Operação Prato - Parte 5

prato17UFOVIA: O Flávio morreu novo, não é?Pinon: Ele é da minha faixa etária, se fosse mais velho seria uns dois anos no máximo. Eu estou com 65 anos, mas quando ele morreu, na época, ele estava novo, pois já tem cerca de 20 anos que ele morreu. UFOVIA: Como ficaram os contatos após a Operação Prato? Pinon: Quando pararam os trabalhos da OP ficaram os grupos, só, mas não  eram obrigados a mais nada. Eu te confesso, muitos que faziam parte da Operação Prato, eram obrigados por serem militares. Iam por determinação, era uma missão.

Mas não que eles fossem e não gostassem, mas vamos dizer entre aspas: “tinham medo”. Porque realmente é preciso que se diga e se entenda, que a coisa é bem fantasmagórica. Você não pensa que vai ver a coisa bonitinha ali, não! Tem ocasião em que você se pergunta: "estou procurando alguma coisa de uma tecnologia avançada demais ou estou mexendo com visagem, com almas de outro mundo?".

O que é isso que estou mexendo? Pelas formas que se manifestava para a gente, até chegar no ponto de você levar um tapa! E sem ver de quem! A ponto de acontecer isso! Estas coisas foram que apavorou na época e deixavam os ribeirinhos aqui no Estado do Pará, doidinhos! Pela maneira violenta que eles se aproximavam.

Eles não se aproximavam de uma maneira, vamos dizer assim, em paz...

UFOVIA: Não era nada por amizade...

Ponon: Não era! Eles sempre se manifestavam de uma maneira violenta.

UFOVIA: Se tivesse de sacrificar, eles sacrificariam...

Pinon: Sacrificariam! É um outro lado que existe na Ufologia... Quando houve um congresso (ufológico) aqui em Belém foi sob segurança. Porque todo mundo fala naquilo, que é bonito, dizem que “é bonitinho!”. Mas não é bem assim, não. Não! Tem um lado que é realmente, passivo. Eu quando estou fazendo a minha vigília, eu confesso pra você, ao se aproximar uma nave, eu identifico se ela é amiga ou não. E quando ela não é amiga, eu me retiro na hora.

'Por isso eu digo que existe um outro lado: que o sujeito não deve fazer aquilo que não for determinado por eles. Eu acredito que, quando 'a missão' do cidadão terminar aqui, eles 'embarcam' o cara'

UFOVIA: Pinon você acredita que esses implantes faziam parte de uma pesquisa deles. Por exemplo, para que pudessem te identificar, caso quisessem te localizar futuramente?

Pinon: Eu acredito que sim. Acredito que seja uma maneira de eles catalogarem determinadas pessoas. Qual a finalidade disso, não sei. Mas existem pessoas com estes implantes e nem sabem que os têm.

UFOVIA: Foram implantados possivelmente numa situação de inconsciência...

Pinon: Inconsciência, pois eles não sabem nem o que têm! É por isso que, às vezes, o cara descobre depois de muito tempo, acidentalmente que possui um implante. Foi tomar um banho, ou uma coisa qualquer, o cara vai descobrir: o que eu tenho aqui?

UFOVIA. O seu implante, por exemplo, nunca te trouxe nenhum problema físico?

Pinon: Nada!

UFOVIA: Já o do coronel Hollanda e do sargento Flávio, a informação que tenho é que eram dolorosos, com sangramentos...
Pinon: Sim, eles sentiram, eles sentiram...

UFOVIA: O Hollanda disse que “amortecia o braço”...
Pinon: Sim, ele dizia isso. Mas eu falei com eles várias vezes: eles não sabiam ficar com o negócio ali e ignorar. Eles queriam toda hora estar tirando a “prova dos 9”, entende? Ficavam sempre mexendo naquilo. E eu dizia pra eles: “eu não mexo com isso, deixe isso aí, cara!”.

UFOVIA: Incomoda?
Pinon: Não incomoda, então não mexo. Se for mexer vai incomodar.

UFOVIA: Tivemos a informação de que o Hollanda chegou ir para São Paulo para retirar o seu suposto implante. Ele só não retirou porque o ufólogo Rafael Sempere Durá o orientou para não retirar aquilo, dizendo que não seria uma coisa boa, tentar retirar...

Pinon: Por isso eu digo que existe um outro lado: que o sujeito não deve fazer aquilo que não for determinado por eles. Eu acredito que, quando “a missão” do cidadão terminar aqui, eles “embarcam” o cara. Eles embarcam! Encerram a sua utilidade aqui, talvez por um motivo muitas das vezes, causado pela própria pessoa. Então, por esse motivo, eles “embarcam a pessoa”. Quando digo “embarcam”, quero dizer que... Chegou a hora de morrer... Eu não aceito a morte, mas viajar, numa viagem sem retorno. Viajar... Embarcar...



Entrevista com Ubiratan Pinon Frias – Segunda Parte

N.E.: Esta segunda parte da entrevista da seqüência à anterior, sendo mais um diálogo entre o entrevistado e o entrevistador do que propriamente uma argüição, conforme a primeira. Pinon continua relatando sobre suas experiências pessoais ou em grupo, além de seu relacionamento com os membros e pesquisadores da Operação Prato. Atendendo pedido do entrevistador, Pinon discorre sobre alguns casos notórios e estarrecedores ocorridos na região amazônica e vivenciados por testemunhas conhecidas suas, inclusive, pilotos da aviação. Caso não tenha lido a parte I, sugerimos que a leia antes de ler a presente entrevista.
UFOVIA: Então você não acredita mesmo que o Flávio morreu em conseqüência do implante que ele portava?

Pinon: Não. Não haveria necessidade para isso, digo até hoje e afirmo: se houver qualquer descontrole a respeito de um implante desses, “eles” mesmos tiram. Ou seja, só se tivesse ocasionado algo que prejudicasse o Flávio, por exemplo, dessa forma, creio que eles tirariam.

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UFOVIA: Você acredita nisso...

Pinon: Acredito piamente! No caso do meu (implante - veja parte 1 dessa entrevista), tinha ocasião que ele ficava tão saliente... Mas acontece que, de vez em quando você sente... Até para cortar a unha já tem alguma dificuldade. [N.E.: Nesse instante da entrevista Pinon que afirma ter um implante no pé mostra o local a Peret, que apalpa a região e verifica “algo duro” dentro de uma cicatriz com cerca de 10 cm de extensão na sola do pé de Pinon].

UFOVIA: Você já radiografou?

Pinon: Não! Foi estranho, pois todas duas vezes que fui radiografar, a máquina deu um problema e não consegui a radiografia. Depois não liguei mais para isso.

UFOVIA: Você sabe se algum parente do coronel Hollanda participou de alguma forma da Operação Prato?
Pinon: Pelo o que eu sei nenhum parente do Hollanda fez parte da operação. E vou te falar, se disserem que “fulano de tal” participou, eu sei se participou, entre todos os que ainda estão vivo.

UFOVIA: E tem muitos vivos?
Pinon: Ainda têm alguns. Embora que não fizessem parte da operação, mas faziam parte da sessão. Era um grupo que o próprio Hollanda selecionou. Então, entre as pessoas que fizeram parte na época, se disser pelo nome eu vou saber se realmente fez parte ou não da operação. E todos estes que participaram, se você perguntar a eles se conheceram o Pinon, com certeza eles vão dizer que conheceram.

UFOVIA: Você trabalhava com os integrantes da Operação Prato no seu avião? Como se dava isso?
Pinon: Não. Foram poucas vezes que usamos o meu avião. Uma vez eu sai com o Hollanda. Em meu avião saia esporadicamente com eles, para gente verificar algum determinado local. Então te digo, quando eu chegava sozinho aqui, voando por trás de Santa Maria do Pará, eu procurava logo visualizar algum local bom para se montar uma vigília e informá-los. 

prato18UFOVIA: O ufologista norte-americano Bob Pratt que é um jornalista muito aplicado na casuística ufológica pesquisou diversas ocorrências aqui na Amazônia, inclusive, ao lado de Hollanda. Você teve algum contato com ele? Pinon: Sim. Eu concedi uma entrevista ao Bob Pratt aqui, antes da morte do Hollanda. Fizemos uma viagem em meu avião, a qual o Bob me pagou o frete. Fomos até uma região mais distante para ele verificar algumas ocorrências. Viajamos, eu, Bob, Hollanda e meu sobrinho, que voava comigo na época. E depois disso fizemos uma vigília em que o Bob nos acompanhou. Depois ele viajou e foi embora. Algum tempo depois me surpreendi, quando ele veio aqui em casa com o Daniel Rebisso. Ele falou que queria me ver e tal, veio me visitar e conversamos novamente.

UFOVIA: Na época em que os fenômenos eram mais evidentes, as pessoas e a imprensa costumavam convidar você para fazer vigílias aqui na região?

Pinon: Naquela época o jornal A Província do Estado do Pará tinha um jornalista amigo meu, o Siqueira. Ele me chateava todo dia querendo fazer uma reportagem e acompanhar a gente. Eu dizia sempre: “Siqueira, não dá pra levar você de maneira nenhuma”. Mas acabei dando umas coordenadas para ele e um amigo, sobre um lugar que daria pra ver algumas coisas e eles foram. Pra você ter uma idéia, até prenderam o filme deles [N.E.: presume-se que o I Comar foi quem fez a apreensão], pois quando publicaram as fotografias no jornal, elas coincidiam com as nossas. Mas foram eles que fizeram o filme mesmo. Eles saíram de lá apavorados. Relógio disparava: piiiiiiiii! A máquina fotográfica disparava sozinha...! Enfim, eles vieram doidinhos de lá! Eu sei disso porque o Siqueira me confessou e eu disse-lhe: “Siqueira, não vou nem falar sobre isso!”. Depois eles venderam o filme para a Alemanha, na época, por US$ 10 mil cada filme.

PINON: 'o negócio era meio fantasmagórico. E como eu dizia,

um cidadão que tomar posse de uma nave dessas aí, vira soberano da Terra'

UFOVIA: Pinon, você sempre manteve contato com militares e pessoas do A2, tendo acesso por diversas vezes aos quartéis e comandos militares. Eu obtive uma informação por fonte altamente segura de que na COMARA [N.E.: Comissão de Aeroportos da Região Amazônica, subordinada ao Comando-Geral de Operações Aéreas] existia (ou existe) uma espécie de museu com objetos de origem extraterrestre. Segundo minha fonte, este material havia sido recolhido antes, durante e depois da Operação Prato. Você sabe se isso é verdade?

Pinon: Já foram desviadas muitas coisas dali! Na época existia sim, porque funcionava tudo no QG [N.E.: sede do I Comar], só que a COMARA vinculou-se a outro departamento e mudou de local. Veja bem, quem era aspirante na época, hoje está reformado como brigadeiro.  O Hollanda na época era tenente, foi reformado como coronel. Então eu não tenho mais conhecimento com ninguém lá dentro que possa saber sobre isso. Toda esta turma de capitão, major que está lá hoje é tudo guri novo...

UFOVIA: Mas o que eu quero saber é o seguinte: existia de fato este “museu extraterrestre” na COMARA?

Pinon: Existiu...

UFOVIA: Porque eu soube que tinha capacete, viseira e tal...

Pinon: Não! Não, capacete não, alguns fragmentos metálicos nos encontramos, de fato. Mas capacete, não. Isso é conversa!

UFOVIA: Mas, a fonte que me deu essa informação é... [N.E.: optamos por não citar o nome para não comprometer a fonte].

Pinon: Mas não existe! Capacete, não.

UFOVIA: Ele disse que tinha uma viseira também...

Pinon: O que acontece é o seguinte tem muita coisa que você não sabe de onde surgiu. Quando aparece alguma coisa você já acha que faz parte daquilo ali, mas é coisa que não tem nada a ver. Por exemplo, se um leigo pegar um visor de um piloto da USAF (Força Aérea Norte-americana) hoje, poderá até achar que aquilo é de fora da Terra. Entende?

UFOVIA: Certo. Havia algumas manifestações aqui na região dando conta de que nem tudo o que era avistado nos ares seria de origem extraterrestre. Você tem conhecimento se havia movimentação de alguma organização secreta atuando por algum motivo aqui na Amazônia?

Pinon: Veja bem, na época, a gente supunha tudo! Não se tinha uma definição, como até hoje não se tem! Era tudo no campo das hipóteses; será que é? Será que não é? E foi por esse motivo que fui requisitado pelo Hollanda...

UFOVIA: Você trabalhou diretamente com eles. Isso se deu pelo fato de você ser piloto?

Pinon: Justamente. Pelo fato de ser piloto. Porque o negócio era meio fantasmagórico. E como eu dizia, um cidadão que tomar posse de uma nave dessas aí, vira soberano da Terra. Vira soberano da Terra! Mas,  que eles [N.E: referindo-se à alguma nação da Terra, sem citar qual] tenham alguma coisa relacionada, eles têm... Eles tentam desenvolver uma tecnologia alienígena, mas olhe bem: tentam! Mas que estas naves fantásticas estejam no poder deles? Eu não acredito mesmo!

UFOVIA: Pinon, você acredita que todas estas manifestações fenomenais da região sejam mesmo de origem extraterrestre? Por exemplo, alguma coisa pode estar sendo pesquisada ou desenvolvida secretamente aqui na Amazônia. Este território tem condições de abrigar um grande projeto, um plano... É muita vegetação fechada. Em determinadas regiões são florestas extremamente serradas. Então, qualquer coisa pode estar sendo desenvolvida aleatoriamente, ali, camuflada na mata...
Pinon: Certa vez eu estava em vôo e entrei em pane a cerca de 2h de Itacoatiara, na direção de Boa Vista e 2h30 de Boa Vista. Estava em cima de um tapete verde a 1000 pés de altura: de ponta a ponta era um tapete verde. E ali em cima daquilo eu tive uma pane. E me perguntei: O que estou fazendo aqui?

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UFOVIA: Eu fico pensando no que poderia estar acontecendo por baixo daquele tapete...

Pinon: Deixa falar uma coisa pra você. Dentro do contexto apresentado pelas luzes, naves e aparições, não existe mão de ser humano, não!

UFOVIA: Mesmo com toda essa tecnologia?

Pinon: Mesmo com toda tecnologia avançada de hoje! E no mais, você aprende a identificar na hora, a origem do objeto, se é terrestre ou não. Dentro desse contexto, pela luz do objeto, você identifica. As manobras, a velocidade... É assim para nós que não somos leigos no assunto. Mas quando a pessoa é leiga ela diz: “isso é coisa de russo!”. Se você falar que aquilo é de outro planeta eles vão te falar: “você é doido, moço!”. Então esta situação é que deixa a gente nessa agonia.

'Aqui na Ilha de Marajó eles chamam estes objetos de Mãe do Fogo, mas constantemente eles estão aparecendo lá. E desaparece muito gado lá...'

UFOVIA: Existe uma informação de que existe uma pista de pouso em Macapá que foi bastante usada pela USAF até algum tempo atrás. Você que já voou muito pela região do Amapá sabe alguma coisa a respeito disso?

Pinon: Esta pista fica na cidade de Amapá. Sim, ela existe até hoje. É um campo de pouso. Até já utilizei.

UFOVIA: E você sabe se eles vinham para cá com o intuito de realizar alguma pesquisa? Talvez até investigar os fenômenos da região, ou por que seria?

Pinon: Não. Aquilo ali foi uma base norte-americana, na época da Segunda Guerra. E eles tinham uma base aqui em Igarapé Açu, que tinha até um zepelim. A incidência ali é tão grande que, com essa mudança toda... Da última vez que fui lá eu me assustei! Primeiro porque não tinha segurança nenhuma mais: muito assalto. 

prato20UFOVIA: Você acredita que este campo do Amapá era usado só para abastecimento de aeronaves?
Pinon: Ao que sabemos, seria uma base norte-americana sob jurisdição da I Zona Aérea. Os norte-americanos formavam aquela base de defesa lá para dar suporte aos submarinos que passavam por ali, mesmo depois que terminou a guerra. Naquela época o Amapá ainda era território federal. Mas quando se desvinculou do Pará e se tornou Estado, a base permaneceu naquele local. As instalações ainda permaneceram grande período ali, até que o governo brasileiro foi obrigando-os a ir desativando a base. Foram embora, mas abandonaram muitas coisas no local. A população de lá que deu fim em muita coisa, deixaram muito treco ali. Você via a torre deles lá, pedaços de avião eles deixaram para trás...


UFOVIA: Diversas pessoas afirmam que os fenômenos da Amazônia teriam diminuído de intensidade nos últimos tempos. Você acha que muita coisa mudou neste sentido?

Pinon: Acredito que não mudou. O povo se acostumou com aquilo e quando vê uma luz, o sujeito apenas diz, com naturalidade: “lá vai o aparelho”. Então a incidência continua, as pessoas é que não vão lá para vê-los. Por exemplo, se nós estamos aqui, eles vêm aqui em cima e acendem a luz para todo mundo ver.

UFOVIA: Mas você já viu algum objeto desses, que te fez pensar que se tratava de um artefato terrestre desconhecido?
Pinon: Certa vez eu decolei de Belém, antes de passar no Mosteiro, fui subindo, uma camada (nuvens) adiante e “aquele treco” cruzou pela minha frente, subindo. E aquela coisa ia cheia de gente. Lotado! Aquilo era igualzinho um ônibus! Daí eu entrei na camada, quando saí e olhei, vi só uma pontinha no céu. E vi que tinha gente dentro daquilo, pareciam passageiros. Como aquilo pode voar? Era um ônibus...

UFOVIA: Você chegou a registrar em fotografias alguns objetos exóticos assim?

Pinon: Dessa forma não. Mas certa vez eu estava na Baia do Sol, a barraca armada, estava de plantão numa noite escura. Sobre as águas uma luzinha piscando me chamou a atenção, como se fosse o mastro de uma canoa. E ela veio, veio... Eu estava com uma objetiva de 200 olhando ela, eu notava um vulto para baixo, mas na escuridão não dava para visualizar o que era. Quando ela ia decolando eu bati a foto, foi a única que consegui dessa luz e aquilo sumiu. Viemos embora e fomos para o laboratório do órgão de segurança do Exército. Tinha um sargento de plantão lá, acordamos ele e fomos revelar o filme naquela hora da noite. Quando o cara foi passando aquilo ele gritou: “corre aqui”. Olhamos e saíram na foto dois objetos! Só que, quando um estava decolando, outro ia passando por cima, você vê perfeitinho! Quando bati a foto ela pegou também o outro que estava passando por cima. Aquela era uma das fotos mais bonitas que nós tínhamos. Essa foto eles tem arquivado aí.

UFOVIA: Será que este material ainda está todo ai?

Pinon: Há algum tempo atrás, quando o brigadeiro Protásio disse que não tinha mais nada aqui, afirmando que tudo estava no Estado Maior, naquele dia o brigadeiro mentiu, porque tudo estava lá. Isso naquela época, agora, eu não sei mais...

UFOVIA: Você deve já deve ter ouvido muitos casos fantásticos. Por favor, nos conte alguns casos que você julga confiáveis, onde testemunhas narram histórias dando conta dos diversos fenômenos inusitados ocorridos aqui da região amazônica.
Pinon: Um conhecido meu me contou uma história, mais ou menos assim: “Eu estava na Pousada Marajoara e de repente eu ouço o pessoal gritando, saindo correndo da piscina. Um UFO estava pairando acima da piscina, a menos de um metro e a água da piscina fervia. Era um objeto todo iluminado com tipo um chapéu em cima, que girava”. Este caso da pousada foi interessante, pois não foi uma pessoa que viu, mas todos os hóspedes. Infelizmente eu não estava lá e não vi, isso tem mais ou menos uns 20 anos. Aqui na Ilha de Marajó eles chamam estes objetos de Mãe do Fogo, mas constantemente eles estão aparecendo lá. E desaparece muito gado lá...

UFOVIA: Você já ouviu falar de Bota Fogo? É como uma bola de futebol e dentro da mata, das selvas, ela se desloca em grande velocidade, desviando-se dos troncos das árvores. No interior eles chamam de Bota Fogo ou Bola Fogo.

Pinon: Esta “bola” eu acredito que seja sonda [N.E.: Objeto não tripulado, geralmente de pequena dimensão, supostamente teleguiado (dirigido a distância)]. Esta, constantemente se movimenta. Quando ela vem de frente você vê o movimento, mas tem ocasião que ela vem por trás de você, aquilo passa e vupt!

UFOVIA: Mas não causa nenhum dano às pessoas?

Pinon: Até agora, pelo o que eu saiba, não causou dano a ninguém. Outra coisa que existe muito aqui é relâmpago em céu claro. Mas é um relâmpago que o rastro fica, dois ou três minutos no céu até apagar.

'Quando o objeto se aproximou ele constatou uma coisa que o deixou sem entender:
aquilo eram cabines de Boeing em formação! Veja bem, quatro cabines, só a cabine!'

UFOVIA: Nos conte uma experiência mais eletrizante que lhe foi narrada.

Pinon: Um amigo meu que é piloto saiu daqui de Belém para ir com a família dele de carro para perto de Salinas. Por volta de 23h30 ele parou num povoado pra fazer um lanche com a esposa e os amigos. De repente ele vê uma luz voando a baixa altura e vê que não é avião porque não tinha barulho. Mas quando o objeto se aproximou ele constatou uma coisa que o deixou sem entender: aquilo eram cabines de Boeing em formação! Veja bem, quatro cabines, só a cabine! Eram quatro e estavam um ao lado do outro. Só o central estava aceso e todos deixavam um rastro de condensação atrás.

UFOVIA: Que coisa incrível...

Pinon: Não parou por aí. Na semana seguinte, o coronel da base aérea, conhecido meu, chega para me falar: “Pinon quero te contar uma visão que tive ontem à tarde”. Eu perguntei: “o que foi coronel?”. Ele faz parte de uma patota dessas que anda de moto por aqui, essa velharia que anda nessas Harlley Davidson (risos)... Então eles sempre saem em grupo. E contou que eram 5h da tarde e ao se aproximarem do Mosteiro viram uma luz, vindo no sentido Belém-Salinas. Eles pararam as motos para ver melhor. Segundo ele, o ângulo do objeto era de subida. Contou que aquilo era a cabine de um Boeing! Ele tornou a repetir: “Pinon, era a cabine de um Boeing, só a cabine!”. Ele contou que trás do objeto havia também uma condensação, não emitia barulho nenhum, passou por cima deles e sumiu. Eles pensaram que somente eles tinham avistado aquilo, mas quando olharam para trás havia um monte de carro parado na estrada, outras pessoas estavam observando também.

UFOVIA: Engraçado isso, nunca vi ninguém descrever nada parecido com uma cabine de um Boeing.

Pinon: Contei para ele da coincidência, de ter um colega, também piloto, que viu quatro cabines dessas juntas. Este coronel disse que me procurou porque sabia que para mim poderia se abrir e conversar. “Se eu vou lá pra cantina dos oficiais falar uma coisa dessas, eles iam me internar”, disse ele.

UFOVIA: É verdade...

[N.E.: Nesta parte da entrevista Pinon mostra a Peret um acervo pessoal contendo diversas fotos de objetos voadores não identificados que, segundo Peret, trata-se de uma coleção de grande valor. Estas fotos registram nitidamente objetos em formatos diversos (duplos, halos, discóides etc, todos fotografados na região amazônica. Pinon contou a Peret a história de alguns dos objetos que figuram em diversas dessas fotos, todos de comportamento e formato bastante distintos. Grande parte dessas fotografais foi tirada pelo próprio Pinon, que felizmente, conseguiu registrar boa parte dos inúmeros avistamentos que teve].

UFOVIA: Pinon, esta fotografia aqui que mostra esta luz é muito interessante, porque mostra também uma luminescência contornando o objeto.

Pinon: Sim. Isso se dá na hora que ela vai desovar (expelir sondas). Temos um filme super 8 aí, que mostra ela vindo, pairando e vai soltando as navetas (pequenas naves). Doze navetas, ela soltou! Daí ela faz como se retornasse e aquele negócio vem em formação indo pela cidade de Colares. Rapaz, aquilo entrava na copa das árvores, que a gente gritava “vai bater!”. Mas sempre desviavam delas, eram cinco, naquela noite...

UFOVIA: Nossa...

Pinon: E houve uma outra cena dessa luz comigo. Nós estávamos fazendo uma vigília em Colares [N.E.: juntamente com integrantes da Operação Prato, entre eles Uyrangê Hollanda e Flávio Costa], na beira da praia. Eu dificilmente ia lá durante o dia, mas de tarde aparecia, pois sabia que eles estavam lá. Um dia eu cheguei no local e o Flávio tinha preparado um peixe assado. Estava todo mundo comendo e eu pedi para o Hollanda me escalar para o último turno, porque queria dormir. Ele disse então para eu ir deitar que daria um jeito. Deitei no banco no meu carro, de frente para o rio. Acordei eram 1h da manhã. Na hora que sentei no banco, uma luzinha apareceu na minha direção. Parecia uma brasinha de cigarro. Olhei e aquilo foi aumentando, ficou oscilando. Olhei para um lado, para o outro e vi que o pessoal estava lá do outro lado, perto da ponte, distante. Estavam os carros ali, mas quem estava ali estava dormindo, os que estavam de plantão estavam mais na frente. Rapaz, aí me deu aquela idéia de maluco: vou bater uma fotografia com flash! Peguei a máquina ali enquadrei e: clique! Meu amigo, aquilo foi como se tivesse mexido num um ninho de marimbondos! Primeiro eu pressenti alguma coisa vindo na minha direção, eu fiz esse movimento aqui (se protegendo). O pára-brisa do meu carro desintegrou! Desintegrou total! Sumiu mesmo!

UFOVIA: Explodiu? Como foi?

Pinon: Deu aquele impacto assim: plaque! Aquele treco (a luz) ia pra lá e pra cá, ficou doidinho com o efeito do flash da máquina. Eu vi que o pessoal ouviu o barulho do impacto do pára-brisa, logo eles correram para onde eu estava.

UFOVIA: Geralmente o vidro quebra ou estoura, quando se está com o carro fechado, quando está muito quente lá dentro...
Pinon: Rapaz, o problema ali foi outro: o vidro todo desapareceu! Só encontramos o vidro que ficou na borracha. Não tinha vidro nenhum dentro do carro.

UFOVIA: É mesmo? Então desintegrou-se literalmente.

Pinon: O pára-brisa desintegrou todinho. E daí em diante, nunca mais a gente tentou fotografar estas luzes usando flash. Acho que “eles” pressentiram como sendo uma arma qualquer. Uma forma de ataque. Esta foi a nossa suposição.

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UFOVIA: O Hollanda estava junto nesse episódio?

Pinon: Sim, desta vez ele estava junto também.

'Jorge, o troço está parado aqui na frente e não é cobra coisa nenhuma!

E aquele objeto deveria ter... Uns 10 metros de extensão. E estava ali, parado na nossa frente!'

UFOVIA: Pinon, quais localidades você recomenda como os melhores para se montar vigília aqui no Pará?

Pinon: Locais ideais seriam Marajó e Colares. Agora para quem quer fazer uma excelente reportagem, Monte Alegre é ideal porque pode reportar também o que acontece dentro da cidade, que tem pinturas rupestres, coisas que tem ali que o Turismo não divulga. É uma região de montanhas e muitas cavernas, lá temos a serra do Paituna, serra do Irerê e a serra da Lua. São várias serras, a do Cajurí foi onde eu te contei anteriormente que aquela senhora viu a passagem do tal “ônibus” (veja parte 1 da entrevista). São muitas ocorrências por lá. E não é de tempos atrás, é coisa atual. A primeira aparição que eu avistei, que te contei (veja parte 1 da entrevista), foi naquela região. Os ribeirinhos de lá chamam as luzes que eles vêem de Cobra Grande. E sempre aquela historia: esta cobra é cega porque alguém deu um tiro de fuzil e cegou o olho dela (risos). Esta bendita Cobra Grande eu já vi várias vezes. Por que Cobra Grande? Por que é uma luz que vem, próxima à água numa velocidade fantástica. Essa luz sai do Jequiriqui, vem numa velocidade incrível, passa pela praia da cidade, do outro lado do rio e vai desembocar no Amazonas. Então, lá, eles sabem a época em que a Cobra Grande vai passar.

UFOVIA: Pode nos descrever um de seus avistamentos da Cobra Grande?

Pinon: Numa ocasião eu estava pescando com um amigo meu lá, eu  ainda era moleque, devia ter uns 12 anos. E meu amigo Jorge observou e falou: “lá vem a Cobra Grande”. Rapaz, a gente se escondeu, dento da canoa encostada no capim e a luz se aproximando naquela velocidade. E do outro lado do rio minha mãe, meu pai, todos estavam vendo a luz em desespero, pois sabiam que estávamos pescando naquele local. Aquilo veio se aproximando e nós abaixamos dentro da canoa. Eu calculei mais ou menos o tempo que ela deveria ter passado. Mas quando levantei a cabeça, ela estava parada na nossa frente!  A bendita cobra estava parada na nossa frente! Eu falei: “Jorge, o troço está parado aqui na frente e não é cobra coisa nenhuma!”. E aquele objeto deveria ter... Vamos ver, tinha a visão de criança na época e de adulto hoje, mas calculando, penso que aquilo deveria ter uns 10 metros de extensão. E estava ali, parado na nossa frente!

UFOVIA: Deu para você avistar detalhes no objeto?

Pinon: Eu vi aquelas janelinhas nele. Do lado de dentro havia uma penumbra, não vi gente, mas tinha uma claridade vinda pela janela. A popa dele (traseira) era como se fosse cortada, a impressão que se tinha é que ali atrás tivesse alguém agitando um tição acesso que ficava soltando aquelas “estrelinhas” de brasas. O objeto ficou paradinho na nossa frente e, de repente, aquilo foi virando de frente para nós, de frente para a canoa. Virou a parte da frente que girava e saiu naquela velocidade! E pegamos o remo imediatamente e corremos para atravessar o rio de volta. Os meus pais estavam desesperados com a gente. E chegando lá falei: “pai, aquilo não era Cobra Grande!”. E ele disse: “Meu filho, era Cobra grande!”. E eu teimava: “Pai não era Cobra Grande, era um treco assim e tal...”. Daí ele me falou, convicto: “Sabe por que você diz isso meu filho? É porque a cobra encanta a gente! Ela faz isso pra gente pensar que é outra coisa e ela chegar perto e engolir a gente” (risos). Para você ver o que é  a concepção do povo! É muito mais fácil aceitar que aquilo fosse a cobra que encantava, pra se aproximar e engolir a gente... Então eu tive que concordar com meu pai ou apanhar, senão eu estaria mentindo. E como tinha mais gente ali por perto, no dia seguinte toda a cidade estava sabendo do caso. E até gozação fizeram com a gente no colégio. Então esta foi uma desculpa para a bendita Cobra Grande, mas até hoje, o pião ribeirinho fala: “eu estava pescando e a Cobra Grande passou pertinho de mim...”.

UFOVIA: Pinon, para finalizar, vamos fazer um resumo sobre a performance aérea dos objetos voadores não identificados, baseado em tudo o que você já presenciou e conhece a respeito do assunto. Como você entende esta mecânica tão evoluída, fruto de uma tecnologia refinadíssima e tão distinta da conhecida?

Pinon: Peret, certa vez eu estive numa formatura de sargentos aqui da Aeronáutica e haveria apresentações de teses. E uma das teses apresentadas foi a “Mecânica dos Ovnis” e me convidaram para ser palestrante deles. Agora imagine, quase 100 homens ali se formando e as perguntas deles geralmente eram: que tipo de combustível eles usam? Que tipo de motor, propulsão? Todos ali são mecânicos, entendeu? Eu então respondi o seguinte a eles: se vocês me perguntarem se eu li, ou vi alguma parte do que eu vou dizer a vocês, eu digo que não. Por um motivo, que nem eu sei dizer, se desenvolveu esse conhecimento que eu repasso. Eu sei como eles navegam dentro  da nossa atmosfera. Agora, não adianta pedir explicação que não vou ter nenhuma para dar a vocês. Mas sei como eles navegam e vou repassar para vocês aquilo o que sei. E dei o exemplo de uma piscina cheia d’água. Se você tem um corpo mergulhado ali, tem pressão por todos os lados, mas se você abrir um buraco lá na frente este corpo será impulsionado para aquele buraco, devido à pressão de todos os lados. Aonde se abrir, aquele corpo caminhará naquela direção. Então, “eles” criaram um campo magnético em torno desses objetos e navegam dentro desse campo como se estivessem num vácuo, livres da lei da gravidade. Quando eles querem se deslocar para qualquer local, através de uma luz acionada, direcionam e abrem um caminho como se fosse um cone. Esta luz não emite som ou ruído. Eles também aparecem e desaparecem misteriosamente. Você está olhando aqui e já não vê nada, de repente ele aparece ali...

UFOVIA: Sim, isso eu já vi várias vezes.

Pinon: Mas daí você já olha onde eles estavam e não vê mais nada! Eles navegam dentro dessa “bola”, digamos. Na verdade aquilo é um campo magnético em que eles estão envoltos. Por este motivo é que eles não sofrem atrito. Por isso eles navegam em velocidades absurdas com uma deslocação negativa, freio busco e em deslocações tão rápidas. Então esta explicação eu dei para eles. E no final, os sargentos da FAB concordaram e confirmaram para mim, que a minha teoria tinha procedência correta. Agora, se você me perguntar: onde você viu isso? Quem foi que te disse isso? Eu não vou saber te dizer...

 


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Prato
http://www.ufo.com.br/materiaespecial/operacaoPrato.htm
http://arquivoconfidencial.blogspot.com/2006/09/ufos-na-amaznia-e-operao-prato.html
http://www.ceticismoaberto.com/news/?p=981
http://www.ceticismoaberto.com/news/?p=1026
http://ricardo5150.blogspot.com/2008/03/polmica-operao-prato-da-fora-area.html
http://www.viafanzine.jor.br/site_vf/ufovia/entrevpinon1.htm
http://www.viafanzine.jor.br/site_vf/ufovia/entrevpinon2.htm

 

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