Mistérios do número 7 - Parte 1

setenum topoO número sete sempre foi citado na Biblia,na História,então resolvemos tratar desses mistérios na História,Ciência,Religião, O número sete, na Bíblia, representa a perfeição e a totalidade, vejamos: Deus fez o Mundo em 7 dias… E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. Gênesis 2.2 O Candelabro de Ouro tem 7 hastes… e eis um candelabro todo de ouro e um vaso de azeite em cima com as suas sete lâmpadas e sete tubos, um para cada uma das lâmpadas que estão em cima do candelabro. Zacarias4.2

São 7 as manifestações do Espírito de Deus…

Repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do SENHOR. Isaías 11.2

As 7 Taças…

Ide e derramai pela terra as sete taças da cólera de Deus. Apocalipse 16.1

Os 7 Anjos…

Ouvi, vinda do santuário, uma grande voz, dizendo aos sete anjos. Apocalipse 16. 1

As 7 Igrejas…

Quanto ao mistério das sete estrelas que viste na minha mão direita e aos sete candeeiros de ouro, as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas. Apocalipse 1.20

As muralhas de Jericó foram rodeadas por sete dias…

Pela fé, ruíram as muralhas de Jericó, depois de rodeadas por sete dias. Hebreus 11. 30

O profeta Elias fez 7 orações para que chovesse…

À sétima vez disse: Eis que se levanta do mar uma nuvem pequena como a palma da mão do homem. Então, disse ele: Sobe e dize a Acabe: Aparelha o teu carro e desce, para que a chuva não te detenha…Dentro em pouco, os céus se enegreceram, com nuvens e vento, e caiu grande chuva.
1 Reis 18. 44-45

O segundo boi, de 7 anos, que Deus pediu a Gideão…

Naquela mesma noite, lhe disse o SENHOR: Toma um boi que pertence a teu pai, a saber, o segundo boi de sete anos, e derriba o altar de Baal que é de teu pai, e corta o poste-ídolo que está junto ao altar. Juízes 6. 25

Os 7 anos de fartura e miséria sobre o Egito…

Eis aí vêm sete anos de grande abundância por toda a terra do Egito.
Seguir-se-ão sete anos de fome, e toda aquela abundância será esquecida na terra do Egito, e a fome consumirá a terra; Génesis 41.29-30

O profeta Eliseu pediu para Namaã mergulhar 7 vezes no Rio Jordão…

Então, Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será restaurada, e ficarás limpo. 2 Reis 5 - 10

A semana tem 7 dias, o que tem um significado muito importante, pois quando se chega ao sétimo dia, voltamos ao primeiro e todas as vezes que o sete se “manifesta” indica o fim de um tempo e o início de outro. É como o virar de uma página. Por isso os 7 MONTES, para pôr fim ao sofrimento e começar uma nova vida, pois, até então, temos visto coisas maravilhosas, mas queremos mais, queremos 7 vezes mais.

Curiosidades sobre o número:

7 maravilhas do mundo
7 sábios da Grécia
7 anões da Branca de Neve
7 dias para a criação do Mundo
7 dias da semana
7 quedas a caminho do Gólgota
7 Divindades que comandam a Natureza
7 cabeças da Hidra de Lerna

O Candelabro de 7 braços

Os 7 castiçais de ouro
As fases dos 7 Anos
As 7 lâmpadas de fogo

O livro dos 7 Selos

As 7 notas musicais: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si
Os 7 palmos das sepulturas
As 7 Idades Do Homem
Os 7 Planetas Sagrados
As 7 vacas, 7 espigas do sonho do Faraó, desvendado por José do Egito
As 7 Taças (cheias de pragas) Apocalipse XVI
Os 7 contra Tebas
As 7 Trombetas do Apocalipse
Os 7 candeeiros da Seicho-no-ie (ensinamento pensamento positivo - originario do Japão)
As 7 linhas de orixá da Umbanda (elemento religioso afro-brasileiro)
As 7 Virtudes Cardeais da Ordem Demolay

Pular 7 ondas logo após o reveillon

7 foi o numero de palavras da ultima frase de Jesus na cruz "pai em tuas mãos entrego meu espirito"
7 linhas de Umbanda ou Sete Orixás , isto é, dizemos sete Orixás são manifestadores de sete vibrações.
7 Anões da Branca de Neve: Atchim, Soneca, Zangado, Feliz, Dengoso, Mestre e Dunga.
7 chakras magnos (centros de energia do ser humano)
7 degraus que separam o ser humano da consciência humana.
A pirâmide vista de cima tem quatro lados, vista de lado tem um perfil de 3 dos (triangular). 3+4= 7
A trindade espiritual, mais os elementos da terra (terra, agua, fogo e ar) somados dá 7
7 dimensões astrais, 7 dimensões do plano mental.
7 corpos do ser humano: Físico, etérico, astral, mental, causal, búdico, atmico.
A Guerra dos Sete Anos
7 cores do arco-íris.

Religião:

Os 7 Pecados Capitais:
a) Vaidade
b) Avareza
c) Ira
d) Preguiça
e) Luxúria
f) Inveja
g) Gula

Os 7 desastres do apocalipse:

As 7 Virtudes Cardinais:
a) Castidade
b) Generosidade
c) Temperança
d) Diligência
e) Paciência
f) Caridade
g) Humildade

Os 7 Sacramentos:

a) Batismo
b) Confirmação
c) Eucaristia
d) Sacerdócio
e) Penitência
f) Extrema-unção
g) Matrimônio

As 7 Igrejas da antiguidade:

a) Tiatira
b) Éfeso
c) Esmirna
d) Laodicéia
e) Filadélfia
f) Pérgamo
g) Sardes

7 são as dores de Nossa Senhora:

a) A perda do menino Jesus no Templo
b) A fuga para o Egito
c) O encontro com Jesus na rua da amargura
d) A Crucificação de Nosso Senhor Jesus Cristo
e) A morte de Jesus Cristo
f) O Filho morto é colocado em seus braços
g) O sepultamento de Jesus

Os 7 livros do Antigo testamento

Livro de Jó
Livro dos Salmos
Livro dos Provérbios
Livro do Eclesiastes
Cântico dos Cânticos
Livro da Sabedoria
Livro do Eclesiástico (Sirac)

7 foram as Chagas de Cristo

7 foram as Horas de agonia do Mestre Jesus

O número 7 (sete), é cabalístico na Umbanda, porque:

7 são as Nações que praticam a Umbanda
7 são as Linhas de cada Nação
7 são os Orixás que comandam estas Linhas
7 são as Posições Fundamentais e Liturgias na Umbanda
7 são as rogatórias do Pai Nosso
7 cidades sagradas da Índia
7 são as Posições Secundárias e Ritualísticas na Umbanda
7 Moisés deixou 5 livros e a lei se resume em 2 testamentos
7 anos gastos na construção do Templo de Salomão
7 casais de cada espécie de animal postos na Arca de Noé
No 7º mês a Arca de Noé repousa no Monte Ararat
Seth (7) era o nome do irmão de Osíris (Egito Antigo)
São 7 os altares, 7 os bezerros e 7 os [carneiro]

Astronomia

Os 7 astros sagrados:

a) Sol
b) Lua
c) Mercúrio
d) Vênus
e) Marte
f) Júpiter
g) Saturno

As Constelações de 7 Estrelas:

a) Alcione
b) Caleano
c) Asterope
d) Merope
e) Tayegeta
f) Eletra
g) Maya

Tycho Brahe, conseguiu marcar as posições de 777 estrelas no firmamento

Arte

Manifesto das Sete Artes:

a) Música
b) Pintura
c) Escultura
d) Arquitetura
e) Literatura
f) Coreografia
g) Cinema

Física

7 Cores refratadas pelo Prisma:

a) Vermelho
b) Laranja
c) Amarelo
d) Verde
e) Ciano
f) Azul
g) Violeta

Esoterismo

Os 7 Planos da Evolução:

a) Plano dos Espíritos Virginais, do Criador
b) Plano do Espírito Divino
c) Plano do Espírito
d) Plano da Vida
e) Plano do Pensamento
f) Plano do Desejo
g) Plano do Mundo Básico

Os 7 Elementais:

a) Arcanjos
b) Anjos
c) Devas
d) Silfos
e) Gnomos
f) Salamandras
g) Ondinas

Os 7 Grandes princípios Herméticos

7 signos são representados por animais
7 são os Chacras entéricos
7 são os Plexos na matéria

Teosofia

Os sete raios de luz ou mestres ascencionados da sociedade secreta Grande Fraternidade Branca
El Morya -- Primeiro Raio, cor azul-celeste
Lanto -- Segundo Raio, cor amarelo-ouro
Paulo Veneziano -- Terceiro Raio, cor rosa
Seraphis Bey -- Quarto Raio, cor branca
Hilarion -- Quinto Raio, cor verde
Nada -- Sexto Raio, cor púrpura-dourado
Saint Germain -- Sétimo Raio, cor violeta
A mônada ou Atman é o 7º princípio na Sete princípios do homem (teosofia), o mais elevado princípio do ser humano.

Rosacrucianismo

Os 7 períodos:
a) Período de Saturno
b) Período Solar
c) Período Lunar
d) Período Terrestre
e) Período de Júpiter
f) Período de Vênus
g) Período de Vulcano

As 7 revoluções de cada período
As 7 regiões do mundo de desejos
As 7 regiões do mundo do pensamento

Filosofia

Os 7 Sábios da Grécia:
a) Thales de Mileto
b) Bias
c) Cleopulo
d) Mison
e) Quilon
f) Pitaco
g) Sólon

Os 7 Princípios da Moral Pitagórica:

a) Retidão de propósitos
b) Tolerância na opinião
c) Inteligência para discernir
d) Clemência para julgar
e) Ser verdadeiro em Palavras e Atos
f) Simpatia
g) Equilíbrio

As 7 Virtudes Humanas:

a) Esperança
b) Fortaleza
c) Prudência
d) Amor
e) Justiça
f) Temperança
g) Fé

Os Deuses do Olimpo tinham 7 formas:

a) Forças Espirituais
b) Forças Cósmicas
c) Deuses
d) Corpos Celestes
e) Poderes Psíquicos
f) Reis Divinos
g) Heróis e Homens Terrestres

Os ítens universais ontológicos propostos pelos empíricos neo-materialistas são 7.


O Significado do número 7

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O número SETE é com certeza o mais presente em toda filosofia e literatura sagrada desde os tempos imemoriais até os nossos dias. O número SETE é sagrado, perfeito e poderoso, afirmou Pitágoras, matemático e Pai da Numerologia. É também considerado um número mágico. É um número místico por excelência. Indica o processo de passagem do conhecido para o desconhecido. O SETE é uma combinação do TRÊS com o QUATRO; O TRÊS, representado por um triângulo, é o Espírito; o QUATRO, representado por um quadrado, é a Matéria. O SETE podemos dizer que é Espírito na Terra, apoiado nos quatro Elementos, ou a Matéria “iluminada pelo Espírito”. É a Alma servida pela Natureza.

O número QUATRO que simboliza a Terra, associado ao TRÊS, que simboliza o Céu, permite inferir que o SETE representa uma Totalidade em Movimento ou um Dinamismo Total, isto é, a Totalidade do Universo em Movimento. O SETE é o número da Transformação, é a primeira manifestação do homem para conhecer as coisas do espírito, as coisas de Deus, a Criação. Ele é o número da Perfeição Divina, pois no sétimo dia Deus descansou de todas as suas obras. Ao lado do TRÊS, é o mais importante dos números sagrados na tradição das antigas culturas orientais.

Entre os judeus a concepção oriental do SETE se manifesta no Candelabro de sete braços (MENORAH), que representa tanto a divisão em Quatro partes da órbita da Lua, que dura 4 vezes 7, quanto os sete planetas. Na Europa Medieval dava-se muita importância aos grupos de sete:

Havia SETE dons do Espírito Santo, representados na arte gótica em forma de Pomba;
SETE eram as virtudes;
SETE eram as artes;
SETE as ciências;
SETE eram os sacramentos;
SETE pecados capitais; e
SETE pedidos expressos no Pai Nosso.

Na Antiga China o SETE deveria ser associado, enquanto número ímpar, ao princípio masculino do Yang (cf. yin-yang), mas exprimia a ordenação dos anos de vida da mulher, que hoje se sabe estão presentes de forma similar também na vida do homem. A repetição por sete dias também era importante no culto dos mortos: a cada sete dias depois do falecimento, até o 49o.dia eram organizados festejos e sacrifícios em memória do morto. No sétimo dia do sétimo mês ocorria uma grande festa para as jovens mulheres e as moças.

Podemos citar ainda várias outras “coincidências” (?) em relação ao SETE: São 7 as notas musicais, foram 7 as pragas do Egito, são 7 os Arcanjos, são 7 as obras de misericórdia. 7 são os níveis de densidade da matéria que nos envolve. O arco-íris tem 7 cores. Nossas células todas mudam de 7 em 7 anos. Temos 7 glândulas endócrinas. São sete os nossos chacras. Os 7 dias da semana também marcam profundamente nossos ritmos.

TEMOS CICLOS DE VIDA DE SETE EM SETE ANOS.

A cada sete anos encerramos um ciclo de vida e entramos noutro. Todas as grandes mudanças ocorrem entre o final de um ciclo e o início de outro.
Até os 7 anos a criança é INOCENTE.

A partir daí, até os 14 anos, ela aprende a ser esperta, a fazer jogos, a usar máscaras. Aos 14 anos desabrocha a sexualidade e ela se interessa pelo outro. Uma nova visão de vida surge e ela começa a sonhar e a fantasiar.

Com 21 anos surge a necessidade de ser poderoso: ter mais dinheiro, tornar-se famoso, conquistar prestígio.
Aos 28 anos ela começa a se assentar, a pensar em segurança, conforto, conta bancária.

Chegando aos 35 anos novamente uma mudança começa a acontecer. Surgem considerações sobre o significado da vida, da morte e entra o medo. É também a idade onde algumas doenças começam a se manifestar.

Com 42 anos uma pessoa começa a ficar religiosa. Agora, a morte e o significado da vida, não são mais só assuntos intelectuais e ela começa a ser dar conta que se quiser realmente quisermos fazer algo, é bom começar logo. Com 42 anos a pessoa precisa de alguma religião, assim como aos 14 ela necessitava um relacionamento sexual.
Ao chegar aos 49 anos ela se assenta em relação à religião. Ela já encontrou algumas respostas que vão além do mundo material e objetivo. Com 56, se as coisas ocorrerem naturalmente e a pessoa seguir seu ritmo, ela começa a ter alguns vislumbres do divino.

Com 63 anos, se tudo continuar seu curso natural, ela terá seu primeiro “satori” – compreensão, iluminação. E se isto acontecer nessa idade, ela poderá ter uma morte bonita, pois ela será uma porta para o divino.

A cada sete anos o corpo chega a um ponto aonde o velho vai e o novo se assenta e há um período transitório. Nesse período TRANSITÓRIO, tudo é LÍQUIDO. Se você quiser que alguma nova dimensão penetre em sua vida, este é o momento preciso! Quando as coisas são líquidas, a transformação é fácil.
Dentro dos grandes ciclos do mundo, nós estamos vivendo esse período TRANSITÓRIO, onde tudo é LÍQUIDO. Velhos códigos e mandamentos tornaram-se inúteis e novos padrões ainda não estão assentados. Este é, portanto, um período onde grandes mudanças podem ocorrer, novos rumos podem ser tomados e toda a humanidade está se dando conta disso.


O Simbolismo do número 7


Por Antonio Zago - No momento em que Planeta completa o seu sétimo aniversário, não poderiamos deixar de nos perguntar o significado numerológico desse acontecimento. Para isso, resolvemos fazer uma especulação filosófica geral em torno do sete. Esse número apresenta-se como sendo, místico, misterioso, aritmeticamente “esquisito” e, principalmente, como sendo o número da Criação. Ao identificá-lo com a soma de 3 (Trindade Divina) mais 4 (os quatro elementos do número físico), o sete surge como a união do homem com Deus.

O sete é o número místico por excelência. Ele goza de uma série de privilégios, não apenas entre os ocultistas como também em todas as religiões e seitas, das mais primitivas as mais modernas. Não bastasse ser o número da Criação — 3 (o céu) + 4 (a terra) = 7 — , é também o número que indica a relação viva entre o divino e o humano. Isso está mais ou menos implícito na estrela de Salomão, onde dois triângulos se cruzam: um ascendente e outro descendente. As seis pontas, mais o ponto central, somam o sete místico, simbolizando a união do céu e da terra, do Bem e do Mal, do divino e do humano.

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Todos os livros sagrados estão cheios de exemplos da excelência do número sete. Mas a Bíblia, pela proximidade com a nossa cultura, é o livro que mais tem atraído a nossa atenção. Contam-se ás centenas os exemplos da força e do poder do número sete na nossa Bíblia.

No livro da Gênesis, por exemplo, vamos encontrar o sete como o número da Criação. No primeiro dia Deus criou a luz, separando-a das trevas; no segundo dia Deus criou a abóbada celeste, separando as águas de cima das águas de baixo; no terceiro, criou a terra firme, separando-a das águas, e espalhou nela a vegetação; no quarto, criou o Sol, a Lua e as estrelas; no quinto dia criou os peixes, os monstros marinhos e os pássaros; no sexto, criou os animais, os répteis e o homem; e, no sétimo dia, Ele descansou.

“Assim foram acabados o céu e a terra e todos os seus ornatos. E Deus acabou no sétimo dia a obra que tinha feito; e descansou no sétimo dia de toda a obra que tinha feito. E abençoou o dia sétimo, e o santificou, porque nele tinha cessado de todo a sua obra, que tinha criado e feito”. Gênesis, 2, 1-3.

Assim, desde a criação do mundo, um tempo foi imprimido ao ritmo universal quando Deus decidiu que a semana teria sete dias e não cinco ou dez. Como disse Ray Bradbury, “Os sete dias estão inscritos em nosso sangue em letras de fogo. . .“. Ao mesmo tempo, Deus dedicou o sétimo dia ao descanso. O sétimo dia é sagrado.

O padre-nosso cristão e a simbologia do sete

São sete as ciências naturais, são sete as virtudes, são sete os pecados capitais, assim como são sete os sacramentos, as notas musicais, os gênios persas, os arcanjos judaico-cristãos.

No próprio cristianismo vamos encontrar o sete na base da sua principal oração. O padre-nosso inicia com uma invocação e termina com uma dedicatória. Entre o princípio e o fim vamos encontrar sete petições:

1- Santificado seja o Vosso nome;

2 - Venha a nós o Vosso reino;

3 - Seja feita a Vossa vontade, assim na Terra como no Céu;

4 - O pão nosso de cada dia nos dai hoje;

5 - Perdoai as nossas dívidas assim como perdoamos aos nossos devedores;

6 - Não nos deixeis cair em tentação;

7 - Livrai-nos do mal.

Como vemos, das sete petições presentes no padre-nosso as três primeiras são dirigidas a Deus e as quatro seguintes ao homem. Isso nos remete a um outro mistério que cerca o número sete enquanto número da Criação. O sete é a junção do 3 (divino) e do 4 (físico e humano). Anteriormente, no Livro da Gênesis, víramos que Deus, ao criar o mundo, dedicou os três primeiros dias à criação dos “campos” onde as criaturas agiriam nos quatro dias restantes.

Essa divisão é válida e pode ser observada na maioria dos exemplos onde o sete servir de base. Nas sete virtudes, três são sobrenaturais (fé, esperança, caridade) e quatro são cardeais (prudência, justiça, fortaleza e temperança). Os sete pecados capitais se dividem em três que pertencem ao espírito (soberba, ira, inveja) e quatro que pertencem ao corpo (luxúria, gula, avareza e preguiça). Dos sete sacramentos da igreja católica, três se referem a vida espiritual (batismo, confirmação, eucaristia) e os quatro restantes referem-se á vida mundana (penitência, ordem, matrimônio, extrema-unção). Portanto, para entendermos totalmente o significado do número sete, temos que analisar anteriormente os números 3 e 4, ou seja, o ternário e o quaternário.

A Trindade Divina é uma parte do sete

Na Grécia antiga, entre os pitagóricos, o 3 era considerado o número perfeito por ter princípio, meio e fim. Por essa razão, o 3 era considerado o símbolo do divino.

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O círculo da eternidade, com os triângulos superior (Deus) e inferior (homem) tendendo para direções opostas, uma vez que estão em luta constante. Resolvido este impasse, o homem reconhecerá que o seu Eu, seu Centro (ponto central), é o mesmo que o de Deus. Os gregos tinham ainda três destinos, três fúrias e três graças. Os deuses eram sempre representados com um triplo instrumento de poder: o tridente de Netuno, o raio triplo de Júpiter. Os antigos imaginavam o mundo composto de três partes: céu, terra e subsolo. Assim, o homem tinha que ser dividido em três partes, a saber: corpo, alma e mente. A mente se subdivide em consciente, subconsciente e superconsciente (ego, superego e id).

Porém, o uso mais claro do poder divino do número três é a descrição que normalmente se faz da divindade como sendo trina. No dogma cristão esse aspecto aparece quando se afirma que Deus é Um na essência mas possui três aspectos distintos, ou seja, Pai, Filho e Espírito Santo. Entre os nórdicos a divindade também possuía o seu aspecto triplo: Har, Janfar, Thridi. Entre os babilônicos; Anu era o deus-chefe da trindade composta ainda pon Enlil e Ea. Entre os egípcios, a trindade divina seguia o protótipo de uma outra espécie: pai-mãe-filho, ou seja, Osiris, Isis e Hórus. Entre os etruscos, Tina, Cupra e Menrva apareciam sempre juntas e representavam o fogo, a fertilidade e a sabedoria.

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Jachin e Boaz, os dois legendários pilares do Templo de Salomão. Entre ambos, os sete pilares do tabernáculo, representando os sete planetas da astrologia tradicional (gravura rosacruz).

Quanto aos hindus, todos sabem que eles adoravam separadamente as três divindades distintas: Brahma, Siva e Vishnu. Porém, a primeira lição ensinada aos discípulos na iniciação aos mistérios profundos era de que esta separação é ilusória, sendo que os três representam aspectos do Uno.

Três é, portanto, o número das forças da Criação. Essas forças são representadas por dois pólos que se opõem e um terceiro fator de interação e equilíbrio. Nesse sentido, o símbolo real da divindade é o triângulo eqüilátero. Ora, colocando-se um triângulo com um dos vértices voltado para cima (símbolo do superior) sobre um triângulo com um dos vértices voltado para baixo (símbolo do inferior), teremos a estrela de Salomão. Colocando-se um ponto no centro dessa estrela (ou um círculo á sua volta) teremos novamente o número sete, simbolizando aqui o encontro do homem com Deus.

Vejamos agora o significado do número 4, ou seja, do quaternário.

Desde a mais remota antigüidade o quatro sempre foi considerado o número do mundo físico. A primeira e mais racional das explicações para esse fenômeno diz que o mundo físico é composto por quatro elementos: terra, ar, água e fogo. A outra explicação é que o quatro estaria relacionado aos quatro pontos cardeais. Vale mesmo a pena perguntar por que quatro pontos cardeais (norte, sul, leste e oeste) e não três ou seis. Acredita-se ainda que este conceito seria derivado da simetria do corpo humano.

Um número “esquisito” até para os matemáticos

Os exemplos tirados da Bíblia confirmam a idéia do quatro relacionado ao mundo físico. O rio que sai do Paraíso se divide em quatro outros rios. O Altar dos Sacrifícios tem quatro pontas, dirigidas aos quatro pontos cardeais. Os quatro animais que sustentam o Trono da Revelação referem-se aos quatro elementos. No Novo Testamento vamos encontrar o quatro de uma forma bastante dramática: os soldados romanos dividem em quatro partes as roupas de Jesus crucificado. Esta separação das vestes do Doce Rabi da Galiléia simboliza a dissolução do seu corpo material e o seu regresso aos quatro elementos de que era composto.

Entre os maias, o quatro também aparece ligado ao mundo material: eles tinham quatro deuses, sendo que cada um suportava um dos quatro cantos da Terna — Cauac (sul), Mulac (norte), Kan (este) e Ix (oeste). Não podemos nos esquecer que são quatro as estações do ano (primavera, verão, outono, inverno); são quatro as fases da Lua (crescente, minguante, nova e cheia); são quatro as partes do dia (madrugada, manhã, tarde e noite); tudo isso equivale as quatro fases da vida do homem (nascimento, crescimento, maturidade e morte).

Em sua autobiografia, intitulada Memórias, Sonhos e Reflexões, o grande psicólogo suíço Carl Gustav Jung refere-se a idéia da quaternidade: “A quaternidade é um arquétipo de ocorrência quase universal. Constitui a base lógica para qualquer raciocínio completo. Se alguém desejar transmitir esse raciocínio, ele deverá ter esse aspecto quaternário. Por exemplo, se quisermos descrever o horizonte como um todo, refenir-nos-emos aos quatro quartos do céu... Há sempre quatro elementos, quatro qualidades principais, quatro cores, quatro castas, quatro formas de desenvolvimento espiritual, etc. Do mesmo modo, existem quatro aspectos de orientação psicológica. Para nos orientarmos, temos de possuir uma função que nos garanta que qualquer coisa está ali (sensação); uma segunda função que estabeleça o que é (pensamento); uma terceira função que estabeleça se serve ou não, se aceitamos ou não (sentimento); e uma quarta função que nos indique de onde uma coisa veio e para onde vai (intuição). Sempre que as coisas se passem desta maneira, nada mais há a dizer... A perfeição ideal é o círculo ou esfera, mas a sua divisão natural mínima é uma quaternidade”.

O quadrado e a cruz são os dois símbolos universais do quaternário. A cruz, ao contrário do que muita gente pensa, é um símbolo que foi englobado pelo cristianismo, mas que o antecede em milhares de anos. Os escandinavos já colocavam cruzes sobre os túmulos dos seus mortos muitos anos antes do aparecimento do cristianismo. Para os egípcios a cruz simbolizava a vida, e entre os astecas, antes de qualquer contato com os cristãos, a cruz já era um símbolo sagrado. Mas enfim, seja qual for a sua forma, o número quatro se relaciona sempre ao mundo físico (ou terrestre) em oposição ao número três, que se refere ao divino (espiritual). Assim sendo, o número sete (3 + 4) é, sem dúvida alguma, o número da Criação.

PARTE 2

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