Psicofonia

psicofonia10Hoje fala-se muito da gravação de vozes sem que alguém as tenha gravado... Gravadas assim"diretamente" sem causa aparente, constitui-se em Parapsicologia o chamado fenômeno da Psicofonia. Partindo dos conceitos atuais e tentando dar uma explicação científica das psicofonias gravadas, as hipóteses dos investigadores são muitas, desde aquelas que nos falam de comunicações dos espíritos dos mortos até aquelas que relacionam estas mensagens com a antimatéria e os antimundos. Acreditamos contudo, que na investigação desta fenomenologia, subestimaram-se, para não dizer que foram totalmente esquecidas, as grandes possibilidades de nossa atividade inconsciente.. Não devemos esquecer que os fenômenos parapsicológicos são fundamentalmente do homem, e com raras exceções, por exemplo, os milagres divinos. Desde as mais remotas épocas , o homem, preocupado por conhecer o destino que o espera após a morte, tentou por muitos meios, entrar em comunicação com os mortos.

Assim, a crença na possibilidade da comunicação persistiu através dos séculos. Entre os povos da antiguidade, os sonhos eram considerados como mensagens diretas do mundo dos espíritos, de origem divina ou diabólica. Os bruxos e feiticeiros das sociedades primitivas tentaram impor a idéia de que eles possuiam a faculdade de comunicar-se com os mortos e que por meio de seus ritos ancestrais invocaram os espíritos. Na época moderna, o espiritismo, movimento "religioso" criado pelas irmãs Fox, levou ao auge essa crença e, apesar de sua confissão de que os golpes(tiptologia) eram produzidos fraudulentamente, o número de adeptos e crentes foi sempre aumentando. A este movimento aderiram inclusive alguns homens de ciência, pelo menos no início das investigações. Victor Hugo "comunicava-se" com os personagens mais famosos da história. William Blake afirmava que muitos de seus poemas eram compostos pela intervenção daqueles que ele chamava "amigos da eternidade" (?). E com eles, uma lista de personagens, por exemplo, Conan Doyle, Garland, Flammarion, etc.

De forma idêntica, alguns povos sustentaram que os espíritos dos mortos rondam o ar, a terra e os céus e que são capazes de entrar em contato com os homens e ainda mais, de penetrar no interior dos individuos a fim de inspirá-los e tomar completa posse deles, acreditando, inclusive, que podiam falar em animais e objetos naturais.

É claro que a "comunicação dos espíritos" não deve ser confundida com a sobrevivência do homem após sua morte. Tudo que antecede pode-nos levar a uma importante conclusão. Embora, propriamente falando, o consenso universal se refira à sobrevivência, este conceito facilitou em muitas pessoas, a crença supersticiosa na comunicação, unificando a crença universal na sobrevivência, com a crença na possibilidade de comunicação direta com os espíritos.  A sobrevivência é parte dessa configuração ancestral estendida a todas as raças e povos, inerente aos mistérios da história geral dos homens e alheia à reminiscência pessoal. Portanto, esta"cultura-histórico-inconsciente-coletiva" que preexiste ao nosso nascimento, influi e predispõe ao ser humano para uma situação propícia à superstição da comunicação.

O experimentador, crendo na possibilidade de "comunicação" entra nas condiões mais favoráveis de sugestão: silêncio, desligamento do ambiente exterior, etc... e mentalmente expressa o desejo de estabelecer contato com o "outro mundo", formulando perguntas concretas a familiares desaparecidos ou invocando personagens históricos.

Estas tentativas de penetração no além costumam ser, em certas ocasiões, muito dificultosas, mas uma vez estabelecido o "contato", o diáologo é natural. O experimentador está excitando seu inconsciente e este estímulo se traduz numa mensagem pergunta que requer uma resposta por parte do próprio inconsciente que tratará de coresponder indagando seu arquivo pantomnésico (memória de tudo: o inconsciente não esquece nada) com o objetivo de procurar algum dado que possa resolver o conflito a que o experimentador o submeteu.

A resposta, frequentemente, irá dramatizada com o fator da crença da "comunicação" com os mortos.A partir deste momento, o inconsciente do agente ativará qualquer palavra ou frase registrada que encaixe, não necessariamente no nível consciente, na pergunta do experimentador e a emitirá para o exterior.

As formas mais comuns pelas quais podem ser exteriorizadas estas vozes pelo próprio experimentador são: -a ventriloquia subliminar em estado sonambúlico e de semi-transe. -emissão provocada pelo movimento inconsciente das cordas vocais ao transmitir, ainda que em forma de pensamento, a resposta mensagem. Esta é a mais comum das explicações das psicofonias. O movimento dos órgãos da fonética, ou melhor, a emissão das palavras internas que pensamos foi demonstrado experimentalmente. Por exemplo: Os doutores Lehmann, diretor do laboratório de psicofísica e seu colega Hansen, ambos da Universidade de Copenhague, colocaram frente a frente dois grandes espelhos côncavos metálicos, a uma distância de dois metros um do outro. No foco de um deles, uma pessoa encostava a boca ao pensar em alguma coisa e no foco do outro espelho, outra pessoa encostava o ouvido.

As experiências foram feitas de tres maneiras: com a boca semi-fechada, quase fechada e inteiramente fechada, operando-se sempre a respiração pelo nariz.

Os resultados obtidos foram idênticos nas três modalidades da esperiência, tendo havido apenas um fracasso de 25%. A pessoa que colocava o ouvido no foco de um dos espelhos, ouvia o que o outro pensava , estando no outro espelho. Hove, portanto a articulação das palavras correspondentes aos pensamentos, fossem coisas concretas ou abstratas, imagens, números, etc; apesar de não ter havido movimento algum externamente.

Essa mínima onda sonora é captada por um bom gravador que, depois a ampliará e a reproduzirá. Omitimos aquelas psicofonias produzidas por uma atuação direta da telergia sobre o gravador, assim como aquelas que se referem às formações ectplasmáticas; trata-se de realidades capazes de reproduzir o fenômeno, mas excepcionais e que indubitavelmente são muito complexas para justificar a abundância de psicofonias que com toda a facilidade muitas pessoas produzem. É curioso observar como após as primeiras experiências psicofônicas, não é necessário muito tempo para conseguir registrar novas vozes. É claro, pois o incosnciente já está treinado e conhece o mecanismo, não necessitando, portanto de uma "prévia digestão de idéias".  Na prática, quando as mensagens psicofônicas parecem ter algum sentido, estas não se destacam precisamente por sua transcendência, mas trata-se sempre de frases carentes de profundidade. Mais um aspecto que convida, dada sua pobreza intelectual, a rechaçar a idéia de uma comunicação superior com os espíritos.

Deve-se finalmente ressaltar que as vozes quase nunca são perfeitamente audíveis sendo normalmente breves e confusas.


Fenômono Mediúnico


Psicofonia (do grego psyké, alma e phoné, som, voz), de acordo com a Doutrina Espírita, é o fenômeno mediúnico no qual um espírito se comunica através da voz de um médium.

A Doutrina Espírita identifica duas classe principais de psicofonia:

a consciente - quando o médium afirma ter percebido mentalmente ou escutado uma fala proveninete de um espírito que desejava se comunicar, tendo-a reproduzido com o seu aparelho fonador; e

a inconsciente ou sonambúlica - quando o médium afirma não saber o que disse, fazendo entender, neste caso, que o espírito comunicante ter-se-ia utilizado diretamente de seu aparelho fonador, por estar ele, médium, inconsciente.
Como se verifica em toda classificação espírita, esta deve ser entendida como didática, sabendo-se haver uma diversidade de nuances entre uma e outra classe.

Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns chama os médiuns psicofônicos inconscientes de médiuns falantes.


Psicofonia televisionada no Brasil


No dia 28 de outubro de 2004, quinta-feira, durante uma sessão comemorativa pelos 200 anos de nascimento de Allan Kardec, o deputado federal Luiz Carlos Bassuma (PV-BA), experimentou um aparente fenômeno de psicofonia, acessível no portal da Câmara de Deputados e no Youtube - ainda que visto por alguns com um certo ceticismo. Em um dado momento da sessão, quando estaria iniciando a prece, abaixou a cabeça, alterou seu tom de voz, com sua mão direita aparentemente trêmula durante mais de 3 minutos. Há várias menções a este caso quanto positivas - alegando veracidade na comunicação dos espíritos, quanto negativas - alegando que não houve critério na comunicação mediúnica. Bassuma afirmou ser espírita há 20 anos, na época do ocorrido e diz que quando ora, "sinto[sente] o envolvimento, deixo fluir, não faço nenhum tipo de bloqueio." O acontecimento foi amplamente noticiado nos vários telejornais brasileiros.

O fenômeno da psicofonia ou incorporação é caracterizado pelo chamado envolvimento mediúnico que significa um entrosamento das correntes mentais e vibratórias do médium com o Espírito comunicante. No fenômeno mediúnico, durante o transe, o médium apresenta condições favoráveis à assimilação das correntes mentais com as quais se afiniza.Isso se dá pela irradiação perispirítica, que permite ao médium maior liberdade, podendo ser influenciado pelo campo vibratório dos Espíritos encarnados. Havendo a sintonia vibratória o médium passa a sentir, receber ou entender vibrações mentais da entidade comunicante.

Todavia, essa assimilação de correntes mentais não se dá apenas entre os dois participantes do fenômeno mediúnico, pois as demais pessoas que participam da reunião têm importância fundamental, podendo colaborar decisivamente para o bom êxito da empreitada, como também ser causa no fracasso da ligação médium-espírito, por ter, através de seus pensamentos, determinado um clima à realização dos fenômenos. Assim, todos os participantes, médium, esclarecedor, espírito comunicante, mentores espirituais, tem grande importância na realização do intercâmbio mediúnico.

Incorporação mediúnica é a forma de mediunidade que se caracteriza pela transmissão falada das mensagens dos espíritos. É, em nossos dias, a faculdade mais encontrada na prática mediúnica. Pode-se dizer que é uma das mais úteis, pois, além de oferecer a oportunidade de diálogo com os Espíritos comunicantes, ainda permite a doutrinação e consolação dos espíritos pouco esclarecidos sobre as verdades espirituais. O papel do médium seja ele consciente ou não, é sempre passivo, visto que servindo de intérprete neste intercâmbio, deve compreender o pensamento do Espírito, comunicante e transmite-lo sem alteração, o que é mais difícil quando menos treinado estiver.

A incorporação é também denominada psicofonia, sendo esta denominação preferida por alguns porque acham que incorporação poderia dar a idéia do Espírito comunicante penetrando o corpo do médium, fato que sabemos não ocorrer. Os médiuns de psicofonia são classificados em: conscientes, semi-inconscientes e inconscientes.Médiuns Conscientes – Pode se dizer que um médium consciente é aquele que durante o transcurso do fenômeno tem consciência plena do que está ocorrendo. O Espírito comunicante entra em contato com as irradiações perispirituais do médium, e, emitindo também suas irradiações perispirituais, forma a atmosfera fluídica capaz de permitir a transmissão do seu pensamento ao médium, que, ao capta-lo, transmitirá com as suas possibilidades, em termos de capacidade intelectual, vocabulário, gestos, etc.

O médium age como se fosse um intérprete da idéia sugerida pelo espírito, exprimindo-a conforme sua capacidade própria de entendimento. Esta forma de mediunidade será tanto mais proveitosa quanto maior for à cultura do médium e suas qualidades morais, a influência de espíritos bons e sábios, a facilidade e a fidelidade na filtração das idéias transmitidas. Seu desenvolvimento exige estudo constante, bom senso e análise continua por parte do médium. Médiuns semi-conscientes – exteriorização perispíritica em presença do espírito comunicante, com o qual possui a devida afinidade; ou quando houver o ajustamento vibratório para  que a comunicação se realizasse. Há irradiação e assimilação de fluidos emitidos e pelo médium, formando a chamada atmosfera fluídica. E então ocorre a transmissão da mensagem do Espírito para o médium.

O médium vai tendo consciência do que o espírito transmite à medida que os pensamentos daquele vão passando pelo seu cérebro, todavia o médium deverá identificar o padrão vibratório e a intencionalidade do espírito comunicante, tolhendo-lhe qualquer possibilidade de procedimentos que firam as normas da boa disciplina mediúnica. Ainda na forma semi-consciente, embora em menor grau que na consciente, poderá haver interferência do médium na comunicação como repetição de frases, gestos que lhe são próprios, motivo porque necessita aprimorar sempre a faculdade, observando bem as suas reações no fenômeno, para prevenir que tais fatos sejam tomados como “mistificação”. Essa é a forma mais disseminada da mediunidade de incorporação.

Geralmente, o médium, procedendo a comunicação, sente uma frase a lhe repetir insistentemente no cérebro e somente após emitir essas primeiras fase é que as outras surgirão. Terminada a transmissão da mensagem, muitas vezes o médium só lembra vagamente do que foi tratado. Médiuns inconsciente – Esta forma de mediunidade de incorporação caracteriza-se pela inconsciência do médium quanto a mensagem que por seu intermédio é transmitida. Isto se verifica por se dar uma exteriorização perispiritual total do médium. O fenômeno se dá mesmo nas formas anteriores, somente que numa gradação mais intensa. Exteriorização perispiritual, afinização com a entidade que se comunicará, emissão e assimilação de fluídos, formação da atmosfera necessária para que a mensagem se canalize por intermédio dos órgãos do médiuns, são indispensáveis.

Embora inconsciente da mensagem, o médium é consciente do fenômeno que está se verificando, permanecendo, muitas vezes, junto da entidade comunicante, auxiliando-a na difícil empreitada, ou, quando tem plena confiança no espírito que se comunica, pode afastar-se em outras atividades. O médium, mesmo na incorporação inconsciente, é o responsável pela boa ordem do desempenho mediúnico, porque somente com o seu consentimento, ou com sua colaboração, poderá o espírito realizar alguma coisa. Geralmente o médium, ao recobrar sua consciência, nada ou bem pouco recordará do ocorrido ou da mensagem transmitida. Fica uma sensação vaga comparável ao despertar de um sonho pouco nítido em que fica uma vaga impressão. Mas que a pessoa não saberá afirmar com certeza do que se tratou.


Fonte: http://www.artigonal.com/

 

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