Quem é Asthar Sheran? - Parte 1

ashtarsheran-799772O Grande Comandante - O Senhor ASHTAR é um mestre “crístico” ascensionado e imortal. Pertence à raça de ADÃO CADMON humano (ou adâmica) e é uma emanação de Raio, ou “filho” daquele ser conhecido como Senhor SANANDA e seu congênere divino ou chama gêmea. É a representação daquele ser conhecido como Senhor MIGUEL e sua chama gêmea, sendo formado da fusão combinada de suas essências e códigos de luz. O Senhor ASHTAR começou sua jornada individualizada como o que vocês poderiam designar como um ser ...

dévico/angélico das linhagens das potências/arautos – anjos, encimadas em termos de almas pelo Senhor Miguel e pelo Senhor Gabriel respectivamente. Desse modo, o Senhor ASHTAR vem originariamente do que poderia ser designado como o décimo segundo reino dos mundos do trono celeste do Senhor Supremo, o mais Alto Deus. Ele não é originariamente deste universo dimensional e veio aqui apenas para servir na missão que aceitou. É conhecido como um filho “não decaído” de Deus, pois, no decorrer de sua longa passagem através do tempo e do espaço, jamais esqueceu sua fonte espiritual e sua natureza divina. Ele é aquele que jamais se rebelou contra a vontade divina e as leis da divindade suprema. De fato, sua inabalável lealdade e devoção características ao princípio divino e à lei universal revelam seu caráter imaculado e integridade pessoal enquanto um homem plenamente digno de seus elevados status e níveis de responsabilidade.

Muito antes da criação e formação dos mundos inferiores de evolução, dualidade e experimentos, inclusive da formação do mundo agora denominado Terra, ASHTAR passou por longos ciclos de treinamento sob a orientação de seu mestre, o Senhor SANANDA. ASHTAR terminou tomando a decisão de se transferir da linhagem angelical e ingressar na linhagem adâmica humana. O Senhor SANANDA encontrou em ASHTAR alguém bem qualificado para estar no comando de suas esquadras recém-formadas, as quais estariam posicionadas como guardiãs num universo futuro. ASHTAR mais tarde atendeu ao pedido do Senhor Miguel, de SANANDA e de SANAT KUMARA e se uniu à família dos Kumara venusianos numa missão solenemente comprometida com a adoção e os cuidados com a onda de vida em desenvolvimento e com os experimentos a serem realizados neste universo local, galáxia, sistema solar e na Terra, por conseguinte.

Ele tinha sido cuidadosamente treinado e preparado para colaborar nas missões de guarda, orientação espiritual e ascensão dos mundos planetários através do padrão crístico da salvação. ASTHAR alcançou o equivalente do desenvolvimento como alma de um humano da Terra em outros lugares no cosmo, bem como no interior da cadeia venusiana de mundos, na qual alcançou sua maestria ascensionada. Sua essência de alma, como a de muitos outros seres, tocou muitas constelações e mundos planetários e atravessou universos multidimensionais em desenvolvimento e em serviço por virtualmente eras de ciclos incontáveis. Embora pareça estar na faixa dos quarenta anos, ASTHAR é um ser extremamente antigo.

Ele não era originariamente conhecido como ASHTAR, mas como a ressonância de freqüência de ELESTRON-ANTAR-RA-NA e também como GABRI-NA, SHERNA, SHER-NA e finalmente como ASTHAR SHERAN, devido ao mundo no qual alcançou sua maestria ascensionada. ASHTAR não deve ser considerado um deus espacial, mas como um filho de Deus altamente evoluído, um mestre ascensionado e um ser de Deus realizado.

Ele trabalha a serviço deste universo através dos auspícios e dos CONSELHOS DE ÓRION, do Senhor MELCHIZEDECK e do Senhor MIGUEL (bem como daqueles mencionados acima). O Senhor ASHTAR vem como um conselheiro de alto nível e embaixador da hierarquia do Grande Sol Central e do Alto Conselho de MELCHIZEDECK. Ele e seu Conselho da Cruz Solar servem em união coordenada com os Conselhos dos ELOHIM e do poderoso Mercúrio, o grande Diretor Divino SANAT KUMARA e o Senhor SATHYA SAI BABA.

Ele também é um membro altamente respeitado de muitos outros conselhos intergalácticos na qualidade de um conselheiro de alto nível de MELCHIZEDECK e universal. Na companhia de ASTHAR encontram-se os celestiais, os indivíduos angélicos e divinos que servem o Senhor Deus e o Cristo ao administrar as chaves e códigos divinos da luz viva e do som vivo para este setor do universo e, no caso da Terra, ao prepará-la e aos seus povos para se erguer da involução e do materialismo rumo vida eterna ressuscitada da LUZ DIVINA que reside em todos os corações humanos.

ASHTAR SHERAN é um ser de pura luz e puro amor, trazendo uma mensagem espiritual da divindade essencial de todos os seres.


ASHTAR SHERAN: FATO EVIDENCIADO OU MITO IDEALIZADO?


Voltando ao tema "Ashtar Sheran" que no idioma Sânscrito significa: “O SOL QUE MAIS BRILHA”, acreditava-se que a primeira menção a esta entidade teria sido feita pelo “médium” alemão Herbert Victor Speer, em 1958, líder de um movimento em Berlim conhecido por "Space Brothers Movment", através da obra psicografada “A Grande Missão Celeste de Ashtar Sheran”, aonde consta que "Ashtar Sheran" seria “Comandande-em-chefe da Frota Extraplanetária, da Confederação Intergaláctica da Grande Fraternidade Branca Universal” mas, a pesquisa mais atenta mostra que menções a esta entidade foram feitas alguns anos antes pelo suposto “contatado” norte-americano George W. Van Tassel que era piloto de testes da Howard Hughes, Douglas Aircraft e inspetor de aeronaves da Lockheed-Martin, uma das maiores empresas de tecnologia aeroespacial do mundo. George Van Tassel morava no sul da Califórnia e já aposentado, começou a fazer “canalizações” e a difundir o chamado contato psíquico com supostas entidades de origem alienígena.

O ano era 1952, quando George publicou seu primeiro livro intitulado “I Rode a Flying Saucer”. Neste livro, baseado praticamente nas “comunicações” psíquicas de George está escrito que o “Comandante Ashtar Sheran” anunciava sua presença e chegada “oficial” a Terra em 18 de Julho de 1952. Segundo as descrições do "contatado", "Ashtar Sheran" seria um extraterrestre de nível "etéreo", ou seja, de consistência puramente em forma de energia, devido a sua "escala vibratória superior". Também é descrito que “Ashtar Sheran” teria aspecto andrógeno; com estatura entre 1,90 e 2,20 metros; cabelos longos e de cor loiro claro ou branco azulado; sua roupa seria formada por uma espécie de macacão com botas de aspecto dourado; no peito, ostentaria um símbolo formado por sete estrelas e na cintura, uma espécie de cinto com uma pedra ou objeto em alto-relevo a mostra.

Na verdade, as descrições atribuídas a este ser são várias, já que a sua forma aparentemente física variaria de acordo com a galáxia ou Planeta que ele estivesse atuando. Este ser também se apresenta dizendo estar a serviço de “Sananda”, que seria o Jesus Cristo que os católicos e cristãos falam, já que para os judeus, não existia um “Jesus Cristo”, somente uma pessoa conhecida por Ieshu ou Jesus; o termo “Cristo” é criação do polêmico apóstolo Paulo ou Saulo de Tarso. Voltando a “Ashtar Sheran”, este ser também diz ser representante das civilizações extraplanetárias, sendo o “Comandante-em-chefe” da “frota de espaçonaves confederadas”, entidades esta que seria formada por inúmeras formas de vida de diferentes civilizações e com as mais variadas aparências e formas e que decidiu atuar a partir do momento em que habitantes do Planeta Terra começaram a fazer testes com artefatos atômicos e termo-nucleares.

Algumas das funções mítica deste ser seriam então, a de enviar mensagens aos habitantes do Planeta Terra, para que estes tomassem consciência de suas ações; orientar e ajudar durante os períodos de transição da Terra para uma “dimensão superior” e resgatar seres-humanos que estivessem “preparados” ou em perigo, para serem novamente recolocados na Terra, após um inevitável cataclismo que estaria se aproximando. George acreditava que este ser procedia de Vênus (embora em algumas passagens e comunicações existe a menção de que “Ashtar Sheran” viria de um Planeta de nome Methária que orbitária o sistema trinário de Alfa do Centauro), aonde, esotericamente, existiria um tipo de forma de vida de natureza dimensional e distinta da humana. Em 1954 George Van tassel, sob orientação das entidades que o contatavam promoveu um evento no deserto de Mojave, perto de Landers na Califórnia, num local denominado Giant Rock que reuniu milhares de simpatizantes, místicos, curiosos, “contatados”, agentes do FBI e fanáticos pelo tema. Em 1956, chegou a publicar outro livro, chamado “Into this World and Out Again”, aonde forneceu mais informações “canalizadas” sobre vários aspectos filosóficos do mundo.

Como a maioria dos “contatados” George Van Tassel também parece ter sofrido da chamada “Síndrome do Contatado” e passou a se dedicar à criação de movimentos “cósmicos” e ao desenvolvimento de aparelhos e instrumentos que teriam a finalidade de ampliar as capacidades mentais e adormecidas dos seres-humanos (esta, aliás, torna-se uma prática constante em pessoas que dizem manter contatos com extraterrestres, aonde estes induzem a construção de aparelhos estranhos que jamais funcionam ou que empregam conceitos teóricos distorcidos a respeito de um assunto). Um destes aparelhos denominado “Integratron”, que segundo as palavras de George Tassel o descreve como: “The purpose of the Integratron is to recharge energy into living cell structure, to bring about longer life with youthful energy". Infelizmente esta sua invenção jamais chegou a ser finalizada e George faleceu em 9 de Fevereiro de 1978. Mas, as investidas de “Ashtar Sheran” não terminaram por aí.

Existe muita similaridade entre os contatos de George Tassel e um outro famoso “contatado” chamado George Adamski, polonês que veio para os EUA em 1893 e que também dizia manter contatos com seres de Vênus e também de Marte e Saturno, sendo que algumas descrições de "Ashtar Sheran" ditas por George Tassel, se assemelham aos seres descritos por George Adamski. Curiosamente Adamski morava na Califórnia e teria começado a ter algumas experiências em 1946. Após seu famoso contato de 1953, também no deserto da Califórnia(!), Adamski passou a divulgar uma filosofia messiânica e cósmica, baseada no que os seres lhe transmitiam, chegando a fundar uma organização denominada IGAP (International Get Acquinted Program) e um outro culto denominado “Royal Order of Tibet” e chegou a escrever 3 livros sobre suas aventuras: “Flying Saucers Have Landed” (1953), “Inside the Space Ships” (1955) e “Flying Saucers Farewell” (1961).

Adamski faleceu em 26 de Fevereiro de 1965. Outro “contatado” famoso também dos EUA fundou a chamada “Sociedade Aetherius” em 1955, baseado em informações transmitidas por supostos alienígenas, entre eles, novamente “Ashtar Sheran”. Coincidência ou não, o nome deste “contatado” era George King que faleceu em 1997. Aliás estas coincidências de George’s são um tema interessante, quem sabe para uma próxima oportunidade. Vale observar que novamente, coincidência ou não foi logo após a produção do clássico filme “The Day the Earth Stood Still” (O Dia em que a Terra Parou), em 1951 que a era “moderna” do “contatismo”, aonde seres de aspecto humanóide e com mensagens de alerta para a humanidade, se iniciou de forma pública e evidente. Antes disso, um filme francês produzido em 1902 por George Mélies (outro George!) chamado “La Voyage dans la Lune” (A Viagem a Lua) deve ter sido o primeiro a falar de contatos entre seres-humanos e extraterrestres.

Uma outra “contatada” famosa, foi a pessoa que na Terra recebeu a “autorização” da própria entidade "Ashtar Sheran", para ser sua biógrafa oficial. Me refiro a Thelma Terrel (falecida em 1993), conhecida nos meios esotéricos e místicos pelo codinome “Tuella” que dizia ter pertencido a frota de espaçonaves do “Comandante Ashtar” numa existência passada. Como muitos outros "contatados", Thelma Terrel se auto-intitulava uma pessoa de origem extraterrestre, acreditando ser uma “entrante” ou “walk-in”.Um dos livros de Tuella, chamado “Ashtar - Brotherhood of Light” , totalmente canalizado, descreve que “Ashtar Sheran” é comandante de uma colossal astronave que está próxima a atmosfera da Terra e que na história da Terra, ele seria conhecido como sendo o “Arcanjo Michael ou Miguel” citado nos livros bíblicos e a serviço do “Governo do Grande Sol Central desta Galáxia”. É importante destacar que toda comunicação mental está sujeita a inúmeras interferências, advindas de paradigmas, formação moral e cultural da pessoa que diz estar recebendo a mensagem. Sendo assim, é possível que os nomes dos supostos extraterrestres possam estar sendo interpretados de forma errada e contato após contato, a confusão se perpetua.

Segundo alguns seguidores, o melhor “canal” da entidade “Ashtar Sheran” teria sido o também alemão Hermann Ilg de Reutlingen, Alemanha, que faleceu em 1999 com 80 anos. Este “contatado” acreditava estar em contato com os chamados “Santinians”, de onde “Ashtar Sheran” seria originário e que teriam dito que habitavam o terceiro Planeta a orbitar a estrela Alfa Centauro A (chamado Methária). Segundo o próprio “Ashtar Sheran”, este Planeta teria um clima equilibrado e uma fauna/flora mais diversa do que a da Terra. Os habitantes deste Planeta passariam a maior parte de suas vidas no espaço, como pesquisadores. A função deles seria algo parecido com a missão protagonizada pelos tripulantes da espaçonave “Enterprise” da série “Jornada nas Estrelas”: buscar, reconhecer e estudar outras formas de vida. Esta civilização teria o desejo de ajudar a civilização da Terra, sempre respeitando o nosso “livre-arbítrio”, e jamais nos forçando a algo, como, segundo estes seres, fazem as entidades extraterrestres de Órion, conhecidos na Terra como “Grays” ou “Greys”. A entidade “Ashtar Sheran” também teria contatado o alemão Ethel P. Hill e o suíço Karl Schönenberger.

Neste ponto é bom observar que grande parte dos “contatados” aqui citados e seus seguidores sempre deixaram claro que nada tem a ver com uma organização conhecida por “Ashtar Command” ou “Comando Ashtar” e a personificação que estas fazem da entidade “Ashtar Sheran”. Esta organização teria sido iniciada por um homem chamado Robert Short (ou também conhecido por Bill Rose) que era o editor de uma revista veiculada nos anos 50 chamada “Interplanetary News”. Robert Short era amigo de George W. Van Tassel e insistia a este que as comunicações de “Ashtar Sheran” deveriam se tornar populares e comerciais, para que Tassel e ele ficassem “famosos” e não para trazer alguma verdade ao público, ou seja, o foco deveria ser lucro para eles. Como George Van Tassel, parecia não concordar com estes termos, criou o seu próprio “Ashtar Sheran”, através da organização “Ashtar Command”, o que, segundo as pessoas incumbidas de preservar o trabalho de George Van Tassel acabou por criar uma aura de misticismo e fanatismo em torno da figura de uma entidade clonada de “Ashtar Sheran”, transformando-o num “filósofo metafísico” aonde alguns poucos “escolhidos” aqui na Terra fariam parte de uma “elite espiritual”. Mais uma vez a vaidade humana entra em cena.

No Brasil, existem várias entidades e pessoas que dizem manter contato com a entidade “Ashtar Sheran” e são orientadas a seguir seus ensinamentos. O mais conhecido e talvez mais antigo seria o CEEAS – Centro de Estudos Exobiológicos Ashtar Sheran, localizado em Salvador, Bahia e com filiais em Brasília, São Paulo, Curitiba e Natal. Foi fundado por Paulo Fernandes, em 1973, que teria mantido “contatos” físicos e telepáticos com “Ashtar Sheran” desde 1969 e teria sido o próprio “Ashtar Sheran” que teria pedido para que Paulo Fernandes fundasse a entidade com o objetivo de estudar e divulgar a presença de extraterrestres na Terra e suas supostas mensagens. Hoje a entidade é coordenada por Ana Santos e Marco Vinicius Almeida e segundo este a entidade não é nenhuma forma de seita ou religião e também não gosta de ser vinculada a chamada “ufologia mística”, que cultua “Ashtar Sheran” como um novo messias, mas acredita na versão que até o próprio Jesus Cristo seria membro da equipe do “comandante” extraterrestre. Nestes termos, Jesus Cristo ou “Lord Sananda” seria o representante da Terra na “confederação intergaláctica”.

Outro “contatado” brasileiro que garante manter contato com “Ashtar Sheran” é o professor Lúcio Valério Barbosa que reside no Mato Grosso do Sul, aonde realiza trabalhos na Colônia Boa Sorte. Lúcio diz que esta entidade se apresenta como sendo “comandante de uma frota de naves estelares em missão na Terra”. A história é a mesma: poderes paranormais; ajuda humanitária, etc, tudo “doado” pela entidade. Como curiosidade, no Chile, vive um “contatado” que diz ser filho de “Ashtar Sheran”, seu nome é Aaron Sheran.

Mas a verdade é que as referências ao nome Ashtar podem estar relacionadas as descrições feitas pelo auto-proclamado médium e dentista norte-americano, que vivia em Nova Iorque, chamado John Ballou Newbrough que teria psicografado ou “canalizado” a obra "Oahspe", no ano de 1882. Nesta obra John Ballou, que alegava que as “sagradas escrituras” foram reveladas a ele por “entidades angelicais”, faz referência a estes seres espirituais que viajariam em naves “etéreas” e que teriam a missão de proteger mundos menos desenvolvidos. O nome destes seres seriam "Ashar" e o plural seria "Ashars". As descrições destes seres os mostram como altos, corpo atlético e de morfologia humanóide, aparência nórdica, cabelos loiros ou alvos e olhos azuis. Possuem um olhar penetrante e desafiador, sendo que estariam interessados em pesquisar e compreender as formas de vida existentes no Universo e assim compreender a sua própria existência. Seriam na verdade como uma espécie de “antro-arqueo-psico-exo” cientistas! Outra menção interessante é que existem referências nesta obra a um místico local chamado de “Sham” que é muito coincidente com o nome que “Ashtar Sheran” designa para a Terra: o Planeta Shan. Anos mais tarde, John Ballou fundou uma religião própria, chamada de “Faitismo” (Faithism) a qual, até os dias de hoje, ainda possue um pequeno número de seguidores. O “Faitismo” e a obra “Oahspe” não são conhecidas do público em geral, pois não são feitas propagandas em torno do assunto, permanecendo mais numa condição sectária. A própria obra “Oahspe” é volumosa, pois contêm mais de 900 páginas e centenas de ilustrações bizarras e de difícil compreensão.

Outras referências interessantes sobre "Ashtar Sheran", estão nos trabalhos do peruano Dr. Victor Yañez Aguirre, médico e parapsicólogo do Hospital da Polícia do Peru, tendo sido ainda presidente da Associação Peruana de Parapsi­cologia e presidente da Sociedade Teosófica. Uma de suas pesquisas é relativa à experiência vivida pelo “contatado” Eugênio Siragusa (mestre do famoso estigmatizado e que se diz “contatado”, Giorgio Bongiovanni) na Itália. Os “contatos” de Eugênio Siragusa ocorreram a partir de 30 de Abril de 1962 aonde ele alegava ter mantido contato com várias entidades de origem extraterrestre, entre elas "Ashtar Sheran" nos arredores do vulcão Etna localizado na Sicília. Mais adiante veio a contatar, de forma casual, um ser chamado "Adoniesis" que também se comunicava de forma telepática e, de acordo com as descrições do “contatado”, não pertencia à nossa dimensão. As descrições de Eugênio para "Ashtar Sheran" é a de um ser de aspecto atlético perfeito, vestindo uma espécie de macacão de cor cinza prateado, com braceletes luminosos nos pulsos e tornozelos. Ainda segundo Eugênio, o ser "Ashtar Sheran", acompanhado de seu “primeiro tenente”, o ser “Ithacar” teria dito que era o “Comandante dos Povos Confederados” em missão sobre a Terra. Disse que tinha uma importante mensagem para os cientistas e chefes de estados: que deveriam cessar com todos os experimentos nucleares na atmosfera e no subsolo e convidava a humanidade do Planeta Terra a viver em paz, justiça e fraternidade.

Um outro caso pesquisado pelo Dr. Aguirre envol­veu o engenheiro Enrique Castillo Rincón na Colômbia que chegou a contatar dois extraterrestres denominados de "Cromacan" e "Krisnamerk", que se diziam provenientes de um grupo de estrelas localizadas nas Plêiades. Estes contatos na Colômbia se iniciaram devido a outra experiência ocorrida em 1973 nos EUA com uma pessoa de carro que circulava por uma rodovia quando repentina­mente, sem razão aparente, o veículo saiu da pista e colidiu violentamente contra uma árvore. Imediatamente outros carros próximos pararam na intenção de socorrer o motorista. Mas qual não foi a surpresa de todos ao ver que não havia ninguém no interior do veículo. A polícia identificou os restos do carro como sendo de propriedade de um jovem venezuela­no radicado nos EUA. Segundo sua ficha de estudos e pelos depoimentos recolhidos, o jovem havia sido um brilhante estudante de engenharia, muito querido pelos seus amigos e colegas e que, até recentemente, trabalhava numa usina nuclear local.

Durante as semanas seguintes ao incidente, a polícia e autoridades do governo norte-americano foram mobilizadas na tentativa de elucidar o caso, mas, após longas e trabalhosas investigações, não conseguiram chegar a nenhuma conclusão que esclarecesse o mistério. O corpo simplesmente havia desaparecido. E o pior, o que complicava tudo, era que o desaparecimento não deixara qualquer vestígio e ocorrera na presença de todos os que naquele momento transitavam pela rodovia.

As buscas continuaram durante meses, mas sem obter nenhum resultado. As autoridades haviam comprado uma incômoda dor de cabeça. Os órgãos diplomáticos exigiam um desfecho e uma conclusão. A pressão dos parentes e amigos se avolumava.

A família, que morava numa pequena e pacata cidade na periferia de Caracas, recebeu, algum tempo depois, um comunicado oficial, o qual ratificava as estranhas condições em que o jovem engenheiro desaparecera. As informações eram con­traditórias e difusas, assim como um tanto obscuras, já que as autoridades norte-americanas consideravam o sumiço como um caso de vingança, provavelmente seguido de assassinato. Porém, como não havia um corpo a remeter, limitaram-se a enviar todos os seus pertences e bens pessoais. Sem mais esclarecimentos e em vista do ocorrido, os familiares tiveram de se conformar com a perda.

Sendo espíritas, e insatisfeitos com a cruel e triste forma de terem sido despojados do seu jovem e querido filho, os familiares decidiram realizar uma sessão mediúnica, na qual convocariam a alma do suposto falecido para saber detalhada­mente do acontecido e, assim, despedirem-se finalmente, desejando-lhe os melhores votos de paz e felicidade nessa sua nova condição! O médium receptor seria um jovem estudante de medici­na, amigo e antigo colega do falecido.

A expectativa era grande, todos aguardavam estreitar seus laços com o infortunado rapaz. Conforme o tempo transcorria, uma curiosa e estranha névoa azulada formava-se ao lado do sensitivo, assumindo vagarosamente a forma de uma nuvem circular. Essa forma gasosa emitia uma luz tênue, lembrando fumaça de cigarro iluminada ou fosforescente que, a intervalos, aumentava sua intensidade. Parecia que pulsava. Rapidamente a névoa compactou-se formando uma semiesfera e do seu interior surgiu uma sombra. Lentamente, do desconhecido, uma forma humanóide aparecia. Era um ser semelhante a um ser humano mas de aspecto “angelical”. O rosto era belo, de traços suaves e bem delineados, mas sem perder o ar sério e severo. Os olhos eram claros e ligeiramente rasgados, o cabelo era comprido e loiro, penteado para trás. Seu corpo era proporcional, esguio e atlético, sua altura beirava 1,80 metros aproximadamente com os membros perfeitamente normais e mostrando o contorno dos músculos. Vestia-se de forma simples, ostentando um macacão folgado com as mangas acabando em punhos apertados, botas semelhantes ao couro, de cano longo sem folga, e um cinto largo na cintura.

A figura humanóide colocou-se à frente da luz, em pé, olhando sério para o grupo que, totalmente atordoado, não conseguia compreender o que estava se passando. O ser de origem desconhecida, olhou para o médium que em seguida começou a falar, como se estivesse recebendo uma mensagem através da telepatia: “Não temam, não lhes farei nenhum mal, meu nome é ASHTAR SHERAN, sou Comandante da frota de espaço­naves de Ganímedes. Seu filho não está morto e nem perdido, encontra-se entre nós. Veio por livre vontade e deseja permanecer conosco, não se preocupem pois ele estará bem”. O ser continuou a falar, oferecendo um panorama de eventos que deveriam se concretizar ao longo dos anos seguintes até que terminou dizendo: “Estes fatos [referindo-se à autodestruição da humanidade] serão concretizados como conseqüência dos seguintes aspectos: aparecerá um líder político no futuro, dentro do conglomerado social dos países unidos que dominará as massas e regerá os destinos sociais e econômicos dos demais países. O seu poder estará auxiliado por mecanismos que ele mesmo colocará em jogo, como conhecedor das leis metafísicas e, em seguida, se produzirá a invasão dos continentes. E quero avisá-los que a paz assinada na região que chamam de Vietnã, servirá de degrau imediato para o conflito bélico seguinte entre árabes e judeus. A isso se seguirão terremotos que devastarão cidades e que tentaremos alterar para evitar piores danos” e dito isto, retornou à luz e desapareceu.

Este incrível acontecimento foi bem pesquisado pelo investigador colombiano Eng. Enrique Castillo Rincón que, após algum tempo, aproveitaria o acontecido na Venezuela para fazer uma experiência similar na Colôm­bia, reunindo, para isto, uma equipe de sensitivos selecionados, os quais buscariam entrar em contato telepático com alguma inteligência extraterrestre e cujos resultados obtidos foram satisfatórios, sendo que novamente o ser denominado "Ashtar Sheran", voltou a se manifestar.


Outra pesquisa, digna de conhecimento é a que acompanhei bem de perto por quase 15 anos em torno dos irmãos peruanos Sixto José Paz Wells, Carlos Roberto Paz Wells e Rose Marie Paz Wells, sendo estes filhos de José Carlos Paz Garcia Corrochano, fundador do IPRI – Instituto Peruano de Relações Interplanetárias.

Numa das muitas experiências que este grupo alega ter vivido, está uma em particular que considero interessante em vários aspectos e que se reporta ao tema que ora desenvolvemos. Estes acontecimentos teriam ocorrido em 1974, no deserto de Chilca, Peru, aonde uma aeroforma de formato lenticular teria pousado e dela uma forma humanóide teria surgido e se identificado como sendo o comandante da frota de espaçonaves que estão destacadas para trabalhar no Sistema Solar. Seu nome seria ANTAR SHERART, nome muito parecido ao de ASHTAR SHERAN, que se identificava como comandante da frota de espaçonaves de Ganímedes, satélite natural de Júpiter.

PARTE 2

 

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