviços de informações em outras questões políticas, tão comuns aqui na região. Eu ouvi comentário de meu pai, onde ele suspeitava que o padre fosse agente da CIA.

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CA: Depois de quase trinta anos, os fenômenos e a Operação voltaram a chamar a atenção do público com a produção do programa “Linha Direta” da TV Globo sobre o tema. No rastro desse interesse renovado, alguns envolvidos passaram a fazer novas declarações, como Ubiratan Pinon, que fez alegações fantasiosas sobre o falecimento de seu pai, não?

Fernando: As alegações são fantasiosas e muito mentirosas. Este senhor sempre foi chegado às estórias fantásticas. Conheço gente que já ouviu ele contar que presenciou o boto que virou gente, lá na Ilha do Marajó… Enquanto ele ficava só nas lendas e mitos amazônicos, tudo bem. Acontece que ele fez declarações mentirosas a uma publicação especializada em ufologia sobre a morte do meu pai. Publicação que por sua vez não teve empenho suficiente em apurar a versão da família e dos médicos do Hospital da Aeronáutica, que atenderam meu pai.

Será que a equipe médica que atendeu o meu pai era incompetente a ponto de não perceber um “implante colocado pelos alienígenas”? A família que cuidou da higiene pessoal dele após o acidente vascular cerebral não teria percebido? Pinon alegou ter ido à nossa casa após a morte do meu pai, e atribuiu declarações falsas a minha mãe. No início de Janeiro de 1993, o SO R/R Flávio sofreu um AVC. Ficou hospitalizado no Hospital de Aeronáutica de Belém por cerca de um mês. Como resultado do AVC, ficou hemiplégico à direita e também perdeu a fala. A partir da alta médica, a família o levou para casa, contratou uma fisioterapeuta particular e cuidou dele, inclusive dando banho, fazendo toda a higiene pessoal e fazendo curativos, pois a longa permanência no leito do hospital o deixou com algumas escaras. A esposa e os filhos o examinavam detidamente, logo, teriam percebido qualquer “algo” estranho. O atestado de óbito, firmado pelo Dr. José Luiz Carvalho, indica PARADA CÁRDIO RESPIRATÓRIA, INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO E ACIDENTE VASCULAR CELEBRAL como Causa Mortis. O Sr. Ubiratan Pinon deve ter sofrido alguma espécie de mutilação mental que o levou a fazer tais afirmações.

CA: Qual sua opinião sobre a forma como os eventos estão sendo abordados hoje? E por fim, o que pensa sobre o chupa-chupa e a Operação Prato?

Fernando: A ocorrência de um fenômeno estranho é inegável. Atingiu uma parcela da população da Amazônia. Mesmo sabendo que os nossos nativos são muito chegados a mitos e lendas, fica difícil negar as ocorrências esquisitas. Porém, algumas afirmações teriam que ser mais responsáveis. Os “teóricos da conspiração” de plantão, adoram descobrir chifres em cabeças de calango. Foi assim, com a morte do meu pai, foi assim com a morte do Hollanda, foi assim com os balões japoneses da Segunda Guerra destinados a causar incêndios nos EUA e outras centenas de “causos”. Às vezes, alguns acreditam tanto nas baboseiras que ajudam a construir, que omitem fatos que podem derrubar os mitos por eles criados.

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Mesmo com a morte de alguns membros da Operação Prato, a facilidade de comunicação que hoje temos nos permite uma melhor capacidade de investigação, mais apurada, mais responsável. Quando a nossa família descobriu e se indignou com a matéria publicada com as afirmações absurdas do Sr. Pinon, eu resolvi procurar e conversar com um dos oficiais da Operação. Mesmo num país com centenas de milhares de municípios, eu levei apenas três dias investigando e consegui um contato telefônico. Com a ajuda da internet e de alguns telefonemas, localizei quem eu procurava. Vale ressaltar que em alguns raros momentos atuo de jornalista, em uma revista especializada na minha área. Sou um profissional do Áudio. Escrevo sobre alguns eventos cuja complexidade da sonorização pode parecer interessante aos leitores. Mas jornalismo investigativo nunca foi a minha área.
Com um pouquinho de inteligência, boa vontade e perspicácia, a gente consegue. Há que se ter responsabilidade com os leitores!

Entrevista com Ubiratan Pinon Frias – Primeira Parte

A presente entrevista conduzida por Vitório Peret pode ser considerada pelos pesquisadores da Operação Prato (OP), como um dos mais sérios documentos acerca da casuística Amazônica, particularmente, do Estado do Pará. Funcionário da aviação civil brasileira por longos anos, o carioca Vitório Peret, pesquisa o fenômeno UFO desde a década de 70, já tendo realizado diversas pesquisas de campo, vigílias, sobretudo no Estado do Pará, na região de Colares, Mosqueiro (Baía do Sol), além de outras localidades paraenses onde se deram alguns dos fenômenos investigados pela OP. Peret é proprietário de uma casa no interior do Pará e sempre manteve estreita ligação com aquele Estado, sua capital e diversas cidades interioranas. Detém farto conhecimento da casuística da região, já tendo por diversas oportunidades, avistado fenômenos envolvendo objetos estranhos ou luminosos.

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Como ufologista, Peret foi "seguidor" da linha investigativa desenvolvida pelo memorável general Moacyr Uchôa, um dos brasileiros mais honestos no estudo da Ufologia. Peret o conheceu pessoalmente e participou ao seu lado de alguns trabalhos em campo, sobretudo, na região do Planalto Central. Ao lado de Uchôa, Vitório Peret absorveu uma interessante bagagem e ainda, pôde presenciar alguns incríveis fenômenos luminosos, testemunhados em campo por várias pessoas - como os fenômenos envolvendo pequenas "bolas de luz" que se aproximaram deles e atravessavam suas mãos, conforme nos narrou in off.

Operação Prato, como o próprio coronel Hollanda; manteve laços de amizade com o sargento João Flávio de Freitas Costa e ainda mantém com o piloto contratado Ubiratan Pinon Friás (seu entrevistado aqui), entre outros. Ao lado deles, pôde participar de algumas vigílias ufológicas em regiões ermas do Estado do Pará, chegando por vezes, a vislumbrar alguns marcantes avistamentos - conforme nos narrou pessoalmente, in off, quando de nosso encontro em julho/2005, na cidade de Belo Horizonte/MG -, sendo que alguns dos quais foram filmados (durante a presença de Peret) e se encontram incorporados ao acervo de imagens em equipamento super 8 da OP, que supostamente estaria em poder do COMDABRA, em Brasília.

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Jornal O Imparcial - 28/07/1977

Em sua entrevista com o seu amigo Pinon, o pesquisador Vitório Peret se sente à vontade e faz uma espetacular argüição ao reconhecido membro civil da OP. A entrevista foi gravada durante dois encontros, totalizando 2,5 horas de gravação. Do material bruto, editamos as passagens que julgamos mais interessantes, procurando preservar ao máximo, as expressões, reações e respectivas colocações do entrevistado e do entrevistador. Esta entrevista revela detalhes e ações inéditas envolvendo alguns dos integrantes da OP e suas respectivas particularidades. De certa forma, adentra caminhos “maquiavélicos”, quando Pinon disserta sobre os comprovados implantes que todos os integrantes da OP teriam recebido (incluindo sobre o dele, verificado in loco por Peret). A presente entrevista foi gravada na residência de Pinon, em Belém/PA, nos dias 20 e 21/07/2005.

Outros casos à parte da OP, também são esboçados por Pinon na presente entrevista, alguns com e outros sem testemunhas. Através de um primeiro “contato” em sua infância, Pinon parece de fato, se tratar de uma pessoa de alguma forma predestinada a se dar com o fenômeno UFO ao longo de seus 65 anos. Isso pode ser constatado pela quantidade de contatos/avistamento que ele mantém (inclusive, atualmente) e pela grande naturalidade com que ele convive e digere esta questão. Uma primeira parte da entrevista está sendo apresentada, trazendo uma posterior seqüência abordando outros fatos pertinentes ao assunto. O piloto Ubiratan Pinon foi entrevistado pela produção do programa O Incrível da Rede Globo (ao ar em 25/08/2005, 21h30) que estará exibindo um especial sobre a Operação Prato.

A efetiva participação de Pinon junto aos trabalhos da OP é notória entre todos os ufologistas que investigam esta manobra militar, sobretudo, os que vivem no Estado do Pará. O nome de Ubiratan Pinon Friás consta em diversos relatórios oficiais da Operação Prato. Na maioria deles, Pinon figura como piloto de vôo comercial, mas é certo que, dada suas diversas habilidades, considerando também sua experiência e amizade com os demais integrantes, atuou também junto à equipe da OP de investigação em campo, como ele próprio nos faz entender em sua entrevista.

prato14Para o portal UFOVIA é com muito prazer e destacada honra que hospedamos e editamos mais um trabalho de Vitório Peret, esse expressivo militante da Ufologia brasileira que, através de seu esforço individual tem nos ajudado a tornar públicas, diversas facetas “camufladas” de um tempo em que a ditadura militar colocava nosso povo abaixo de pesadas rédeas e ao menos nos davam uma mínima explicação sobre o que estava acontecendo. Peret exerce também a função de coordenador da Operação Trilha, movimento que prepara uma equipe para executar investigações de campo acerca dos fenômenos amazônicos, cujo ápice, se deu no fim dos anos 70. Pude conhecer Peret pessoalmente e sua pessoa me arrebatou o mais alto respeito, estima e confiabilidade. Pude sentir nele, a ávida necessidade de se colocar para fora a suada experiência da bagagem de um jovem ufologista veterano, que se traduz na mais intrínseca e descompromissada "busca pela verdade".

Ao amigo e parceiro Vitório Peret e extensivamente ao nosso entrevistado Ubiratan Pinon, manifestamos sinceros agradecimentos e o mais alto respeito de toda a família UFOVIA. Temos certeza convicta de que todos esses esforços não serão em vão!

Introdução:
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Conheci o piloto Ubiratan Pinon Friás em Belém/PA, no ano de 1977, através de uma amiga que me disse: “Peret, tem uma pessoa incrível que eu tenho para te apresentar. É um piloto de táxi-aéreo que participa de vigílias ufológicas há anos e tem fatos bastante curiosos para descrever”.

E assim, por intermédio dessa pessoa, conheci Pinon, um piloto altamente experiente, segundo informações que obtive já naquela época, através de outros pilotos no aeroclube "Júlio César", em Belém/PA. Trata-se de uma pessoa confiável e realmente sincera naquilo que procura passar.

Em certas ocasiões tive oportunidades de participar de inúmeras vigílias em sua companhia e ao seu lado pude comprovar muito daquilo que me dizia. Seja na Baía do Sol, Benevides, Igarapé Açu, naquela época eu pesquisava ufologia de forma autônoma. E em meus contatos com Ubiratan Pinon eu sempre pude constatar de que se trata de uma pessoa que ao longo de sua vida, passou por inúmeras experiências tanto pessoal, profissional como nas suas investidas ufológicas, realizadas em grupos com outros ufologistas ou individualmente.

E pelo menos para mim, durante o período em que estive diretamente em contato com Pinon, ele sempre me passou a imagem de uma pessoa, segura, sensata e acima de qualquer suspeita. Segundo informações obtidas na época em que conheci pessoalmente o piloto Pinon, ele participava modestamente junto aos trabalhos de investigação da Operação Prato, graças ao seu rico conhecimento aéreo daquela região paraense onde se apresentava grande parte dos fenômenos.

Pinon trabalhava diretamente ligado ao A2, o setor de Inteligência do I COMAR (Comando Aéreo Regional, da Força Aérea Brasileira-FAB), em Belém. Ele tinha trânsito livre na sede do I COMAR, que ele chama de “QG”. O convite para ser contratado para aquela missão se deu, sabidamente, por se tratar de um denotado instrutor da aviação civil, um piloto experiente com milhares de horas de vôo, que conhecia magistralmente toda aquela região e, portanto, um profissional altamente qualificado e apto a exercer sua função junto àquelas operações. Vale lembrar, que suas diversas experiências pessoais, sua concepção do fenômeno e suas conhecidas experimentações acerca deste assunto, certamente, vieram a somar para que seu nome fosse lembrado a ponto de ele ter se incorporado àquelas missões.

 

A entrevista - parte I:

Vitório Peret, para UFOVIA: Pinon, por favor, nos conte sobre o contato que você teve com um provável alienígena enquanto você aguardava alguns integrantes da Operação Prato num local ermo. Nos sintetize também um pouco de suas experiências com o fenômeno UFO.

Ubiratan Pinon: Meu caso é físico. Quando eu enxergo uma nave, quem estiver comigo vai ver. Não é um privilégio meu, então acho o seguinte: se alguém duvidar, eu levo comigo para ver. Mas  o que quero relatar a você se deu no ano de 1981 para 1982. Eu fui acionado pelo QG [N.E.: Sede do I COMAR, Belém/PA], pois tinha chegado um grupo de brigadeiros (oficiais de patente superior) e queriam ir fazer uma vigília num determinado local. Chamaram pra ir lá no QG, o meu expediente profissional tinha terminado e o coronel Camilo [NE.: Brigadeiro Camilo Ferraz de Barros, à época chefe da 2ª Sessão do I COMAR-A2, responsável pela execução da OP] me convidou para a vigília e eu lhe disse: “Coronel, infelizmente, eu não posso ir”. E ele dizia “não, tem que ir, você tem que ir..!.”. Mas na época eu fazia faculdade, tinha uma prova de segunda chamada e não podia perder. O coronel disse que fazia um memorando para lá e que eu fazia a prova depois, mas eu digo: “coronel, eu me preparei pra essa prova!”. Quando voava eu via estas áreas para vigília, locais adequados, colocava no mapa, marcava a posição ali. Então ele chamou o Flávio [Sargento João Flávio de Freitas Costa, do A2 do I COMAR, desenhista e fotógrafo da OP] e dei mais ou menos as coordenadas do local para ele. E disse-lhe: leva o pessoal para lá, eu vou fazer a prova e me encontro com vocês lá. E ficou combinado assim. Fiz a minha prova, passei em casa, peguei minha garrafa de café e fui para o QG. Chegando lá, o oficial do dia disse que não tinha mudado nada, que era eu mesmo e nesta época, ainda, saímos armados. E fui embora sozinho para o local que eu tinha combinado com eles. Quando cheguei no tal local por volta de 22h30, não tinha ninguém! Um local deserto onde havia uma estrada que estava em obra, fazia uma curva e terminava num terreno baldio, num mangue. Hoje está asfaltado, mas naquela época era barro. Então, saí do carro e fui olhar se tinha marca de pneu de carro no chão, não tinha marca nenhuma. Na curva mais à frente acabavam as obras que estavam fazendo na estrada. Voltei para o carro. Era uma noite estrelada que era a coisa mais linda do mundo! Pensei em esperar mais ou menos meia hora, se eles não aparecessem, eu ia embora

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UFOVIA: Eu lembro que você nunca teve receio de fazer vigília sozinho...

Pinon: Sim. Eu sempre ia sozinho. Eu cansei de levantar 10 horas da noite pegar o carro e ir. Então, tomei um cafezinho e me encostei ali no carro. Bom, nesse ponto eu vi um ponto de luz ao longe, aquela luzinha se movimentando. Eu já sabia que eram eles. E pensei, "puxa vida, vieram para assistir e eles (Camilo e os outros militares) vão perder". Ela (a luz avistada) veio, dando uma volta ao longe e veio em minha direção.

'Pelo traje dele eu já sabia que estava frente a frente com um cidadão que não era daqui.
Aquele encontro que eu estava anos e anos tentando, naquele momento estava se realizando...'

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UFOVIA: Era que tipo de luz?

Pinon: Era uma luz comum, era pequena. E começou a dar voltas em cima de mim, a uma altura estimada de 500 a 1000 pés (de 150 a 300 metros). Ela deu umas três voltas e saiu, se afastou... E pela copa das árvores eu tive duas impressões: ou que tivesse pousado ou que tivesse ido embora, porque eu vi o lampejo na copa das árvores. Pensei que foi embora. Pousar onde? Aquilo ali era mangue naquela época... E voltei, fiquei observando aquilo dali. E me encostei no carro, passaram-se uns 20 minutos. Eu tomei mais um cafezinho, botei um cigarro na boca, quando fui acender com o palito... Quando eu fui acender, eu vi aquele homem caminhando na minha direção, partindo exatamente de onde tinha desaparecido a luz. Eu fiquei com o cigarro na boca, meio encostado assim (demonstra como), com o pé aqui no carro, o cigarro na boca e o palito na mão... E aquele homem veio andando. Quando ele chegou a certa distância de mim, eu já sabia que ele não era daqui. Pelo traje dele eu já sabia que estava frente a frente com um cidadão que não era daqui. Aquele encontro que eu estava anos e anos tentando, naquele momento estava se realizando... Ele parou e me fez um movimento de cabeça, um gesto, como se fosse um cumprimento, eu não respondi nada. Ele passou e se abaixou, olhou debaixo do carro, como quem olha alguma coisa. Quando ele voltou e ficou frente a frente comigo, ele estava a menos de um metro de mim, se ele quisesse me pegava.

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UFOVIA: Estava bem perto...

Pinon: Sim! Estava encostado, assim (demonstra). E ele olhava no meu rosto e me olhava até os pés. E desse mesmo jeito eu também olhava para ele. Então eu absorvi detalhes inteiros... Eu sabia que aquele homem não era daqui...

UFOVIA: Como ele era fisicamente? Como se trajava?

Conheci o piloto Ubiratan Pinon Friás em Belém/PA, no ano de 1977, através de uma amiga que me disse: “Peret, tem uma pessoa incrível que eu tenho para te apresentar. É um piloto de táxi-aéreo que participa de vigílias ufológicas há anos e tem fatos bastante curiosos para descrever”.

E assim, por intermédio dessa pessoa, conheci Pinon, um piloto altamente experiente, segundo informações que obtive já naquela época, através de outros pilotos no aeroclube "Júlio César", em Belém/PA. Trata-se de uma pessoa confiável e realmente sincera naquilo que procura passar.

Em certas ocasiões tive oportunidades de participar de inúmeras vigílias em sua companhia e ao seu lado pude comprovar muito daquilo que me dizia. Seja na Baía do Sol, Benevides, Igarapé Açu, naquela época eu pesquisava ufologia de forma autônoma. E em meus contatos com Ubiratan Pinon eu sempre pude constatar de que se trata de uma pessoa que ao longo de sua vida, passou por inúmeras experiências tanto pessoal, profissional como nas suas investidas ufológicas, realizadas em grupos com outros ufologistas ou individualmente.

E pelo menos para mim, durante o período em que estive diretamente em contato com Pinon, ele sempre me passou a imagem de uma pessoa, segura, sensata e acima de qualquer suspeita. Segundo informações obtidas na época em que conheci pessoalmente o piloto Pinon, ele participava modestamente junto aos trabalhos de investigação da Operação Prato, graças ao seu rico conhecimento aéreo daquela região paraense onde se apresentava grande parte dos fenômenos.

Pinon trabalhava diretamente ligado ao A2, o setor de Inteligência do I COMAR (Comando Aéreo Regional, da Força Aérea Brasileira-FAB), em Belém. Ele tinha trânsito livre na sede do I COMAR, que ele chama de “QG”. O convite para ser contratado para aquela missão se deu, sabidamente, por se tratar de um denotado instrutor da aviação civil, um piloto experiente com milhares de horas de vôo, que conhecia magistralmente toda aquela região e, portanto, um profissional altamente qualificado e apto a exercer sua função junto àquelas operações. Vale lembrar, que suas diversas experiências pessoais, sua concepção do fenômeno e suas conhecidas experimentações acerca deste assunto, certamente, vieram a somar para que seu nome fosse lembrado a ponto de ele ter se incorporado àquelas missões.

A entrevista - parte I:

Vitório Peret, para UFOVIA: Pinon, por favor, nos conte sobre o contato que você teve com um provável alienígena enquanto você aguardava alguns integrantes da Operação Prato num local ermo. Nos sintetize também um pouco de suas experiências com o fenômeno UFO.

Ubiratan Pinon: Meu caso é físico. Quando eu enxergo uma nave, quem estiver comigo vai ver. Não é um privilégio meu, então acho o seguinte: se alguém duvidar, eu levo comigo para ver. Mas  o que quero relatar a você se deu no ano de 1981 para 1982. Eu fui acionado pelo QG [N.E.: Sede do I COMAR, Belém/PA], pois tinha chegado um grupo de brigadeiros (oficiais de patente superior) e queriam ir fazer uma vigília num determinado local. Chamaram pra ir lá no QG, o meu expediente profissional tinha terminado e o coronel Camilo [NE.: Brigadeiro Camilo Ferraz de Barros, à época chefe da 2ª Sessão do I COMAR-A2, responsável pela execução da OP] me convidou para a vigília e eu lhe disse: “Coronel, infelizmente, eu não posso ir”. E ele dizia “não, tem que ir, você tem que ir..!.”. Mas na época eu fazia faculdade, tinha uma prova de segunda chamada e não podia perder. O coronel disse que fazia um memorando para lá e que eu fazia a prova depois, mas eu digo: “coronel, eu me preparei pra essa prova!”. Quando voava eu via estas áreas para vigília, locais adequados, colocava no mapa, marcava a posição ali. Então ele chamou o Flávio [Sargento João Flávio de Freitas Costa, do A2 do I COMAR, desenhista e fotógrafo da OP] e dei mais ou menos as coordenadas do local para ele. E disse-lhe: leva o pessoal para lá, eu vou fazer a prova e me encontro com vocês lá. E ficou combinado assim. Fiz a minha prova, passei em casa, peguei minha garrafa de café e fui para o QG. Chegando lá, o oficial do dia disse que não tinha mudado nada, que era eu mesmo e nesta época, ainda, saímos armados. E fui embora sozinho para o local que eu tinha combinado com eles. Quando cheguei no tal local por volta de 22h30, não tinha ninguém! Um local deserto onde havia uma estrada que estava em obra, fazia uma curva e terminava num terreno baldio, num mangue. Hoje está asfaltado, mas naquela época era barro. Então, saí do carro e fui olhar se tinha marca de pneu de carro no chão, não tinha marca nenhuma. Na curva mais à frente acabavam as obras que estavam fazendo na estrada. Voltei para o carro. Era uma noite estrelada que era a coisa mais linda do mundo! Pensei em esperar mais ou menos meia hora, se eles não aparecessem, eu ia embora.

UFOVIA: Eu lembro que você nunca teve receio de fazer vigília sozinho...

Pinon: Sim. Eu sempre ia sozinho. Eu cansei de levantar 10 horas da noite pegar o carro e ir. Então, tomei um cafezinho e me encostei ali no carro. Bom, nesse ponto eu vi um ponto de luz ao longe, aquela luzinha se movimentando. Eu já sabia que eram eles. E pensei, "puxa vida, vieram para assistir e eles (Camilo e os outros militares) vão perder". Ela (a luz avistada) veio, dando uma volta ao longe e veio em minha direção.

'Pelo traje dele eu já sabia que estava frente a frente com um cidadão que não era daqui.
Aquele encontro que eu estava anos e anos tentando, naquele momento estava se realizando...'

UFOVIA: Era que tipo de luz?

Pinon: Era uma luz comum, era pequena. E começou a dar voltas em cima de mim, a uma altura estimada de 500 a 1000 pés (de 150 a 300 metros). Ela deu umas três voltas e saiu, se afastou... E pela copa das árvores eu tive duas impressões: ou que tivesse pousado ou que tivesse ido embora, porque eu vi o lampejo na copa das árvores. Pensei que foi embora. Pousar onde? Aquilo ali era mangue naquela época... E voltei, fiquei observando aquilo dali. E me encostei no carro, passaram-se uns 20 minutos. Eu tomei mais um cafezinho, botei um cigarro na boca, quando fui acender com o palito... Quando eu fui acender, eu vi aquele homem caminhando na minha direção, partindo exatamente de onde tinha desaparecido a luz. Eu fiquei com o cigarro na boca, meio encostado assim (demonstra como), com o pé aqui no carro, o cigarro na boca e o palito na mão... E aquele homem veio andando. Quando ele chegou a certa distância de mim, eu já sabia que ele não era daqui. Pelo traje dele eu já sabia que estava frente a frente com um cidadão que não era daqui. Aquele encontro que eu estava anos e anos tentando, naquele momento estava se realizando... Ele parou e me fez um movimento de cabeça, um gesto, como se fosse um cumprimento, eu não respondi nada. Ele passou e se abaixou, olhou debaixo do carro, como quem olha alguma coisa. Quando ele voltou e ficou frente a frente comigo, ele estava a menos de um metro de mim, se ele quisesse me pegava.

UFOVIA: Estava bem perto...

Pinon: Sim! Estava encostado, assim (demonstra). E ele olhava no meu rosto e me olhava até os pés. E desse mesmo jeito eu também olhava para ele. Então eu absorvi detalhes inteiros... Eu sabia que aquele homem não era daqui...

UFOVIA: Como ele era fisicamente? Como se trajava?

Pinon: Naquela época eu tinha uma Brasília de praça (táxi). E eu quando queria fugir de casa à noite, dizia pra mulher que ia rodar na praça. Ia, coisa nenhuma, era só para dar “um passeio”... Naquela noite eu estava vindo aqui para Anuque. Era 1h da manhã mais ou menos e ao me aproximar do Café Zum, eu quase atropelo um cara... Como eu era táxi, ele entrou na minha frente e me falou “pelo amor de Deus, me leve ali na Ceasa, se chegar atrasado vou perder a carga”. Coloquei o cara no carro e o levei para a Ceasa. Quando cheguei na Ceasa a corrida na época, eu não lembro quanto era, porém eu não tinha o troco para lhe dar, mas ele me falou: “pode ficar com o troco, pode levar”. Tomei a estrada da Ceasa de volta. Passou um carro por mim... O segundo carro que me ultrapassou veio tão em cima de mim, que virei o carro de uma vez, pra fora da estrada... Só que parecia que aquele carro tinha vindo em cima de mim propositalmente... Aí eu entrei num estado de só lembrar daquela personagem (o último passageiro). Olha bem, quando o cara entrou no carro ele me perguntou: “que horas o senhor tem aí?”. Eu disse que era 1h, da manhã, o cara então entrou em pânico pra chegar lá.. Se eu tivesse levado uns 30-40 minutos seria 1:40, porém quando eu me dei por mim, eram 4h da manhã e eu estava com o meu carro parado, na porta da minha casa. Ai eu fiquei, sem saber o que tinha acontecido comigo, mas lembrando sempre da luz forte em cima de mim. E algo parecendo um besourão preto em cima do meu carro. Isso eu não esqueço nunca: eu olhava pra cima e via o besourão, naquela tonalidade escura pairando em cima do meu carro. [N.E.: Provavelmente, o segundo carro que o ultrapassou – e possivelmente até o primeiro – não se tratavam de carros, mas de um provável UFO em vôo rasante. Seu caso de tempo perdido é idêntico a vários outros citados na literatura especializada. Ele mostra também se lembrar de cenas marcantes e desconexas (flashs), tais como a luz forte sobre seu carro e o que ele chama de “besourão”, que presumidamente, poderia se tratar de um UFO pairando sobre ele].

UFOVIA: Teve mais algum avistamento interessante?

Pinon: Fora estes dois encontros físicos e avistamentos de nave, eu não posso nem dizer quantas vezes mais eu vi, porque é incalculável! Vi de dia... Vi uma coisa na Baía do Sol e até hoje quando lembro daquilo dá uma certa repugnância... Eram duas massas disformes, não tinha formato de nada. Era uma maior e uma menor na margem da praia e ia pra lá e voltava... E aquele negócio pulsava assim, igual a um coração batendo...

UFOVIA: Nos conte como se deu seu primeiro contato.

Pinon: No meu primeiro encontro físico, o “cidadão” me pegou, me carregou. Este primeiro contato eu tinha 8 para 9 anos de idade. Naquela época as pessoas não tinham nem idéia do que fosse isso... Isso se deu logo depois da Segunda Grande Guerra Mundial, eu sou de 1939, a guerra terminou em 1945. Então isso deve ter acontecido em 1948. Foi numa ilha em Monte Alegre, essas ilhas que lá se chamam "praia". E era no verão, eu estava sozinho na praia, era moleque, a noite caiu e eu deitei perto de uma moita de capim. Observei então uma estrela que corria de um lado para o outro. De repente uma estrela daquela vem em cima de mim e começa a dar aquele lume... Eu deitado ali achei que era uma estrela que estava caindo em cima de mim. Ela parou. Era um objeto meio metálico, uma porta abriu dele, parecia porta de avião, ele não estava apoiado no chão. Quando a porta abriu saiu um vapor, tipo quando abre uma porta de geladeira. Um cidadão saiu e veio na minha direção, eu apavorado, não falava nada. Ele me colocou dentro da nave em cima de uma mesa que parecia aço inoxidável e alguma coisa ele fez comigo... Porque eu senti uma dor no pé e outra na nuca. Senti aquela ferroada e ele passou a mão assim (no local)...  Tinha mais duas pessoas comigo. Este cidadão me carregou de volta, me colocou no mesmo lugar onde eu estava, levantou minha cabeça, me beijou na testa e eu beijei no rosto dele. E ele disse assim pra mim: “Tu és meu filho!”. Me colocou do mesmo jeito que estava e eu vi a nave saindo. Levantei dali, saí num pique correndo e fui contar meu pai, que me disse, “Meu filho tu sonhaste, foi pesadelo que tiveste”. Falei para ele: “mas pai, eu vi, foi não foi pesadelo”, mas ele disse que foi pesadelo... E ficou como sendo pesadelo até que uma semana depois, quando, na mesma praia (Praia Chata), meu pai me chamou a atenção para um barco que vinha como se fosse entrar no meio da praia. E meu pai disse “vai encalhar, vai encalhar”. Eu disse: “pai, não é barco!”. Era o mesmo objeto que vi antes. E quando se aproximou da praia, subiu, passou por cima e foi embora. Foi aí que meu pai passou a acreditar.

UFOVIA: Nos fale um de seus avistamentos mais recentes.

Pinon: Então, um mais recente que tem uns 15 dias [N.E.: Esta entrevista foi gravada em 20/07/2005]. Eu estava em Monte Alegre e fui num local lá chamado de Quepaqui, uma comunidadezinha lá. Chamava a atenção o fato de que uma luz estava sendo avistada lá e eu fui pra ver. A estrada de rodagem passa quase no pé da serra. Eu tenho 3 filhos que moram lá. Então, tinha um campo de futebol e umas casinhas. E o pessoal queria agradar a gente, levaram peixe, caju, manga, até uma mesa trouxeram pra gente comer o peixe. Então eu perguntei sobre a história de uma luz que está aparecendo por lá. Todos eles, todos - eram umas 30 pessoas – disseram já ter visto a luz. Uma senhora já idosa, Dona Maria me falou: “Olha, esta luz não deixa a gente nem fazer espera mais. Ela vem em cima da gente, tem que pular e sair correndo. Às vezes ela entra dentro das casas, a luz foca dentro de casa. É uma coisa que deixa todo mundo apavorado aqui”. Ela então contou um caso que muita gente a gozou por lá, na semana passada, contou que “estava sentada aqui e, de repente, seu Pinon, eu vi aquele ônibus passando lá por cima da mata, de vagarinho, mas bem baixinho”. Ela descreveu um objeto com o formato de um ônibus, e ela saiu correndo para chamar o pessoal, mas quando o pessoal chegou, não tinha nada, acharam que ela estava doida. Eu não vi este objeto, mas já ouvi vários relatos de pessoas que viram e me deram a mesma informação dessa senhora. Eu nunca vi, mas já vi formatos dos mais estranhos da face da Terra, de você olhar e dizer: “essa merda não pode ser daqui de jeito nenhum”. Eu já vi um chapéu! Era um chapéu mesmo, um ao lado do outro e pareciam um camburão. Isso é forma?... Os dois estavam em ângulo de subida e um cruzando por cima do outro. Foi na Baía do Sol, um tomou uma direção e outro tomou a direção de Marajó, eram 7 h da manhã. Já vi “bumerangue”. Vi um que parecia uma caixa de chocolate e no meu garimpo lá em Monte Alegre, o que aparece muito é uma roda. Esta famosa roda que aparece no garimpo se parece uma roda de carroça antiga, com aqueles negócios no meio. Toda iluminada, só que quando ela passa em cima da gente, a gente vê as estrelas através dela, como se fosse furada. O pessoal que trabalha lá a vê passar por cima da pista. É uma roda tão grande! E quando aparece lá, o pessoal já diz “lá vem o treco do seu Pinon”... Já vi o “charuto” a baixa altura, não é um zeppelin, porque o zeppelin não estaria voando nessa região nossa aqui. E já vi um treco que não sei dizer o que é... Quando vi de longe parecia um pau dentro d’água, eu estava atravessando de canoa, só que,  de repente, aquele negócio disparou na água, numa velocidade que foi só abrindo a água. Submarino, ali naquela região do Amazonas, não devia ter... E aquilo estava a poucos metros, aquele treco saiu meio submerso, mas numa velocidade que olhei e falei: “que negocio é aquilo, rapaz!”. Era meio redondo e grande, estava parado, de repente, aquilo disparou, alguns que estavam perto de mim assustaram, cada um falou uma coisa: que era piraíba, cobra grande... Mas, para mim, era um objeto que não sei identificar.

'Flávio e Hollanda eram dois homens que foram mutilados. E há outros!

Não posso ventilar aqui, mas todos eles apareceram com algo'

UFOVIA: Pinon, mudando de assunto, o próprio coronel Hollanda havia afirmado acreditar que a causa da morte do Flávio, teria sido em conseqüência a um implante desconhecido e um sangramento na coxa esquerda. Você tem algum conhecimento disso?
Pinon: Flávio e Hollanda eram dois homens que foram mutilados. E há outros! Não posso ventilar aqui, mas todos eles apareceram com “algo”. Não era na coxa, mas no braço esquerdo, na altura do antebraço, como se fosse uma agulha de três pontos. A ponto de você pegar e sentir furar um lado e outro... Todos dois tiveram a mesma coisa. A minha é diferente, além de maior, é diferente. Pouquíssimas pessoas sabem, mas eu tenho também.

UFOVIA: Você tem implante também?

Pinon: Tenho. Na sola do meu pé. Só que a minha é maior. Já fiz radiografia. No pé esquerdo. [N.E.: Nosso entrevistador disse que viu o suposto implante na sola do pé de Pinon e disse se tratar de um rasgo visível, de uns 10 cm de extensão, por poucos milímetros de largura].

UFOVIA: Teria sido em conseqüência do comentário que você fez sobre o acontecido no primeiro contato em sua infância? Da fisgada no pé e na nuca...

Pinon: Exatamente! Exatamente. Então, no Flávio, apareceu aquele sangramento, mas a marca que ele tinha era no braço, não era na coxa.

UFOVIA: Então não era mesmo na coxa? O Hollanda declara em sua entrevista a Revista UFO (nºs 56 e 57 –  CBPDV, 1997) que o Flávio possuía um implante na coxa esquerda. E que houve um sangramento...

Pinon: Havia uma suposição, mas não era uma questão da gente afirmar com certeza. E nem ele também afirmava. Eu não acredito que tenha sido aquela a causa. Eu não estava em Belém quando ele morreu, mas depois que ele faleceu que estive em sua casa. Segundo a senhora esposa dele, um dia ele amanheceu muito triste e chorou. E ela perguntava o que ele tinha, ele não respondia. E aquilo foi acarretando nele que a vida dele era ficar sentado e chorando. Era como se ele tivesse tido um derrame... O comportamento era de um derrame, mas um derrame que não “entortou” nada nele. Não aparentava que ele tivesse alguma coisa. Então ele ficava sentado e chorando e assim foi até ele morrer.

PARTE 5

 

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