Castelo de Chillon

chicaste1O Castelo de Chillon (em francês: Château de Chillon) é um dos castelos da Suíça mais conhecidos em todo o mundo, além de ser o monumento suíço mais visitado e um dos mais bem preservados da Europa, estando classificado como monumento histórico. Situa-se numa das margens do Lago Léman, em Veytaux, a três quilómetros de Montreux. De forma oblonga, mede 110 metros de comprimento por 50 de largura, culminando com uma torre de menagem de 25 metros de altura. Foi construído sobre um rochedo, um ponto de protecção natural e estratégico para controlar a passagem entre o sul e o norte da Europa. De um lado, é uma magnífica residência à beira do lago e, do outro, uma imponente fortaleza em frente às montanhas.

O arqueólogo Albert Naef descobriu que o castelo foi ocupado desde a Idade do Bronze e que, actualmente, é resultado de muitos séculos de construções e restaurações. Não é possível datar com exactidão o seu ano de construção, mas os primeiros registos escritos do castelo são de 1150. Foi sucessivamente ocupado pela Casa de Saboia, depois pelos bernenses, de 1536 a 1798, desde então pertence ao Estado de Vaud.

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O Castelo de Chillon está construído sobre um rochedo oval, em calcário, avançado sobre o Lago Léman entre Montreux e Villeneuve, com uma encosta escarpada dum lado e o lago e o seu fundo abrupto do outro. a localização é estratégica: encerra a passagem entre a Riviera Vaudesa (acesso ao norte através da Alemanha e da França) e a Planície do Ródano, que permite chegar rapidamente à Itália. Além disso, o lugar oferece um excelente ponto de vista sobre a costa saboiarda que lhe faz face. Uma guarnição podia, assim, controlar militar e comercialmente a rota para Itália e aplicar um direito de portagem.

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As primeiras construções remontam ao século X, embora seja provável que esse espaço já fosse uma localização militar privilegiada antes dessa data. Objectos que remontam à época romana foram descobertos durante escavações no século XIX, assim como vestígios datados da Idade do Bronze. A partir duma dupla paliçada em madeira, os romanos haviam fortificado o local antes de lhe ser acrescentada uma torre de menagem quadrada no século X.

Fontes do século XIII ligam a posse do sítio de Chillon ao Bispo de Sion. Uma carta datada de 1150, na qual o conde Humberto III de Saboia concede aos cistercienses de Hautcrêt a livre passagem em Chillon, atesta o domínio da Casa de Saboia sobre Chillon. Ficamos a saber que o proprietário do castelo é um certo Gaucher de Blonay. Mas, este senhor de Blonay é mais um vassalo do Conde que um dos seus oficiais. Trata-se dum domínio senhorial dos Saboia no quadro duma sociedade feudal e não dum domínio administrativo.

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A partir do fim do século XVIII, o castelo atrai os escritores românticos. De Jean-Jacques Rousseau a Victor Hugo, passando por Alexandre Dumas, Gustave Flaubert e Lord Byron, o catelo inspira os poetas do mundo inteiro. Hugo dirá que "Chillon é um bloco de rochas". Certos restauros, inspirados pela visão romântica da estética, fazem-se com determinadas características em detrimento da veracidade histórica. Em 1900, o arquitecto Albert Naef continuou os trabalhos de restauro para alcançar o estado actual do edifício. Refez o interior e as tapeçarias de certas salas, como a Grande Sala do Bailio, também chamada de "grande cozinha bernense".

Em 1939, o castelo já recebia mais de 100.000 visitantes. A proximidade com a cidade de Montreux não é estranha a esta tendência. O sucesso não cessa de crescer ao longo dos anos e o monumento passa a registar mais de 300.000 visitas por ano. Graças aos restauros, o castelo está em excelente estado e dá uma boa visão da arquitectura feudal.

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Hoje, as partes mais visitadas do local são a famosa prisão de Bonivard, que fica no subsolo e, como as outras salas subterrâneas, lembra as catedrais góticas do século XIII, a Camera Domini, uma sala extraordinária pintada com símbolos medievais, a capela, uma belíssima construção religiosa com pinturas do século XIV, as quatro principais salas com janelas voltadas para o Lago Léman, três pátios na entrada que hoje são usados para eventos, entre outros. Ao todo, o castelo é constituido por 25 edifícios unidos por corredores e passarelas. Apresenta ainda colecções de mobiliário, objectos de estanho e armas antigas.

 

Fonte: https://pt.wikipedia.org

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